#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

domingo, 2 de março de 2014

CARNAVAL NA VISÃO ESPÍRITA













O Carnaval, conforme os
 conceitos de Bezerra de 
Menezes é festa que ainda guarda vestígios da barbárie e do 
primitivismo que ainda reina entre os encarnados, marcado pelas
 paixões do prazer violento. Como nosso imperativo maior é a
 Lei de Evolução, um dia tudo isso, todas essas manifestações
 ruidosas que marcam nosso estágio de inferioridade desapa
recerão
 da Terra. Em seu lugar, então, predominarão a alegria pura,
 a jovialidade, a satisfação, o júbilo real, com o homem des
pertando para a beleza e a arte, sem agressão nem promis
cuidade. A folia em que pontifica o Rei Momo já foi um dia a 
comemoração dos povos guerreiros, festejando vitórias; foi
 reverência coletiva ao deus Dionísio, na Grécia clássica, 
quando a festa se chamava bacanalia; na velha Roma dos césares,
 fortemente marcada pelo aspecto pagão, chamou-se saturnalia
 e nessas ocasiões se imolava uma vítima humana.
Na Idade Média, entretanto, é que a festividade adquiriu o conceito 

que hoje apresenta, o de uma vez por ano é lícito enlouquecer, 
em homenagem aos falsos deuses do vinho, das orgias, dos 
desvarios e dos excessos, em suma.

A letra da música de Caetano Veloso diz: “atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, mas para os espíritas a letra deveria ser modificada para: “atrás do trio elétrico também vai quem já morreu”, porque o Espiritismo nos esclarece que estamos o tempo todo em companhia de uma inumerável legião de seres invisíveis, recebendo deles boas e más influências a depender da faixa de sintonia em que nos encontremos. Essa massa de espíritos cresce sobremaneira nos dias de realização de festas pagãs, como é o Carnaval. Nessas ocasiões, como grande parte das pessoas se dá aos exageros de toda sorte, as influências nefastas se intensificam e muitos dos encarnados se deixam dominar por espíritos maléficos, ocasionando os tristes casos de violência criminosa, como os homicídios e suicídios, drogas lícitas e ilícitas, além dos desvarios sexuais que levam à paternidade e maternidade irresponsáveis, doenças sexualmente transmissíveis, abortos, etc.
Isso acontece tanto com aqueles que se afinizam com os seres perturbadores, adotando comportamento vicioso, quanto com criaturas cujas atitudes as identificam como pessoas respeitáveis, embora sujeitas às tentações que os prazeres mundanos representam, por também acreditarem que seja lícito enlouquecer uma vez por ano.
Mas, do mesmo modo como somos facilmente dominados pelos maus espíritos, quando sintonizamos na mesma freqüência de pensamento, também obtemos pelo mesmo processo, a ajuda dos bons, aqueles que agem a nosso favor em nome de Jesus. Basta, para tanto, estarmos predispostos a suas orientações, atentos ao aviso de “orar e vigiar” que o Cristo nos deu há dois mil anos, através do cultivo de atitudes salutares, como a prece e a praticada caridade desinteressada.
Como disse Carlos Baccelli: “Advertiu-nos o apóstolo Paulo: "Tudo me é lícito, mas nem tudo me convém". O mal não está tanto na coisa em si; está em como nos conduzimos dentro dela. O carnaval não seria o que é, se não fôssemos o que somos. É natural a presença do jovem espírita em festas e boates; no entanto, ao adentrar uma casa de diversão, ele não pode deixar lá fora a sua condição religiosa, como se tal condição lhe fosse uma capa da qual ele pudesse despir-se à vontade.”
Há quem se isole em grupos religiosos para orar ou pular um carnaval mais cristianizado, onde a alegria não precisa de drogas, sexo desregrado, atitudes desequilibradas.
Então, podemos concluir que, seria bom evitarmos, mas se não for possível, podemos nos divertir, mas nos comportemos como cristãos seja lá onde estivermos. ORAÇÃO e VIGILANCIA é a recomendação sempre atual.

(Compilação de Rudymara retirado do texto da Revista Espírita e do livro Mediunidade na Mocidade de Carlos A. Baccelli

0 comentários:

Postar um comentário