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quinta-feira, 13 de março de 2014

PROTEÇÃO ESPIRITUAL




















Todos possuímos proteção espiritual. Revelam os Espíritos que, antes mesmo de nosso renascer, a cada um de nós foi designado um ser espiritual, mais elevado que seu tutelado, para nos orientar durante toda a encarnação na Terra inclua-se os momentos do planejamento reencarnatório e os primeiros instantes do retorno à pátria espiritual quando o Espírito se desvencilha do corpo físico.

O Catolicismo chama estes seres de Anjos da Guarda; em outros contextos religiosos, são conhecidos como Guias Espirituais. Na verdade, estes seres têm status espiritual conforme o nível evolutivo dos homens que se dispõem a orientar. Ressalvada a poesia de que estes Espíritos agem à feição de anjos e como a maioria de nós ainda tem pouco de angelical, isto implica que a maioria de nossos orientadores espirituais não precisam ser, necessariamente, anjos. Entre o estado espiritual da maioria dos humanos terrenos e o dos anjos, há uma imensa gama de seres espirituais que são capazes de orientar.


A palavra guia dá uma ideia de dependência que o indivíduo encarnado teria em relação ao seu tutor. Ser guiado por outrem, mesmo um Espírito, passa a ideia de ausência de responsabilidade do tutelado, como se este não possuísse livre-arbítrio e capacidade para decidir por si próprio.
Assim, devido a impossibilidade de Deus nos atender pessoalmente, ajuda-nos por meio de seus mensageiros. Independentemente do nome, o que importa é Deus não nos abandona nunca e sempre está disponível quando nos recolhemos (interiormente) e nos conectamos com Ele, através dos bons sentimentos em forma de prece. A resposta será a ativação da intuição em mim ou em alguém, conhecido ou não, que surge e decide nos ajudar naqueles momentos difíceis.

Allan Kardec, em O Livro dos Espíritos, mostra que há 3 tipos de orientadores espirituais:

1. Espírito protetor : constitui um orientador principal e superior aos demais. Sua missão é a de guiar o seu protegido na senda do bem, auxiliá-lo com seus conselhos, consolá-lo nas aflições, levantar-lhe o ânimo nas provas da vida. Sua missão tem duração mais prolongada. Jamais abandona o seu protegido, apenas se afastam quando o tutelado não ouve seus conselhos.

2. Espíritos familiares: são orientadores secundários. Podem ser os Espíritos de nossos parentes, familiares e amigos. Seu poder é limitado e sua missão é mais ou menos temporária. Só atuam por ordem ou permissão dos Espíritos protetores.

3. Espíritos simpáticos: aqueles que se afinizam com nossas tendências. Por isto, podem nos inspirar boas ou más ideias, conforme forem os sentimentos com que os atrairemos. Esta relação espiritual está intrinsecamente ligada ao caráter do homem.

Em suma, ninguém está desassistido da influência benéfica dos bons espíritos. Depende de nós afastar os ainda maus espíritos, melhorando nosso procedimento.

Jânio Alcântara 

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