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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2015

Os sublimes ensinos do Cristo

 francisco_rebouças
Em verdade vos digo que o Céu e a Terra não passarão sem que tudo o que se acha na lei esteja perfeitamente cumprido, enquanto reste um único iota e um único ponto.” JESUS – MATEUS, 5: 18.¹
Foi Jesus Cristo o começo da mais pura e sublime moral evangélica, que vem desde há muito, renovando a concepção do homem sobre o mundo, a vida, e a finalidade da existência da humanidade, nas incontáveis moradas que Ele nos havia afirmado que existiam na casa de seu Pai.
“O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. E a lei do progresso, a que a Natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a Humanidade avance.

São chegados os tempos em que se hão de desenvolver as ideias, para que se realizem os progressos que estão nos desígnios de Deus. Têm elas de seguir a mesma rota que percorreram as ideias de liberdade, suas precursoras. Não se acredite, porém, que esse desenvolvimento se efetue sem lutas. Não; aquelas ideias precisam, para atingirem a maturidade, de abalos e discussões, a fim de que atraiam a atenção das massas. Uma vez isso conseguido, a beleza e a santidade da moral tocarão os espíritos, que então abraçarão uma ciência que lhes dá a chave da vida futura e descerra as portas da felicidade eterna. Moisés abriu o caminho; Jesus continuou a obra; o Espiritismo a concluirá. – Um Espírito israelita. (Mulhouse, 1861.)”²
Suas lições tão bem exemplificadas em cada uma de suas atitudes para com seus semelhantes mostrava a todos que os homens são na verdade filhos do mesmo Pai, sendo por isso mesmo irmãos, e que cada indivíduo deve se esforçar para fazer brotar de seu coração a caridade e o amor pelo próximo a fim de que seja possível se estabelecer entre os humanos uma solidariedade fundamentada em uma moral, capaz de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos melhores. Para essa finalidade, nossa ciência vem desde sempre recebendo a ajuda providencial da Espiritualidade amiga para desvendar os “mistérios”, e resolver paulatinamente os mais intricados problemas alusivos ao progresso material da Humanidade.
Foi através desse auxílio que conseguiu constatar o absurdo da escravidão do homem pelo próprio homem e estatuiu as leis trabalhistas, visando uma melhoria na vida do trabalhador através de leis mais justas; percebeu o desrespeito aos direitos sociais da mulher que as civilizações antigas mantinham em regime de cativeiro e facilitou-lhe acesso às universidades e profissões; anotou os desastres morais causados pela falta de comunicação e criou a grande imprensa, hoje representada pela benção da internet para se relacionar simultaneamente com o mundo; percebeu a dificuldade que fazia a criatura humana tombar prematuramente na morte, esmagada em atividades excessivamente pesadas e inventou as máquinas e os demais equipamentos; incomodou-se com o sofrimento causado pelas graves e contagiosas moléstias e fabricou a vacina; comoveu-se com a situação dos doentes e feridos em gritos alucinantes de dor e inventou a anestesia, além de uma série imensa de outras medidas estabelecidas para o bem estar desfrutado pelo indivíduo na sociedade de hoje.
Entretanto apesar de todas essas melhorias e facilidades proporcionados pelas descobertas científicas em todos os campos, os homens ainda se encontram despojados de esperança, de paz, vivenciando dias de incertezas, infelicidades de toda ordem, estressados, depressivos, à beira da loucura e do suicídio, assim sendo, para grandiosa parcela de nossa sociedade, que tombaram no sofrimento moral, a ciência da Terra não dispõe de recursos para acabar em definitivo com seus sofrimentos.
“Os que vivem na certeza das promessas divinas são os que guardam a fé no poder relativo que lhes foi confiado e, aumentando-o pelo próprio esforço, prosseguem nas edificações definitivas, com vistas à eternidade.
Os que, no entanto, permanecem desalentados quanto às suas possibilidades, esperando em promessas humanas, dão a ideia de fragmentos de cortiça, sem finalidade própria, ao sabor das águas, sem roteiro e sem ancoradouro.
Naturalmente, ninguém poderá viver na Terra sem confiar em alguém de seu círculo mais próximo; mas, a afeição, o laço amigo, o calor das dedicações elevadas não podem excluir a confiança em si mesmo, diante do Criador.
Na esfera de cada criatura, Deus pode tudo; não dispensa, porém, a cooperação, a vontade e a confiança do filho para realizar. Um pai que fizesse, mecanicamente, o quadro de felicidades dos seus descendentes, exterminaria, em cada um, as faculdades mais brilhantes.
Por que te manterás indeciso, se o Senhor te conferiu este ou aquele trabalho justo? Faze-o retamente, porque se Deus tem confiança em ti para alguma coisa, deves confiar em ti mesmo, diante d’Ele.²
Urgente se faz que humanidade compreenda definitivamente, que só com Evangelho de Jesus no coração, poderá o homem encontrar consolação e esclarecimento para suas dores e desditas, pois foi Jesus quem reunindo a multidão no topo do monte, desfraldou a bandeira da caridade e, proclamando as bem-aventuranças eternas, prometeu que estaria conosco até ao final dos tempos, quando alcançaríamos o patamar de Espíritos Perfeitos, no feliz convívio com o nosso Pai e Criador.
Francisco Rebouças
Bibliografia:
1- JESUS – MATEUS, 5: 18.
2- KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição. cap. I, item 9.
3 – XAVIER, F. Cândido. Livro – Caminho Verdade e Vida. FEB, cap.14.

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