#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

segunda-feira, 25 de abril de 2016

PROTEÇÃO ESPIRITUAL


Todos possuímos proteção espiritual. Revelam os Espíritos que, antes mesmo de nosso renascer, a cada um de nós foi designado um ser espiritual, mais elevado que seu tutelado, para nos orientar durante toda a encarnação na Terra inclua-se os momentos do planejamento reencarnatório e os primeiros instantes do retorno à pátria espiritual quando o Espírito se desvencilha do corpo físico.

O Catolicismo chama estes seres de Anjos da Guarda; em outros contextos religiosos, são conhecidos como Guias Espirituais. Na verdade, estes seres têm status espiritual conforme o nível evolutivo dos homens que se dispõem a orientar. Ressalvada a poesia de que estes Espíritos agem à feição de anjos e como a maioria de nós ainda tem pouco de angelical, isto implica que a maioria de nossos orientadores espirituais não precisam ser, necessariamente, anjos. Entre o estado espiritual da maioria dos humanos terrenos e o dos anjos, há uma imensa gama de seres espirituais que são capazes de orientar.

A palavra guia dá uma idéia de dependência que o indivíduo encarnado teria em relação ao seu tutor. Ser guiado por outrem, mesmo um Espírito, passa a idéia de ausência de responsabilidade do tutelado, como se este não possuísse livre-arbítrio e capacidade para decidir por si próprio.

Assim, devido a impossibilidade de Deus nos atender pessoalmente, ajuda-nos por meio de seus mensageiros. Independentemente do nome, o que importa é Deus não nos abandona nunca e sempre está disponível quando nos recolhemos (interiormente) e nos conectamos com Ele, através dos bons sentimentos em forma de prece. A resposta será a ativação da intuição em mim ou em alguém, conhecido ou não, que surge e decide nos ajudar naqueles momentos difíceis.

Blog Ideias Maravilhosas

NINGUÉM SE CRUZA POR ACASO


Por que as pessoas entram na sua vida?

Pessoas entram na sua vida por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem. Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Elas, geralmente, te dão uma quantidade enorme de prazer... Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, amar a pessoa, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. Obrigado por ser parte da minha vida.

Pare aqui e simplesmente SORRIA.

"Trabalhe como se você não precisasse do dinheiro,
Ame como se você nunca tivesse sido magoado, e dance como se ninguém estivesse te observando."

"O maior risco da vida é não fazer NADA."

Autor Desconhecid
o

A TRANSMISSÃO DO PASSE


O fluxo energético se mantém e se projeta às custas da vontade do médium passista, assim como de entidades espirituais desencarnadas que auxiliam na composição dos fluidos.
A transmissão do Passe se faz pela vontade que dirige os fluidos para atingir os fins desejados. Dessa forma, podemos concluir que a disposição mental de quem aplica o Passe e de quem o recebe é muito importante.
As forças fluídicas vitais (psíquicas) dependem do estado de saúde do médium passista e as espirituais de seu grau de elevação moral. Assim é que o médium passista deverá estar o mais possível em equilíbrio orgânico e moral.
Na transmissão do Passe deve-se evitar condicionamentos que possam desvirtuar a prática espírita, assim como as encenações e gesticulações. Todo poder e toda eficácia do Passe dependem do espírito e não da matéria, da assistência espiritual do médium passista e não dele mesmo.
As encenações preparatórias: mãos erguidas ao alto e abertas, para suposta captação de fluidos pelo passista, mãos abertas sobre os joelhos, pelo paciente, para melhor assimilação fluídica, braços e pernas descruzados para impedir a livre passagem dos fluidos, e assim por diante, sé servem para ridicularizar o passe, o passista e o paciente.
O médium passista age somente sob a influência da entidade, não havendo necessidade de incorporação mediúnica, não precisa falar, aconselhar ou transmitir mensagens concomitantes ao passe.
O passe deve ser silencioso, discreto, sem o balbuciar de preces, repetições de chavões ou orientações a modo de palavras sacramentais.
Não há a necessidade do toque, a qualquer pretexto, no assistido. A transmissão da energia se dá através de aura a aura. O toque pode causar reações contrárias a boa recepção de fluidos e criar situações embaraçosas que convém prevenir.
Não há necessidade de o médium passista receber passe de outro médium ao final dos trabalhos, a pretexto de revitalização. À medida que o passista aplica o passe ele automaticamente se recarrega de fluidos salutares. Poderá haver cansaço físico, mas não desgaste fluídico se o passista estiver em condições físicas e espirituais e o trabalho estiver bem orientado.
Evitar os passes em domicílio para não favorecer comodismo. Em casos de doença grave ou impossibilidade total do assistido em comparecer a casa espírita, deverá ser ministrado por uma pequena equipe, na residência do necessitado, enquanto perdurar o impedimento.
Deve-se evitar a prática de dar-se passes em roupas, toalhas, objetos, fotografias que pertençam ao doente, para que ele seja atendido à distância.
Deve-se sempre aliar ao tratamento espiritual, o tratamento médico, pois os benefícios somar-se-ão em favor do necessitado.
Em geral, os assistidos tomam os passistas ou trabalhador como exemplo de elevação. Recomenda-se, então, a tais servidores o cuidado em sua conduta e conversas, pautando sempre pela elevação e dignidade.
Será sempre aconselhável apresentar-se na sala de passes de maneira mais simples possível, sendo inconveniente jóias, bijuterias, ou peças quaisquer que o passista ao movimentar-se produzam ruídos, vestes exageradas impeçam os movimentos, perfumes fortes que, por serem voláteis, impregnam a câmara de passes modificando a pré disposição dos que nela penetram.
Não há necessidade de roupas especiais (uniformes) para a transmissão do passe, sob o pretexto de higiene e facilitar a transmissão de energias.

Fonte: Sociedade de estudos espíritas Camille Flammarion

SOCRATES NO PLANO ESPIRITUAL


SÓCRATES

Mensagem recebida em 7 de janeiro de 1937 


Foi no Instituto Celeste de Pitágoras (1) que vim encontrar, nestes últimos tempos, a figura veneranda de Sócrates, o ilustre filho de Sofronisco e Fenareta.
A reunião, nesse castelo luminoso dos planos erráticos, era, nesse dia, dedicada a todos os estudiosos vindos da Terra longínqua. A paisagem exterior, formada na base de substâncias imponderáveis para as ciências terrestres da atualidade recordava a antiga Hélade, cheia de aromas, sonoridades e melodias. Um solo de neblinas evanescentes evocava as terras suaves e encantadoras, onde as tribos jônias e eólias localizaram a sua habitação, organizando a pátria de Orfeu, cheia de deuses e de harmonias. Árvores bizarras e floridas enfeitavam o ambiente de surpresas cariciosas, lembrando os antigos bosques da Tessália, onde Pan se fazia ouvir com as cantilenas de sua flauta, protegendo os rebanhos junto das frondes vetustas, que eram as liras dos ventos brandos, cantando as melodias da Natureza.
O palácio consagrado a Pitágoras tinha aspecto de severa beleza, com suas colunas gregas à maneira das maravilhosas edificações da gloriosa Atenas do passado.
Lá dentro, agasalhava-se toda uma multidão de Espíritos ávidos da palavra esclarecida do grande mestre, que os cidadãos atenienses haviam condenado à morte, 399 anos antes de Jesus-Cristo.
Ali se reuniam vultos venerados pela filosofia e pela ciência de todas as épocas humanas, Terpandro, Tucídides, Lísis, Ésquines, Filolau, Timeu, Símias, Anaxágoras e muitas outras figuras respeitáveis da sabedoria dos homens.
Admirei-me, porém, de não encontrar ali nem os discípulos do sublime filósofo ateniense, nem os juízes que o condenaram à morte. A ausência de Platão, a esse conclave do Infinito, impressionava-me o pensamento, quando, na tribuna de claridades divinas, se materializou aos nossos olhos o vulto venerando da filosofia de todos os séculos. Da sua figura irradiavase uma onda de luz levemente azulada, enchendo o recinto de vibração desconhecida, de paz suave e branda. Grandes madeixas de cabelos alvos de neve molduravam-lhe o semblante jovial e tranqüilo, onde os olhos brilhavam infinitamente cheios de serenidade, alegria e doçura.
As palavras de Sócrates contornaram as teses mais sublimes, porém, inacessíveis ao entendimento das criaturas atuais, tal a transcendência dos seus profundos raciocínios. À maneira das suas lições nas praças públicas de Atenas, falou-nos da mais avançada sabedoria espiritual, através de inquirições que nos conduziam ao âmago dos assuntos;discorreu sobre a liberdade dos seres nos planos divinos que constituem a sua atual morada e sobre os grandes conhecimentos que esperam a Humanidade terrestre no seu futuro espiritual.
É verdade que não posso transmitir aos meus companheiros terrenos a expressão exata dos seus ensinamentos, estribados na mais elevada das justiças, levando-se em conta a grandeza dos seus conceitos, incompreensíveis para as ideologias das pátrias no mundo atual, mas, ansioso de oferecer uma palavra do grande mestre do passado aos meus irmãos, não mais pelas vísceras do corpo e sim pelos laços afetivos da alma, atrevi-me a abordá-lo:
- Mestre - disse eu - venho recentemente da Terra distante, para onde encontropossibilidade de mandar o vosso pensamento. Desejaríeis enviar para o mundo as vossas mensagens benevolentes e sábias?
- Seria inútil - respondeu-me bondosamente -, os homens da Terra ainda não se reconheceram a si mesmos. Ainda são cidadãos da pátria, sem serem irmãos entre si.
Marcham uns contra os outros, ao som de músicas guerreiras e sob a proteção de estandartes que os desunem, aniquilando-lhes os mais nobres sentimentos de humanidade.
- Mas. . . - retorqui - lá no mundo há uma elite de filósofos que se sentiriam orgulhosos de vos ouvir! ...
- Mesmo entre eles as nossas verdades não seriam reconhecidas. Quase todos estão com o pensamento cristalizado no ataúde das escolas. Para todos os espíritos, o progresso reside na experiência. A História não vos fala do suicídio orgulhoso de Empédocles de Agrigento, nas lavas do Etna, para proporcionar aos seus contemporâneos a falsa impressão de sua ascensão para os céus? Quase todos os estudiosos da Terra são assim; o mal de todos é o enfatuado convencimento de sabedoria. Nossas lições valem somente como roteiro de coragem para cada um, nos grandes momentos da experiência individual, quase sempre difícil e dolorosa.
Não crucificaram, por lá, o Filho de Deus, que lhes oferecia a própria vida para que conhecessem e praticassem a Verdade? O pórtico da pitonisa de Delfos está cheio de atualidade para o mundo. Nosso projeto de difundir a felicidade na Terra só terá realização quando os Espíritos aí encarnados deixarem de ser cidadãos para serem homens conscientes de si mesmos. Os Estados e as Leis são invenções puramente humanas, justificáveis, em virtude da heterogeneidade com respeito à posição evolutiva das criaturas; mas, enquanto existirem, sobrará a certeza de que o homem não se descobriu a si mesmo, para viver a existência espontânea e feliz, em comunhão com as disposições divinas da natureza espiritual. A Humanidade está muito longe de compreender essa fraternidade no campo sociológico.
Impressionado com essas respostas, continuei a interrogá-lo:
- Apesar dos milênios decorridos, tendes a exprimir alguma reflexão aos homens, quanto à reparação do erro que cometeram, condenando-vos à morte?
- De modo algum. Méletos e outros acusadores estavam no papel que lhes competia, e a ação que provocaram contra mim nos tribunais atenienses só podia valorizar os princípios da filosofia do bem e da liberdade que as vozes do Alto me inspiravam, para que eu fosse um dos colaboradores na obra de quantos precederam, no Planeta, o pensamento e o exemplo vivo de Jesus-Cristo. Se me condenaram à morte, os meus juízes estavam igualmente condenados pela Natureza; e, até hoje, enquanto a criatura humana não se descobrir a si mesma, os seus destinos e obras serão patrimônios da dor e da morte. .
- Poderíeis dizer algo sobre a obra dos vossos discípulos? .
- Perfeitamente - respondeu-me o sábio ilustre -, é de lamentar as observações malavisadas de Xenofonte, lamentando eu, igualmente, que Platão, não obstante a sua coragem e o seu heroísmo, não haja representado fielmente a minha palavra junto dos nossos contemporâneos e dos nossos pósteros. A História admirou na sua Apologia os discursos sábios e bem feitos, mas a minha palavra não entoaria ladainhas laudatórias aos políticos da época e nem se desviaria- para as afirmações dogmáticas no terreno metafísico. Vivi com a minha verdade para morrer com ela. Louvo, todavia, a Antístenes, que falou com mais imparcialidade a meu respeito, de minha personalidade que sempre se reconheceu insuficiente. Julgáveis então que me abalançasse, nos últimos instantes da vida, a recomendações no sentido de que se pagasse um galo a Esculápio? Semelhante expressão, a mim atribuída, constitui a mais incompreensível das ironias. - Mestre, e o mundo? - indaguei.
- O mundo atual é a semente do mundo paradisíaco do futuro. Não tenhais pressa. Mergulhando-me no labirinto da História, parece-me que as lutas de Atenas e Esparta, as glórias do Pártenon, os esplendores do século de Péricles, são acontecimentos de há poucos dias; entretanto, soldados espartanos e atenienses, censores, juízes, tribunais, monumentos políticos da cidade que foi minha pátria, estão hoje reduzidos a um punhado de cinzas!. . . A nossa única realidade é a vida do Espírito.
- Não vos tentaria alguma missão de amor na face do orbe terrestre, dentro dos grandes objetivos da regeneração humana?
- Nossa tarefa, para que os homens se persuadam com respeito à verdade, deve ser toda indireta. O homem terá de realizar-se interiormente pelo trabalho perseverante, sem o que todo o esforço dos mestres não Passará do terreno do puro verbalismo.
E, como se estivesse concentrado em si mesmo, o,grande filósofo sentenciou:
- As criaturas humanas ainda não estão preparadas para o amor e para a liberdade...
Durante muitos anos, ainda, todos os discípulos da Verdade terão de morrer muitas vezes!
 E enquanto o ilustre sábio ateniense se retirava do recinto, junto de Anaxágoras, dei por terminada a preciosa e rara entrevista.

(1) Nome convencional para figurar os centros de grandes reuniões espirituais no plano Invisível. - O Autor Espiritual.

Fonte: Extraído do livro Crônicas do além túmulo – Francisco C. Xavier / Humberto de Campos.
Imagem – Google.

YVONE A PEREIRA - FALA SOBRE PSICOGRAFIA


Fiel leitor, é com uma enorme satisfação que começaremos a postar no blog, entrevistas concedidas pela médium Yvone Amaral Pereira.
São assuntos interessantes, que eu tenho certeza que irá nos auxilair na  compreensão de assuntos relacionados a  mediunidade.A primeira postagem ela irá falar sobre mediunidade de psicografia e  de suas obras psicografadas.  Apreciem as entrevistas  de Yvone Amaral Pereira
Boa Leitura e reflexão.
Luciano Dudu

Material extraído do livro Pelos Caminhos da Mediunidade Serena.

Apesar de Yvone do Amaral Pereira, ser conhecida no movimento espírita desde o ano de 1955, somente em 1972 a imprensa espírita publicaria uma entrevista sua. È que ela era arredia a qualquer publicidade. Não gostava de falar de si mesma, muito menos da sua mediunidade. Quando entrevistada pedia que as perguntas lhe fossem dadas com antecedência para evitar quaisquer exageros. A primeira que trazemos, aqui, é também a primeira entrevista concedida por ela. Publicada na Revista Internacional do Espiritismo, de maio de 1972, revela detalhes sobre a recepção dos livros mediúnicos, a interferência do médium nas comunicações e a relação existente entre parapsicologia, psicologia e espiritismo dentre outros assuntos.
 

RIE- Ao receber a mensagem do além, para seus livros você fica consciente do que escreve ou só reconhece ao terminar? 

Resposta de Yvone Pereira:
  
A obtenção de um livro mediúnico é trabalho árduo, que mobiliza todas as forças mentais e psíquicas do médium a serviço do agente comunicante, pois é transmissão de pensamento a pensamento. Nem todos os médiuns têm a mesma característica para a recepção desse gênero de trabalho. No que me diz respeito, sofro transe pronunciado, embora não completo. Tenho consciência de mim mesma, mas de qualquer rumor exterior me poderá perturbar. Por essa razão, só escrevo altas horas da noite. Vou lendo o que escrevo como se tratasse de um folhetim que me apresentam. O impulso do braço é atordoamento é ligeiro sem ser veloz. Às vezes, ouço o murmúrio do ditado, como se o espírito comunicante falasse aos meus ouvidos, o que facilita a recepção. Se a obra é de difícil captação, como Memória de um suicida e Nas voragens do Pecado, o impulso vibratório do braço é menos rápido. Perco a noção do que me rodeia, mas não de mim mesma; somente me apercebo da tarefa que executo, por isso necessito de silencio e tranquilidade. Às vezes, vejo as cenas que estou descrevendo, mas só me inteiro do conteúdo da obra, verdadeiramente, depois da sua publicação.
 

RIE- Quantas obras já publicou e quais os seus autores?  

Resposta de Yvone:

Publicados tenho apenas onze, mas possuo várias inéditas, esperando oportunidade para virem a lume. Os autores são os espíritos de Adolfo Bezerra de Menezes, Camilo Castelo Branco, Charles, cujo sobrenome ainda eu desconheço, e Léon Tolstoi. Nessas onze obras, estão incluídas as duas constantes do volume “Nas telas do Infinito” e as duas constantes do volume” Dramas da obsessão”.
 
Nota de esclarecimento:
Além de referir-se, aqui, às obras de que melhor será tratado mais a diante, Yvonne também se referia ao livro “Sublimação", contendo contos dos espíritos Charles e Léon Tolstoi, que seria publicado no ano de 1973, um ano depois, portando da presente entrevista. Nas telas do infinito – é composta de duas novelas: “Uma história triste”, de Bezerra de Menezes, e “O tesouro do castelo”, de Camilo Castelo Branco. O livro “Dramas da obsessão” ditado pelo espírito Bezerra de Menezes, divide-se em duas histórias Leonel e os Judeus e A severidade da Lei.
 

RIE- Como e quando começou a psicografar? 
 
Resposta de Yvone Pereira:

Aos doze anos de idade  eu já escrevia impulsionada pelos espíritos, sem, contudo, ter verdadeira noção do fenômeno. Sou criada em ambiente espírita desde o berço e por isso o fato nunca me impressionou. Sentia indomável impulso no braço e atordoamento, sem, no entanto, se verificar o transe, e isso fora mesmo de sessões práticas. Desejava parar de escrever e não conseguia. O fenômeno parece que se processava pela psicografia mecânica. E via o espírito comunicante, que se nomeava Roberto, afirmando ter vivido na Espanha, pelo século XIX. Nunca procurei desenvolver a mediunidade ou a provoquei. Apresentou-me ela, naturalmente, desde a infância. Apenas procurei imprimir-lhe o rumo conveniente, educando-me na moral evangélica e nas disciplinas recomendadas pela doutrina espírita. E comecei a psicografar livros ainda em minha juventude, recebendo o primeiro convite ao trabalho e as necessárias instruções do espírito Camilo Castelo Branco, que desde minha infância se revelou um grande amigo espiritual. Qualquer entidade que conceda uma obra psicografada convida o médium (não ordena) e fornece instruções. Sem esse convite será difícil, senão impossível, conseguir-se alguma coisa autêntica. Pelo menos é o que acontece comigo.
 

Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.24-26. Imagem: Google

sexta-feira, 22 de abril de 2016

JUDAS ESCARIOTES NO PLANO ESPIRITUAL


JUDAS ESCARIOTES
Mensagem recebida em 19 de Abril de 1935 

Silêncio augusto cai sobre a Cidade Santa. A antiga capital da Judéia parece dormir o seu sono de muitos séculos. Além descansa Getsêmani, onde o Divino Mestre chorou numa longa noite de agonia, acolá está o Gólgota sagrado e em cada coisa silenciosa há um traço da Paixão que as épocas guardarão para sempre. E, em meio de todo o cenário, como um veio cristalino de lágrimas, passa o Jordão silencioso, como se as suas águas mudas, buscando o Mar Morto, quisessem esconder das coisas tumultuosas dos homens os segredos insondáveis do Nazareno. 
Foi assim, numa destas noites que vi Jerusalém, vivendo a sua eternidade de maldições. Os espíritos podem vibrar em contacto direto com a história. Buscando uma relação íntima com a cidade dos profetas, procurava observar o passado vivo dos Lugares Santos. Parece que as mãos iconoclastas de Tito por ali passaram como executoras de um decreto irrevogável. Por toda a parte ainda persiste um sopro de destruição e desgraça. Legiões de duendes, embuçados nas suas vestimentas antigas, percorrem as ruínas sagradas e no meio das fatalidades que pesam sobre o empório morto dos judeus, não ouvem os homens os gemidos da humanidade invisível. 
Nas margens caladas do Jordão, não longe talvez do lugar sagrado, onde Precursor batizou Jesus Cristo, divisei um homem sentado sobre uma pedra. De sua expressão fisionômica irradiava-se uma simpatia cativante. 
- Sabe quem é este? – murmurou alguém aos meus ouvidos. – Este é Judas. 
- Judas?!... 
- Sim. Os espíritos apreciam, às vezes, não obstante o progresso que já alcançaram, volver atrás, visitando os sítios onde se engrandeceram ou prevaricaram, sentindo-se momentaneamente transportados aos tempos idos. Então mergulham o pensamento no passado, regressando ao presente, dispostos ao heroísmo necessário do futuro. Judas costuma vir à Terra, nos dias em que se comemora a Paixão de Nosso Senhor, meditando nos seus atos de antanho... 
Aquela figura de homem magnetizava-me. Eu não estou ainda livre da curiosidade do repórter, mas entre as minhas maldades de pecador e a perfeição de Judas existia um abismo. O meu atrevimento, porém, e a santa humildade de seu coração, ligaram-se para que eu o atravessasse, procurando ouvi-lo. 
-O senhor é, de fato, o ex-filho de Iscariot? – Sim, sou Judas – respondeu aquele homem triste, enxugando uma lágrima nas dobras de sua longa túnica. Como o Jeremias, das Lamentações, contemplo às vezes esta Jerusalém arruinada, meditando no juízo dos homens transitórios... 
- É uma verdade tudo quanto reza o Novo Testamento com respeito à sua personalidade na tragédia da condenação de Jesus? 
- Em parte... Os escribas que redigiram os evangelhos não atenderam às circunstâncias e às tricas políticas que acima dos meus atos predominaram na nefanda crucificação. Pôncio Pilatos e o tetrarca da Galiléia, além dos seus interesses individuais na questão, tinham ainda a seu cargo salvaguardar os interesses do Estado romano, empenhado em satisfazer as aspirações religiosas dos anciãos judeus. Sempre a mesma história. O Sanedrim desejava o reino do céu pelejando por Jeová, a ferro e fogo; Roma queria o reino da Terra. 
Jesus estava entre essas forças antagônicas com a sua pureza imaculada. Ora, eu era um dos apaixonados pelas idéias socialistas do Mestre, porém o meu excessivo zelo pela doutrina me fez sacrificar o seu fundador. Acima dos corações, eu via a política, única arma com a qual poderia triunfar e Jesus não obteria nenhuma vitória. Com as suas teorias nunca poderia conquistar as rédeas do poder já que, no seu manto de pobre, se sentia possuído de um santo horror à propriedade. Planejei então uma revolta surda como se projeta hoje em dia na Terra a queda de um chefe de Estado. O Mestre passaria a um plano secundário e eu arranjaria colaboradores para uma obra vasta e enérgica como a que fez mais tarde Constantino Primeiro, o Grande, depois de vencer Maxêncio às portas de Roma, o que aliás apenas serviu para desvirtuar o Cristianismo. Entregando, pois, o Mestre, a Caifás, não julguei que as coisas atingissem um fim tão lamentável e, ralado de remorsos, presumi que o suicídio era a única maneira de me redimir aos seus olhos. 
- E chegou a salvar-se pelo arrependimento? 
- Não. Não consegui. O remorso é uma força preliminar para os trabalhos reparadores. 
Depois da minha morte trágica submergi-me em séculos de sofrimento expiatório da minha falta. Sofri horrores nas perseguições infligidas em Roma aos adeptos da doutrina de Jesus e as minhas provas culminaram em uma fogueira inquisitorial, onde imitando o Mestre, fui traído, vendido e usurpado. Vítima da felonia e da traição deixei na Terra os derradeiros resquícios do meu crime, na Europa do século XV. Desde esse dia, em que me entreguei por amor do Cristo a todos os tormentos e infâmias que me aviltavam, com resignação e piedade pelos meus verdugos, fechei o ciclo das minhas dolorosas reencarnações na Terra, sentido na fronte o ósculo de perdão da minha própria consciência... 
- E está hoje meditando nos dias que se foram... - pensei com tristeza. 
- Sim... Estou recapitulando os fatos como se passaram. E agora, irmanado com Ele, que se acha no seu luminoso Reino das Alturas que ainda não é deste mundo, sinto nestas estradas o sinal de seus divinos passos. Vejo-O ainda na Cruz entregando a Deus o seu destino... 
Sinto a clamorosa injustiça dos companheiros que O abandonaram inteiramente e me vem uma recordação carinhosa das poucas mulheres que O ampararam no doloroso transe... Em todas as homenagens a Ele prestadas, eu sou sempre a figura repugnante do traidor... Olho complacentemente os que me acusam sem refletir se podem atirar a primeira pedra... Sobre o meu nome pesa a maldição milenária, como sobre estes sítios cheios de miséria e de infortúnio. Pessoalmente, porém, estou saciado de justiça, porque já fui absolvido pela minha consciência no tribunal dos suplícios redentores. 
Quanto ao Divino Mestre – continuou Judas com os seus prantos – infinita é a suamisericórdia e não só para comigo, porque se recebi trinta moedas, vendendo-O aos seus algozes, há muitos séculos Ele está sendo criminosamente vendido no mundo a grosso e a retalho, por todos os preços em todos os padrões do ouro amoedado... 
- É verdade – concluí – e os novos negociadores do Cristo não se enforcam depois de vendê-lo. 
Judas afastou-se tomando a direção do Santo Sepulcro e eu, confundido nas sombras invisíveis para o mundo, vi que no céu brilhavam algumas estrelas sobre as nuvens pardacentas e tristes, enquanto o Jordão rolava na sua quietude como um lençol de águas mortas, procurando um mar morto. 

Fonte: Extraído do livro Crônicas de além tumulo, por Francisco C. Xavier/ Humberto de Campos
Imagem - Google

YVONE PEREIRA COMO SE PROCESSA A PSICOGRAFIA


Material extraído do livro Pelos Caminhos da Mediunidade Serena.

Apesar de Yvone do Amaral Pereira, ser conhecida no movimento espírita desde o ano de 1955, somente em 1972 a imprensa espírita publicaria uma entrevista sua. È que ela era arredia a qualquer publicidade. Não gostava de falar de si mesma, muito menos da sua mediunidade. Quando entrevistada pedia que as perguntas lhe fossem dadas com antecedência para evitar quaisquer exageros. A primeira que trazemos, aqui, é também a primeira entrevista concedida por ela. Publicada na Revista Internacional do Espiritismo, de maio de 1972, revela detalhes sobre a recepção dos livros mediúnicos, a interferência do médium nas comunicações e a relação existente entre parapsicologia, psicologia e espiritismo dentre outros assuntos. 








RIE- Possui apenas o dom da psicografia ou faz alguma outra coisa dentro do espiritismo? 


Yvone Pereira 

– Possuo vários outros dons mediúnicos, inclusive o de cura, o qual pôs a serviços da doutrina espírita e do próximo desde a minha juventude. De tudo já realizei um pouco, como médium e como espírita. Atualmente, porém, como médium, limito-me à psicografia, à oratória, à colaboração na imprensa espírita, ao esperanto, à correspondência doutrinária e há um pouco de assistência social nos meios espíritas. Possuo também a faculdade de efeito físico (materializações), mas, não me interessando por esse gênero de trabalho espírita, não a utilizo.


RIE- Que pretende para a vida espiritual? Ou já se afinou com ela? 


Yvone Pereira 

– Nenhum de nós poderá fazer projetos para a vida espiritual. Nosso futuro em além – túmulo depende das ações praticadas durante a vida terrena, ou seja, dos méritos ou deméritos adquiridos neste mundo. Nada posso pretender, portanto, da outra vida. Cabe-me apenas esperar pela justiça e a misericórdia de Deus. Não resta dúvida, porém, de que vivo mais da vida espiritual do que da vida material, há muitos anos.


RIE- A psicologia e a parapsicologia podem explicar cientificamente os fenômenos de psicografia? 


Yvone Pereira

– Não, porque propositadamente os investigadores contrários à tese espírita não querem explicá-los, assim como a nenhum outro fenômeno espírita. Fecham os olhos para não ver, tudo atribuído ao inconsciente , quando o maior livro de parapsicologia até agora é O livro médiuns , de Allan Kardec, tal a declaração de um erudito espírita brasileiro.

O fenômeno da psicografia é mediúnico, carecendo sempre de um agente espiritual independente do médium. Não havendo esse agente, isto é, o espírito comunicante, deixará de haver psicografia. O mais que os senhores parapsicólogos têm feito é apontar fenômenos de animismo, ou seja, fenômenos produzidos pelo espírito do próprio médium e não por um espírito desencarnado. Nesta última hipótese, a parapsicologia pára, quando deveria continuar.

Os espíritas foram os primeiros a observar os fenômenos produzidos pelo animismo e nunca se sentiram diminuídos por eles. Trata-se de fenômenos belíssimos, de grande valor, provando não só a existência da alma e suas poderosas forças, mas ainda a vontade soberana dela, sua independência e lucidez fora dos limites corporais, sua ação, seu poder particular conferido pela natureza.

Essa questão vem sendo esclarecida, desde os primórdios do espiritismo, pelos ilustres pesquisadores e sábios psiquiatras europeus e norte americanos, e também por vários observadores brasileiros.

Qualquer espírita, ainda que pouco versado em matéria de mediunidade, e desde que não se deixe cegar pelo fanatismo, poderá realmente distinguir o fenômeno espírita do fenômeno anímico, porquanto eles são absolutamente diferentes. A parapsicologia, pois, não explica a psicografia, como não explica nenhum outro fenômeno espírita de que participe o espírito desencarnado, visto que prefere encobri-los.


RIE- O psicografo interfere na qualidade literária da mensagem? 


Yvone Pereira 

– Até certo ponto, sim. Se, na vida prática e em sua vida mental, ele age de forma a só atrair bons espíritos, necessariamente às comunicações recebidas serão de excelente qualidade. Se se afinar, porém, com espíritos ignorantes, medíocres, frívolos ou mistificadores, as mensagens recebidas (escrita ou verbal) serão suspeitas ou de má qualidade. Esse é um ponto doutrinário dos mais conhecidos e debatidos. Se o médium possuir cabedal intelectual também influirá, de certo modo, porque o agente comunicante encontrará facilidade em usar esse material e a obra sairá mais completa. Mas há médiuns iletrados, sem serem analfabetos, que produzem obras literárias de imenso valor.

O médium norte americano Andrew Jackson Davis, por exemplo, obtiveram várias obras literárias importantes, ente outras a Grand Harmony, que maravilhou o mundo; e o médium Thomas P James, também norte americano, um simples mecânico impulsionado pelo espírito do escritor inglês Charles Dickens, terminou o romance O mistério de Edwin Drood, que o autor deixava à meio, ao falecer. E de tal forma o conseguiu que não foi possível determinar o ponto em que termina a obra do escritor e começa a ação do médium. Outros psicógrafos existiram, como o português Fernando de Lacerda, que escrevia mediunicamente, em prosa e em verso, conversando com os amigos, com as mãos, acionado pelos escritores clássicos de Portugal. Às vezes, Fernando de Lacerda despachava com a Mão direita papeis da repartição em que trabalhava, enquanto psicografava com a esquerda paginas de Alexandre Herculano, Eça de Queirós, Camilo, etc. O mesmo sucedia ao médium brasileiro Carlos Mirabelli, de São Paulo, que psicografava com as duas mãos, também conversando, tese cientifica ou filosóficas, em línguas diferentes umas das outras. E apenas cito estes, que, certamente, não interferiram, de forma alguma, na qualidade ou não ação da psicografia. Médiuns desse tipo são porem, muito raros. O mais comum é haver influência do médium, sobretudo quando ele não observa uma disciplina rigorosa e não se empenha em bem compreender a mediunidade a fim de exercê-la criteriosamente. O médium muito intelectualizado, por sua vez, mantendo ideias e opiniões muito pessoais e preconceito às vezes inveterados, poderá influir bastante alterando o pensamento da entidade comunicante, produzindo o que denominamos “enxerto”.

Os espíritos elevados, que já se manifestam com obras de responsabilidade, preparam os seus médiuns longamente por vezes desde a infância, a fim de evitar tais ocorrências. De qualquer forma, o espírito comunicante utiliza o cabedal fornecido pelo médium. Poderá este psicografar assuntos muitos superiores à sua capacidade, mas sempre existirão certas expressões particularmente suas naquilo que produz. De outro modo, a qualidade da mensagem não depende apenas do médium, mas também do espírito que a fornece e até do ambiente em que exerça sua faculdade.

È trabalho penoso para ambos e assuntos complexos. O melhor meio de a palavra dos espíritos chegarem puras e de boa qualidade é procurar o médium moralizar-se, elevar-se espiritualmente, fazer-se humilde, reconhecer as próprias fraquezas e jamais se considerar excelente ou indispensável, além do dever de exercer o bem em toda parte. Eis como o médium poderá influir na mensagem que recebe.


RIE- Pode descrever um pouco do estado de espírito da pessoa no momento de psicografia? 


Yvone Pereira

– Quase que de regra, esse fenômeno se verifica tão inesperadamente que o médium se surpreende e aturde, mormente se o fato vem espontaneamente, sem o preparo prévio das sessões de experimentação mediúnica. Se se trata, porém de psicografia já educada, com o médium responsável, ou da obtenção de um livro, por exemplo, quando já o médium recebeu devido às instruções de seu guia espiritual, se o se trata de um receituário, um conselho a particulares etc., esse estado (em mim, pelo menos) é de expectativa, de emoção, de profundo respeito e até de religioso temor, se assim me posso expressar. Às vezes, certa inquietação sobrevém, pois que, já empunhado o lápis, com a mão apoiada sobre o papel, o médium não tem a mínima ideia do que escreverá. 

Fonte: Pelos caminhos da Mediunidade Serena/ Yvone do Amaral Pereira – 1ª Ed., 1ª reimp. – São Paulo, SP: Lachâtre, 2007, pag.27-31.

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Atendimento Fraterno sabado 23/04

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segunda-feira, 18 de abril de 2016

Viver em Paz

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"..Vivei em paz..."
Paulo, (II CORÍNTIOS. 13:11.) 

Mantém-te em paz. 
É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém. 

Para isso, contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos. 
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação. 

Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito. 

Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho... 
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões. Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços... Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou contundidas. 

Uns acusam, outros choram. 
Ajuda-os, enquanto podes. 
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida. 
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema. 

Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar. 

Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre. 

Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.




Autor: Emmanuel
Psicografia de Chico Xavier. Livro: Fonte Viva

NEM TUDO ME CONVÉM



Todos nós passamos por momentos difíceis na vida, pois estamos aqui para evoluirmos e crescermos.
Sabemos que somente os obstáculos é que nos fazem pensar e usar o dom da inteligência, da paciência, da tolerância e da fé, para que possamos ultrapassá-los.
Nesses momentos de dificuldades, lembremo-nos de que o nosso Pai Celestial está sempre olhando por nós. Ele está em nós como nós estamos Nele. Assim, tenhamos a certeza de que nada passa sem que nosso Pai saiba. Nem tudo o que pedimos nos convém. Tenha certeza que se você não recebeu tudo o que pediu, com certeza recebeu tudo que precisava. O desespero e a revolta diante das adversidades só demonstram a nossa falta de fé e confiança na Providência Divina. Nem sempre o que aparenta ser um mal não o é na realidade. Muitas vezes um obstáculo aparece em nosso caminho para impedir que caminhemos rumo à queda fatal. Pensemos e ao analisarmos profundamente a questão veremos o quanto nosso Pai Celestial é sábio em seus desígnios.Diante de tudo devemos agradecer sempre, tendo a certeza de que Deus nosso Pai só quer o melhor para cada um de nós. Seu amor por nós é infinito e Ele sempre estará a nos esperar para nos dar a mão amiga e nos carregar em seu colo quando não suportarmos mais o peso das aflições. Tenhamos o pensamento firme de que o remédio para os nossos males às vezes é amargo, mas por Ele iniciaremos o processo da cura. Confiemos assim, seguros de que jamais estaremos sós e que nos momentos de dor mais intensa, nosso Pai estará velando por nós, e confiante de que ao passarmos por todas as provas com resignação, estaremos prontos para usufruir a verdadeira vida de paz, alegria e felicidade!

Gotas de Paz

MOMENTO



O momento é de prova? Ergue-te e aceita a vida.
Não te queixes, trabalha. Nem te desculpes, ora.
O serviço no bem é paz e esquecimento.
Ante as crises que encontres, faze o melhor que possas.
Nas árvores podadas, Deus multiplica os frutos.
Ama, serve e não temas. Deus agirá por ti.

Emmanuel

O Espiritismo realiza o que Jesus disse ao consolador prometido: conhecimento das coisas, fazendo que o homem saiba donde vem, para onde vai e por que está na Terra; atrai para os verdadeiros princípios da lei de Deus e consola pela fé e pela esperança.

Allan Kardec 
O Evangelho Segundo o Espiritismo

RELEMBRANDO...





NÃO ESTAMOS SOZINHOS

"Não estamos sozinhos, Espíritos amigos acompanham nossos passos e atendem a nossas carências correspondendo a nossas vibrações". 

Bezerra de Menezes
Psicografia de Chico Xavier

sábado, 16 de abril de 2016

FALA EM PAZ


Justo lembrar:

a voz humana está carregada de vibrações.Esforça-te por evitar os gritos 
intempestivos e inoportunos.
Uma exclamação tonitroante equivale
a uma pedrada mental.
Se alguém te dirige a palavra em tom muito alto, faze-lhe o obséquio de responder em tom mais baixo.
Os nervos dos outros são iguais aos teus: desequilibram-se facilmente.
Discussão sem proveito é desperdício de forças. Não te digas sofrendo esgotamento e fadiga para poder lançar frases tempestuosas e ofensivas: aqueles que se encontram realmente cansados procuram repouso e silêncio.Barulho verbal apenas complica.
Pensa nisso: a tua voz é o teu retrato sonoro.

*************

Emmanue

NÃO RESOLVE....


Não resolve usar gentileza apenas na rua. É preciso ser gentil em casa.
Não resolve exaltar o perdão apenas em público. É preciso perdoar na intimidade do lar.
Não resolve propagar o amor apenas no grupo religioso. É preciso amar no templo doméstico.
Não resolve anunciar a caridade apenas aos outros. É preciso ser caridoso em família.
Não resolve exibir compreensão apenas aos estranhos. É preciso compreender os parentes.
Não resolve aparentar humildade apenas em ocasiões especiais. É preciso ser humilde no dia a dia.
Não resolve mostrar bondade apenas na assistência aos necessitados. É preciso ser bom com os mais próximos.
Não resolve divulgar o bem apenas na tribuna. É preciso expurgar o mal do coração.
Não resolve viver de aparências. A hipocrisia é clima propicio à atuação de Espíritos perversos.
Não te esqueças, pois, do esforço constante na renovação íntima, porque, no que diz respeito à influência espiritual, é oportuno e verdadeiro inverter o provérbio: "Dize-me quem és e te direi com quem andas".

André Luiz - Chico Xavier

MANUAL PARA A VIDA


 NA SAÚDE:

1. Beba muita água;
2. Coma mais o que nasce em árvores e plantas;
3. Viva com os 3 E's: Energia, Entusiasmo e Empatia;
4. Arranje 30min por dia para ORAR ou fazer sua MEDITAÇÃO sozinho;
5. Faça atividades que ative seu cérebro;
6. Leia mais livros.
7. Sente-se em silêncio, pelo menos, 10min por dia;
8. Durma 7-8 h por dia;
9. Faça atividade física de 20min a 60min, por dia e, enquanto o fizer, sorria.

NA PERSONALIDADE:

1. Não compare a sua vida com a dos outros;
2. Não tenha pensamentos negativos;
3. Não se torne demasiadamente sério;
4. Não desperdice a sua energia com fofocas;
5. Sonhe, sorria e gargalhe mais.
6. Inveja é uma perda de tempo. Agradeça a Deus pelo que possui...
7. A vida é curta demais para odiar alguém. Perdoe;
8. Ninguém comanda a sua felicidade a não ser você.
9. Não necessite ganhar todas as discussões. Saiba perder;

NA SOCIEDADE:

1. Entre mais em contato com sua família;
2. Dê algo de bom aos outros, diariamente;
3. Passe mais tempo com pessoas acima de 70 anos e abaixo de 6;
4. Tente fazer sorrir, pelo menos três pessoas por dia;
5. Não se importe com o que os outros pensam de você;
6. O seu trabalho não tomará conta de você quando estiver doente. Nao se estresse tanto.

NO SEU DIA A DIA:

1. Faça o que é correto;
2. Por melhor ou pior que a situação seja... ela mudará...tudo passa.
3. Não interessa como se sente, levante, arrume-se e apareça;
4. O melhor ainda está por vir;
5. Quando acordar de manhã, agradeça a DEUS pela graça de estar vivo.

Simples assim!

Autor desconhecido

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Atendimento Fraterno sábado 16/04/2016

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Abertura: Presidente Antonio Rodrigues Ribeiro.
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ESPIRITISMO E HISTÓRIA - REVISTA INTERNACIONAL DE ESPIRITISMO


Autor: Pedro Franco Barbosa
 

 A importância e necessidade do estudo da historia do espiritismo, são demonstradas, à saciedade, por seu caráter de “síntese essencial dos conhecimentos humanos”, o que o leva a englobar aspectos do saber e da criatura na área da ciência da filosofia e da religião.

Como escreveu Aldo Vannucchi, in “Filosofia e ciências humanas” (1979).

“Ciência, Filosofia e Religião, facilmente se relacionam, buscando auto-compreender-se e auto-realizar-se, o homem vê na ciência um caminho aberto.

 “Para prolongá-lo, até as ultimas explicações, pode lançar Mão da Filosofia, mas esse caminho parece não se concluir nunca se não se procura a luz da religião.”

É preciso, entretanto, considerar a História em seu sentido atual, subjetivo, de “estudo dos acontecimentos humanos, que se sucedem no tempo, em suas causas e efeitos e em seu significado último” (Batista Mondin, in “Introdução à Filosofia”- O problema histórico (Ed. Paulinas).

 É a historia normativa, oferecendo lições, orientando o homem, pra melhor compreensão do passado, a refletir-se no presente, e de sua missão na vida, quando esclarece e interpreta o fato histórico.

Em se objetivando essa explicação correta do fenômeno histórico há que se aplicar o método histórico em seu estudo como demonstra o professor João Alfredo Libânio Guedes, em seu “curso didático da História” (2ª Ed. 1975).

“Mas, em que consiste esse método histórico? Para maior clareza de explicação, podemos dividi-los em três etapas.

1-    A investigação das causas e dos seus antecedentes do evento

2-    A caracterização, nos traços essenciais, do significado do evento no momento histórico

3-    As conseqüências imediatas ou mediatas do evento (pag. 133).

 
Segundo o materialismo histórico, os sucessos humanos têm uma causa apenas econômica, enquanto o realismo histórico cristão mostra que “a história desenvolve-se segundo um plano determinado, pelo encontro de duas vontades livres, a de Deus e do Homem, e que apesar dos desvios humanos, a história prossegue sempre em direção a destinos mais altos (Batista Mondin, obra citada).

A respeito afirma outro filosofo Basave Del Valle, in Filosofia do Homem, Cap. XI:

(...) Deus não pode falhar na realizar de seus fins, providenciais... O fim da historia será em qualquer caso o que Deus quis,... Há uma harmonia geral preestabelecida, impossível de anular devido aos desvios dos homens. A historia em conclusão é obra de Deus e obra dos homens, sob a condução suprema da providencia, a livre atividade humana é forjadora da historia.

Esse, acreditamos, deva ser o entendimento espírita, alias muito bem exporto por Hermínio Correia de Miranda, em “arquivos espirituais da independência do Brasil”, artigo publicado em Reformador, setembro 1962.

“É assim que os poderes espirituais fazem a historia, escrevendo-a primeiro na memória e no coração dos serem que de vem, por assim dizer, materializá-la no plano humano. Há falhas, às vezes, porque os Espíritos não são constrangidos, são convidados. Fica-lhes o livre arbítrio e, por isso, estão sujeitos a deslizes que põem retardar o programa, mas nunca invadir o objetivo superior traçado no mundo espiritual.

Há, portanto, um providencial ismo, no processo histórico, não porem, absoluto, mas que termina por prevalecer em suas linhas mestras.

Com esse entendimento e a Revelação que nos vem da Espiritualidade maior, podemos examinar sucessos históricos espirituais, e, em particular, os espíritas, indicando-lhes o porquê ou as cauãs e antecedentes, sua essência ou seu significado e suas conseqüências.

Como exemplo, apresentamos o esquema seguinte, com referencia à terceira revelação, que Irmãos mais atilados poderão completar ou modificar:   
 

TERCEIRA REVELAÇÃO
 

 As causas antecedentes:

·         Planejamento espiritual superior, e permanente

·         Evolução espiritual da humanidade, apta a compreensão dos seus ensinamentos;

·         Missionário preparado para a tarefa

 
Significado do evento ou sucesso no momento histórico.

·         Complemento do ciclo de revelações espirituais, alertando o homem quanto a sua condição e responsabilidade do Espírito imoral, dotado de razão, inteligência e livre-arbítrio.

·         Desperta mento das consciências com o “episodio de Hydesville e das mesas girantes

·         Advento da Era do Espírito.
 

CONSEQUENCIAS IMEDIATAS:

 A codificação do espiritismo (um tríplice conhecimento: cientifico filosófico e moral religioso). Uma nova filosofia de vida, um diferente comportamento ético-religioso.


CONSEQUENCIAS MEDIATAS :

Preparo, reforma moral e regeneração do homem pela mensagem espírita, com vista ao terceiro milênio.
 

Fonte: Revista Internacional do Espiritismo, publicado em 09/1990, Pedro Franco Barbosa, pag. 230 e 231.
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