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sexta-feira, 15 de abril de 2016

A NOITE DE SÃO BARTOLOMEU


Caro leitor, estamos preparando vários materiais para serem postados no blog. Um dos assuntos que será abordado é “A Noite de São Bartolomeu”, uma Chacina que deixou grandes marcas no reinado de Catarina de Médicis.

Conforme trecho extraído do livro “O espinho da insatisfação”, de Newton Boechat da pagina 33 a 47, editora FEB diz que:
“A noite de São Bartolomeu” foi um movimento fanático, imediatista, cruel que em nome de Deus, se cometeram as mais inomináveis barbaridades, desencadeando causas que se prologaram em séculos de provações para Espíritos que, na calada da noite, interferiram brutalmente no destino de milhares de protestantes huguenotes, aprisionando-os, primeiramente, numa cilada, usando como isca de atração o casamento de Henrique de Navarra (Protestante) com Margarida de Valois (Católica filha da rainha Catarina de Médicis conhecida também como Margot, a Rainha Mãe que determinava energicamente sobre seu filho frágil Carlos IX.).
A corte francesa não se conformava com a hegemonia espanhola, que se plasmava cada vez mais, evidenciando-se no Vaticano, e promovendo-se por toda Europa.
De há muito, discreta coletividade de nobres e conselheiros de Catarina e ela mesma elaboravam planos sinistros para eliminar do solo Francês o que chamavam de “A PESTE”. Avolumou-se a corrente evangélica não somente em Paris, mas na França toda, alentada pela figura austera e firme do Almirante Gaspar de Coligny , que era conselheiro e amigo de Carlos IX”

Eu acredito que esse trecho do livro deva ter despertado a curiosidade no fiel leitor sobre essa fantástica e tenebrosa história.
Eu comprometo-me futuramente a contar sobre ela de uma forma detalhada. Enquanto isso, apreciem um material extraído da Revista Espírita, setembro de 1858, material de  Allan Kardec, de fatos espirituais  acontecidos posterior a chacina da noite de 23 e 24 de agosto de 1572.

Boa Leitura e reflexão
 Luciano Dudu.

REVISTA ESPIRITA 1858
 OS GRITOS DE SÃO BARTOLOMEU

De Saint-Foy, em sua História da ordem do Espírito Santo (edição de 1778), cita a passagem seguinte tirada de uma coletânea escrita pelo marquês Cristophe Juvenal dês Ursins, tenentegeneral de Paris, pelo fim do ano de 1572, e impresso em 1601.

“Em 31 de agosto (1572), oito dias depois do massacre da São Bartolomeu, eu havia jantado no Louvre, na casa da senhora de Fiesques”. O calor foi muito grande durante todo o dia.
Fomos nos sentar sob a pequena parreira do lado do rio para respirar o fresco; de repente, ouvimos no ar um ruído horrível de vozes tumultuosas e gemidos misturados com gritos de raiva e furor; permanecemos imóveis tomados de medo, nos olhando de tempo em tempo, sem força para falar. Esse barulho durou, creio quase uma meia hora. O certo é que o rei (Charles IX) o ouviu, ficou apavorado, não dormiu mais durante o resto da noite; entretanto, dele não falou no dia seguinte, mas notava-se que ele parecia sombrio, pensativo e desvairado.

“Se algum prodígio deve não achar incrédulos, é este, atestado por Henri IV”. Esse Príncipe, disse d'Aubigné, livro l, cap. VI p. 561, nos contou várias vezes, entre seus mais familiares e particulares cortesãos (e tenho várias testemunhas vivas de que não nos contou nunca sem se sentir ainda tomado de pavor), que oito horas depois do massacre de São Bartolomeu, viu uma grande quantidade de corvos empoleirar-se e grasnar sobre o pavilhão do Louvre; e que na mesma noite, Charles IX, duas horas depois de se ter deitado, saltou de sua cama, fez levantarem-se os do seu quarto, e os mandou procurar, por ouvir no ar um grande barulho de vozes gementes, em tudo semelhante à que se ouviu na noite dos massacres; que todos.
Esses diferentes gritos eram tão surpreendentes, tão marcados e tão distintamente articulados, que Charles IX, crendo que os inimigos de Montmorency e de seus partidários os surpreenderam e os atacavam, enviou um destacamento de seus guardas, para impedir esse.
Novo massacre; esses guardas narraram que Paris estava tranquila, e que todo esse barulho que se ouvia estava no ar.”.

Nota. - O fato narrado por de Saint-Foy e Juvenal dês Ursins tem muita analogia com a história do fantasma da senhorita Clairon, relatado em nosso número do mês de janeiro, com a diferença de que neste, um único Espírito se manifestou durante dois anos e meio, ao passo que depois da São Bartolomeu parecia haver deles uma quantidade inumerável que fez ressoar o ar durante alguns instantes somente. De resto, esses dois fenômenos têm, evidentemente, o mesmo princípio que os outros fatos contemporâneos da mesma natureza que reportamos, e deles não difere senão pelo detalhe da forma. Vários Espíritos interrogados sobre a causa dessa manifestação, responderam que era punição de Deus, coisa fácil de se conceber.

Fonte: Revista Espírita de 1858, Allan Kardec.

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