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sábado, 7 de maio de 2016

CÉU,INFERNO E PURGATÓRIO NA VISÃO ESPÍRITA


"O céu, inferno e purgatório, começam dentro de nós mesmos. A alegria do bem praticado é o alicerce para o céu. A má intenção é um piso para o purgatório e o mal efetuado já é o remorso que principia o inferno.” Chico Xavier.

Em todos os tempos o homem, por intuição, acreditou na possibilidade de ser feliz ou infeliz após a morte, e à medida que ascendeu em moralidade, percebeu que as penas ou recompensas futuras estão ligadas ao bem e ao mal praticado neste mundo.
O céu não se trata de um lugar demarcado no firmamento, mas um estado de elevação espiritual, mérito conquistado pelo esforço do próprio espírito ao longo de muitas encarnações.
A felicidade dos espíritos bem-aventurados não está na ociosidade contemplativa, numa eterna e fastidiosa inutilidade. A vida espiritual, em todos os graus, é, ao contrario, uma constante atividade sem fadigas, uma suprema e indescritível felicidade de desfrutar os esplendores da criação divina e a possibilidade concreta de colaborar com o Pai na evolução dos mundos, pois a felicidade não poderá ser apenas pessoal, se a possuíssemos apenas nós mesmos ela seria egoísta e triste.
O inferno, ou trevas segundo a Doutrina Espírita, é um estado de consciência culpada projetando a dor das más ações praticadas e a percepção das oportunidades perdidas de praticar o bem, compartilhado com aqueles cujos defeitos e sentimentos ruins predominam em suas personalidades, que se inclinam ao mal e nele se comprazem. São espíritos imperfeitos e ignorantes, sofredores que têm o inferno dentro de suas próprias consciências, mas que através de novas oportunidades dadas pelo Pai Celestial, e de sucessivas experiências reencarnatórias também alcançarão um dia a felicidade.
Qual o pai, mãe, o filho, a filha, cônjuge, que sabendo que seus amados ardem no fogo do inferno eterno, poderiam aspirar um dia o céu, abandonando seus amores? Esta ideia não é compatível com a razão humana e muito menos com a misericórdia divina. Jesus nunca pronunciou contra quem quer que fosse a condenação irremissível.
O purgatório, criado pela igreja em 593, e que possibilitou a comercialização de indulgências sendo o pivô da primeira grande divisão da Igreja católica promovida por Martin Lutero, seria um estágio para a morada dos eleitos ou dos condenados eternamente. Para o espiritismo o purgatório é representado pelas sucessivas encarnações em que a alma busca livrar se de suas imperfeições e que “purga” em sua constante evolução rumo à perfeição.

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Por Jorge Brandão
Fonte: Site A razão

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