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sexta-feira, 22 de julho de 2016

Sinais trocados, valores invertidos!

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“(…) observamos na paisagem político-social da Terra as aberrações, os absurdos teóricos, os extremismos, operando a inversão de todos os valores.” (1)
Amigos de estudos doutrinários, Emmanuel afirma que vivemos tempos em que os valores encontram-se invertidos. Isso equivale a dizer, basicamente, que os sinais estão trocados: damos grande importância às coisas que tem pouca ou nenhuma importância e damos pouca ou nenhuma importância àquilo que tem grande valor.
Sinais trocados, valores invertidos: o que vale MENOS (+) para nós é MAIS (-) e o que vale MAIS (-) para nós é MENOS (+)!
Compreendeu! (?)
Quais valores estão invertidos, deve ser a primeira pergunta que você se fez. A quê tenho dado grande importância e que não vale tanto quanto aquilo que eu deveria dar mais valor, mas não dou?
Pois bem, vamos a uma pequena lista exemplificativa:
– você tem ido a academias de ginástica e salões de beleza, ultimamente? Justo, muito justo; mas tem também dedicado tempo para o fortalecimento do ânimo e embelezamento dos sentimentos, através da leitura de um bom livro ou da frequência a uma reunião de estudos doutrinários?
– reúne parentes e amigos para confraternizações em torno de uma churrasqueira? Que ótimo! Mas consegue reservar meia horinha na semana, com os familiares, para alimentar a alma em torno do “culto do evangelho no lar”?
– lazeres no final de semana, como não? Mas também um espaçozinho na agenda das diversões para levar a alegria do alimento, do abrigo ou da palavra amiga àqueles menos aquinhoados que você?
Não é difícil perceber que ocupam, grande parte de nossas atenções, os cuidados com o primeiro grupamento de atividades, muitas vezes, em detrimento dos do outro.
No entanto, já fomos informados pelos luminares da Codificação que sim, existem dois mundos, um material e outro espiritual, que se entrelaçam e interpenetram e que o mais importante deles é o mundo espiritual, “porque preexiste e sobrevive a tudo”. (2)
Sempre bom voltarmos ao grande dia do Calvário, justamente para relembrar aquele momento em que se defrontam duas formas distintas de ver o mundo e de interpretar a vida: a maneira de Pilatos, representante de César e, por extensão, da vida material e dos interesses terrenos, e o modo como Jesus via as coisas, representante de Deus e, por extensão, da vida espiritual e dos interesses eternos.
“Meu Reino não é deste Mundo” (3) – dirá Ele, como a informar a Pilatos, na ocasião, e à humanidade, por extensão, que há um lugar, que não é o do aqui nem o do agora, em que as coisas terão os seus valores ajustados na medida certa. Um com os olhos no presente, outro com os olhos no futuro, olhando para as mesmas coisas da vida sob perspectiva diversa.
Pontos de vista, dirá o Codificador (4).
Alma amiga e irmã, enquanto não observarmos os sinais corretos, os valores prosseguirão invertidos: priorizamos a matéria, menosprezamos o espírito e o mundo segue sua sina na lógica dos célebres provérbios “quem pode mais chora menos” e do “farinha pouca meu pirão primeiro” que, de algum modo, expressam nossa compreensão (distorcida) dos valores da vida e das coisas que a compõem.
A verdade é que a matéria nos distrai e entretém a tal ponto que esquecemos a realidade da alma, a prevalência do espírito e lavamos as mãos para Jesus por muito menos que Pilatos.
Pode o barco estar na água, mas a água não deve estar no barco; pode o Homem viver no mundo, mas o mundo não pode viver nele – já alertava o milenar Hinduísmo.
Estar no mundo, sem pertencer a ele, ou ainda, viver no mundo, mas não só de pão, eis aí o bíblico desafio!
Difícil, sem dúvida, mas ajuda se destrocarmos os sinais e passarmos a dar os valores justos às coisas.
***
E é aí que os Espíritos da Codificação, tal qual o Senhor, nos colocam a ordem precisa dos valores que devemos buscar para dar sentido à vida: o mundo espiritual é o MAIS importante.
Paulo Lara
Referências Bibliográficas:
(1) “O Consolador” (Emmanuel/Chico Xavier), q. 207;
(2) “O Livro dos Espíritos”, questões 84/85/86;
(3) “Bíblia Sarada”, Jo; 18-36;
(4) “O Evangelho segundo o Espiritismo”, capítulo II, item 5;
Nota do Editor:
Imagem em destaque é fotografia do fotógrafo Felipe Barcellos, disponível em <https://www.facebook.com/felipebvisuals>. Acesso em 21JUL2016.

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