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sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Pokémon Go

Pokémon Go
Para quem não sabe, se é que ainda exista alguém que não saiba, trata-se, basicamente, de um programa computacional para aparelhos celulares, cuja atividade é aprisionar seres virtuais, com pontuação própria para cada ser, visando interação entre jogadores através de batalhas.
O que impressiona é a quantidade de pessoas circulando, a pé ou em veículos, sozinhas ou em grupo, começando por ambientes domésticos, mas avançando aos públicos, com a atenção fixa em seus aparelhos colocados na palma das mãos.
Surpreendentemente, a maioria dos jogadores é composta de adolescentes e adultos, e observa-se com facilidade uma alienação impressionante, que afasta o participante do restante do mundo.
Dentre os “talentos” que recebemos da Divina Providência para colocarmos a nosso serviço, na vida física, para progresso espiritual, podemos destacar o tempo, o convívio social, que começa no lar, e as oportunidades de desenvolvimento moral e intelectual.
A alienação provocada pelo referido jogo impede o aproveitamento das oportunidades de progresso, mantendo-nos no atraso espiritual.
Aproveitando nossas tendências morais, somos incentivados a esses comportamentos por espíritos que intencionam nos atrasar no caminho evolutivo, a partir de nossa própria invigilância espiritual, conforme nos esclarecem os Espíritos Superiores:
“Os Espíritos influem sobre nossos pensamentos e ações?
– A esse respeito, sua influência é maior do que podeis imaginar. Muitas vezes são eles que vos dirigem.” (1)
Cabe também perguntar:
Pode o homem se libertar da influência dos Espíritos que procuram arrastá-lo ao mal?
– Sim, porque apenas se ligam àqueles que os solicitam por seus desejos ou os atraem pelos seus pensamentos.”(2)
Dessa forma, com facilidade os espíritos mal intencionados nos induzem à satisfação de nossas tendências, fazendo-nos perder nosso precioso tempo e oportunidades de crescimento íntimo. Porém, não estamos entregues à própria sorte, porque a solução está em nossas próprias mãos, conforme nos esclarecem os Espíritos Superiores:
Como se pode neutralizar a influência dos maus Espíritos?
– Fazendo o bem e colocando toda a confiança em Deus, repelis a influência dos Espíritos inferiores e anulais o domínio que querem ter sobre vós. Evitai escutar as sugestões dos Espíritos que vos inspiram maus pensamentos, sopram a discórdia e excitam todas as más paixões…” (3)
Trata-se, portanto, de desenvolvermos a maturidade espiritual, deixando de lado certas atividades que, ao contrário do que pensamos, não se trata de momentos de descanso e descontração.
Paulo de Tarso, o grande Apóstolo dos Gentios, anota algo a respeito:
“Quando eu era menino, falava como menino, pensava como menino e raciocinava como menino. Quando me tornei homem, deixei para trás as coisas de menino.” (4)
Ou seja, há, espiritualmente falando, coisas de adultos e coisas infantis em nossos comportamentos, e que é preciso aquilatar isso para estabelecermos o rumo adequado a nossas vidas, com atividades adequadas ao que se espera de nós outros, espíritos em evolução.
Como a “febre do Pokémon Go” é coletiva, podemos entender que a possibilidade da “obsessão coletiva” estar acontecendo, em função da atuação de agrupamentos espirituais organizados para isso, é real, conforme nos ensina Allan Kardec:
“Aquilo que um Espírito pode fazer a uma criatura, vários deles o podem sobre diversas, simultaneamente, e dar à obsessão um caráter epidêmico. Uma nuvem de maus Espíritos pode invadir uma localidade e aí se manifestarem de várias maneiras.” (5)
Não podemos mais perder tempo com o que nos mantém no atraso espiritual.
Temos, por dever, e isso foi assumido por nós mesmos durante nosso planejamento reencarnatório antes de reencarnarmos, darmos o melhor de nós para a convivência familiar e social, com participação ativa, aproveitando o tempo com atividades úteis a nós e ao próximo, e quando tivermos necessidades de descanso que seja somente físico, por que o espírito não se cansa.
As coisas do mundo despertam e prendem nossa atenção e, por isso mesmo é preciso fazer as escolhas certas, abrindo mão do que, aparentemente, é prazeroso, para colhermos, no futuro, frutos espirituais sadios, uma vez que somos criaturas espirituais em uma experiência reencarnatória, e não o contrário.
A respeito das coisas do mundo e das necessidades do espírito, vale a pena relembrarmos uma passagem do Evangelho do Senhor Jesus:
“Ao prosseguirem a jornada, Ele entrou em certa aldeia. E certa mulher, de nome Marta, O hospedou. Ela tinha uma irmã, chamada Maria, que estava sentada aos pés do Senhor, e ouvia a sua palavra. Marta distraia-se em torno de muito serviço. Colocando-se perto, disse: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir sozinha? Dize-lhe, pois que me ajude! ” Em resposta o Senhor lhe disse: “Marta, Marta, inquieta-te e te agitas a respeito de muitas coisas; Porém é necessária uma. Assim, Maria escolheu a boa parte, e esta não será tirada dela”(6)
O Senhor não está, evidentemente, nos dizendo para nos afastarmos, deliberadamente, do mundo, mesmo porque temos responsabilidades a cumprir, mas sim para que aproveitemos nosso tempo e oportunidades para o que realmente importa e, como temos nos inquietado por tantas coisas, nem sempre necessárias ao espírito, seria o caso de nos questionarmos:
Temos sido mais “Marta”, ou mais “Maria” em nossas escolhas.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro

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