#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

sábado, 31 de dezembro de 2016

A sabedoria nos ensina que a vida é feito de ciclos…

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Tudo termina, mas nada se perde. Tudo chega a um fim, mas nada realmente acaba. Em nós fica um pouco de cada coisa.
Penso, que não sejamos nós que passamos pela vida, mas a vida que passa por nós. Pois, não importa para onde vamos, sempre estamos dentro de nós mesmos, aconchegados em nosso mundo interior. Neste mundo, vivemos entre a consciência e a inconsciência. Adormecidos e esquecidos de nós mesmos, cada fato da vida nada mais é do que uma provocação, um toque, um estímulo que desperta nossos dons, que nos obriga a ir ao fundo de nós mesmos e buscarmos os talentos da alma que sempre estavam lá a nossa espera. Não são os acontecimentos que são difíceis, somos nós que não estamos acostumados a usar a força que temos.
Não somos fracos, apenas direcionamos nossa força contra nós, ao invés de a nosso favor. Não somos pequenos, somos cegos diante da nossa luz. A vida nada mais faz do que constantemente tentar nos manter despertos, para que não caiamos nas ideias do mundo, e acabemos por esquecer quem somos.
O despertar de um novo ano nada mais é do que uma metáfora pros grandes términos que acontecem a cada segundo. Todo minuto algo se vai, mas não se perde, se transforma. A sabedoria Universal não permite desperdícios.
Mas como você vai se adaptar ao novo se você não se permite transformar?
Quando a vida muda, e não mudamos com ela, somos como um dançarino que perde o compasso da dança, sai fora do ritmo da música. Nós vivemos em descompasso com a vida, e nossos sofrimentos não são nada mais do que isso. A vida é a música que pede pra você dançar pra um lado, mas você insiste que quer ir pro outro.
Você insiste em ir contra sua natureza, contra você, contra seu jeito, sua forma, está sempre indo para o outro lado, o lado do eu falso, das convenções sociais, dos dizeres da sociedade. Você bem sabe o quanto você já sofreu por isso.
Não adianta o ano mudar e você continuar nas mesmas posturas. O ano novo não vai fazer nada por você. Ele não vai te trazer a paz, a saúde, o respeito, a prosperidade e o amor que você não se dá. Não adianta você ficar nessa preguiça interior, esperando que as situações boas venham do nada, como em um passe de mágica. O lado de fora só muda quando mudamos por dentro. Essa é a verdadeira magia da vida. Nenhum efeito existe sem que primeiro exista uma causa.
E a causa de tudo sempre é você. É você, com suas crenças, que dá o molde pra vida que você tem. Basta ir lá dentro olhar. Não olhar no que você quer, mas no que você acredita ser possível pra você. Você sempre quis as coisas, mas nunca achou mesmo que elas pudessem vir pra você. Sua vida é do tamanho das suas crenças e enquanto você não mudá-las sua vida também não vai mudar.
Por isso, aproveite esse novo ciclo que se inicia, e renove-se!
Mude essas posturas internas. Pare de dar tanta força pro pessimismo, pras catástrofes, pro medo do amanhã. Pare de pegar no seu pé, de se considerar menos, de se exigir perfeição. Pare de se condenar!
Pra esse ano, se elogie mais, se ame mais, incorpore dentro de você que você merece o melhor. Aprecie a beleza da vida, a simplicidade e a grandeza das pequenas coisas. Quem dá à cor ao mundo é você.
Pra esse ano, espere menos e seja mais!
Que dentro de você inicie um novo ano pra sua alma!
Feliz 2017
ALEXANDRO GRUBER (  ) - VISITE O MEU
Professor, escritor, estudante de terapia e filosofia. É apaixonado por livros, café e gatos. Sempre encontra um tempo pra ouvir músicas e olhar as estrelas. Acredita que a vida opera dentro de leis perfeitas e belas, e que compreendê-las é a chave para alcançar a felicidade.
* Saiba como escrever para o site O SEGREDO.

segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

Atendimento fraterno

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TERÇA: DAS 19:15 as 20:30hs -
Abertura: Presidente Antonio Rodrigues Ribeiro.
Leitura de Graça Brito - Livro de Jacob Melo/ O Passe
Palestra de 15 min. de Ana Catharina Pessoa - Do livro O Evangelho Segundo Espiritismo - aplicado nos dias de hoje .
Limpeza Astral.
Fluidificação das Águas.
Tratamentos e cirurgias espiritual.
Desenvolvimento Mediúnico e Psicografia.

ANO NOVO

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Serão novos os anos que passam, os séculos e os milênios que se sucedem na ampulheta do tempo?
         Não são. O tempo, qual o concebemos, não passa de uma ilusão. Não há tempos novos, nem tempos velhos. O tempo é sempre o mesmo, porque o tempo é a eternidade. Todas as mudanças que constatamos em nós e em torno de nós, são produto da transformação da matéria. Esta, realmente, passa por constantes modificações. A mutabilidade é inerente à matéria e não ao tempo.
         A matéria é volúvel como as ondas e instável como as nuvens que se movimentam no espaço assumindo variadas conformações que se sucedem numa instabilidade constante.
         O nosso envelhecimento não é obra do tempo como costumamos dizer. É a matéria que se vai transformando desde que entramos no cenário terreno. Nascemos, crescemos, atingimos as cumeadas do desenvolvimento compatível com a natureza do nosso corpo. Após esse ciclo, as mudanças tornam-se menos rápidas. Há como que ligeiro repouso. Depois, segue-se a involução, isto é, o curso descendente que nos leva à velhice, à decrepitude e à morte, quando esta não intervém acidentalmente, pelas moléstias, cortando o fio da existência em qualquer de suas fases.
         Todos esses acontecimentos nada têm que ver com o tempo. Trata-se de manifestações da evolução da matéria organizada, vitalizada e acionada pela influência do Espírito.
         O Espírito é tudo. Por ele, e para ele, é que as moléculas se agrupam, se associam, tomando forma, neste ou naquele meio, na Terra ou em outras infinitas moradas da casa do Pai, que é o Universo.
         Na eternidade e na imensidade incomensurável do espaço, o Espírito se agita procurando realizar o senso da Vida, que é a evolução. Para consumá-la percorre as incontáveis terras do céu. Veste e despe centenares de indumentos, assumindo milhares de formas e aspectos.
         A matéria é o instrumento, é o meio através do qual ele consegue a sua ascensão ininterrupta.
         Nada significam, portanto, os anos que passam e os anos que despontam nos calendários humanos. O importante na vida do Espírito são as arrancadas para a frente, são as etapas vencidas, o saber adquirido através da experiência, e as virtudes conquistadas pela dor e pelo amor. O que denominamos – passado – é apenas a lembrança de condições inferiores por onde já transitamos. De outra sorte – o futuro não é mais que a esperança que nutrimos de alcançar um estado melhor. O presente eterno eis a realidade.
         Encaremos assim o tempo e, particularmente, o ano novo que ora se inicia. Façamos o propósito de alcançar no seu transcurso a maior soma possível de aperfeiçoamento.
         É o que, de coração, desejamos aos nossos leitores.
 (Vinícius. Em: Na Seara do Mestre)

MORTE COLETIVA

















A vida não cessa com a morte do corpo carnal, ele é apenas a "embalagem" que dá uma forma de representação para atuarmos no mundo tangível.
A morte coletiva, causa dores, esses flagelos destruidores não permitem que o homem preocupado com os entes perdidos, veja num acontecimento perverso algum resultado positivo.
"As Leis Divinas", estabelecem uma moral, dos Espíritos Superiores e se resume como a do Cristo, máxima evangélica: "agiir com os outros como queriamos que os outros agissem para conosco"; quer dizer fazer o bem e não fazer o mal".
"A morte chega ou por um flagelo ou por causa ordinária", sendo que a por flagelo, causa impacto, chocando a civilização, causando transtornos que parecem irreversíveis.
As causas ligam-se à vidas pregressas, pessoas com a mesma carga de violação das Leis Divinas, (ações que provocam males danosos à civilização), como num tratado, se unem no mesmo flagelo, para repararem algo que na vida presente não recordam, mas que o livre arbítrio lhe conferiu no momento do reencarne essa forma de reparação, com o objetivo "de alcançarem um grau maior de perfeição em alguns anos, o que exigiria séculos".
Essas vítimas encontrarão, em uma outra existência, uma larga compreensão aos seus sofrimentos, se elas sabem suportá-los sem murmúrias".
Após o desencarne, cada espírito segui seu caminho e não significa que estarão juntos no mundo espiritual, cada qual receberá de acordo com suas obras.
A morte coletiva, para àqueles que juntos transgrediram as Leis Divinas, expressa vontade de pronta evolução espiritual.

(As frases com "...", foram copiadas do Livro dos Espíritos, das questões 737 na741)
as demais são construção da autora.
"embalagem" termo usado pela autora para expressar o corpo físico.
Irene Fonseca.

Psicografia pelo espírito de Freud


Agradeço a Deus, pelo amparo maravilhoso que sempre prestou-me principalmente nos momentos mais difíceis de minha existência.
Prezada irmã, comovido encontro-me em trazer minhas memórias, a providência Divina assim determinou.
Neste momento de luz, abraço-te como antigamente, num passado bem distante, para trazer minhas palavras de verdade inspiradas no amor.
Passando pela esfera terrestre, tive uma missão especial, desvendar os mistérios da alma.
Compreendi o fato parcialmente, como médico, propus-me a trabalhar com as almas humanas, porém desconhecia a existência dos mundos espirituais.
Sentia realmente algo inexplicável, acima de meu controle.
Mas o Mestre, tão caritativo e benevolente, compreendeu meu engano, na simples condição de encarnado, não pude captar as mensagens dos céus, e Jesus enviava seus companheiros para tocar meu coração e mostrar-me a responsabilidade.
De longe sentia alguma coisa falar-me, e quantas vezes tive medo de ser vítima da própria doença que procurava curar.
Meus companheiros, não compreendiam minha luta, quantos em meu nome deturparam minha teoria, não tão perfeita, mas digna de uma iniciação.
Ela abre a porta para a compreensão do estudo da alma em extensão tridimensional do homem, dentro e fora da matéria, embora eu tenha analisado o momento existencial, enquanto matéria.
Quantos dias de agonia, sentia-me desfigurar e permanecia calado, usando asvezes, drogas para aliviar a dor.
Oh! Pai Celestial! Como eu agredia a natureza, na pura condição de encarnado, “O Pai da Psicanálise”, era um destruidor do próprio perispírito.
Então reconhecia que era a dor do nascimento, senti que não era o fim, mas o ressurgimento de uma nova etapa da minha evolução.
Via espíritos, ouvia vozes, ficava desesperado, pareciam cobrar-me, riam-se da minha condição, contavam anedotas, e mais droga (morfina) tomava, pois não queria ir para “camisa forte”, como meus pacientes , precisava resistir, precisava vencer o tédio, precisava ser forte, ser o senhor Freud.
Era o que sentia, importante mas impotente.
Em silêncio ficava, analisava minha agonia, sentia todas as dores sem alegria, mas minha alma estava resignada.
Senti-me como cada um dos meus pacientes.
No momento final de vida na matéria, o Senhor enviou seus anjos, que me acolheram.
Neste momento, percebi o quanto tudo era real, não delirava, lúcido encontrava-me e estendendo-me uma maca, assim expressaram-se:
- Caro irmão, o Pronto Socorro Espiritual lhe espera, vossos dias em terra terminaram nesta etapa evolutiva, muitos dos que já partiram te esperam, verá nascer uma nova vida, vós que não compreendeu isto em vida, agora abre teu coração, que a Seara do Amor, abriu-te as portas, pois teu coração sempre esteve voltado às coisas supremas, seus objetivos foram de louvor.
Então tive a certeza que caminhava amparado por forças vivas, cheias de luz e que muito tinha para aprender.
Feliz encontro-me todos os dias, meu mundo é de paz.
Trago-te muitas flores, irmã, pois sei o quanto teu coração pulsa ao meu.
Vivemos juntos em outras vidas, e não soube compreender esta força que já trazia , e a censurei tanto, mesmo assim teve sempre a minha presença viva em teu coração, que nunca o tempo apagou.
Conheça essa agonia, hoje tudo é vitória, feliz mais uma vez em deixar meu depoimento, para que sempre viva no coração daqueles que tanto amei.
Peço a ti que o divulgue, pois necessário se faz que a criatura humana tome conhecimento de que além da vida outros compromissos nos esperam, e seria tão simples se os Meritórios “médicos da terra”, acreditassem que só cura, aquele que compreende os mistérios além do corpo.
Existe outra esfera é a espiritual, esta deve ser estudada e nunca menosprezada.
Deus em seu infinito amor, sempre toca nossos corações na esperança de nos acordar para esta realidade.

Graças a Deus.
Sigmund Freud
São Paulo, 17 de outubro de 1991.
Observação- quanto ao uso de droga feita pelo espírito comunicante, era morfina, visto que o mesmo estava em estágio terminal de câncer e fazia uso para aliviar as dores.

Esta mensagem foi psicografada pela mediu - Irene Fonseca

(foto- pensador.uol.com.br>autores-em cache)

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

A Visão Espírita do Natal


Embora associemos o Natal ao nascimento de Jesus, a tradição da festividade remonta a milênios. As origens do natal vêm desde dois mil anos antes de Cristo. Tudo começou com um antigo festival mesopotâmico que simbolizava a passagem de um ano para o outro, o Zagmuk. Para os mesopotâmicos, o Ano Novo representava uma grande crise. Devido à chegada do inverno, eles acreditavam que os monstros do caos enfureciam-se e Marduk, seu principal deus, precisava derrotá-los para preservar a continuidade da vida na Terra. O festival de Ano Novo, que durava 12 dias, era realizado para ajudar Marduk em sua batalha. 
A mesopotâmia inspirou a cultura de muitos povos, como a dos gregos, que assimilaram as raízes do festival, celebrando a luta de Zeus contra o titã Cronos. Mais tarde, por intermédio da Grécia, costume alcançou os romanos, sendo absorvido pelo festival chamado Saturnalia, pois era em homenagem a Saturno. A festa começava no dia 17 de dezembro e ia até o 1º de janeiro, comemorando o solstício do inverno. De acordo com seus cálculos, o dia 25 era a data em que o Sol se encontrava mais fraco, porém pronto para recomeçar seu crescimento e espalhar vida por toda a Terra. 
Durante a data, que acabou conhecida como o Dia do Nascimento do Sol Invicto, as escolas eram fechadas e ninguém trabalhava. Eram realizadas festas nas ruas, grandes jantares eram oferecidos aos amigos, e árvores verdes – ornamentados por muitas velas – enfeitavam as salas para espantar os maus espíritos da escuridão. Os mesmos objetos eram usados para presentear uns aos outros. 
Depois de Cristo 
Nos primeiros anos do Cristianismo, a Páscoa era o feriado principal. O nascimento de Jesus não era celebrado. 
No século IV, a Igreja decidiu instituir o nascimento de Jesus com um feriado. Mas havia um problema: a Bíblia não menciona a data de seu nascimento. Então, apesar de algumas evidências sugerirem que o nascimento de Jesus ocorreu na primavera, o Papa Júlio I escolheu 25 de dezembro. Alguns estudiosos acreditam que esta data foi adotada num esforço de absorver as tradições pagãs da Saturnalia. 
A maior parte dos historiadores afirma que o primeiro Natal, como conhecemos hoje, foi celebrado no ano 336 d.C. A troca de presentes passou a simbolizar as ofertas feitas pelos três reis magos ao menino Jesus, assim como outros rituais também foram adaptados. 
Hoje, as Igrejas Ortodoxas grega e russa, celebram o Natal no dia 6 de janeiro, também referido como o “Dia dos Três Reis”, que seria o dia em que os três magos teriam encontrado Jesus na manjedoura. 
Data Provável do Natal 
Lemos no Evangelho de Lucas: “E aconteceu, naqueles dias, que saiu um decreto da parte de César Augusto, para que todo o mundo se alistasse. Este primeiro alistamento foi feito sendo Quirino governador da Síria.” César Augusto reinou de 30 a.C a 14 d.C. 
Mas o censo ocorreu em 6 d.C., o que permite ver que a determinação da data está historicamente imprecisa. Há, no entanto, uma tradução proposta, segundo a Bíblia de Jerusalém: “Esse recenseamento foi anterior àquele realizado quando Quirino era governador da Síria.” 
Jesus nasceu antes da morte de Herodes, morte esta que aconteceu em 4 a.C., provavelmente entre 8 e 6 a.C. A chamada Era Cristã foi estabelecida por Dionísio, o pequeno, apenas no século 6 e é fruto de um erro de cálculo. 
Quando Jesus iniciou o seu ministério ele tinha provavelmente 33 anos, ou até 36. E Dionísio, o pequeno, considerou como se ele tivesse 30 anos, embora Lucas (3:23) fale em “mais ou menos 30 anos”. 
Neste ponto a revelação espírita pode, como em tantos outros, contribuir com os historiadores. 
Humberto de Campos, em mensagem psicografia por Chico Xavier e publicada em Crônicas de Além-túmulo, aponta o ano 749 da era romana como sendo o ano do nascimento de Jesus, o que corresponderia ao ano 5 a.C. 
Do mesmo modo, Emmanuel informa-nos em Há 2000 Anos que o ano da crucificação de Jesus foi o 33 a.C. Sendo assim, portanto, Jesus iniciou o seu ministério com 35 anos e desencarnou com 38. 
Um Significado Espiritual

Diz, então, a sequência do Evangelho de Lucas: “E todos iam alistar-se, cada um à sua própria cidade. E subiu da Galiléia também José, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém (porque era da casa e família de Davi)” 
Belém situa-se a 6 quilômetros de Jerusalém e a 800 metros de altitude, nos montes da Judéia. Por isso a expressão “subiu da Galiléia à Judéia”. 
Buscando o sentido espiritual do Evangelho, podemos entender Nazaré como sendo nossas vivências na área da razão. É o racional que hoje, no dia a dia, fala mais alto em nossos procedimentos. 
Belém seria assim, a representação de nosso encaminhamento levando em conta o sentimento equilibrado, a intuição, ou o amadurecimento da própria razão pelo equilíbrio desta, através da vivência, com o emocional. 
O nascimento de Jesus em Belém significaria, assim, o início de uma nova era em que a justiça se converte em amor, e o racional é espiritualizado através de seu perfeito equilíbrio com o emocional. 
Historicamente, não há certeza sobre Jesus ter nascido em Belém ou Nazaré. O que realmente importa, porém, é apropriarmos de seu sentido reeducativo, é saber que, para que o Cristo nasça em nossa intimidade é necessário agir equilibrando sentimento e razão, intelecto e moral, conhecimento e aplicação. Pois, se no plano horizontal necessitamos da ciência em nossas movimentações cotidianas, para verticalizarmos nossas conquistas não podemos prescindir de uma moral elevada consoante os ensinamentos contidos no Evangelho. 
Para que o Cristo nascesse, Maria e José tiveram que subir da Galiléia, da cidade de Nazaré, à Judéia, à cidade de Davi chamada Belém, significando assim a necessidade de subirmos espiritualmente para refletirmos o Cristo em toda sua grandeza. 
Prossegue a Narrativa 
O Evangelho de Lucas nos conta, então, que “a fim de alistar-se com Maria, sua mulher, que estava grávida. E aconteceu que, estando eles ali, se cumpriram os dias em que ela havia de dar à luz. E deu à luz o seu filho primogênito, e envolveu-o em panos e deitou-se numa manjedoura, porque não havia lugar para eles na estalagem.” 
Jesus vem à luz por meio de Maria. Assim narra o evangelista: “E, no sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galiléia, chamada Nazaré, a uma virgem desposada com um varão cujo nome era José, da casa de Davi; e o nome da virgem era Maria.” 
“Virgem” aqui se refere a núbil (mulher em idade para se casar), ou mulher jovem que, em hebraico é almah, Era um termo usado quando se referia a uma donzela ou jovem casada recentemente, não havendo nenhuma referência em particular à virgindade como entendemos hoje. 
Gabriel, então, disse: “E eis que em teu ventre conceberás, e dará à luz um filho, e pôr-lhe-ás o nome de Jesus.” Maria estava preparada, por isso pôde conceber Jesus em seu ventre, isto é, dentro de si. 
E nós, o que estamos cultivando, o que estamos construindo dentro de nós mesmos? Quando estaremos preparados para trazer à luz o Cristo imanente em nós? Aquele que, segundo o texto evangélico, “será grande e será chamado Filho do Altíssimo; e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai, e reinará eternamente na casa de Jacó, e o seu Reino não terá fim.” 
No entanto, Maria indaga: “Como se fará isso, visto que não conheço varão?” E respondendo o anjo, disse-lhe: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; pelo que também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus.” 
A outra possível tradução para “Espírito Santo” é “sopro sagrado”, dando a entender a presença de Deus em nós quando a Ele estamos ajustados. Àquele tempo a presença de Deus (IHVH) era manifesta por uma nuvem, por isso o uso da expressão “cobrirá com sua sombra” 
Nasce a Virtude nos Corações
A descida do “sopro sagrado” representa bem o momento de fecundação da virtude em nós. O valor vem do alto por meio da revelação superior, necessitando ser por nós absorvido e vivenciado para fixação, que se dá com o nascimento do novo ser em que nos transformamos a partir de então. Por isso, o Cristo é sempre fecundado pelo Espírito Santo. 
“Disse, então, Maria: Eis aqui a serva do Senhor; cumpra-se em mim segundo a tua palavra. E o anjo ausentou-se dela.” Perfeitamente justada aos Desígnios Superiores, Maria se entrega totalmente a eles. É aquele momento em que há perfeito entendimento do mecanismo da vida, quando o Espírito sabe que o mais importante é atender a Vontade do Pai e, então cumpre-a fielmente. É a liberdade-obediência. Encontramos assim em Maria as três qualidades básicas para que o Cristo possa nascer: confiança, consciência e obediência sintetizadas na fé. 
Mais Lições a Serem Aprendida
Jesus envolvido em panos nos ensina a lição de simplicidade: enquanto nos preocupamos tanto com os acessórios em nossa vida do dia-a-dia, os Espíritos superiores ocupam-se com o que verdadeiramente é importante para a vida imortal. 
A manjedoura é o tabuleiro em que se deposita comida para vacas, cavalos etc. em estábulos. Segundo Emmanuel em A Caminho da Luz, “a manjedoura assinalava o ponto inicial da lição salvadora do Cristo, como a dizer que a humildade representa a chave de todas as virtudes.” 
Por meio de Jesus colocado em um tabuleiro como alimento para animais, o Evangelho ensina-nos que, se quisermos deixar a condição de animalidade em favor de uma espiritualidade mais autêntica, é preciso que tenhamos o Cristo, ou a Boa Nova, por ele proposta, como alimento definitivo de nossas almas. Condição esta confirmada por ele mesmo quando mais adiante nos afirma: “Eu sou o pão da vida.” Este é o pão que desce do céu, para que o que dele comer não morra. 
Outra lição encontrada é a da resignação, “por que não havia lugar para eles na estalagem“. É muito comum este fato, quando nos ajustamos aos desígnios superiores e agimos em favor do amor e da fraternidade, não há para nós lugar onde se instala o interesse imediatista do mundo material. 
A Visita dos Magos 
Narrada no Evangelho de Mateus, a visita dos magos e suas dádivas originaram as tradições de presentes no Natal. No entanto, dádivas seriam doações espontâneas de algo valioso, material ou não, a alguém; presente, oferta, mimo, brinde. Não é o que acontece atualmente no Natal. 
Os presentes nem sempre são espontâneos, mas fruto de interesses outros. O que não tem valor material não é bem aceito como presente, mostrando assim a faixa de interesses a que estamos ajustados. A expressão “seus tesouros” que se refere aos presentes ofertados, dá a entender que estes já lhes pertenciam, ou seja, que já tinham sido por eles conquistados. Então deveríamos dar valores que já são nossos, nossas conquistas individuais, de nós mesmos e espontaneamente. 
Os presentes também contêm significados. O ouro refere-se à autoridade sobre as coisas materiais; o incenso, à autoridade sobre as questões espirituais. A mirra é uma planta de cuja casca sai uma resina aromática. De aroma agradável e gosto amargo, na Antiguidade, segundo o Dicionário Houaiss, ela era usada como incenso e remédio. 
Pode revelar, desta forma, dois significados. Foi dado a Jesus o poder sobre as enfermidades: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e as nossas dores levou sobre si…“, diz Isaias, 53:4. E representa também a necessidade do testemunho (”gosto amargo”), testemunho este que dá o poder e autoridade sobre as enfermidades e sobre as questões materiais e espirituais. 
O Personagem Principal 
Se historicamente não podemos precisar com certeza onde e quando se deu a noite do nascimento de nosso Mestre Maior, é certo que ela aconteceu. Emmanuel assim a descreve em A Caminho da Luz: “Harmonias divinas cantavam um hino de sublimadas esperanças no coração dos homens e da Natureza. A manjedoura é o teatro de todas as glorificações da luz e da humildade, e, enquanto alvorecia uma nova era para o globo terrestre, nunca mais se esqueceria o Natal, a ‘noite silenciosa, noite santa‘”. 
Como já dissemos, o nascimento de Jesus representa o início de uma nova era em que a justiça se converte em amor, e a fraternidade pura, através de sua exemplificação, meta a ser alicerçada em nossos corações. Antes era o homem biológico, depois, o homem espiritual. 
Na festa que preparamos ao final de cada ano, Jesus deveria ser personagem principal. Assim também, como devemos nos preparar para ela, qual a melhor vestimenta a usar? 
Aqui deixamos duas passagens evangélicas para refletirmos sobre estes temas: uma de Mateus: “Então, dirá o Rei aos que estiverem à sua direita: Vinde, benditos de meu Pai, possuí por herança o Reino que vos está preparado desde a fundação do mundo; porque tive fome, e destes-me de comer, tive sede, e destes-me de beber; era estrangeiro, e hospedastes-me; estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e fostes ver-me. Então, os justos lhe responderão, dizendo: Senhor, quando te vimos com fome e te demos de comer? Ou com sede e te demos de beber? E, quando te vimos estrangeiro e te hospedamos? Ou nu e te vestimos? E, quando te vimos enfermo ou na prisão e fomos ver-te? E, respondendo o Rei, lhes dirá: Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes.” 
Que façamos em nome do Cristo um Natal diferente. Que saiamos de nós mesmos, de nossos caprichos e desejos pueris, buscando atender as necessidades de nossos semelhantes mais carentes. Reclamamos do “pouco” que temos, mas quão muito é esse pouco se comparado ao enorme percentual da humanidade que muito menos tem, chegando a faltar até o básico necessário? Lembremos destas palavras: “Em verdade vos digo que, quando o fizestes a um destes meus pequeninos irmãos, a mim o fizestes…”
Na outra passagem de Mateus, lemos: “E, quanto ao vestuário, porque andais solícitos? Olhai para os lírios do campo…” Para que possamos estar vestidos com a “túnica nupcial” é preciso estarmos ajustados ao fluxo da vida que é a Lei Superior, que é Amor. Os lírios “não trabalham e nem fiam”, mas cumprem a sua missão de enfeitar mesmo tendo nascido em condições adversas (brejo, lodo etc.). 
Ao dizer que nem mesmo o Rei Salomão em toda a sua exuberância se vestiu como qualquer deles, a beleza que Jesus observa é a que vem de dentro, aquela gerada pela consciência tranquila do dever cumprido e do ajuste aos Propósitos Superiores. 
Nada dá mais segurança e firmeza do que o Evangelho vivenciado. Assim, firmemo-nos em seus ensinamentos de moral superior e estaremos preparados para que o Cristo nasça em nós, e pelos frutos de nossas ações também possamos ser chamados de Filhos do Altíssimo ou Filho de Deus, por quem quer que seja.

Crise Política, Corrupção e Espiritismo

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O objetivo central da política é a obtenção do bem comum. O bem comum é “um conjunto de condições concretas que permite a todos os membros de uma comunidade atingir um nível de vida à altura da dignidade humana”. Esta dignidade refere-se tanto às coisas materiais quanto às espirituais. Depreende-se que todo o cidadão deve ter liberdade de exercer uma profissão e aderir a qualquer culto religioso. Diz-se, também, que almejar o bem comum é proporcionar a felicidade natural a todos os habitantes de uma comunidade.  
A corrupção, ou seja, o pagamento de propina para obter vantagens, quer sejam de ordem financeira ou tráfico de influência, deteriora a obtenção do bem comum, pois algumas pessoas estão sendo lesadas para que outras obtenham vantagens. Lembremo-nos de que “todo poder corrompe e todo poder absoluto corrompe absolutamente”. Significa dizer que sempre teremos que conviver com algum tipo de corrupção. Eticamente falando, o problema maior está no grau, no tamanho da corrupção e não a corrupção em si mesma.   
No Brasil, estamos assistindo a uma enxurrada de denúncias, que vão desde o chamado caixa 2 de campanha política, até a compra de votos para aprovar projetos importantes na área governamental. O vídeo que mostra um funcionário dos Correios recebendo propina foi o estopim da crise. De lá para cá as denúncias não param. O deputado Roberto Jefferson, um dos acusados de comandar a propina nos Correios, saiu distribuindo acusações para todos os lados, no sentido de se defender do ocorrido.  
Diante deste fato, pergunta-se: que tipo de subsídio o Espiritismo nos fornece para a compreensão dessa situação? Em O Evangelho Segundo o Espiritismo há alusão aos escândalos. Primeiramente, Jesus nos fala dos escândalos e que estes deverão vir, mas “Ai do mundo por causa dos escândalos; pois é necessário que venham escândalos; mas, ai do homem por quem o escândalo venha”.O escândalo significa mau exemplo, princípios falsos e abuso do poder. Ele deve ser sempre considerado do lado positivo, ou seja, como um estímulo para que o ser humano combata em si mesmo o orgulho, o egoísmo e a vaidade.  
Lembremo-nos também da frase: “Ninguém há que, depois de ter acendido uma candeia, a cubra com um vaso, ou a ponha debaixo da cama; põe-na sobre o candeeiro, a fim de que os que entrem vejam a luz; - pois nada há secreto que não haja de ser descoberto, nem nada oculto que não haja de ser conhecido e de aparecer publicamente”. (S. LUCAS, cap. VIII, vv. 16 e 17.). A verdade, assim, não pode ficar oculta para sempre. Deduz-se que aquele que não soube fazer esforços para se pautar corretamente no bem, sofrerá as conseqüências de suas ações.  
O Espiritismo auxiliará eficazmente as resoluções de ordem política, porque propõe substituirmos os impulsos antigos do egoísmo pelos da fraternidade universal. Allan Kardec propõe, em Obras Póstumas, o regime político que deverá vigorar no futuro, ou seja, a aristocracia intelecto-moral. Aristocracia - do grego aristos (melhor) e cracia (poder) significa poder dos melhores. Poder dos melhores pressupõe que os governantes tenham dado uma direção moral às suas inteligências. 
Somente quando o poder da inteligência for banhado pelo poder moral e ético é que conseguiremos atingir um mundo mais justo e mais de acordo com o bem comum, pois os que governam propiciarão sob todos os meios possíveis a felicidade da maioria.
São Paulo, agosto de 2005.