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segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

A paz que trago em meu peito

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paz que trago hoje em meu peito é diferente da paz que eu sonhei um dia...
Quando se é jovem ou imaturo, imagina-se que ter paz é poder fazer o que se quer, repousar, ficar em silêncio e jamais enfrentar uma contradição ou uma decepção.
Todavia, o tempo vai nos mostrando que a paz é resultado do entendimento de algumas lições importantes que a vida nos oferece.
paz está no dinamismo da vida, no trabalho, na esperança, na confiança, na fé...
Ter paz é ter a consciência tranquila, é ter certeza de que se fez o melhor ou, pelo menos, tentou...
Ter paz é assumir responsabilidades e cumpri-las, é ter serenidade nos momentos mais difíceis da vida.
Ter paz é ter ouvidos que ouvem, olhos que veem e boca que diz palavras que constroem.
Ter paz é ter um coração que ama...
Ter paz é brincar com as crianças, voar com os passarinhos, ouvir o riacho que desliza sobre as pedras e embala os ramos verdes que em suas águas se espreguiçam...
Ter paz é não querer que os outros se modifiquem para nos agradar, é respeitar as opiniões contrárias, é esquecer as ofensas.
Ter paz é aprender com os próprios erros, é dizer não quando é não que se quer dizer...
Ter paz é ter coragem de chorar ou de sorrir quando se tem vontade...
É ter forças para voltar atrás, pedir perdão, refazer o caminho, agradecer...
Ter paz é admitir a própria imperfeição e reconhecer os medos, as fraquezas, as carências...
paz que hoje trago em meu peito é a tranquilidade de aceitar os outros como são e a disposição para mudar as próprias imperfeições.
É a humildade para reconhecer que não sei tudo e aprender até com os insetos...
É a vontade de dividir o pouco que tenho e não me aprisionar ao que não possuo.
É melhorar o que está ao meu alcance, aceitar o que não pode ser mudado e ter lucidez para distinguir uma coisa da outra.
É admitir que nem sempre tenho razão e, mesmo que tenha, não brigar por ela.
paz que hoje trago em meu peito é a confiança nAquele que criou e governa o Mundo...
A certeza da vida futura e a convicção de que receberei, das Leis soberanas da vida, o que a elas tiver oferecido.
*   *   *
Às vezes, para manter a paz que hoje mora em teu peito, é preciso usar um poderoso aliado chamado silêncio.
Lembra-te de usar o silêncio quando ouves palavras infelizes.
Quando alguém está irritado.
Quando a maledicência te procura.
Quando a ofensa te golpeia.
Quando alguém se encoleriza.
Quando a crítica te fere.
Quando escutas uma calúnia.
Quando a ignorância te acusa.
Quando o orgulho te humilha.
Quando a vaidade te provoca.
O silêncio é a gentileza do perdão que se cala e espera o tempo, por isso é uma poderosa ferramenta para construir e manter a paz.

10 sintomas físicos da mediunidade aflorada

mediunidade
Nayla Prado
Imagine agora que esteja confortavelmente em meio à natureza, sentado num local tranquilo, escutando o som dos pássaros, sentindo o sol acariciando sua pele, apreciando a deslumbrante paisagem de matizes variados. As sensações são tão agradáveis que você expressa em sua fisionomia a suavidade do momento, com um sorriso sereno.
Inspirando profundamente, você solta um suspiro de agradecimento e cantarola uma canção que lhe toca o coração. Os cinco sentidos nos colocam em contato com a vida terrena. Você está se comunicando com o ambiente e com todas as coisas. Seu corpo e sua mente sentem e reagem aos estímulos externos. Assim lhes servem seus cinco sentidos.
Mas não é só isto que sentimos. Existe algo mais, um sexto sentido que nos leva além. Intermediando a comunicação entre você e o plano sutil, a mediunidade é o sexto sentido, uma ponte que une os mundos material e espiritual. Ela está presente em seu encontro com a natureza, o trabalho, no supermercado, vinte e quatro horas por dia, tanto quanto os seus cinco sentidos.
mediunidade
Porém, não há como adentrarmos as sensações sutis se não pelo próprio corpo, enquanto encarnados. Seus sintomas são percebidos e interpretados no plano material. Recebemos as influências do mundo astral que provocam uma série de reações em nossa fisiologia, no corpo e na mente.
Nem sempre o que sentimos no corpo é causado por estímulos materiais, assim como nem sempre nos pertencem os pensamentos que surgem à mente. Em inúmeros casos, sintomas mediúnicos são confundidos com problemas de natureza física e psicológica.
Tratados erradamente, como disfunções e enfermidades, fazem proliferar os desequilíbrios mediúnicos. A mediunidade nos faz sentir as emanações de origem sutil, em contato com as energias e espíritos ao redor. Tocando nosso campo áurico, um espírito desencarnado pode se comunicar conosco.
Dentre a variedade de médiuns e a diversidade mediúnica, os espíritos desencarnados se expressam por todos os sentidos físicos que são aguçados com seu toque e pela intuição e envolvimento mental. Podemos sentir sua dor, seu sofrimento ou seu bem-estar e amorosidade.
A aproximação de um espírito provoca uma tensão natural nas fibras áuricas que como cordas vibram alcançando o cérebro e o corpo que reagem conforme estimulados. Os sintomas para um médium desavisado podem parecer um tanto desagradáveis.
Acontece que ao nos sensibilizar, o sistema endócrino passa a agir, o metabolismo se altera pela presença do espírito comunicante. Os dez sintomas principais que aqui descrevo são uma síntese que reúne o conhecimento que adquiri por meio de minha experiência mediúnica pessoal, experimentos em grupos e em consultório, além do embasamento em estudos realizados tanto nos livros espíritas quanto em outras literaturas esotéricas.
São sintomas referentes aos médiuns mais aflorados e ostensivos, que têm a condição mediúnica para a incorporação, a forma mais intensa de contato mediúnico com o corpo e mente do médium. A incorporação é um termo que não explica literalmente o processo. O médium não deixa seu corpo para que outro espírito o assuma totalmente.
Existe apenas o afastamento de um e a aproximação do outro que lhe imprime na aura, chacras e plexos nervosos, a tensão necessária para o fenômeno. O processo pode ser consciente, parcial e raramente inconsciente. Todas as modalidades mediúnicas podem estar presentes a partir da incorporação. A fala, a audiência, a psicografia, os fenômenos de manipulação de ectoplasma para a cura, entre outros.
Então, vejamos a incorporação como o intercâmbio mais assertivo entre espírito desencarnado e encarnado. Não há um consenso na classificação da mediunidade, mesmo dentro do espiritismo. Lembre-se que tanto quanto somos todos humanos, ao mesmo tempo, somos pessoas únicas e com características que nos diferem.
A mediunidade também é particularizada segundo o modo especial que cada médium tem de sentir e interpretá-la. Edgard Armond, em seu livro “Mediunidade – Seus Aspectos, Desenvolvimento e Utilização”, coloca com propriedade que: (…) não há obra completa das realizadas por mão humana (…) Sem abalar os alicerces da doutrina espírita, Armond admite a possibilidade de revisão em seus detalhes, segundo pontos de vista mais atuais. Afinal, tudo muda e evolui, inclusive no que concerne à mediunidade, assunto tão complexo.
Portanto, não tenho a intenção de afirmar que estes sejam os únicos sintomas ou que aqui se encontre a melhor descrição. Em termos gerais, os dez sintomas mediúnicos que caracterizam a aproximação e contato do espírito para incorporação em um médium com alto grau de sensibilidade são:

01 – Arrepios com sensação de frio ou calor em regiões do corpo como rajadas.

02 – Formigamento dos membros, principalmente das mãos.

03 -Tremores incontroláveis pelo corpo, que podem surgir como solavancos.

04 – Peso na região das costas entre as escápulas, nas pernas e braços.

05 – Entorpecimento geral dos sentidos usuais, com sensação de despersonalização e desrealização.

06 – Tontura, enjoos, falta de ar, aceleração cardíaca.

07 – Sensação de nó na região da garganta para a psicofonia.

08 – Sono, movimento acelerado dos olhos e pálpebras pesadas como em sono REM.

09 – Suor frio nas mãos.

10 – Bocejos e olhos lacrimejantes são sintomas físicos provenientes de causas mediúnicas e que urgem a conscientização por parte dos médiuns que desconhecem seu sexto sentido e que neste âmbito estão à mercê de assédios de toda ordem.

A grande maioria desconhece a natureza orgânica da mediunidade e seu mecanismo. A sintomatologia citada, de forma alguma, determina a categoria vibracional do espírito comunicante. Os instrutores espirituais, quando necessário, operam o seu rebaixamento vibratório, para alcançarem nossa sintonia. A mediunidade sempre existiu, o que nos falta é admiti-la.
Negá-la é como extirpar parte de nosso ser e reprimir nossa conexão com a espiritualidade e com o Todo. Primeiro, devemos incorporar a nós mesmos, porque andamos perdidos de nossa essência. Compreender o sexto sentido é trazer à tona o espírito imortal que nos habita na breve experiência terrena. O médium que se esquece de seu mundo interno deixa sua mediunidade à deriva. Seja Amor!
mediunidade
mediunidade

Novela da Globo aborda o tema da vingança | Qual a visão espírita?

clara o outro lado do paraíso
TV MUNDO MAIOR
A novela “O Outro Lado do Paraíso” da Rede Globo, vem mostrando um desejo de ódio que está crescendo em uma das personagens (Clara) por ter sofrido diversas injustiças ela quer se vingar daqueles que lhe causaram mal.
A Doutrina Espírita nos ensina que esse não é o melhor caminho a ser tomado, a vingança é algo que vai destruindo a vida de quem realiza.
No Evangelho Segundo o Espiritismo é esclarecido que a vingança é um dos últimos resíduos dos costumes bárbaros, que tendem a desaparecer dentre os homens. Ela é, como o duelo, um dos derradeiros vestígios daqueles costumes selvagens em que se debatia a humanidade, no começo da era cristã.
Por isso, a vingança é um índice seguro do atraso dos homens que a ela se entregam, e dos espíritos que ainda podem inspirá-la. Portanto, esse sentimento jamais deve fazer vibrar o coração de quem quer que se diga e se afirme espírita.
Se você sente ódio por alguém e está querendo se vingar de alguma forma, não alimente esse sentimento. Procure se estabelecer emocionalmente, se conecte com o seu mentor espiritual e peço auxilio. Ao poucos essa energia negativa que está te cercando irá sendo afastada e o seu padrão vibratório vai melhorando e quando perceber não sentirá mais desejo de vingança.
ASSISTA VÍDEO SOBRE O TEMA NA VISÃO ESPÍRITA

sábado, 16 de dezembro de 2017

As dúvidas mais comuns sobre mediunidade e cura

nena
Nena Galves foi levada ao espiritismo ainda jovem por suas inquietações e necessidade de esclarecimentos mais abrangentes a respeito da mediunidade. Os caminhos que trilhou até encontrar-se com o médium Chico Xavier e os frutos que essa amizade de mais de 40 anos gerou estão relatados nos livros de sua autoriaAté sempre, Chico Xavier e Chico Xavier, luz em nossas vidas (CEU). Em 1967, Nena e o marido, Francisco Galves, fundaram o Centro Espírita União, em São Paulo, cujas atividades foram orientadas através da mediunidade de Chico Xavier por Bezerra de Menezes e Emmanuel. Mensalmente, na última segunda-feira, Nena e equipe respondem a dúvidas dos frequentadores do centro em uma mesa-redonda, com base em perguntas formuladas sobre diversos temas a serem esclarecidos à luz do espiritismo. Mediunidade e cura são sempre assuntos recorrentes.
E é sobre eles que Nena Galves fala abaixo:
A influência espiritual
Muitas pessoas chegam à casa espírita dizendo: "Um vidente viu um espírito atrás de mim... Vêm assustadas, na esperança de que esse 'encosto' seja afastado. Não são encostos, são amigos que precisamos auxiliar. Mas elas têm pressa, querem se livrar logo do espírito... Algumas chegam buscando um tratamento milagroso: "Os espíritos me incomodam, perco o sono, não suporto mais isso". E muitas vezes as queixas são com relação a crianças, que não dormem, porque veem vultos.
Há uma diferença entre o tratamento espiritual e o tratamento físico, mesmo sabendo-se que a parte espiritual, quando não é curada, vai influenciando a matéria e muitas vezes provocando doenças físicas. A gente confunde realmente: sente dores de cabeça, dores de estômago, ansiedades, inquietações, insônia.
Como tratar das influências espirituais que causam sintomas físicos?
Primeiro, devemos ajudar a pessoa a compreender que não é 'encosto'. Os espíritos não se encostam, eles convivem conosco, porque muitas vezes são dívidas nossas de um passado longínquo e eles estão cobrando. Ficam nos assediando e encontram facilidades, brechas, nas atitudes do dia a dia.
Como esses espíritos agem?
Ninguém gosta de ser cobrado. Muitas vezes protelamos esse pagamento. E assim acontece nesse intercâmbio entre nós e os espíritos. Às vezes passamos reencarnação e reencarnação e não conseguimos nos acertar. E não é só dívida do passado, é do presente também.
Mas não nos esqueçamos de que no mundo espiritual sempre há espíritos familiares que também nos protegem e que saem em nossa defesa. Se você não paga, o defensor daquele que precisa receber a dívida também sai em defesa dele. Quando você fica bravo e xinga, ele vem e lhe diz: "Mas você deve ao meu filho. Pague a sua dívida..." E passa também a incomodar. Agora, quem é o errado? Somente o que não paga a dívida? Lógico que não. Aquilo que chamamos de obsessão, e de que acreditamos ser sempre as vítimas, não é bem verdade. Somos quase sempre os faltosos. E esta convivência com os espíritos, seja de passado ou de presente, é o que nos faz refletir, crescer.
passe
O que fazer para conviver melhor com eles?
Queremos que a espiritualidade maior e nossos mentores convivam conosco. Para isso precisamos mudar de hábitos. E o espírito menos evoluído também tem que aprender a mudá-los para viver melhor, progredir. Isso é o esforço conjunto pela evolução moral, que nos mostra racionalmente os porquês, que nada mais são do que seguir corretamente a lei divina. Não há castigos, nem vítimas ou algozes, porque tudo é muito natural: quem deve, tem que pagar; quem quer colher, tem que plantar a semente... isso é Evangelho puro.

Mas esse é o tratamento?
Muitas pessoas questionam quando dizemos que esse é o verdadeiro tratamento. E dizem: Mas eu quero ir para um tratamento específico, espiritual... E o que são as palestras públicas? Ao assisti-las, estamos nos tratando, nos educando e estudando para agirmos melhor. E também trazemos para o centro aqueles que nos assediam, que acompanham o que está sendo falado. Por isso também o obsessor adora quando a pessoa vem para a palestra e dorme, porque percebe que ela não vai mudar. Outros espíritos ficam lá fora e, quando saímos, vão junto testar os resultados obtidos, observar as nossas intenções renovadas. Precisamos conviver com eles, aprendendo e ensinando.

Frequência nas palestras nos passes
Muitas vezes vem aquela preguiça de ir à casa espírita, esquecendo-nos de que é ali que seremos tratados. Quando se resolve ficar em casa para assistir à novela, o obsessor fica lá também. Não é melhor trazê-lo? Temos um compromisso com ele, para que também receba esses conteúdos para melhorar-se. Juntos vamos crescendo, educando-se assim o devedor e o que se diz vítima, fazendo-se a maior caridade, com a espiritualidade e conosco mesmos.
Também ao receber o passe não devemos pensar só em nós, com ideia de 'mandar' o obsessor embora. No passe, recebemos uma emissão fluídica assim como ele. Então, relaxe, abra sua mente. Se ele for favorecido, você também será.

A reunião de desobsessão
Muita gente acha que indo para uma desobsessão ficará liberta da influência espiritual. Quando a pessoa está muito perturbada, não é esta a melhor indicação, porque ela poderá sair mais atemorizada, por não conhecer todo o processo.
O trabalho mediúnico não é para nos beneficiarmos, mas para o socorro dos espíritos, muitos deles trazidos por nós nas palestras. Mais interessados irão começar a desabafar e ser orientados, conscientizando-se e aprendendo mais. O médium não tem que saber se o espírito veio acompanhando Maria ou João. Pouco importa a quem esteja ligado. Precisa de socorro, Às vezes, se manifesta em mais de uma oportunidade... Fala da sua revolta, que está tratando de cobrar uma dívida, ao que o orientador irá conversar, explicar que nada é por acaso, que é preciso perdoar, que a vingança não resolve...
Devemos trazê-los à casa espírita para participar das palestras, dos passes... É preciso dizer: "Eu vou junto com você para a escola do bem".

E a caridade?
Há quem acredite que só o trabalho de caridade material vai lhe fazer bem. A caridade material é importante, mas e a caridade que fazemos com esses espíritos? Eles têm que crescer, evoluir, não podem ficar cobrando de nós uma dívida ad aeternum. Essa é a caridade espiritual, trazê-los para a compreensão do Evangelho nas palestras, que são verdadeiras escolas para todos. Por isso, a necessidade do estudo. O conhecimento é um meio de se vacinar contra a obsessão.

Como e quando 'desenvolver' a mediunidade?
Mediunidade todos temos. Não podemos exigir de uma pessoa um horário rígido quando ela normalmente não possui essa disponibilidade, porque precisa daquele tempo para trabalhar, estudar, tem família, filhos pequenos... Os espíritos precisam de médiuns para trabalhar, mas, se a pessoa não tem tempo, não deve assinar o compromisso com a mediunidade. Quem viaja muito a trabalho, por exemplo, não pode se comprometer com a tarefa mediúnica. Nem pode ser uma pessoa desequilibrada, que possa comprometer o trabalho dos benfeitores, que ainda vão ter que isolá-la para não atrapalhar o andamento das reuniões. Muitas vezes fuma, usa outras drogas... Não pode. E aí dizem: Mas ele tem mediunidade!
Sim, pode até ter mediunidade, mas a dificuldade que vai causar num trabalho é muito maior do que os benefícios que poderia oferecer. Melhor que se eduque primeiro.

Adolescência e a mediunidade
É um absurdo levar uma adolescente para uma sessão mediúnica. Às vezes ela assina esse contrato precocemente. Ela tem mediunidade – vamos dizer, em grau médio – que podia esperar. A família chega e diz: mas ela é médium, vê os espíritos... E é só arrumar um namorado católico que ela manda os espíritos para longe e fica com o namorado. Adolescentes têm que saber o que é o compromisso com os espíritos.

Preciso trabalhar porque tenho uma missão
Não somos missionários, somos tarefeiros. Missionários foram Chico Xavier, dr. Bezerra de Menezes, que aprenderam a trabalhar com a mediunidade desde crianças. Quando a pessoa fala que tem uma missão, já é vaidade.
O tarefeiro precisa se preparar para a tarefa. Se nós vamos seguir uma profissão, não precisamos aprender a lidar com as ferramentas, saber que livros que vamos utilizar?
É mais do que natural que saibamos também como fazê-lo nas atividades espíritas. Do contrário, vamos dar muito trabalho aos espíritos.

Mediunidade e envelhecimento
Quando o médium envelhece demais e resolve que é hora de trabalhar, melhor também pensar, porque a mediunidade exige muita coisa de nós e as pessoas com mais idade, que nunca trabalharam com ela, podem também criar conflitos. Podem achar que suas dores, naturais, sejam influências espirituais. Se dói a perna, é influência que o espírito deixou... O idoso está sempre cheio de dores. Não é espiritual, é material mesmo. Tem que procurar o médico.
É preciso lembrar que é grande esse compromisso e saber quando pode assumir. Quer trabalhar, ser um tarefeiro do mundo espiritual? Não perca tempo. Não espere envelhecer demais. Viaje menos, assuma menos compromissos, libere um dia por semana para o trabalho, faça um esforço para isso, renuncie a alguma coisa material, para não dar muito trabalho aos espíritos.

Tratamento espiritual e não trabalho de cura
Temos um trabalho específico que a casa desenvolve para o qual sempre lembro: não é trabalho de cura, mas tratamento espiritual. Porque ninguém se cura até que não ame e se transforme. É uma ajuda que não dispensa o médico. Muitas vezes, espiritualmente, a equipe médica está lá para preparar o campo para que o médico da Terra atue melhor. Esses passes são recomendados para quem vai fazer uma cirurgia, se está fazendo quimioterapia, se sofre de uma depressão mais profunda. Por que estados depressivos são tratados no trabalho das palestras. Se a pessoa não tem uma doença física para ser tratada e recorre constantemente a essa assistência, acaba por tirar a oportunidade de outra pessoa se tratar.
Esse tratamento não é indicado para obsessão, porque a corrente médica precisa se concentrar no corpo físico do doente.

O que cada um tem a oferecer
As casas espíritas costumam oferecer inúmeras formas de tratamento, mas cada uma tem as suas características, algumas delas adotando inclusive formas diferentes do próprio passe. Mas o mais importante é que, na base de todo trabalho sério, esteja sempre a coerência como que nos ensinou Allan Kardec, tendo sempre o incentivo para o estudo.

Aproveitar o estudo
Sem a prática daquilo que se estuda não haverá aprendizado completo. Tem gente que entra nos cursos e não quer sair. Vai ficar um eterno aluno de espiritismo? Ser doutor em espiritismo também não resolve. Não se pode confundir intelectualidade de conhecimentos espíritas com a condição evangelizada do médium, que pelo o que já estudou sabe reconhecer suas fragilidades e sabe que deve se esforçar para vencê-las. A doutrina espírita é maravilhosa, mas é preciso entendê-la verdadeiramente.



Suicidólogo analisa novo livro de André Trigueiro

viver melhor opcao
Um dos principais suicidólogos do país, o psiquiatra do Ministério da Saúde e Coordenador da Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio (2005-2009), atual coordenador da Rede Brasileira de Prevenção do Suicídio (Rebraps), Carlos Felipe D'Oliveira leu o novo livro de André Trigueiro, Viver é a melhor opção, que será lançado em São Paulo, na próxima segunda-feira, dia 18, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional (Avenida Paulista, 2.73, com talk show e autógrafos do autor, a partir das 19 horas.
 Leia a crítica do especialista.

Por Carlos Felipe D'Oliveira

Em Viver é a melhor opção: a prevenção do suicídio no Brasil e no mundo, o jornalista André Trigueiro traz para o debate da sociedade de uma forma compreensível para todos, profissionais e leigos, um tema que tem se mantido como um verdadeiro tabu, ressaltando aspectos fundamentais.

Como um profissional da mídia não poderia deixar de dar ênfase especial a importância da informação e seu papel no campo da prevenção do suicídio sem colocar de lado a atenção a questão dos cuidados disponíveis na sociedade, seja através de instituições públicas ou privadas, ou aquelas que se organizam para dar atenção ao tema como o Centro de Valorização da Vida – CVV, instituição que há mais de cinquenta anos desenvolve um trabalho sistemático de ajuda aos indivíduos.

Utilizando uma lista de referencias conceituadas na literatura da suicidologia fortalece seu texto mantendo suas posições próprias e sua experiência em anos de jornalismo e trabalho dentro da sociedade.

Quando dá um highlight sobre o suicídio como um tema da saúde pública presta um grande serviço a toda a sociedade porque este ainda não foi totalmente incorporado, particularmente pelas instituições públicas, aquelas que deveriam estar mais presente nesta agenda. Mas ele clama no seu texto pela inclusão nesta agenda.

No campo da saúde pública traz um conjunto vibrante de dados e informações sobre os diversos registros envolvendo distintas violências, no Brasil e no mundo, utilizando os índices do Ministério da Saúde, da Organização Mundial da Saúde e o Mapa da Violência, para fazer análises e comparações entre as diversas regiões e populações especificas. Todas estas informações contribuem para dar uma maior visibilidade ao problema, sendo portanto de grande utilidade que estejam condensadas neste livro.

Ainda neste campo observa o trabalho que foi desenvolvido no Brasil a partir de 2006, quando o Ministério da Saúde lançou a Estratégia Nacional de Prevenção do Suicídio, trabalho este pioneiro no âmbito público e que permitiu a formalização de uma política que hoje é referencia aqui e reconhecida pela OMS, entre os 28 países que possuem uma proposta formal de intervenção. Aí ressalta a importância do relatório da OMS em 2013 sobre o tema e o compromisso destes países em reduzir em 10% a taxa de suicídio. Certamente uma grande contribuição do livro em divulgar este compromisso que esperamos que toda a sociedade se movimente para cumprir.

Em vários momentos é tratado o tema das patologias de ordem mental associadas ao suicídio como a depressão e seu papel importante em sua abordagem como um fator de alto risco já que se trata de uma doença diagnosticável e com tratamento conhecido.

O autor trata do tema com muita propriedade quando observa seu aspecto complexo e que não permite avaliações ou análises simplistas, que não são úteis nem para os indivíduos, nem para as famílias sobreviventes, nem para a sociedade.

Nesta direção caminha observando os aspectos da vida e da constituição da civilização, com seus aspectos filosóficos, religiosos e culturais para fortalecer esta visão de complexidade do tema, com os cuidados que merece.

No capítulo sobre os tabus e mitos que envolvem a questão do suicídio, traz exemplos claros como estes afetam a vida dos indivíduos pela força que exercem na sociedade.
Como jornalista envolvido no debate do impacto da mídia sobre o suicídio sente-se muito a vontade para expor todo seu conhecimento sobre o assunto trazendo referências importantes que consolidaram os diversos temores da mídia no tratamento do assunto, mas também oferece dicas, bem elaboradas e já consolidadas por diversas instituições, dentro e fora do Brasil, do possível papel positivo da mídia e das trilhas que podem seguir para não fugir do tema, sem abordá-lo de uma forma nociva.

Nos capítulos finais, André trata o tema do suicídio e da doutrina espírita fornecendo informações importantes como esta doutrina vê a questão do suicídio, sem nenhum proselitismo.

Sabe-se que todas as religiões fazem críticas ao suicídio, considerando a vida como um dom divino o qual o individuo não tem o direito sobre o seu fim. Esta visão religiosa que tem origem na filosofia desde os clássicos gregos é considerado como um fator de proteção.

Uma diferença marcante na doutrina espírita e por causa de sua visão do suicídio, como mostra amplamente nos capítulos finais, é que conduz a um trabalho intenso no sentido de oferecer ajuda para que o indivíduo não atente contra a vida.

Podemos finalizar com uma citação interessante contida no livro de Leon Tolstoi, Sofrimentos, que representa a meu ver uma alternância da possibilidade diante dos sofrimentos da vida: "diante de uma perda amorosa não vale a pena se matar por amor; nem se desesperar; arranje outro amor". Em outras palavras, dê outro sentido ou outra direção à sua vida, disponibilizando todo o amor que você tem.

LEMBRANÇA DE CORAGEM



Entre as lutas da existência, 
Quando a estrada te pareça 
Um campo de sombra espessa,
 Sob tormenta a rugir, 
Não temas, segue adiante, 
Cumpre os encargos que levas, 
Lembra que a luz rompe as trevas,
 Descortinando o porvir,
 Nesses instantes amargos, 
Por maior a dor terrena, 
Guarda a fé que te asserena, 
Não te lastimes em vão... 
Nasce a rosa no espinheiro, 
A estrela é glória noturna, 
O ouro emerge da furna, 
A fonte serve no chão... 
Não pares, nem contes mágoas, 
Dor que te fere ou te isola, 
É sempre aula na escola 
Que o 
Céu te pede transpor... 
 Prossegue amando e servindo, 
Ao término da jornada, 
Faz-se a noite madrugada 
No dia do Eterno Amor.

                                                                                                            Maria Dolores 

CONQUISTA DE PAZ Maria Dolores


Não creias, alma querida, 
Seja a prova que atravessas
 A chaga maior da vida, 
Marcando suplício atroz; 
Enquanto expões o que dizes, 
Há corações pela estrada 
Tão tristes, tão infelizes, 
Que a dor lhes consome a voz. 
Esse carrega desgosto 
Regado de pranto oculto,
 Aquele em pleno tumulto, 
Sente angústia e solidão; 
Outro tem tanta amargura 
Que treme quando caminha, 
De alma cansada e sozinha, 
Caindo em perturbação. 
Esse transporta doenças,
 Embora a expressão correta, 
Outro tem mágoa secreta,
 Disfarçando o próprio “eu;” 
Aquele chora e tropeça 
Na penúria em que se arrasa, 
Outro viu a morte em casa, 
Revoltou-se e enlouqueceu. 
Alma irmã, tolera e aceita 
A provação recebida, 
Abençoa a própria vida, 
Seja essa vida qual for; 
O sofrimento, onde esteja, 
É a luz com que 
Deus nos guia 
Nas lutas do dia-a-dia, 
Para a conquista do Amor.

A insônia pode ter causas espirituais? Descubra!

insônia
KARDEC RIO PRETO | Fernando Rossit
É cada vez mais comum ouvirmos no consultório a seguinte frase :
– Doutor, me receita um remédio pra dormir! Alguns ainda exigem a prescrição de determinados remédios, pois já experimentaram todos e sabem que no caso deles, alguns funcionam melhor.
Vivemos a época das pílulas milagrosas. Compramos milagres em cápsulas, diariamente e nosso limite é o Céu. Lutero teria de encarnar novamente para lançar uma contra reforma!
Deixemos que a ciência oficial trate da insônia, mas seria interessante abordar alguns aspectos do sono do ponto de vista espiritualista.
insônia
Allan Kardec, nos diz no Livro dos Espíritos, no capítulo que versa sobre a emancipação da alma, que o espírito nunca está inativo, e aproveita as horas de sono para manter relação direta com o plano espiritual, entrando em contato com espíritos encarnados e desencarnados, e visitando lugares bons ou ruins de acordo com sua evolução, de acordo com o que permite a sua própria energia. Isso explica o motivo pelo qual podemos acordar completamente descansados e inspirados e outros dias acordamos mais cansados do que nos deitamos.
Não é incomum, durante os tratamentos no centro espírita, observarmos que algumas pessoas simplesmente não conseguem dormir porque trazem a casa repleta de espíritos desencarnados que por algum motivo querem prejudicar aquela família, pois é da lei que colhamos hoje o que semeamos ontem. Vemos também que uma das causas frequentes de insônia é o despertar da mediunidade. Durante o entorpecimento natural do sono, quando o espírito começa a se despreender do corpo físico como faz toda noite, esses médiuns novatos começam a ver o ambiente espiritual da casa. Então com medo e receio do desconhecido, recusam-se a dormir, causando problemas enormes para a economia física, e no entanto, seria muito mais fácil estudar e entender o processo mediúnico, se libertando de receios infundados, baseados em crendices.
insônia
Se imaginarmos nossa noite de sono como uma viagem a ser empreendida, facilmente compreenderemos que alguns simplemente sabotam seu próprio sono. Qualquer viagem, por menor que seja, exige um preparo mínimo. Verificamos o melhor caminho, a roupa que levamos, o dinheiro, o local onde ficaremos etc…, mas a maioria de nós não consegue nem fazer uma prece antes de dormir. Para alguns não há antídoto melhor para insônia do que iniciar uma prece ou uma leitura edificante. É fatal ! É começar e cair no sono.
Deitamos na cama, nos preparando pra dormir, repletos de problemas, trazendo uma enormidade de situações mal resolvidas, e queremos que nossa noite seja tranquila. Jesus nos diz que onde estiver nosso tesouro, aí se encontrará nosso coração. Como esperar noites tranquilas, acompanhadas pelo nosso anjo da guarda, nosso mentor espiritual, se passamos o dia de forma agitada, ansiosa, intranquila? Com certeza nosso espírito estará junto daqueles e das coisas as quais voltamos nosso sentimento.
Deixemos de ser cristãos de templos, nos preocupando com Jesus somente quando estamos na nossa casa religiosa, e com certeza teremos noites tranquilas, de sono reparador. Refletindo nisso, chegamos a conclusão que dormimos com nosso maior inimigo, nós mesmos.
Os livros de Divaldo Pereira Franco nos relatam inúmeros casos de trabalhadores do bem, encarnados, que aproveitam suas noites de sono na continuação dos trabalhos de ajuda espiritual iniciados durante o dia. Quantos benefícios não colhem esses trabalhadores, aproveitando cada minuto para sua evolução. Cada um encontra o que busca. O que passa o dia acumulando raiva, desentendimentos e stress, com certeza terá uma noite bem diferente daquele que tenta viver em paz consigo mesmo, exercendo sua religiosidade de forma segura.
Pensemos nisso. Paz e luz a todos!
Fonte: Site Medicina e Espiritualidade

CARTA DO PERDÃO Maria Dolores por Chico Xavier

 Alma boa, onde estiveres,
 Tranqüiliza quem te escuta, 
Seja na dor ou na luta 
Da prova que envolva alguém... 
Construindo entendimento,
 Eis que a vida te deseja 
A palavra benfazeja Na garantia do bem. 
Recorda: às vezes, o incêndio Que se amplia, 
cresce e arrasa É uma faísca de casa, 
Mantida em desatenção; 
Vemos também grandes males, 
Surgindo de bagatela Que a sombra desenovela 
Num pingo de irritação. Fita os Céus... 
De estrela a estrela, 
O Universo brilha e avança 
Com garbos de segurança 
 Que não se sabe explicar; 
É Deus que nos lembra à vida, 
Desde os Paramos Supremos, 
O dever que todos temos 
De servir e edificar. Onde estiveres, 
atende Ao nosso claro programa: 
Desculpa, trabalha e ama 
Em qualquer senda a transpor; 
Onde a discórdia apareça,
 Aí é que Deus te eleva Por luz que dissipe a treva 
Na benção do Eterno Amor.

O que fazer para receber tratamentos espirituais durante o sono?


MENSAGEM ESPÍRITA
Ciclo de 3 Dias – Tratamento Espiritual Durante o Sono:
 > Jamais durma contrariado, chateado ou alcoolizado.
 > Coma algo muito leve e no máximo até 3 horas antes de dormir. Não coma carne ou gorduras pesadas.
 > Prepare-se para dormir, sentando-se a beira da sua cama, fazendo uma intenção positiva de luz. Faça uma oração apenas de agradecimento. Agradeça a sua vida, a sua existência e eleve os pensamentos aos seres de luz que você acredita e confia. Depois eleve os pensamentos, pedindo em intenção mental que você receba dos seres de luz de cura espiritual, o tratamento que você precisa. Então por último diga. Solicito em nome do bem maior, tratamento para ( diga especificamente o que você precisa)
anjo da guarda
 Somente depois da fase anterior feita, deite-se na cama. Então peça ao seu anjo da guarda, amparador ou protetor espiritual lhe proteger durante o sono.
> Muito importante: Faça 20 respirações profundas. Inspire e Expire no mesmo tempo. É muito importante que você siga corretamente essa fase e que tome cuidado para que o tempo inspiração e de expiração sejam idênticos e que a respiração não seja rápida, mas longo e calma.
> Entregue-se ao sono e simplesmente relaxe.
> Faça o mesmo processo pelos dois dias seguidos.
> Você sempre deve fazer 3 dias seguidos, não interrompa.

> Depois de fazer os 3 dias, dê uma semana de intervalo, caso você queira fazer o ciclo novamente. Você pode fazer o ciclo quantas vezes quiser, desde que dê o tempo de uma semana de espera.
sono
No outro dia, ao acordar, é recomendável que você anote possíveis lembranças de possíveis sonhos, pois eles lhe farão muito sentidos e poderão significar muitas mensagens de orientações.
> Faça a sua parte em mudar atitudes, pensamentos e sentimentos.

O que você sonha é espiritual ou mental? Veja os 3 tipos de sonhos!

 
FERNANDO ROSSIT
O sonho é a realidade das atividades da alma, ou seja, uma lembrança do que a alma viveu durante o sono. Seja uma recordação da infância ou vidas passadas, muitas vezes associada à vida presente, com uma projeção do futuro, fruto de preocupações e desejos presentes ou passados, vivências espirituais de qualquer natureza e etc.
Afastada do corpo, a alma tira de tudo o que vê, de tudo o que percebe, e dos conselhos que lhe são dados, as ideias que lhe ocorrem depois, em forma de intuições.
Complicado, né? Sim, por isso, é muito difícil dar um significado preciso para os sonhos.
Tipos de sonho

Quando estamos fora do corpo, por desdobramento, ficamos, via de regra, semiconscientes, sem noção exata do que ocorre ao nosso redor. Isso se dá por conta da falta de preparo ou nosso baixo desenvolvimento espiritual.
Existem profissionais que fazem análises dos sonhos, porém é de suma importância que se faça com seriedade e responsabilidade. Muitas vezes estas análises trazem importantes informações que auxiliam no aprimoramento e autoconhecimento da pessoa.
Envolvidos nos sentimentos e emoções, sugestionamo-nos às interpretações que julgamos serem as verdadeiras.
Sonhos
Mas é muito difícil a interpretação dos sonhos, porque, em desdobramento, não é nosso cérebro físico que registra as experiências fora do corpo. Como ele é constituído de matéria muito grosseira, no retorno da alma ao corpo, raramente, o cérebro vai guardar as recordações da alma (vivências fora do corpo) – e, se isso acontecer, poderá ser por associação fragmentária.
Por exemplo, se você tiver medo de cobra no estado de vigília (normalmente, acordado), numa experiência extracorporal que você passa medo (um pesadelo por conta de um filme que assistiu e etc.) e retorna ao corpo com aquele sentimento (medo), o cérebro físico poderá associá-lo à cobra. Depois de despertar, você poderá se “lembrar” que sonhou com cobras e outras situações assustadoras. Mas, na realidade, não foi nada disso que ocorreu.
Temos um caso semelhante desse relatado no Livro “Os Mensageiros”, de André Luiz, Capítulo 38.

Podemos considerar três tipos de sonhos:

(1) Sonhos comuns: repercussão de nossas disposições físicas (circulatórias, digestivas e etc.) ou psicológicas (sentimentais: medo, preocupações, anseios, desejos e etc.);

(2) Sonhos reflexivos: exteriorização de impressões e imagens arquivadas em nossa memória;

(3) Sonhos espirituais: atividade real e efetiva do espírito durante o desdobramento, propiciado pelo sono.

Exemplo de Sonhos Comuns (são os mais frequentes):
Quase sempre desencadeados por preocupações e desejos intensos. Se você vai ter uma entrevista de emprego ou uma prova na faculdade, em razão de sua preocupação, poderá sonhar boa parte da noite com isso, que, no fundo, do ponto de vista psicológico, estará demonstrando a sua insegurança.
Nesses casos, é pequeno o afastamento da sua alma do seu corpo, e envolto por aquelas cenas fluídicas criadas pela sua própria mente, julga estar vivendo algo real (indo mal na prova ou se complicando na entrevista).
Sonhar
Sonhos Espirituais: Encontros com encarnados e desencarnados.
Durante o sono o espírito se distancia do corpo físico, mas não fica inativo. Neste momento o encontro com entes queridos é possível, da mesma forma, com desafetos, de acordo com o pensamento que nos liga uns aos outros por vários motivos.
Nos sonhos espirituais, a alma, desprendida do corpo, exerce atividade real e efetiva no plano espiritual, facultando meios de se encontrar com parentes, amigos, instrutores espirituais, inimigos ou desafetos, desta e de outras vidas.
Quando dormimos, o nosso espírito parte em disparada, por atração automática, para os locais de nossa predileção.
• o viciado procurará os outros viciados;
• o religioso procurará um templo;
• a alma caridosa irá ao encontro do sofrimento para assistir os necessitados;
• o interessado em aprender e estudar procurará os cursos na espiritualidade.
É muito importante o nosso preparo antes de dormir, evitando programas de TV ou filmes de conteúdo negativo, por exemplo. A prece antes de dormir é um excelente recurso para que possamos ter bons sonhos, porque nos liga aos bons espíritos, garantindo-nos boas companhias espiritais.
Referências Bibliográficas:
(1) Estudando a Mediunidade – Martins Peralva
(2) O Livro dos Espíritos – Emancipação da Alma
(3) Os Mensageiros – André Luiz/Chico Xavier
(4) O Livro dos Médiuns – Allan Kardec
(5) Blog Espírita Chico Xavier