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quarta-feira, 15 de março de 2017

Augusto dos Anjos


Civilização em ruínas Todo o mundo moderno horrendo, em ruínas, 
Deixa agora escapar o horrendo fruto 
De miséria e de dor, de pranto e luto, 
Feito de sânie e de cadaverinas.
 Em vão, sobre o Calvário áspero e bruto, 
Sangrou Jesus em lágrimas divinas, 
Sob as ofensas torpes e tigrinas A tentarem-lhe o espírito incorruto. 
Saturada de treva, angústia e pena, 
A Civilização que se condena Suicida-se num báratro profundo... 
Porque na luz dos círculos da Terra, 
Nos turbilhões fatídicos da guerra,
 Ainda é Caim que impera sobre o mundo. 


     Augusto dos Anjos PARAIBANO. Nasceu em 1884 e desencarnou em 1914, na cidade de Leopoldina. Minas. Era professor no Colégio Pedro 2º, inconfundível pela bizarria da técnica bem como dos assuntos de sua predileção, deixou um só livro – Eu – que foi, alias, suficiente para lhe dar personalidade original.

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