#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

sexta-feira, 24 de março de 2017

Intolerância Religiosa

preconceito-espiritismo
Vamos falar um pouco de intolerância religiosa. Historicamente a Umbanda e o Espiritismo foram perseguidos no Brasil. No Governo Vargas, a partir da década de 30 do século passado, a coisa aliviou um pouco para o Espiritismo, mas para a Umbanda e para as religiões de nação africana continuou. Foi isso que levou muitos centros de Umbanda e casas de religião africana a se auto-intitularem de centros espíritas, o que causa confusão até hoje.
A intolerância contra o Espiritismo é oficial por parte de algumas agremiação religiosas. É comum nós vermos padres e pastores “baixando o sarrafo” no Espiritismo. Padre até não tanto (tem um padre careca, aí, que atira pra tudo que é lado, é uma metralhadora ambulante – ele deve estar revoltado com alguma coisa), mas pastor tem um monte. Quase sempre eles vêm com aquela conversinha mole de que “Deus ama os espíritas mas odeia o Espiritismo”. Eles não têm o menor fundamento para dizer isso. Eles se apoiam na Bíblia, mas não há base bíblica para dizer isso. Eu tratei desse tema no Vídeo é proibido consultar os mortos? A Bíblia condena o Espiritismo? O vídeo é muito longo, tem uma hora. É só para quem realmente quer buscar argumentos dentro da própria Bíblia. Se quiser assisti-lo, clique no link em azul logo acima.
Eles dizem isso, que “Deus ama os espíritas mas odeia o Espiritismo” (o que já é uma grande mentira, de uma estupidez inacreditável), mas o que eles fazem, institucionalmente, é jogar os seus adeptos contra os espíritas. Mesmo dizendo que Deus ama os espíritas, eles ensinam os seus fiéis a odiarem os espíritas.
Tem uma passagem, Levítico 19,31, que diz assim (na tradução da Bíblia de Jerusalém): “Não vos voltareis para os necromantes nem consultareis os adivinhos (…)”
A Bíblia Ave Maria traduz assim: “Não vos dirijais aos espíritas nem adivinhos: não os consulteis (…)”
A Bíblia Novo Mundo traduz assim: “Não vos vireis para médiuns espíritas e não consulteis prognosticadores profissionais de eventos (…)”
E a Nova Versão Internacional traduz assim: “Não recorram aos médiuns, nem busquem os espíritas (…)”
Tem outras passagens em que eles usam o mesmo artifício – se aproveitam da falta de informação das pessoas e traduzem do jeito que querem. A maior parte dos fiéis talvez nem saiba que existem outras versões, outras traduções, que a Bíblia – no caso o Antigo Testamento – foi escrito em hebraico e que precisa ser traduzida. O tradutor que faz uma coisa dessas é um bandido, devia ser responsabilizado criminalmente cada vez que alguém que usa a sua tradução comete um ato de intolerância religiosa contra um espírita. Os fiéis das igrejas que usam essas traduções acreditam que aquilo que está ali foi escrito por Deus – e, se Deus está dizendo isso, eles têm que obedecer.
Tem uma passagem, 1 Sm 28, 3:7-8, que, na tradução Novo Mundo, traduz assim: “Quanto a Saul, tinha removido do país os médiuns espíritas”. – Saul viveu mais ou menos 1.000 anos a.C. A expressão “médiuns espíritas” foi surgir na segunda metade do século XIX, com Allan Kardec. Não existia “médium espírita” no tempo de Saul. Faltava mais de 2.800 anos para surgirem “médiuns espíritas”.
Por que eu estou abordando este tema? Porque muitos espíritas convivem com esse tipo de intolerância e não sabem responder, ficam confusos, ou pensam que a Bíblia e o Espiritismo são coisas que não combinam.
Precisamos nos esclarecer e saber responder à altura. Claro que não vamos bater boca – poucas coisas podem ser mais ridículas que uma discussão religiosa de baixo nível. Sem contar que a maioria só repete o que ouviu – são pessoas que não têm condições de manter um debate racional. E também há os mal intencionados, que querem nos desestabilizar, que querem incomodar. Não temos tempo a perder com eles.
Mas há pessoas sérias, do nosso círculo de convívio, que falam coisas desse tipo contra o Espiritismo e para isso a resposta deve ser dada.
Há uma tendência hoje, no meio espírita, de achar que não devemos responder a nada, que temos que ficar quietos, compreender “o irmãozinho”, porque “cada um tem o seu tempo”, e fazer uma oração por ele.
Não tem nada disso. Cada um tem o seu tempo, mas também tem o tempo de parar de dizer bobagem.
O espírita que acha que devemos ficar sempre calados está precisando ler Allan Kardec. Ninguém respondeu mais críticas, ninguém refutou mais opositores, sempre com muita elegância, do que o bom e velho Allan Kardec. Sempre na categoria, sempre com argumentos bem embasados.
Duvida? Então dá uma olhada neste trabalho do Paulo Neto: Refutação das críticas contra o Espiritismo Meu amigo Paulo Neto organizou um trabalho de mais de mil páginas com a refutação às críticas ao Espiritismo feita por Allan Kardec.
Eu estou citando Allan Kardec, que é o codificador da Doutrina. Tenho a maior admiração e respeito por Allan Kardec. Mas meu mestre não é Allan Kardec, meu mestre é Jesus. E como é que Jesus se comportava nessas questões?
Você acha que se Jesus estivesse encarnado hoje e ouvisse esse tipo de crítica baseada em mentiras, ele iria ficar quieto? De jeito nenhum. Jesus nunca ficou quieto para ninguém.
Jesus nunca deixou de responder a perguntas capciosas e às acusações dos seus opositores. Os escribas, fariseus, saduceus que lhe objetavam sempre ouviram respostas à altura e, muitas vezes, duras.
  • Geração má e adúltera; raça de víboras; cegos que guiam cegos; duros de coração; maus, sepulcros caiados, que parecem limpos por fora mas por dentro estão cheios de podridão; mandou tomar cuidado com o fermento dos fariseus; indiretamente os chamou de assassinos, tanto assim que queriam prender Jesus; hipócritas muitas vezes – e expulsou os mercadores do templo.
Os espíritas criaram um Jesus meloso. Dizem que um ser de luz não agiria assim. Mas quem fez a descrição do que é um ser de luz? Quem decidiu quais são as características que devem ser preenchidas para que se seja considerado um ser de luz?
Ah, mas o espírito tal disse! – Nós, eventualmente, criticamos adeptos de outras correntes de pensamento, principalmente alguns evangélicos porque acreditam cegamente no pastor – se o pastor falou, está falado!
Mas o que é mais estranho: acreditar cegamente no pastor ou acreditar cegamente no espírito? Olha, isso é loucura! Acreditar cegamente num espírito, ou nos espíritos em geral, ou em tudo o que dizem algum espíritos, ou em tudo o que diz algum médium, isso é loucura! É fanatismo! É fanatismo! Tem gente que tem chilique se se falar alguma coisa contra o Chico. Contra o Divaldo não tanto ainda porque ele não morreu, mas quando ele morrer também será endeusado.
São pessoas maravilhosas, são exemplos não só de espíritas – porque não são exemplo só para os espíritas, sãos exemplos de liderança, exemplo de cidadãos. Qualquer pessoa razoável reconhece os seus méritos. Ambos têm uma contribuição inestimável ao Espiritismo, não há como calcular. Mas não são perfeitos. E nem eles nem os espíritos que se comunicam através deles dizem isso.
Vamos usar a razão: se nós não respondemos, não nos defendemos, a mentira toma conta. Aliás, é assim em todas as áreas. Se não nos defendemos, o mal toma conta. Em qualquer lugar – desde o nosso lar até o Governo.
A única vez que Jesus não responde é quando é interrogado por Pilatos. Pilatos pergunta a ele: – não ouves quantas acusações te fazem? Jesus não respondeu nada e Pilatos ficou grandemente impressionado. Por que Jesus não respondeu ali? Porque disso dependia o cumprimento da sua missão. E esse foi o amor de Jesus por nós – o sentido do seu mandamento em João, amai-vos uns aos outros como eu vos amei. Jesus doou-se por nós.

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