#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

domingo, 30 de abril de 2017

COMO AS DORES DOS QUE FICARAM AFETAM OS ESPÍRITOS?


Provavelmente já muitas vezes nos perguntamos: Será que ele/ela sabe que morreu?


Será que também sentem saudade como nós sentimos?
Como será que “eles” sentem?

Você que está a ler isto, já deve ter feito estas perguntas ou semelhantes inúmeras vezes mas sempre sem resposta.

Ou então encontra uma resposta que acalme a dor que está a sentir naquele momento devido à partida do seu ente querido. A resposta que normalmente encontramos é: “ Ele/ela estava a sofrer muito e agora está a descansar em paz ou só agora é que está em paz.”

ESTA RESPOSTA ESTÁ ERRADA!

“Eles” não morrem e muito menos estão a descansar. O que nós enterramos ou cremamos é somente o corpo do nosso ente querido, porque nessa altura a alma separa-se do corpo e segue o seu caminho para outra vida. Portanto, a morte não existe. O corpo é apenas o envoltório da alma, do qual ela se liberta quando o corpo morre. É como por exemplo, uma cobra quando troca de pele. A cobra se liberta da sua “velha ” pele.

Mas voltando à pergunta inicial: Como as dores dos que ficaram afetam os espíritos?

Nós cometemos sempre o erro de pensar que existe morte e que só nós é que sentimos saudade e tristeza. Nós nos esquecemos que eles continuam vivos e que também estão a sentir a mesma saudade, a mesma tristeza e a mesma dor que nós sentimos com a sua partida, porque muitos partem sem ter vontade de partir. O sentimento que nos une a esse ente querido mantém-se inalterável independentemente de onde ele/ela estiver.

Por exemplo, se estamos o tempo todo em constante conexão energética com quem amamos, imagine se estivermos desencarnados, concentrados em alguém encarnado que está a transmitir emoções de tristeza, saudade, arrependimento, culpa devido à nossa ausência no desencarne?

Se não é fácil para nós lidarmos com as nossas próprias dores, imagine o que será depararmos com a dor que provocamos a alguém que amamos.

Portanto, quando estamos no plano extra físico as emanações energéticas exageradas dos nossos entes queridos encarnados chegam até nós com uma determinada intensidade, tornando-se quase audíveis.

Por isso, temos que ter cuidado com os sentimentos que alimentamos, pois alimentar é uma coisa e sentir é outra.

Para qualquer espírito que desencarna e que segundo a sua própria evolução, está razoavelmente equilibrado existe uma proteção natural que o isola dos sentimentos normais de saudade dos entes queridos que ficaram, tendo assim a oportunidade de se adaptar à sua nova etapa de vida.

No entanto pode acontecer também o contrário. O espírito pode estar em desequilíbrio na sua própria evolução devido ao fato de ver os seus entes queridos em sofrimento com a sua partida, o que pode fazer com que “ele” não consiga lidar bem com o seu regresso à vida espiritual. “Ele” pode se sentir culpado e querer ficar na sua vida carnal para que os seus entes queridos não sofram por sua causa.

De fato, os espíritos podem sempre voltar para junto de nós quando querem, mas numa primeira fase após o seu descarne não é aconselhável que “eles” voltem para junto de nós, porque essa vontade de voltar deve-se ao fato deles ainda não se terem adaptado ao outro plano, ou seja, ainda não encontraram a luz que os guia até ao outro plano porque por vezes, também levam consigo preocupações e problemas desta vida.

Por isso, a partir de agora temos de ficar atentos ás nossas manifestações de sentimentos exagerados, seja para bem do nosso ente querido que partiu ou para nosso próprio bem ou até mesmo para bem dos entes que ainda ficam conosco.

Se não sentíssemos saudade não estaríamos a dar a devida importância àquela pessoa que passou pela nossa vida. Para o bem de todos os que ficam e os que partem, cabe somente a nós avaliar se a saudade cabe mesmo toda no nosso coração ou se haverá saudade em demasia.

Portanto vamos acreditar que os nossos entes queridos estão a viver a vida deles noutra dimensão/plano e para que sejamos todos felizes temos de continuar a viver a nossa vida até ao dia em que vamos ter com eles, para que nesse dia estejamos aptos a sermos recebidos com o louvor que merecemos e por quem nos é querido.

Sejamos felizes por “eles” e por nós próprios!


Divaldo fala sobre o Jogo da Baleia Azul e a Epidemia de Suicídios


Com caráter epidêmico, o suicídio alcança índices surpreendentes na estatística dos óbitos terrestres, havendo ultrapassado o número daqueles que desencarnam vitimados pela AIDS.

A ciência, aliada à tecnologia, tem facultado incontáveis benefícios à criatura humana, mas não conseguiu dar-lhe segurança emocional.

Em alguns casos, a comunicação virtual tem estimulado pessoas portadoras de problemas psicológicos e psiquiátricos a fugirem pela porta abissal do autocídio, como se isso solucionasse a dificuldade momentânea que as aturde. 

Por outro lado, sites danosos estimulam o terrível comportamento, especialmente entre os jovens ainda imaturos, que não tiveram oportunidade de experienciar a existência. De um lado, as promessas de felicidade, confundidas com os gozos sensoriais, dão à vida um colorido que não existe e propõem usufruir-se do prazer até a exaustão, como se a Terra fosse uma ilha de fantasia. Embalados pelos muito bem feitos estimulantes de fuga da realidade, quando as pessoas dão-se conta da realidade, frustam-se e amarguram-se, permitindo-se a instalação da revolta ou da depressão, tombando no trágico desar.

Recentemente a Mídia apresentou uma nova técnica de autodestruição, no denominado clube da baleia azul, no qual os candidatos devem expor a vida em esportes radicais ou situações perigosíssimas, a fim de demonstrarem força e valor, culminando no suicídio. Se, por acaso, na experiência tormentosa há um momento de lucidez e o indivíduo resolve parar é ameaçado pela quadrilha de ter a vida exterminada ou algum membro da sua família pagará pela sua desistência.

O uso exagerado de drogas alucinógenas, a liberdade sexual exaustiva e as desarrazoadas buscas do poder transitório conduzem à contínua insatisfação e angústia, sendo fator preponderantes para a covarde conduta. 

O suicídio é um filho espúrio do materialismo, por demonstrar que o sentido da vida é o gozo e que, após, tudo retorna ao caos do princípio.

É muito lamentável esse trágico fenômeno humano, tendo-se em vista a grandeza da vida em si mesma, as oportunidades excelentes de desenvolvimento do amor e da criação de um mundo cada vez melhor.

Ao observar-se, porém, a indiferença de muitos pais em relação à prole, a ausência de educação condigna e os exemplos de edificação humana, defronta-se, inevitavelmente, a deplorável situação em que estertora a sociedade.

Todo exemplo deve ser feito para a preservação do significado existencial, trabalhando-se contra a ilusão que domina a sociedade e trabalhando-se pelo fortalecimento dos laços de família, pela solidariedade e pela vivência do amor, que são antídotos eficazes ao cruel inimigo da vida – o suicídio!

Artigo publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 20-04-2017.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

Lindo depoimento de Rossandro Kinjley sobre o Brasil


Os espíritos que voltarao a encarnar na terra


08

Entrevista com produtores do curta-metragem espiritualista “LUIZ”

O Conselho Editorial da Agenda Espírita Brasil teve a honra de entrevistar os produtores do curta-metragem espiritualista “LUIZ”. Em evento de lançamento do curta-metragem, realizado no último dia 24 de março de 2017 no Anfiteatro da Faculdade UNILAGO em São José do Rio Preto/SP, pude assistir o curta-metragem e adorei o filme, foi muito emocionante e recomendo a todos assistirem – afirma Márcio Pereira de Souza.
01 – Pedimos que exponha, brevemente, a sinopse do curta-metragem para que nossos leitores da Agenda Espírita Brasil conheçam o filme.
LUIZ é um curta-metragem de 16 minutos que conta a história de um garoto chamado Luiz, com 9 anos de idade e tem também um amigo imaginário com o mesmo nome.
A mãe do garoto, Silvia, não gosta nada da ideia do tal amigo imaginário e, por isso vive repreendendo o filho. Quando a família fica sabendo que a avó Laura, interpretada pela atriz global Nicette Bruno, está acamada em outra cidade, resolvem fazer uma viagem até sua casa para uma visita. Nessa viagem, alguns sentimentos esquecidos no cotidiano virão à tona.
02 – Qual mensagem o curta-metragem deseja levar ao público?
LUIZ, não se trata de um filme espírita, mas, certamente, traz uma mensagem no mínimo espiritualista, a respeito da vida, dos relacionamentos familiares e, sobretudo o filme pretende tocar cada telespectador a respeito dos sentimentos familiares, tão importantes e, por vezes, esquecidos por nós no dia a dia.
03 – Quais as principais reações do público nas cidades onde lançaram o curta?
As reações do público diante da exibição de um filme são as mais diversas possíveis. Para nossa alegria as reações têm sido muito positivas, uma vez que o público tem se emocionado muito com a história. Parece que o filme tem esse poder de emocionar, mas acima de tudo, transformar as pessoas, já ouvimos relatos de pessoas que assistiram ao filme e disseram que no dia seguinte iriam viajar para a casa da mãe para uma visita. Isso foi maravilhoso. Já ouvimos relatos de identificação com a história do filme, pessoas que disseram ter sentido o cheiro da casa dos avós e rememorado ótimas lembranças. Enfim, tem sido muito positiva a receptividade do público ao nosso filme.
04 – Houve algum fato inusitado durante as filmagens que gostariam de compartilhar com nossos leitores?
Sim, na verdade houve uma sincronia muito grande entre equipe técnica e artística. Trabalhamos muito, sempre com muita positividade e companheirismo.
Aconteceu um fato que nos reforçou nossa crença de que coincidências realmente não existem. Quando pensamos no nome do filme, LUIZ, nos pareceu ser um nome doce, atemporal, e que fazia um ótimo trocadilho com a palavra LUZ. Pois bem, ao visitarmos as locações onde foram gravadas as cenas na cidade de Uchôa, interior do estado de São Paulo, no acolhedor Café da Colônia, estávamos fazendo um estudo de cena em uma casinha antiga no local e notamos que em uma janela de madeira estava entalhado o nome LUIZ virado de “cabeça para baixo”. Isso foi surreal e ao mesmo tempo muito emocionante, pois naquele momento, soubemos que estávamos no caminho certo, que o universo estava conspirando para o sucesso do projeto.
05 – Tendo em vista a temática espiritualista presente no filme, se algum Centro Espírita ou órgãos federativos desejar exibir o curta ao seu público, isto é possível?
É bem possível que possamos exibir o filme em Centros Espíritas, basta que manifestem interesse e entrem em contato conosco, será um prazer levar o filme para que as pessoas possam prestigiá-lo.
06 – Como foi contracenar com uma atriz global como Nicete Bruno?
A atriz Nicette Bruno foi uma Dama, um doce de pessoa, com seus 84 anos de idade, uma jovialidade e uma vitalidade incríveis. Foi, na verdade, muito fácil dirigir essa grande atriz da dramaturgia brasileira que, com sua humildade encantou a todos e isso fez com que o trabalho fluísse com muita naturalidade.
07 – Há outros projetos espiritualistas já engatilhados?
Na verdade, não pensamos em outro projeto com a mesma carga espiritualista para o momento, mas temos um novo projeto iniciando, um curta-metragem chamado ESPELHO MEU, onde o roteiro dialoga com um assunto de grande relevância social em nosso país e no mundo, o Câncer de Mama. Milhares de mulheres morrem, anualmente, por conta dessa terrível doença que mutila e mata sem piedade. Pensando nisso, resolvemos compartilhar com o público, a história de Clarice, uma mulher de aproximadamente 50 anos que sofre com a doença há 2 anos e que terá que passar pelo doloroso processo da mastectomia, a retirada de um dos seios. O filme é, na verdade, um grande estímulo às pessoas, uma injeção de ânimo para que todos saibam que vale muito a pena lutar pela vida.
08 – Alexandre e Cintia, gostaríamos de conhecer mais vocês: são espíritas ou espiritualistas? Se sim, qual Centro Espírita frequentam e em quais atividades atuam?
Sou espiritualista e passei a frequentar por influência de minha esposa Cintia e me identifiquei muito com a doutrina há 3 anos. Já ela fora apresentada à doutrina desde criança e desde então segue o Espiritismo em sua vida. Frequentamos a Associação Espírita Allan Kardec, localizada no Bairro Boa Vista em São José do Rio Preto, lugar este onde nos sentimos muito bem acolhidos.
09 – Há algo mais que gostariam de compartilhar sobre o curta-metragem?
As próximas sessões do filme acontecerão:
06 de abril – Fernandópolis – SP – 19h30 na FEF (entrada gratuita)
15 de abril – Uchôa – SP – 19h30 no Café da Colônia (entrada gratuita)
06 de maio – Rio Preto – SP 16h no SESC (entrada gratuita)
Todos estão convidados e serão muito bem-vindos às sessões.
10 – Peço que deixem uma mensagem final aos nossos leitores, em especial, no tocante à Arte versus turbulências, atualmente, vivenciadas em nosso mundo.
Nossa mensagem é que cada um tente, sempre, incessantemente, fazer o melhor que puder pelo outro, ouvir mais, entender mais, doar-se mais, a fim de sermos pessoas mais pacíficas e mais amorosas. Acreditamos que só assim poderemos transformar o mundo tão turbulento em que vivemos. Amor e paz ao mundo!

Suicídio: como falar sobre o ato sem promovê-lo

As buscas pela palavra “suicídio” no Google aumentaram 100% no Brasil na terceira semana de abril, na comparação com o mesmo período de 2015. A empresa também registrou aumento repentino na procura por expressões como “suicídio indolor” e “suicídio rápido”.
Neste mesmo mês, que marcou o lançamento no país da série 13 Reasons Why – produção da Netflix sobre uma adolescente que registra em vídeo os motivos que a levaram a se suicidar -, houve um boom nas buscas por imagens relacionadas a suicídio.
Abril também trouxe notícias sobre suicídios consumados e tentados em diferentes Estados do país, como Paraná, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Paraíba. Em alguns casos, a polícia investiga possível relação com um jogo virtual chamado Baleia Azul, que estaria induzindo adolescentes a automutilações e ao suicídio.
Os casos reacenderam a discussão sobre como tratar temas polêmicos sem incentivar imitações no mundo real, o chamado “efeito Werther”, referência a um livro do século 18 que desencadeou uma onda de suicídios na Europa.

Falar sem promover

Para a psicóloga Karen Scavacini, coordenadora do Instituto Vita Alere de Prevenção e Posvenção do Suicídio, não falar sobre suicídio pode ter um efeito tão devastador quanto falar de maneira inadequada.
“Quanto maior o silêncio e segredo em torno de um assunto tabu, pior para quem lida com ele. Poder falar e contar a história pode ter um efeito curativo em quem lê e em quem escreve”, defende Karen.
Autora de Mentes Depressivas – As Três Dimensões da Doença do Século (editora Globo), a psiquiatra Ana Beatriz Silva menciona a onda de suicídios atribuída ao lançamento do livro Os Sofrimentos do Jovem Werther, obra de Goethe de 1774 em que o protagonista se mata após um amor não correspondido.
Como reação, o livro foi recolhido e proibiu-se a discussão sobre o suicídio por acreditar que seria algo que incitasse a prática.
“Estima-se que 90% dos suicídios poderiam ser prevenidos. Isso faz pensar que esse preconceito histórico em falar sobre suicídio não ajudou a prevenir essas mortes”, diz Silva, citando estimativa da Organização Mundial de Saúde (OMS).
Silva avalia que os padrões da mídia ao relatar casos de suicídio também não contribuem para resolver esse problema social.
“Só falamos em suicídio quando um famoso se mata. Não se pode glamorizar um suicídio, transformar o suicida em herói. Um suicídio é um ato de desespero”, diz ela, para quem relatar a trajetória de sofrimento da pessoa é mais relevante do que informar, por exemplo, métodos empregados no ato.
Para Scavacini, do Instituto Vita Alere, apresentar alternativas e divulgar locais ou formas de se obter ajuda é outro meio de falar de suicídio com maior atenção à prevenção.
“Se o relato indica ao final onde a pessoa pode receber ajuda, isso se transforma numa rede de cuidado. Muitas pessoas estão tão perdidas e impactadas que mesmo uma sugestão de caminho a seguir faz grande diferença”, orienta.

Catarse coletiva

Para a professora de Comunicação da Universidade Federal Fluminense Renata Rezende, o excesso de referências sobre suicídio, com aumento repentino na circulação de relatos na internet, é exemplo de uma “catarse coletiva”: impacto amplificado, nas redes sociais, de assuntos e práticas que são objeto de tabu.
São assuntos, diz ela, geralmente ligados à esfera do segredo, do proibido e que, por isso, despertam a curiosidade.
Rezende afirma que o aumento do interesse pelo suicídio não significa que a prática esteja sendo mais estudada. Pode ser, por exemplo, que a tendência seja apenas um desabafo de pessoas tocadas de algum modo pelo assunto.
Daí, diz a professora, a importância de observar como essas catarses se manifestam.
“Muitas vezes, na falta de conversar com um amigo ou procurar tratamento psicológico, o usuário faz sua catarse no espaço que tem: seu perfil nas redes sociais”, afirma.
Algo semelhante, considera Rezende, ocorre com a relação com a morte. “Com as redes sociais, as pessoas começaram a falar mais sobre morte, a fazer memoriais digitais para amigos e parentes, falar das suas dores”, diz.

‘Gatilhos’

Para a psicoterapeuta Alessandra Ramasine, voluntária há sete anos do Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço de apoio emocional e prevenção do suicídio, usar as redes sociais como “mural” de desabafos nem sempre é uma boa ideia, seja para quem relata ou lê.
“Para relatos de experiências, especialmente as doloridas e violentas, é necessário um ambiente seguro, de acolhimento para dores e memórias”, afirma Ramasine. “Do mesmo modo, esses relatos causarão impactos e consequências que nem sempre poderão ser administradas individualmente.”
Impactos negativos em quem lê, ouve ou assiste a reproduções de violência, sexo ou morte, desencadeando fortes processos emocionais complexos, são chamados de “gatilhos”.
“Uma cena de suicídio pode causar muitos impactos na vida de um jovem por meio do gatilho, especialmente quando esses jovens estão fragilizados, angustiados e perdidos nas questões cotidianas, sem apoio e orientação, desconectados com a vida”, afirma Ramasine.
Segundo ela, jovens que enfrentam falta de oportunidades de desenvolver um projeto de vida, de planejar o futuro e construir identidade por meio de autoconhecimento, autoestima e autoconfiança podem ser os mais afetados.
Nesse sentido, a psicoterapeuta diz ver aspectos positivos e negativos na série da Netflix sobre suicídio. É útil ao lançar um alerta sobre o problema a pais, professores e amigos, mas prejudicial ao retratar o ato de forma extremamente realista.
Renata Rezende, da UFF, sugere que quem publique relatos em redes sociais sobre suicídio também tome cuidados com o leitor.
O termo “Trigger warning” (aviso de gatilho, em português), por exemplo, tem sido usado na internet, como em blogs feministas, na introdução de textos com relatos de vítimas de estupro.
“A importância desse aviso é prevenir e avisar que os assuntos abordados podem desencadear processos emocionais complexos, dependendo do modo de recepção de quem os assiste ou consome”, afirma a professora.

Mostrar ou não?

No Brasil, a taxa de suicídios na população de 15 a 29 anos subiu de 5,1 por 100 mil habitantes em 2002 para 5,6 em 2014 – um aumento de quase 10%, segundo dados do Mapa da Violência 2017. O estudo é publicado anualmente a partir de dados oficiais do Sistema de Informações de Mortalidade (SIM) do Ministério da Saúde.
Para Ana Beatriz Silva, como o suicídio normalmente está associado a múltiplos fatores, físicos, sociais e de personalidade, uma cena só será um fator desencadeante caso a pessoa apresente “um quadro de alteração de comportamento, principalmente a depressão.”
A psiquiatra disse ter notado um aumento na procura por serviços psicológicos em sua clínica após a “catarse coletiva” motivada pela discussão cultural sobre suicídio. Segundo ela, a maior parte de seus pacientes adolescentes fez questionamentos sobre suicídio motivados pela série da Netflix.
“Eles me perguntavam: ‘Qualquer um pode se suicidar?’ ‘Como uma pessoa se deprime?’. Ou seja, para aqueles que tem contato com uma ajuda psicológica ou que não apresentam uma alteração comportamental, a série foi capaz de despertar uma curiosidade positiva”, diz.

Consequências imediatas do suicídio

1 –    Qual a primeira consequência do suicídio?A terrível constatação: o suicida não alcançou o seu intento. Não morreu! Não foi deletado da Vida. Continua a existir, sentir e sofrer, em outra dimensão, experimentando tormentos mil vezes acentuados. É uma situação traumática e apavorante, conforme informam suicidas que se manifestam em reuniões mediúnicas.
2 –    Seus sofrimentos são de ordem moral?Em parte. Há outro aspecto a ser considerado: os estragos no perispírito, o corpo espiritual. O apóstolo Paulo o denominava corpo celeste. Um corpo feito de matéria também, mas em essência, numa outra faixa de vibração, como define Allan Kardec. É o veículo de manifestação do Espírito no plano em que atua, e intermediário entre ele e o corpo físico, na reencarnação.
3 –    Quando o médium vidente diz que está vendo determinado Espírito, é pelo corpo espiritual que o identifica?Exatamente. O Espírito não tem morfologia definida, como acontece com a matéria. É uma luz que irradia. Diríamos, então, que o vidente vê determinado Espírito em seu corpo espiritual, tanto quanto identificamos um ser humano pela forma física.
4 –    O que acontece com o perispírito no suicídio?Sendo um corpo sutil, que interage com nossos pensamentos e ações, é afetado de forma dramática. Se alguém me der um tiro e eu vier a desencarnar, poderei experimentar algum trauma, mas sem danos perispirituais mais graves. Porém, se eu for o autor do disparo, buscando a morte, o perispírito será afetado e retornarei ao Plano Espiritual com um ferimento compatível com a área atingida no corpo físico. É muito comum o médium vidente observar suicidas com graves lesões no corpo espiritual, produzidas por instrumento cortante, revólver ou outro meio violento por ele usado.
5 –    Qualquer tipo de suicídio sempre afetará uma área correspondente no perispírito?Sim, com tormentos que se estenderão por longo tempo. Dizem os suicidas que se sentem como se aquele momento terrível de auto aniquilamento houvesse sido registrado por uma câmera em sua intimidade, a reproduzir sempre a mesma cena trágica. Imaginemos alguém a esfaquear-se. A diferença é que, enquanto encarnado, essa autoagressão termina com a morte, enquanto que na vida espiritual ela se reproduz, insistentemente, em sua mente, sem que o suicida se aniquile.
6 –    Digamos que a pessoa dê um tiro na cabeça…Sentirá repercutir, indefinidamente, o som do tiro e o impacto do projétil furando a caixa craniana e dilacerando o cérebro. Um tormento indescritível, segundo o testemunho dos suicidas. Lembra a fantasia teológica das chamas do inferno, que queimam sem consumir.
7 – Falando em chamas, e se a pessoa se matou pelo fogo, desintegrando o corpo?Vai sentir-se como alguém que sofreu queimaduras generalizadas. Experimentará dores acerbas e insuportável inquietação.  É uma situação desesperadora, infinitamente pior do que aquela da qual, impensadamente, pretendeu fugir.
8 –    Podemos situar os desajustes perispirituais como castigos divinos?Imaginemos um filho que, não obstante advertido pelo pai, não toma os devidos cuidados ao usar uma faca afiada e se fere, seccionando um nervo. As dores e transtornos que vai sentir não serão de iniciativa paterna para castigá-lo. Ele apenas colherá o resultado de sua imprudência. É o que acontece com o suicida. Seus tormentos relacionam-se com os desajustes que provocou em si mesmo. Não constituem castigo celeste, mas mera consequência de desatino terrestre.
Richard Simonetti

Kardec e Benedita

O dia 18 de abril assinala os 160 anos do lançamento de O Livro dos Espíritos, por Allan Kardec, em Paris. Este livro é o registro de nascimento do Espiritismo. Posteriormente, Kardec desdobrou-o em outros livros e que são conhecidos como a Codificação Espírita ou as Obras Básicas do Espiritismo.
O ensino moral de Jesus é tratado como um dos princípios do Espiritismo, entendido como proposta para o aperfeiçoamento espiritual das pessoas. O Livro dos Espíritos deixa claro que “a verdadeira adoração é a do coração” e desenvolve questões sobre a benevolência, indulgência, perdão, ou seja, sobre a excelência da caridade.
Na Sociedade Parisiense de Estudos Espíritas, a primeira do mundo, fundada também no mês de abril, no ano de 1858, Kardec preocupava-se com estudos, difusão das ideias espíritas, coleta de observações, aproximação com outras sociedades unidas pelo laço moral e também com a atuação junto à comunidade. A prática refletia a teoria. O Codificador, atendeu à sugestão do Espírito Sanson, recebida em reunião no inverno de 1862: Meus bons amigos, quando o frio chegou e tudo falta em casa dessa brava gente, porque não viria eu, vosso antigo condiscípulo, vos lembrar da palavra de ordem, a palavra caridade? Daí tudo quanto pode dar o coração, em palavras, em consolo, em cuidados. – […] sede todo amor, todo caridade“. Kardec realizou um trabalho em favor dos operários de Rouen e, ao mesmo tempo, elaborava o “Projeto de Comunidade Espírita”.
A disseminação do Espiritismo foi rápida inclusive no interior do Brasil
Sete décadas após o lançamento de O Livro dos Espíritos, Benedita Fernandes iniciava em Araçatuba um trabalho em favor de crianças e doentes mentais, de amor e caridade tal como orientou Sanson em trecho acima citado.
Dentro do trabalho institucional Benedita concretizou sua homenagem a Kardec de maneira marcante, praticando o bem, dando o nome do Codificador a uma criança por ela amparada.
Na fase inicial de elaboração da 1a edição de nosso livro sobre Benedita Fernandes, no início dos anos 1980, entrevistamos Allan Kardec Marçal Costa. Este foi uma das primeiras crianças a ser criada por Benedita. Ele aparece em fotos junto dela, em grupo de crianças – todas acolhidas por essa baluarte da caridade. Um contemporâneo de Benedita, de Penápolis, assim se expressou so­bre o menino: “Um dia, no asilo, vi Dona Benedita chegar toda alegre, acompanhada de um menino negro, de olhos brilhantes e esbelto, sadio e ladino. Era o Allan Kardec, nome dado por sua “mãe” Benedita.” Allan Kardec Marçal Costa, já desencarnado, teve uma vida simples e trabalhou como comerciário em Araçatuba, e, de vez em quando, comparecia às reuniões nas primeiras décadas da Instituição Nosso Lar, onde atuávamos.
Esses fatos constam do livro Benedita Fernandes. A dama da caridade, que estaremos lançando em Araçatuba no início de maio próximo.
Antonio Cesar Perri de Carvalho

quinta-feira, 27 de abril de 2017

Os Ombros Suportam o Mundo


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Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus. 
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais: meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mãos tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco. 
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos. 
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
prefeririam (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.

Sobre a menina síria que se rende ao confundir câmera fotográfica com uma arma

Quando ainda menina, lia muito Drummond. Achava um exagero ele dizer que chegaria um tempo de absoluta depuração, em que “(…) os olhos não choram./E as mãos tecem apenas o rude trabalho./E o coração está seco.” Mas hoje eu vi no noticiário uma cena muito peculiar, e a verdade do poema me veio à alma, imediatamente. Um fotógrafo, ao tentar retratar a vida das crianças sírias, conseguiu captar não a frieza deste mundo, mas já a sua consequência. Ele enquadra a criança em sua lente e essa levanta os braços, rendida, pensando ser uma arma.
Deus! Que mundo é este, onde a inocência caminha de mãos levantadas e a alma do mundo não sangra, e os olhos dos homens não choram, e a dor já não nos pode chocar? Que mundo é este cujos avanços tecnológicos não encontram eco na evolução moral dos indivíduos e onde só o que conta são os cifrões?
Um mundo cujo colorido já não é convidativo aos olhos. Onde a beleza é preterida. Onde a pureza dos pequeninos ainda é roubada e banhada do sangue de seus pares, de seus pais e, não raro, do seu próprio sangue. Um mundo cujas crianças já têm a esperança prematuramente envelhecida pela dor que transborda dos noticiários e que não raro floresce ao seu lado. Um mundo em que, a cada dia, o homem teme mais e mais o próprio homem.

Frequentei um curso, há um tempo, e algo me deixou sobremodo perplexa. O instrutor mostrava-nos diversos vídeos com acidentes causados por veículos. Em dada situação, um homem fora atropelado por não olhar para a sua direita quando um carro vinha na contra mão. Alguns dos colegas, a maioria jovens entre 18 e 25 anos, riram da cena. Noutro atropelamento, a maioria riu. Esboçaram alguma comoção, leve, quando uma criança foi atropelada. Mas, pasmem: um cachorro foi atropelado e, nesse momento, houve uma comoção geral: “Ah, pobrezinho! Tadinho dele!”.

A banalização da dor do outro é hoje tamanha que os jovens se identificam mais e se comovem mais com a dor de um animal que com a dor de um homem ou de uma criança.
A dor do outro é estatística. “Quanta mortes, mesmo, na Síria? Quantos desabrigados no Acre? Quantas mulheres são agredidas por ano? Quantas crianças são estupradas por parentes próximos?” Não! Essa postura desmerece o infinito que somos, desautoriza a angelitude a que estamos destinados, desmente a centelha do Eterno que permeia a alma de cada um de nós!

Por que as críticas têm peso maior do que os elogios?

Os seres humanos passam constantemente por desafios e provas que os levam a um alto grau de autocrítica. Muitas pessoas observam os pontos negativos dos outros, e consequentemente, o julgamento já virou algo normal.
Mas muitas vezes, aquele que julga esquece de olhar para seus próprios defeitos. E hoje, desde o estilo de roupa, gostos e até escolhas são criticadas e julgadas por terceiros superficialmente. Mas não são todas as críticas que são prejudiciais. Existe a crítica construtiva, que pode ajudar no desenvolvimento de uma pessoa. Por exemplo, em alguma situação no trabalho, ou um sermão dado por um professor a um aluno.

Mas, às vezes, críticas negativas chamam mais atenção do que os próprios elogios. Por que acontece isso?

Consequências das críticas

Como já mencionado anteriormente, as críticas quando são construtivas podem ajudar uma pessoa a se aperfeiçoar em algo, mas existem estudos que apontam que críticas e elogios em excesso podem não ser tão bons assim, pois afetam a nossa percepção. Pesquisadores, em um artigo publicado no jornal britânico The Guardian, apontaram que existe uma função neurológica que faz com que as pessoas se atentem mais às coisas negativas do que às positivas.

“Nós evoluímos para responder rápida e intensamente aos estímulos negativos. Há milhares de anos, estímulos negativos eram sinônimos de morte, então, quanto mais rápido você os absorvesse, melhores seriam suas chances de sobreviver”, disse um dos pesquisadores. Os seres humanos são egocêntricos, segundo alguns pesquisadores, e isso quer dizer que naturalmente, vemos os outros pelo crivo de nossas próprias experiências.

Segundo algumas teorias, as pessoas consideram mais uma crítica negativa, pois, apesar da evolução, críticas ainda são estímulos negativos e nós precisávamos responder a esses estímulos muito rapidamente por que eles poderiam nos levar à morte. Ao contrário, os elogios são estímulos positivos, que não requerem um grande nível de ação imediatamente.

Nas culturas de alguns países não é educado criticar alguém publicamente, enquanto fazer um elogio na frente de todos é algo corriqueiro. Para grande parte das pessoas receber uma crítica negativa em público marca muito mais do que receber um elogio, pois elas são mais raras do que o próprio elogio.

Pense antes de falar

O peso das críticas negativas pode ser maior para pessoas com depressão e baixo autoestima, pois elas já vivem focadas em seus aspectos negativos. Criticar negativamente, ou fazer bullying com pessoas nessas condições só vai piorar o quadro, e isso pode ter sérias consequências no futuro. 


Não existe nenhuma explicação perfeita de por que ficamos tão abalados quando somos reprovados ou rejeitados por terceiros, mas estudos e teorias tentam compreender esse tipo de comportamento.

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Abertura: Pres. Antonio R. Ribeiro.
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