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quarta-feira, 26 de abril de 2017

Unindo corações com responsabilidade


Aproxima-se o Dia dos namorados! As vitrines se enfeitam com corações entrelaçados  e criam atmosferas românticas. O chamamento da mídia é forte e não há quem não se lembre de um grande amor ou não sonhe com ele. Entretanto nunca as relações foram tão frágeis e os casamentos desfeitos tão rapidamente.
Vivemos numa época onde tudo é descartável. Até o amor! Os jovens procuram o amor, mas um amor descartável no fim da balada, às vezes no meio, ou então são pseudo-amores feitos de rápidos instantes, com trocas de beijos, afagos e sexo,  em recantos fortuitos da noite. O ficar substituiu o namorar, o juntar o casar.
É tanta liberdade que mal se tem tempo para escutar o coração. Confunde-se desejo com amor. Transar e amar se embolam numa trama tão intrínseca que os casais já não sabem se transam por amar, ou amam por transar. E em meio a esse turbilhão insensato de emoções os que desejam encontrar um amor verdadeiro, acabam machucados e, não raras vezes desencantados, desiludidos, incrédulos, debilitados com lesões afetivas.
Encontramos no livro dos espíritos “Há duas espécies de afeição: a do corpo e a da alma, e freqüentemente se toma uma pela outra. A afeição da alma, quando pura e simpática, é duradoura; a do corpo é perecível; eis porque os que se julgam amar com um amor eterno acabam se odiando, quando passa a ilusão”.(1)
Hoje não há respeito pelos sentimentos do outro e quando esse outro entregou o coração acaba sofrendo sozinho, desiludido e amargo. Mas, quem pensa que as consequências são apenas para o abandonado está cometendo um grande engano, pois aquele que causa dor no outro, mais cedo ou mais tarde, acabará encontrando o retorno.
Emmanuel diz: “Todos nós, os espíritos vinculados à evolução da Terra, estamos altamente compromissados em matéria de amor e sexo, e, em matéria de amor e sexo irresponsáveis, não podemos estranhar os estudos responsáveis nesse sentido, porque, um dia, todos seremos chamados a examinar semelhantes realidades, especialmente as que se relacionem conosco, que podem efetivamente ser muito amargas, mas que devem ser ditas”(2).
Estamos sempre acompanhados de espíritos desencarnados e eles influenciam nossos pensamentos, muito mais do que imaginamos. Quando o ambiente é mal frequentado, permeado de drogas e leviandades, são espíritos de tal índoles que lá estão influenciando pensamentos e ações. Não raras vezes acompanham o jovem e daí vem as inspirações nefastas levando a perturbações de toda ordem. Allan Kardec questionou o assunto e a reposta foi: “A esse respeito sua influência é maior do que credes, porque, frequentemente, são eles que vos dirigem”.(3)
Quando o pensamento é bom atrai espíritos elevados que trazem boas inspirações, porém se o pensamento for negativo, atrairá espíritos que inspirarão apenas paixões volúveis, passageiras e sombrias. “Os espíritos elevados, ao perderem o seu invólucro, deixam as más paixões e só guardam a do bem; mas os Espíritos inferiores as conservam, pois de outra maneira pertenceriam à primeira ordem.(4)
Então nesta época, quando o ar está falando de amor, quem deseja encontrar a realização sentimental precisa repensar seus pensamentos, seus sentimentos em relação ao próximo e analisar os locais que frequenta e que julga encontrar a felicidade.  Depois de uma honesta autoanálise dispensar o que não acrescenta responsabilidade à sua vida e mudar o rumo.
O verdadeiro príncipe encantado pode estar na próxima esquina e não vir montado num cavalo branco, mas sim apear do ônibus lotado ou caminhar a pé da volta do trabalho. Ele pode te encontrar de cara lavada, cabelo cacheado e salto baixo,  pois o verdadeiro amor vai além das das aparências, é espiritual! Quando você mudar atrairá aqueles do plano espiritual que se ocupam de unir corações com responsabilidade!
IVANIR PINEDA SANCHES
Escritora

  1. Kardec, Allan, P.  939. capIV, Uniões antipáticas,  O Livros dos Espíritos
  2. Psicografia de F.C.XAVIER, do livro MOMENTOS DE OURO, Geem)
  3. Kardec, Allan , pergunta 459 do Livro dos Espíritos
  4. Kardec, Allan , pergunta 228, Espíritos errantes, Livro dos Espíritos

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