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sábado, 16 de dezembro de 2017

As dúvidas mais comuns sobre mediunidade e cura

nena
Nena Galves foi levada ao espiritismo ainda jovem por suas inquietações e necessidade de esclarecimentos mais abrangentes a respeito da mediunidade. Os caminhos que trilhou até encontrar-se com o médium Chico Xavier e os frutos que essa amizade de mais de 40 anos gerou estão relatados nos livros de sua autoriaAté sempre, Chico Xavier e Chico Xavier, luz em nossas vidas (CEU). Em 1967, Nena e o marido, Francisco Galves, fundaram o Centro Espírita União, em São Paulo, cujas atividades foram orientadas através da mediunidade de Chico Xavier por Bezerra de Menezes e Emmanuel. Mensalmente, na última segunda-feira, Nena e equipe respondem a dúvidas dos frequentadores do centro em uma mesa-redonda, com base em perguntas formuladas sobre diversos temas a serem esclarecidos à luz do espiritismo. Mediunidade e cura são sempre assuntos recorrentes.
E é sobre eles que Nena Galves fala abaixo:
A influência espiritual
Muitas pessoas chegam à casa espírita dizendo: "Um vidente viu um espírito atrás de mim... Vêm assustadas, na esperança de que esse 'encosto' seja afastado. Não são encostos, são amigos que precisamos auxiliar. Mas elas têm pressa, querem se livrar logo do espírito... Algumas chegam buscando um tratamento milagroso: "Os espíritos me incomodam, perco o sono, não suporto mais isso". E muitas vezes as queixas são com relação a crianças, que não dormem, porque veem vultos.
Há uma diferença entre o tratamento espiritual e o tratamento físico, mesmo sabendo-se que a parte espiritual, quando não é curada, vai influenciando a matéria e muitas vezes provocando doenças físicas. A gente confunde realmente: sente dores de cabeça, dores de estômago, ansiedades, inquietações, insônia.
Como tratar das influências espirituais que causam sintomas físicos?
Primeiro, devemos ajudar a pessoa a compreender que não é 'encosto'. Os espíritos não se encostam, eles convivem conosco, porque muitas vezes são dívidas nossas de um passado longínquo e eles estão cobrando. Ficam nos assediando e encontram facilidades, brechas, nas atitudes do dia a dia.
Como esses espíritos agem?
Ninguém gosta de ser cobrado. Muitas vezes protelamos esse pagamento. E assim acontece nesse intercâmbio entre nós e os espíritos. Às vezes passamos reencarnação e reencarnação e não conseguimos nos acertar. E não é só dívida do passado, é do presente também.
Mas não nos esqueçamos de que no mundo espiritual sempre há espíritos familiares que também nos protegem e que saem em nossa defesa. Se você não paga, o defensor daquele que precisa receber a dívida também sai em defesa dele. Quando você fica bravo e xinga, ele vem e lhe diz: "Mas você deve ao meu filho. Pague a sua dívida..." E passa também a incomodar. Agora, quem é o errado? Somente o que não paga a dívida? Lógico que não. Aquilo que chamamos de obsessão, e de que acreditamos ser sempre as vítimas, não é bem verdade. Somos quase sempre os faltosos. E esta convivência com os espíritos, seja de passado ou de presente, é o que nos faz refletir, crescer.
passe
O que fazer para conviver melhor com eles?
Queremos que a espiritualidade maior e nossos mentores convivam conosco. Para isso precisamos mudar de hábitos. E o espírito menos evoluído também tem que aprender a mudá-los para viver melhor, progredir. Isso é o esforço conjunto pela evolução moral, que nos mostra racionalmente os porquês, que nada mais são do que seguir corretamente a lei divina. Não há castigos, nem vítimas ou algozes, porque tudo é muito natural: quem deve, tem que pagar; quem quer colher, tem que plantar a semente... isso é Evangelho puro.

Mas esse é o tratamento?
Muitas pessoas questionam quando dizemos que esse é o verdadeiro tratamento. E dizem: Mas eu quero ir para um tratamento específico, espiritual... E o que são as palestras públicas? Ao assisti-las, estamos nos tratando, nos educando e estudando para agirmos melhor. E também trazemos para o centro aqueles que nos assediam, que acompanham o que está sendo falado. Por isso também o obsessor adora quando a pessoa vem para a palestra e dorme, porque percebe que ela não vai mudar. Outros espíritos ficam lá fora e, quando saímos, vão junto testar os resultados obtidos, observar as nossas intenções renovadas. Precisamos conviver com eles, aprendendo e ensinando.

Frequência nas palestras nos passes
Muitas vezes vem aquela preguiça de ir à casa espírita, esquecendo-nos de que é ali que seremos tratados. Quando se resolve ficar em casa para assistir à novela, o obsessor fica lá também. Não é melhor trazê-lo? Temos um compromisso com ele, para que também receba esses conteúdos para melhorar-se. Juntos vamos crescendo, educando-se assim o devedor e o que se diz vítima, fazendo-se a maior caridade, com a espiritualidade e conosco mesmos.
Também ao receber o passe não devemos pensar só em nós, com ideia de 'mandar' o obsessor embora. No passe, recebemos uma emissão fluídica assim como ele. Então, relaxe, abra sua mente. Se ele for favorecido, você também será.

A reunião de desobsessão
Muita gente acha que indo para uma desobsessão ficará liberta da influência espiritual. Quando a pessoa está muito perturbada, não é esta a melhor indicação, porque ela poderá sair mais atemorizada, por não conhecer todo o processo.
O trabalho mediúnico não é para nos beneficiarmos, mas para o socorro dos espíritos, muitos deles trazidos por nós nas palestras. Mais interessados irão começar a desabafar e ser orientados, conscientizando-se e aprendendo mais. O médium não tem que saber se o espírito veio acompanhando Maria ou João. Pouco importa a quem esteja ligado. Precisa de socorro, Às vezes, se manifesta em mais de uma oportunidade... Fala da sua revolta, que está tratando de cobrar uma dívida, ao que o orientador irá conversar, explicar que nada é por acaso, que é preciso perdoar, que a vingança não resolve...
Devemos trazê-los à casa espírita para participar das palestras, dos passes... É preciso dizer: "Eu vou junto com você para a escola do bem".

E a caridade?
Há quem acredite que só o trabalho de caridade material vai lhe fazer bem. A caridade material é importante, mas e a caridade que fazemos com esses espíritos? Eles têm que crescer, evoluir, não podem ficar cobrando de nós uma dívida ad aeternum. Essa é a caridade espiritual, trazê-los para a compreensão do Evangelho nas palestras, que são verdadeiras escolas para todos. Por isso, a necessidade do estudo. O conhecimento é um meio de se vacinar contra a obsessão.

Como e quando 'desenvolver' a mediunidade?
Mediunidade todos temos. Não podemos exigir de uma pessoa um horário rígido quando ela normalmente não possui essa disponibilidade, porque precisa daquele tempo para trabalhar, estudar, tem família, filhos pequenos... Os espíritos precisam de médiuns para trabalhar, mas, se a pessoa não tem tempo, não deve assinar o compromisso com a mediunidade. Quem viaja muito a trabalho, por exemplo, não pode se comprometer com a tarefa mediúnica. Nem pode ser uma pessoa desequilibrada, que possa comprometer o trabalho dos benfeitores, que ainda vão ter que isolá-la para não atrapalhar o andamento das reuniões. Muitas vezes fuma, usa outras drogas... Não pode. E aí dizem: Mas ele tem mediunidade!
Sim, pode até ter mediunidade, mas a dificuldade que vai causar num trabalho é muito maior do que os benefícios que poderia oferecer. Melhor que se eduque primeiro.

Adolescência e a mediunidade
É um absurdo levar uma adolescente para uma sessão mediúnica. Às vezes ela assina esse contrato precocemente. Ela tem mediunidade – vamos dizer, em grau médio – que podia esperar. A família chega e diz: mas ela é médium, vê os espíritos... E é só arrumar um namorado católico que ela manda os espíritos para longe e fica com o namorado. Adolescentes têm que saber o que é o compromisso com os espíritos.

Preciso trabalhar porque tenho uma missão
Não somos missionários, somos tarefeiros. Missionários foram Chico Xavier, dr. Bezerra de Menezes, que aprenderam a trabalhar com a mediunidade desde crianças. Quando a pessoa fala que tem uma missão, já é vaidade.
O tarefeiro precisa se preparar para a tarefa. Se nós vamos seguir uma profissão, não precisamos aprender a lidar com as ferramentas, saber que livros que vamos utilizar?
É mais do que natural que saibamos também como fazê-lo nas atividades espíritas. Do contrário, vamos dar muito trabalho aos espíritos.

Mediunidade e envelhecimento
Quando o médium envelhece demais e resolve que é hora de trabalhar, melhor também pensar, porque a mediunidade exige muita coisa de nós e as pessoas com mais idade, que nunca trabalharam com ela, podem também criar conflitos. Podem achar que suas dores, naturais, sejam influências espirituais. Se dói a perna, é influência que o espírito deixou... O idoso está sempre cheio de dores. Não é espiritual, é material mesmo. Tem que procurar o médico.
É preciso lembrar que é grande esse compromisso e saber quando pode assumir. Quer trabalhar, ser um tarefeiro do mundo espiritual? Não perca tempo. Não espere envelhecer demais. Viaje menos, assuma menos compromissos, libere um dia por semana para o trabalho, faça um esforço para isso, renuncie a alguma coisa material, para não dar muito trabalho aos espíritos.

Tratamento espiritual e não trabalho de cura
Temos um trabalho específico que a casa desenvolve para o qual sempre lembro: não é trabalho de cura, mas tratamento espiritual. Porque ninguém se cura até que não ame e se transforme. É uma ajuda que não dispensa o médico. Muitas vezes, espiritualmente, a equipe médica está lá para preparar o campo para que o médico da Terra atue melhor. Esses passes são recomendados para quem vai fazer uma cirurgia, se está fazendo quimioterapia, se sofre de uma depressão mais profunda. Por que estados depressivos são tratados no trabalho das palestras. Se a pessoa não tem uma doença física para ser tratada e recorre constantemente a essa assistência, acaba por tirar a oportunidade de outra pessoa se tratar.
Esse tratamento não é indicado para obsessão, porque a corrente médica precisa se concentrar no corpo físico do doente.

O que cada um tem a oferecer
As casas espíritas costumam oferecer inúmeras formas de tratamento, mas cada uma tem as suas características, algumas delas adotando inclusive formas diferentes do próprio passe. Mas o mais importante é que, na base de todo trabalho sério, esteja sempre a coerência como que nos ensinou Allan Kardec, tendo sempre o incentivo para o estudo.

Aproveitar o estudo
Sem a prática daquilo que se estuda não haverá aprendizado completo. Tem gente que entra nos cursos e não quer sair. Vai ficar um eterno aluno de espiritismo? Ser doutor em espiritismo também não resolve. Não se pode confundir intelectualidade de conhecimentos espíritas com a condição evangelizada do médium, que pelo o que já estudou sabe reconhecer suas fragilidades e sabe que deve se esforçar para vencê-las. A doutrina espírita é maravilhosa, mas é preciso entendê-la verdadeiramente.



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