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domingo, 18 de março de 2018

Educação Mediúnica


                 A mediunidade é uma faculdade (aptidão, possibilidade) física, também chamada de orgânica. Ou seja, assim como a capacidade de enxergar, ouvir, tocar, a mediunidade é uma propriedade que muitos indivíduos têm, de captar – usando a sua mente e cérebro - as ondas de pensamento provenientes da dimensão espiritual e decodificá-las. 
             A decodificação e transmissão feita pelos médiuns permite que os outros seres encarnados (ou seja, que estão transitoriamente mergulhados na matéria) possam ter o entendimento objetivo das mensagens enviadas pelos seres desencarnados (espíritos).
                A mediunidade ostensiva está igualmente distribuída entre os indivíduos no globo terrestre e independe de religião, raça, classe social ou elevação moral. É um dom oferecido por misericórdia de Deus, para que aqueles que, em outras vidas se desviaram da conduta equilibrada, possam ser instrumentos das orientações de que eles mesmos necessitam. 
                 E dessa forma, então, possam se realinhar com as leis Divinas. Resumidamente, o exercício da mediunidade, com responsabilidade, constitui uma oportunidade de resgate das dívidas pregressas. Independente da posição que ocupa nesta existência.
             A palavra médium significa intermediário, meio. Portanto, os indivíduos que são médiuns ostensivos, são apenas intermediários das informações transmitidas pelo mundo espiritual. Isto é, a eles não pertence o conteúdo das mensagens.
        Os médiuns podem estar em contato com espíritos orgulhosos, malfeitores, necessitados, corrompidos pelos vícios e receber desses, a influência moral, pela lei de afinidades – semelhantes atraem semelhantes. E, dessa forma, a mediunidade pode  ser transformada em perturbação mental e física, além de campo favorável aos processos obsessivos nos seus diversos graus.
           O que define a prática mediúnica responsável, ou seja, assistida pelos bons espíritos, com a finalidade de distribuir o amor, o consolo, amparar, alertar e orientar os seres encarnados, é a CONDUTA MORAL do médium. No espiritismo, não é diferente.
Observem abaixo as orientações de Philomeno de Miranda (adaptado do livro Mediunidade: Desafios e Bênçãos/psicografia Divaldo Franco) para aquele que tem o dom e deseja ser um médium espírita, cristão:“Somente através do conhecimento lúcido e lógico da mediunidade, mediante o estudo de O Livro dos Médiuns, de Allan Kardec, é que deve se permitir o candidato à educação da sua faculdade, ao aprimoramento pessoal, iniciando, então, o exercício dessa disposição orgânica profundamente arraigada nos valores morais do Espírito.
         Uma das primeiras providências a ser tomada em relação a esse programa iluminativo diz respeito à autoanálise que se deve propor o interessado, trabalhando as imperfeições do caráter, os conflitos comportamentais, lutando pela transformação moral para melhor no seu mundo interior.
              Esse esforço, no entanto, não se aplica a um certo período da vida, mas a toda a existência, porquanto, à medida que se avança no rumo da ascensão, melhor visão interna se possui a respeito de si mesmo.
          Quanto mais esclarecida a pessoa se encontra, mais facilmente observa as imperfeições que possui, dando-se conta de que precisa ampliar o esforço, a fim de as superar.
             (...) Permanecendo nos vícios a que se entregam, voluntariamente, tornam-se mais responsáveis pelos atos danosos que os prejudicam padecendo-lhes as consequências lamentáveis.
                Advertidos sobre a transitoriedade do carro material de que se utilizam, não terão como justificar-se ante a própria consciência pela leviandade que se permitiram, assumindo graves responsabilidades morais em relação ao futuro.
             (...) Colocada a serviço do bem, a disciplina e a ordem são fundamentais para o seu mais amplo campo de realizações, porquanto a mediunidade não pode constituir-se estorvo à vida normal do cidadão, nem instrumento de interesses escusos sobre a falsa justificativa da aplicação do tempo que lhe é dedicado.
               A tranquilidade emocional, defluente da consciência de que se é instrumento e não autor das informações, é fundamental, tornando-se simples e natural, sem as extravagantes posturas de que são seres especiais que se atribuem ou emissários irretocáveis da verdade, merecedores de tratamento superior durante o seu trânsito pelo mundo físico...
                João, o batista, proclamou, em referência a Jesus: “É necessário que Ele cresça e que eu diminua”.
                 O exemplo deve ser aplicado aos médiuns que desejam alcançar as metas ideais de seu exercício, considerando-se apenas como instrumentos que diminuem de importância enquanto a mensagem cresce e expande-se.
                 A busca da notoriedade, da fama, do exibicionismo, constitui terrível chaga moral, que o médium deve cicatrizar mediante a terapia da humildade e do trabalho anônimo.
                 (...) A vigilância, a oração e o cultivo dos bons pensamentos constituem aos médiuns recursos valiosos que não podem ser desconsiderados, ao lado do trabalho perseverante dedicado à edificação em favor do seu próximo, num como no outro lado da vida.
                 (...) Por fim, o exercício da mediunidade (responsável) deve produzir indizível bem-estar, por proporcionar a sintonia com as elevadas esferas espirituais, nas quais o medianeiro haure conforto, inspiração e inefável alegria de viver, em decorrência dos conteúdos psíquicos e emocionais que frui."

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