#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

segunda-feira, 30 de abril de 2018

Mãe faz homenagem ao filho desencarnado em fotos de casamento

Anna Bozman Thompson
Anna Bozman Thompson perdeu seu filho mais velho há seis meses, vítima de leucemia, mas não queria que o menino Lake não estivesse presente em seu grande dia. Quando se casou com o seu namorado Travis Thompson, em Colbert, na Georgia, nos Estados Unidos, ela pediu para uma amiga “colocar” o menino na foto com a ajuda do Photoshop.
A fotógrafa Brandy Angel contou para a rede de TV “ABC” que não foi uma tarefa fácil. “Não há realmente uma palavra para essa experiência. Isso me fez ajudá-la a se sentir melhor, mesmo que seja em um pequeno gesto”, disse.
Anna Bozman Thompson
Segundo Brandy, quando a família visitou o local das fotos havia um belo arco-íris no céu. E ela brincou em como Lake se mostraria. No dia do casamento, a fotógrafa disse que sentiu como se estivesse presenciando um milagre quando viu a luz no local.
Ao ver as imagens editadas, a mãe ficou muito emocionada. “Eu comecei a chorar e a ter calafrios. Eu sinto que a nossa família estava completa, mesmo que ele não estivesse aqui fisicamente, a luz me consolou. Nós ainda somos uma família de cinco, embora haja apenas quatro de nós aqui”, disse Anna Thompson.

Atendimento fraterno nesta terça-feira


Ume-Parnaíba anuncia Campanha Viver em Família 2018.

cartaz seminário família opção 2
A União Municipal Espírita de Parnaíba, dando prosseguimento ao planejamento do movimento de unificação construído entre os Centros Espíritas locais, torna público o lançamento da Campanha Viver em Família 2018 que se dará dia 05 de maio, a partir das 18h, no auditório da Associação Comercial e Industrial de Parnaíba, no Porto das Barcas. A entrada será gratuita e o evento aberto a todos os públicos. Para maior comodidade dos presentes, haverá venda de lanche no local.
Na ocasião haverá um seminário sobre “Família e Espiritualidade”, que será ministrado por Jorge Elarrat, de Rondônia. Natural do Amapá, Elarrat é engenheiro eletrônico, iniciou no movimento espírita do Pará, em 1980, no grupo de jovens, exercendo atividades de evangelização infanto-juvenil em centros espíritas e na federativa estadual. Em 1987 transferiu-se para Rondônia onde passou a atuar no movimento federativo estadual, nos centros espíritas da capital na área de estudos e palestras.
A Campanha Viver em Família acontece anualmente em todo o Movimento Espírita e, em Parnaíba, o mês de maio sempre foi o período magno da atividade. Ao longo de todo o mês os Centros Espíritas realizam atividades diversas em suas palestras, aulas de infância e juventude, bem como ações na comunidade para promover a discussão da temática família e fortalecimento destas em suas relações.
fonte: blog ume

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Nem todo espiritualista é espírita






A sobrevivência da alma sempre foi atestada em nossa história, porquanto, médiuns sempre os houve, em consequência, “aquilo” que sobrevivia à chamada morte, não se sabendo, exatamente, o que era, a todo o momento pôde ser observado por muitos.
Deste fato, ainda nos primórdios de nossa civilização, surgiram as primeiras ideias espiritualistas, diversificaram-se ao longo do tempo, coexistindo com certa harmonia nos dias atuais.
No século XIX, surge a formalização de uma doutrina espiritualista reunindo de forma metódica informes sobre esta realidade espiritual através de observações práticas continuadas feitas por muitos médiuns e pesquisadores, tudo muito bem estruturado e acabado por Allan Kardec: o Espiritismo.
Embora se apresentando como mais uma ideologia espiritualista, difere de outros sistemas semelhantes, fato este não percebido por muitos espiritualistas, tampouco por muitos espíritas.
No contexto do espiritualismo, doutrina diametralmente oposta ao materialismo, por defender a existência e primazia do espírito sobre a matéria, base de todas as religiões, embora nem todo espiritualista acredite em um Deus único, este geralmente crê:
1. Na existência de um princípio espiritual e imaterial, dissociado da matéria corpórea;
2. Na imortalidade deste princípio, ou seja, na sua sobrevivência;
3. Na conservação de sua continuada individualidade após a morte.
Nota-se nesta tríade de princípios, que a crença na existência de uma alma, termo, frequentemente, empregado no contexto religioso, não implica na aceitação da possibilidade do retorno desta alma do mundo dos mortos se manifestando no mundo dos vivos, como demonstrou e ensina o Espiritismo, um dos seus postulados.
E mais, nem todos adeptos da conservação da individualidade do princípio espiritual são espíritas, pois há aqueles espiritualistas entendendo que este princípio retornando ao mundo dos mortos, do qual saiu antes de aqui chegar, esta última também uma proposta espírita, embora individualizado, acaba por se fundir a um todo, como uma gota retirada de um oceano ao retornar ao mesmo, perdendo desta forma esta sua identidade. Esta ideia não é comungada pelo Espiritismo, pois este sabe: após a individualização do princípio espiritual, ato realizado apenas por Deus, o Espírito jamais se perderá ou se desintegrará.
Desta forma, embora a Doutrina espiritista aceite os três postulados citados anteriormente, fazem parte da crença espírita, entre outros não listados, nem todo espiritualista comunga algumas especificidades espíritas.
Além disto, há espiritualistas não aceitando Deus como a inteligência única, causa primária de todas as coisas, como o Espiritismo O compreende, pois alguns creem em muitos deuses, outros ainda acreditam fazer parte da divindade.
Mais um ponto não compartilhado por todos os espiritualistas é a crença na reencarnação, também um postulado espírita, aceito e bem conhecido no passado por várias culturas. Muitos, cremos mesmo a maioria dos cristãos, não aceita a volta do princípio espiritual em uma nova vida, com um novo corpo, em um outro momento de sua existência, tantas vezes quantas forem necessárias para se atingir a perfeição. Alguns defendem a tese da ressurreição, porém, não representa a mesma ideia, pois esta aceita a volta do espírito em nova vida, mas com o mesmo corpo, contudo, a ciência já demonstrou ser este mecanismo não factível; outros ainda admitem a possibilidade do retorno do espírito, após a sua morte, integrando o reino animal, ou seja, ocupando um corpo de um irracional, a teoria da metempsicose, mais uma hipótese não comtemplada pelos postulados espíritas.
Pode-se afirmar assim: todo espírita é necessariamente espiritualista, mas nem todo espiritualista é obrigatoriamente espírita.
Fazendo nossas as palavras de Deolindo Amorim:
Tentar esclarecer não é demolir, é procurar servir à Verdade, respeitando as ideias alheias. (1)
Rogério Miguez
Referências Bibliográficas:
(1) AMORIM, Deolindo. O Espiritismo e as Doutrinas espiritualistas. 4 ed. Rio de Janeiro: CELD. 1989.



Atendimento fraterno nesta quinta


O impulso e o sofrimento em nossas vidas

tristeza
KARDEC RIO PRETO | Antonio Carlos Navarro
O Sistema Límbico é uma das estruturas do Sistema Nervoso Central, sendo a segunda estrutura a se formar na sequência do desenvolvimento cerebral dos mamíferos.
“É ele que comanda certos comportamentos necessários à sobrevivência de todos os mamíferos. Que também cria e modula funções mais específicas, as quais permitem ao animal distinguir entre o que lhe agrada ou desagrada. Aqui se desenvolvem funções afetivas, como a que induz as fêmeas a cuidarem atentamente de suas crias, ou a que promove a tendência desses animais a desenvolverem comportamentos lúdicos (gostar de brincar). Emoções e sentimentos, como ira, pavor, paixão, amor, ódio, alegria e tristeza, são criações mamíferas, originadas no sistema límbico. Este sistema é também responsável por alguns aspectos da identidade pessoal e por importantes funções ligadas à memória.” (1)
Encontramos, na obra mediúnica da dupla Francisco Cândido Xavier – André Luiz, diversos esclarecimentos sobre o funcionamento do cérebro.
Em Missionários da Luz o Benfeitor Espiritual Alexandre nos fala sobre a epífise, dizendo que:
“Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, …comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.”
A vontade é um atributo do Espírito, que comanda, mentalmente, toda estrutura celular do corpo biológico, incluindo o Sistema Límbico, que utiliza para crescimento moral.
No livro No Mundo Maior, o Benfeitor Eusébio questiona:
“…porque não sofrear o ímpeto da animalidade, em que nos comprazemos, desde os primeiros laivos de raciocínio? Sempre o terrível dualismo da luz e das trevas, da compaixão e da perversidade, da inteligência e do impulso bestial.”
tristeza
Quer dizer o Benfeitor que, de há muito, há em nós a presença da razão convivendo com a irracionalidade traduzida por impulsos comportamentais.
O Benfeitor Calderaro, em Ação e Reação, falando sobre o cérebro ratifica:
“Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a «residência de nossos impulsos automáticos», simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o «domicílio das conquistas atuais», onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a «casa das noções superiores», indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada.”
Ainda em Ação e Reação o Benfeitor Calderaro nos adverte:
“A criatura estacionária na região dos impulsos perde-se num labirinto de causas e efeitos, desperdiçando tempo e energia.”
Falando sobre a Inteligência Emocional, Daniel Goleman ratifica o ponto de vista espiritual (2):
“…o impulso é o veículo da emoção; a semente de todo impulso é um sentimento explodindo para expressar-se em ação. Os que estão à mercê dos impulsos – os que não têm autocontrole sofrem de uma deficiência moral. A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter.”
E conclui:
“Se existem duas atitudes morais de que o nosso tempo necessita com urgência, elas são o autocontrole e o altruísmo.”
Observa-se com esses apontamentos, que vivemos presos a situações que nos causam sofrimento justamente por nos deixar levar pelos impulsos emocionais, sem nos predispormos ao raciocínio necessário a cada situação que nos envolvemos.
Não atentamos sobre a necessidade do Espírito comandar, com equilíbrio, o seu veículo físico, mas também a de educar suas emoções e impulsos, o que daria uma melhor condição de vida interior em função das respostas positivas às nossas ações.
Portanto, para modificarmos nossos comportamentos primeiro deveremos atentar para o princípio do“conhece-te a ti mesmo”, preconizada por Santo Agostinho na questão de número novecentos e dezenove de O Livro dos Espíritos, e traçar, na sequência, um plano real de trabalho íntimo, para que se consiga, em maior ou menor tempo, o equilíbrio emocional que é de nosso dever moral conquistar, para que se produza um bem estar pessoal e coletivo, através de um comportamento sadio e cristão.
Pensemos nisso.
Referências Bibliográficas:
(1) http://www.cerebromente.org.br/n05/mente/limbic.htm
(2) https://www.portal-gestao.com/item/7504-daniel-goleman-e-a-intelig%C3%AAncia-emocional.html

Autismo na visão espírita, por Divaldo Franco


CHICO DE MINAS XAVIER
Como as cores do prisma que degrada a luz solar, as diferenças entre as pessoas marcam a beleza da individualidade humana.
Entre todas as diferenças, está o autismo, que ama em silêncio e luta como um símbolo a mais contra a indiferença de uma sociedade acostumada a olhar o próximo sem compreender sua integridade. Assim se expressa o Dr. Juan Danilo Montilla, estudioso dedicado dessa síndrome mal compreendida que se vem tornando quase pandêmica.
Incompreendida no passado remoto e diagnosticada posteriormente como esquizofrenia, a partir de 1970, em razão de o nobre Dr. Hans Asperger haver sido pai de gêmeos portadores do distúrbio, mediante a observação do atraso do desenvolvimento da linguagem, estudou-o profundamente, buscando encontrar a sua gênese, assim como a melhor terapêutica.
Em 1981, a psiquiatra Lorna Wing, em homenagem a esse notável pesquisador, referiu-se pela primeira vez à síndrome de Asperger.
Curiosamente, a Dra. Wing era mãe de uma menina autista…
autismo
O autista invariavelmente não gosta de ser tocado, evita fitar as pessoas, tendo quase sempre a cabeça baixa e as reações compatíveis com a sua problemática em razão da ausência de sociabilidade, reagindo a distúrbios sonoros, a multidão, etc.
Sob o aspecto da Doutrina Espírita, podemos considerar a problemática do autismo como sendo uma provação para o paciente, que estaria recuperando-se de delitos praticados em existências passadas, assim como os seus familiares, especialmente os pais.
Mediante as limitações experimentadas e os sofrimentos pertinentes, o espírito endividado refaz-se e liberta-se da carga aflitiva a que se encontra jungido, tornando-se, desta forma, uma verdadeira bênção.
Outrossim, pode ser uma experiência iluminativa solicitada pelo próprio espírito, a fim de contribuir em favor de estudos científicos que irão beneficiar outros, ao mesmo tempo um esforço pessoal para o maior crescimento sociopsicológico.
No primeiro caso, podem ocorrer transtornos obsessivos, produzidos pelas vítimas de existência anterior, que se comprazem em piorar o quadro de sofrimentos, levando o paciente à agressividade, ao mutismo e a estados de aparente esquizofrenia.
O Espiritismo dispõe de terapias valiosas: passes, água fluidificada, desobsessão, conversação paciente e edificante, música suave, conforme a sua reação ao ouvir e muita perseverança do amor para que o mesmo sinta-se aceito e confiante.
DIVALDO P. FRANCO
Professor, médium e conferencista

segunda-feira, 23 de abril de 2018

Atendimento fraterno na terça-feira


sábado, 21 de abril de 2018

Ontem inimigos, hoje marido e mulher?

marido e mulher
Richard Simonetti
O ditado popular “O homem propõe e Deus dispõe” pode ser aplicado a penosos processos obsessivos, sustentados por recíproca animosidade.
Ainda que os obstinados adversários pretendam loucamente continuar a se agredir um ao outro, tais vendetas contrariam os princípios de harmonia que sustentam o Universo.
O ódio é a negação do Amor, lei suprema de Deus.
Infalivelmente, sempre chega o momento de mudar.
As bênçãos do tempo acabam por esgotar o fel de seus corações. Exaustos de tantos rancores, sedentos de paz, os “duelistas” acabam por desejar ardentemente uma trégua, uma possibilidade de renovar seus caminhos.
E um dia, após longo sono, ei-los reencarnados nas experiências em comum, ligados agora por laços de consangüinidade.
Ontem inimigos, hoje irmãos.
Ontem verdugo e vítima, hoje pai e filho.
Ontem obsessor e obsidiado, hoje marido e mulher.
Assim a Justiça Divina exige a reparação.
Assim a Divina Misericórdia promove a reconciliação.
marido e mulher
Assim a Sabedoria do Eterno transforma o ódio em amor.
É uma metamorfose difícil, sofrida, porquanto, embora as bênçãos do esquecimento e os elos familiares, eles conservam, inconscientemente, indelével ressentimento.
Daí a ausência de afinidade, a dificuldade de relacionamento, a mágoa indefinível, a animosidade e, não raro, a aversão que experimentam entre si.
Para os mais esclarecidos isso tudo é motivo de aflitivos padecimentos, em duras experiências que somente à custa de abnegação e sacrifício poderão vencer.
É como se enxergasse nele um velho perseguidor disfarçado, uma ameaça.
-A convivência com minha mãe é complicada.
Nutro por ela sentimentos contraditórios de amor filial e rancor figadal que revolve minhas entranhas.
-Brigamos eu e meu irmão como gato e cachorro. Quando adolescentes era até natural.
Agora que somos adultos é inexplicável. Ao menor desentendimento sinto-me possuído de ódio por ele, tentado a ofendê-lo e agredi-lo.
-Até hoje não sei como casei com minha mulher. Uma atração física irresistível talvez, mas foi só. Passado o fogo da paixão, resta invencível animosidade. Simplesmente não nos entendemos.
Vivemos às turras, com intermináveis cobranças.
Uma situação insustentável.
-Amo extremadamente meu filho mais novo.
marido e mulher
Richard Simonetti
O ditado popular “O homem propõe e Deus dispõe” pode ser aplicado a penosos processos obsessivos, sustentados por recíproca animosidade.
Ainda que os obstinados adversários pretendam loucamente continuar a se agredir um ao outro, tais vendetas contrariam os princípios de harmonia que sustentam o Universo.
O ódio é a negação do Amor, lei suprema de Deus.
Infalivelmente, sempre chega o momento de mudar.
As bênçãos do tempo acabam por esgotar o fel de seus corações. Exaustos de tantos rancores, sedentos de paz, os “duelistas” acabam por desejar ardentemente uma trégua, uma possibilidade de renovar seus caminhos.
E um dia, após longo sono, ei-los reencarnados nas experiências em comum, ligados agora por laços de consangüinidade.
Ontem inimigos, hoje irmãos.
Ontem verdugo e vítima, hoje pai e filho.
Ontem obsessor e obsidiado, hoje marido e mulher.
Assim a Justiça Divina exige a reparação.
Assim a Divina Misericórdia promove a reconciliação.
Assim a Sabedoria do Eterno transforma o ódio em amor.
É uma metamorfose difícil, sofrida, porquanto, embora as bênçãos do esquecimento e os elos familiares, eles conservam, inconscientemente, indelével ressentimento.
Daí a ausência de afinidade, a dificuldade de relacionamento, a mágoa indefinível, a animosidade e, não raro, a aversão que experimentam entre si.
Para os mais esclarecidos isso tudo é motivo de aflitivos padecimentos, em duras experiências que somente à custa de abnegação e sacrifício poderão vencer.
É como se enxergasse nele um velho perseguidor disfarçado, uma ameaça.
-A convivência com minha mãe é complicada.
Nutro por ela sentimentos contraditórios de amor filial e rancor figadal que revolve minhas entranhas.
-Brigamos eu e meu irmão como gato e cachorro. Quando adolescentes era até natural.
Agora que somos adultos é inexplicável. Ao menor desentendimento sinto-me possuído de ódio por ele, tentado a ofendê-lo e agredi-lo.
-Até hoje não sei como casei com minha mulher. Uma atração física irresistível talvez, mas foi só. Passado o fogo da paixão, resta invencível animosidade. Simplesmente não nos entendemos.
Vivemos às turras, com intermináveis cobranças.
Uma situação insustentável.
-Amo extremadamente meu filho mais novo.
Quanto ao mais velho, não há nenhuma afinidade entre nós. Ele me desrespeita e eu não consigo ser carinhosa com ele. Há momentos em que me parece um estranho. É recíproco. Ele simplesmente me ignora.
Parece sadismo de Deus promover esses “desencontros” no lar para que as pessoas vivam a brigar.
Tais problemas, entretanto, relacionam se muito mais com a ausência de compreensão, tolerância e respeito no presente e muito menos à presença de inimigos do passado.
Embora se trate de uma situação desconfortável e complicada, é preciso lutar pelo pleno aproveitamento da experiência. Não podemos perder a oportunidade de corrigir os desvios de ontem, habilitando-nos a transitar amanhã com maior conforto e segurança pelos caminhos da Vida.
Imperioso não esquecer, em relação aos nossos desafetos do pretérito, transvestidos possivelmente em familiares de convivência difícil, que as lições serão repetidas tantas vezes quantas forem necessárias, até aprendermos todos que somos irmãos.

sexta-feira, 20 de abril de 2018

uma pequena narração do evangelho segundo espiritismo


A Verdade é relativa?!

Resultado de imagem para a verdade e relativa








Um questionamento comum ao estudioso do Espiritismo é quanto à verdade e sua possível relatividade. Ouvimos sobre o assunto e as opiniões são diversas, alguns acreditando que sim, outros opinando que não. Afinal, a verdade é relativa?
A resposta não é difícil, mas também não é tão simples de ser apresentada. Desde que procuremos em fontes seguras que possam nos esclarecer sobre o interessante assunto e aproveitemos o precioso recurso da reflexão, encontraremos o entendimento mais acertado sobre esse tema.
A verdade tem sido pauta de discussão desde que o homem entendeu-se com ser racional na busca de respostas para compreender a vida e suas manifestações. Filósofos, pensadores, educadores, cientistas, religiosos, humanistas têm procurado descobrir o real sentido do vocábulo verdade na senda intrincada da descoberta do conhecimento universal.
O filósofo Rene Descartes, em seu clássico Discurso do Método1, chegou a elaborar uma metodologia para a busca do conhecimento verdadeiro. Nesse documento, o conhecido filósofo alcunhou a célebre frase: “Penso, logo existo.”
A razão da existência humana é encontrar a verdade. Mas, por cautela, os amigos espirituais já recomendaram na principal obra espírita:
Importa que cada coisa venha a seu tempo. A verdade é como a luz: o homem precisa habituar-se a ela, pouco a pouco; do contrário, fica deslumbrado2. […]
Ao desenvolver criteriosamente o conteúdo acerca do caráter da revelação espírita, Kardec disserta: “A característica essencial de qualquer revelação tem que ser a verdade. Revelar um segredo é tornar conhecido um fato; se é falso, já não é um fato e, por consequência, não existe revelação3. […]”
Mais à frente, o Codificador prossegue aprofundando a questão:
O que de novo ensinam aos homens, quer na ordem física, quer na ordem filosófica, são revelações. Se Deus suscita reveladores para as verdades científicas, pode, com mais forte razão, suscitá-los para as verdades morais, que constituem elementos essenciais do progresso. Tais são os filósofos cujas ideias atravessam os séculos4.
Pastorino, em sua reconhecida sabedoria como filósofo do Evangelho, já no Plano Espiritual, nos ensina que
O conhecimento da Verdade liberta o ser humano das ilusões e impulsiona-o ao crescimento espiritual, multiplicando-lhe as motivações em favor da auto-iluminação, graças à qual torna-se mais fácil a ascensão aos páramos celestes5.
O conhecimento da verdade, então, é o destino de toda criatura que anseia pelo entendimento acerca das principais questões da vida, que vem preocupando o homem no decorrer do processo da evolução antropomórfica: de onde vim?; o que estou fazendo na Terra?; e para onde vou depois que partir daqui? São perguntas que as religiões, as ciências e as filosofias ao tentar resolvê-las ainda não lograram êxito. E para as quais o Espiritismo tem as elucidações precisas e satisfatórias ao espírito científico e racional que prepondera em nossa época.
Para acessar essas informações, é imprescindível conhecer os fundamentos básicos do Espiritismo pela leitura e estudo das obras que compõem a Codificação Espírita. Luzes de esclarecimento e bálsamos de consolação são ofertados nesses preciosos livros e em outros complementares, advindos da psicografia de Zilda Gama, Yvonne Pereira, Chico Xavier, Divaldo Franco, entre tantos outros colaboradores do Cristo na evangelização da Humanidade terrena.
*
Em resposta ao questionamento formulado no início desse texto, esclarecemos que a verdade é absoluta. Gradativa é a revelação da verdade e relativa, a nossa capacidade de compreendê-la.
Assim, é natural que, ao encetarmos nossa evolução moral e intelectual, apresentaremos também melhores condições de entender e aceitar a verdade, integrando-nos, em definitivo, aos propósitos divinos que as palavras de Jesus traduzem com propriedade: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”6.
Referências:
1 DESCARTES, René. Discurso do método. Tradução de Enrico Corvisieri. Versão eletrônica. Disponível em: <http://www.psb40.org.br/bib/b39.pdf>. Acesso em: 9 ago. 2016.
2 KARDEC, Allan. O livro dos espíritos. Trad. de Guillon Ribeiro. 93. ed., 2. imp. Brasília: FEB, 2016. q 628.
3 ______. A gênese: os milagres e as predições segundo o Espiritismo. Trad. de Guillon Ribeiro. 53. ed., 4. imp. Brasília: FEB, 2016. Cap. 1: Caráter da revelação espírita, it. 3
4 ______. ______. it. 6.
5 FRANCO, Divaldo P. Impermanência e imortalidade. Pelo Espírito Carlos Torres Pastorino. 4. ed. Rio de Janeiro: FEB, 2005.
6 João, 8: 32.

SUICÍDIO ENTRE JOVENS | Visão Espírita

suicídio

Veja essa importante reflexão espírita sobre o suicídio entre jovens e

como esse tema precisa ser debatido para que possamos ajudar o próximo.

Como ocorre a reencarnação de suicidas?

depressão
MEDICINA E ESPIRITUALIDADE | Dra. Gisele Fachetti
O processo reencarnatório é sempre complexo e fruto de minucioso planejamento. Ao tomarmos conhecimento do nascimento de um novo habitante da superfície terrestre devemos ter a consciência do enorme esforç o engendrado não só no plano material, mas também no invisível, para que esse “milagre” seja uma realidade.
As crianças nos demonstram concretamente a confiança de Deus nos seres humanos. Elas são a prova da misericórdia Divina que nos resgata incansavelmente das trevas e suplícios em que nos afogamos repetida e propositadamente.
E, essa mesma misericórdia é a fonte que nos ilumina com a luz morna do dia, que nos invade os olhos infantis curiosos, quando os abrimos pela primeira vez no mundo físico.pastor
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte,
não temeria mal algum, porque tu estás comigo;
a tua vara e o teu cajado me consolam.
Salmos 23:4
Apesar de um longo e penoso trânsito pela erraticidade os espíritos vítimas de si mesmos, geralmente, não têm condições de presidir a construção de um corpo físico saudável durante seu processo reencarnatório.
A disposição integral dos recursos intelectuais e físicos, amealhados preteritamente por aqueles filhos de Deus, pode ser necessária ao completo êxito de sua missão terrena. Por isso, a espiritualidade responsável por esses pacientes se empenha no tratamento das suas mazelas, através da medicina astral, mesmo quando são frutos da imprudência e do orgulho.
reencarnação
Assim, eles poderão chegar um pouco melhores à terra, e então, terão, por sua vez, a magnífica oportunidade de retribuir ao Criador tamanha benção, colaborando com seus contemporâneos em seu progresso como cidadãos.
Uma das causas mais freqüentes de debilidade e deformidade do corpo espiritual é a desagregação energética induzida pelo auto-extermínio. As lesões do corpo espiritual são ainda mais severas do que aquelas que desvitalizaram o corpo físico. Não atingem apenas o sistema mental do desencarnado, toda a complexa estrutura perispiritual é comprometida.
Sua delicada tessitura é impregnada pelas energias deletérias que causaram, primariamente, o auto-extermínio e por aquelas que se originaram dele. Os componentes unitários do tormento com que se deparam os suicidas são: Dores intensas, de teor moral e físico, acrescidas do desespero de se encontrar vivo após a morte, revolvidas com o cimento da culpa.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores;
ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 25:30
E sentindo-se servos inúteis reconhecem a justiça de seu tormento imediatamente após o desenlace traumático do corpo físico. Entretanto, a falta de equilíbrio que os caracterizou em vida, os persegue no além túmulo. Crises subintrantes de arrependimento e desespero se sucedem, como se fossem continuar indefinidamente.
Não dispõem de recursos íntimos para atenuarem esse estado de dentro para fora. A prece é impronunciável para eles, sem que entendam o porquê dessa afasia seletiva. É, na realidade, a autopunição que se segue à culpa demolidora.
Querem, e cultivam a dor por ilusão da purificação. Assim o fizeram por milênios e, assim, se conduzem quase que reflexamente.
depressão
MEDICINA E ESPIRITUALIDADE | Dra. Gisele Fachetti
O processo reencarnatório é sempre complexo e fruto de minucioso planejamento. Ao tomarmos conhecimento do nascimento de um novo habitante da superfície terrestre devemos ter a consciência do enorme esforç o engendrado não só no plano material, mas também no invisível, para que esse “milagre” seja uma realidade.
As crianças nos demonstram concretamente a confiança de Deus nos seres humanos. Elas são a prova da misericórdia Divina que nos resgata incansavelmente das trevas e suplícios em que nos afogamos repetida e propositadamente.
E, essa mesma misericórdia é a fonte que nos ilumina com a luz morna do dia, que nos invade os olhos infantis curiosos, quando os abrimos pela primeira vez no mundo físico.pastor
Ainda que eu andasse pelo vale da sombra da morte,
não temeria mal algum, porque tu estás comigo;
a tua vara e o teu cajado me consolam.
Salmos 23:4
Apesar de um longo e penoso trânsito pela erraticidade os espíritos vítimas de si mesmos, geralmente, não têm condições de presidir a construção de um corpo físico saudável durante seu processo reencarnatório.
A disposição integral dos recursos intelectuais e físicos, amealhados preteritamente por aqueles filhos de Deus, pode ser necessária ao completo êxito de sua missão terrena. Por isso, a espiritualidade responsável por esses pacientes se empenha no tratamento das suas mazelas, através da medicina astral, mesmo quando são frutos da imprudência e do orgulho.
Assim, eles poderão chegar um pouco melhores à terra, e então, terão, por sua vez, a magnífica oportunidade de retribuir ao Criador tamanha benção, colaborando com seus contemporâneos em seu progresso como cidadãos.
Uma das causas mais freqüentes de debilidade e deformidade do corpo espiritual é a desagregação energética induzida pelo auto-extermínio. As lesões do corpo espiritual são ainda mais severas do que aquelas que desvitalizaram o corpo físico. Não atingem apenas o sistema mental do desencarnado, toda a complexa estrutura perispiritual é comprometida.
Sua delicada tessitura é impregnada pelas energias deletérias que causaram, primariamente, o auto-extermínio e por aquelas que se originaram dele. Os componentes unitários do tormento com que se deparam os suicidas são: Dores intensas, de teor moral e físico, acrescidas do desespero de se encontrar vivo após a morte, revolvidas com o cimento da culpa.
Lançai, pois, o servo inútil nas trevas exteriores;
ali haverá pranto e ranger de dentes.
Mateus 25:30
E sentindo-se servos inúteis reconhecem a justiça de seu tormento imediatamente após o desenlace traumático do corpo físico. Entretanto, a falta de equilíbrio que os caracterizou em vida, os persegue no além túmulo. Crises subintrantes de arrependimento e desespero se sucedem, como se fossem continuar indefinidamente.
Não dispõem de recursos íntimos para atenuarem esse estado de dentro para fora. A prece é impronunciável para eles, sem que entendam o porquê dessa afasia seletiva. É, na realidade, a autopunição que se segue à culpa demolidora.
Querem, e cultivam a dor por ilusão da purificação. Assim o fizeram por milênios e, assim, se conduzem quase que reflexamente.
Interromper esse processo depende de uma fagulha de esperança em seus corações petrificados. Fagulha insignificante, mas perceptível aos benfeitores do além, que nesse momento crítico, de olhar hesitante e frágil voltado para os céus, os acodem e recolhem às instituições caridosas do invisível.
Esse é apenas o primeiro passo em direção á reencarnação libertadora e reconstrutora. Muitos serão necessários.
Os abnegados servidores do cristo que os acolheram, oferecem a eles os medicamentos espirituais mais avançados. Todos eles repletos de um principio ativo que se habituaram a negligenciar em suas numerosas existências físicas pregressas.
É o amor temperado com energias de diferentes ordens, mas também sublimes e retificadoras em sua essência.
Os amigos encarnados atuam expressivamente nesse processo, fornecendo a matéria mais densa para que os cirurgiões do espaço refaçam a delicada anatomia do corpo astral desses pobres desvalidos.
Suturas, drenagens, condutoplastias, inúmeros procedimentos são executados para a melhor recuperação possível de pacientes tão especiais.
Uma vez que se encontrem anatomicamente recuperados (relativamente) serão guiados aos estudos. Não é um processo rápido. A formação de que necessitam é longa, didática e transformadora.
Nas aterradoras crises de confiança são restabelecidos pela doação de energia salutar dos seus colegas em melhores condições.
tristeza
Começam a se doar uns aos outros, aos próximos bem próximos. Em um momento socorrem e no seguinte são socorridos. Estão ainda em uma montanha russa íntima. No seu ápice acumulam forças para enfrentarem os vales.
Aos poucos estudam suas existências anteriores e os motivos que os levaram ao desespero. Isso é oferecido a eles de uma forma tal que possam se distanciar o suficiente para que entendam e relembrem da dor, sem serem cegados e confundidos por ela.
Com esse método podem identificar mecanismos de defesa impróprios e padrões de comportamento com tendência à recorrência.
Quando conseguem elaborar, ou melhor, metabolizar seu passado são transferidos às escolas gerais. Necessitam do convívio com todos os outros espíritos. Nesta fase já podem ajudar necessitados de outros matizes.
Trabalham em funções diversas, sempre iniciando pelas mais simples. São felizes por terem a oportunidade de realizar pequenas obras. Não são cotrabalho no mundo espiritualbrados para erigirem grandes monumentos, pois para muitos deles o orgulho e o poder foram a passarela condutora à derrocada.
Décadas eles despendem nessas escolas, e o tempo todo, são ajudados, escorados, impulsionados pelo amor dos benfeitores espirituais. Muitos são pais, mães, filhos de outras épocas.
A maioria, entretanto, são os seus inimigos do passado, já refeitos dos vícios morais mais limitantes, que hoje agradecem a possibilidade de resgatarem seus débitos cármicos no trabalho junto aos, transitoriamente, mais frágeis.
Ao mesmo tempo em que se recuperam auxiliam no progresso de seus educadores.
O treinamento prossegue, posteriormente, em frentes de trabalho mais densas e perigosas, verdadeiros testes de fidelidade em relação aos exércitos do Cristo. Aprendem a amar o diferente, o ignorante e o demente. Vêem nestes irmãos o reflexo de seu passado recente.
depressão
A última fase preparatória para a reencarnação dos antigos suicidas é a elaboração do projeto reencarnatório. Por mais que tenham obtido algum grau de recuperação da anatomia de seu corpo espiritual, as lesões que a essa estrutura foram impostas pela auto-agressão ainda serão máculas indeléveis no plano espiritual.
Mesmo que sejam imperceptíveis aos olhos dos próprios portadores elas carrearão, necessariamente, ao corpo físico as mensagens de alerta de um passado que não deve ser revivido.
Serão limitações congênitas de graus variáveis, doenças crônicas severas com crises intermitentes e curtos períodos de acalmia. Insuficiências orgânicas diversas e possivelmente múltiplas.
Essas doenças graves os açoitarão, na vida física, relembrando-os dos compromissos assumidos e, também, cumprindo o papel de verdadeiros exaustores biológicos na drenagem das energias perniciosas e densas de uma qualidade tal que apenas podem ser expurgadas no trânsito pela matéria.
O amor vivido em sua plenitude os livrará das dores inúteis. Aquelas necessárias foram discutidas durante a sua preparação pré-encarnatória e devem ser vividas resignadamente, mesmo quando extremamente dolorosas. A luta pela vida é o exercício diário necessário para que desenvolvam os meios de evitarem novas quedas.
Os amigos espirituais os acompanharão em toda a sua existência física, oferecerão o suporte e consolo diante das suas fraquezas. E a cada obstáculo que venham a superar, mais fortes se encontrarão.
Não mais suicidas serão, mas, ex-suicidas, dispostos ao trabalho retificador em prol do seu próprio progresso. Serão, também, luzes nos rodapés dos longos e tortuosos corredores da existência infeliz de seus semelhantes, daqueles ainda cegos à luz redentora do Cristo.