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quarta-feira, 25 de abril de 2018

O impulso e o sofrimento em nossas vidas

tristeza
KARDEC RIO PRETO | Antonio Carlos Navarro
O Sistema Límbico é uma das estruturas do Sistema Nervoso Central, sendo a segunda estrutura a se formar na sequência do desenvolvimento cerebral dos mamíferos.
“É ele que comanda certos comportamentos necessários à sobrevivência de todos os mamíferos. Que também cria e modula funções mais específicas, as quais permitem ao animal distinguir entre o que lhe agrada ou desagrada. Aqui se desenvolvem funções afetivas, como a que induz as fêmeas a cuidarem atentamente de suas crias, ou a que promove a tendência desses animais a desenvolverem comportamentos lúdicos (gostar de brincar). Emoções e sentimentos, como ira, pavor, paixão, amor, ódio, alegria e tristeza, são criações mamíferas, originadas no sistema límbico. Este sistema é também responsável por alguns aspectos da identidade pessoal e por importantes funções ligadas à memória.” (1)
Encontramos, na obra mediúnica da dupla Francisco Cândido Xavier – André Luiz, diversos esclarecimentos sobre o funcionamento do cérebro.
Em Missionários da Luz o Benfeitor Espiritual Alexandre nos fala sobre a epífise, dizendo que:
“Ligada à mente, através de princípios eletromagnéticos do campo vital, …comanda as forças subconscientes sob a determinação direta da vontade.”
A vontade é um atributo do Espírito, que comanda, mentalmente, toda estrutura celular do corpo biológico, incluindo o Sistema Límbico, que utiliza para crescimento moral.
No livro No Mundo Maior, o Benfeitor Eusébio questiona:
“…porque não sofrear o ímpeto da animalidade, em que nos comprazemos, desde os primeiros laivos de raciocínio? Sempre o terrível dualismo da luz e das trevas, da compaixão e da perversidade, da inteligência e do impulso bestial.”
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Quer dizer o Benfeitor que, de há muito, há em nós a presença da razão convivendo com a irracionalidade traduzida por impulsos comportamentais.
O Benfeitor Calderaro, em Ação e Reação, falando sobre o cérebro ratifica:
“Temos apenas um que, porém, se divide em três regiões distintas. Tomemo-lo como se fora um castelo de três andares: no primeiro situamos a «residência de nossos impulsos automáticos», simbolizando o sumário vivo dos serviços realizados; no segundo localizamos o «domicílio das conquistas atuais», onde se erguem e se consolidam as qualidades nobres que estamos edificando; no terceiro, temos a «casa das noções superiores», indicando as eminências que nos cumpre atingir. Num deles moram o hábito e o automatismo; no outro residem o esforço e a vontade; e no último demoram o ideal e a meta superior a ser alcançada.”
Ainda em Ação e Reação o Benfeitor Calderaro nos adverte:
“A criatura estacionária na região dos impulsos perde-se num labirinto de causas e efeitos, desperdiçando tempo e energia.”
Falando sobre a Inteligência Emocional, Daniel Goleman ratifica o ponto de vista espiritual (2):
“…o impulso é o veículo da emoção; a semente de todo impulso é um sentimento explodindo para expressar-se em ação. Os que estão à mercê dos impulsos – os que não têm autocontrole sofrem de uma deficiência moral. A capacidade de controlar os impulsos é a base da força de vontade e do caráter.”
E conclui:
“Se existem duas atitudes morais de que o nosso tempo necessita com urgência, elas são o autocontrole e o altruísmo.”
Observa-se com esses apontamentos, que vivemos presos a situações que nos causam sofrimento justamente por nos deixar levar pelos impulsos emocionais, sem nos predispormos ao raciocínio necessário a cada situação que nos envolvemos.
Não atentamos sobre a necessidade do Espírito comandar, com equilíbrio, o seu veículo físico, mas também a de educar suas emoções e impulsos, o que daria uma melhor condição de vida interior em função das respostas positivas às nossas ações.
Portanto, para modificarmos nossos comportamentos primeiro deveremos atentar para o princípio do“conhece-te a ti mesmo”, preconizada por Santo Agostinho na questão de número novecentos e dezenove de O Livro dos Espíritos, e traçar, na sequência, um plano real de trabalho íntimo, para que se consiga, em maior ou menor tempo, o equilíbrio emocional que é de nosso dever moral conquistar, para que se produza um bem estar pessoal e coletivo, através de um comportamento sadio e cristão.
Pensemos nisso.
Referências Bibliográficas:
(1) http://www.cerebromente.org.br/n05/mente/limbic.htm
(2) https://www.portal-gestao.com/item/7504-daniel-goleman-e-a-intelig%C3%AAncia-emocional.html

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