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domingo, 27 de maio de 2018

O amor de Deus nos une


Jesus, o nosso guia e modelo, sempre dizia que Ele e o Pai eram um só. Mas o que seria sentir-se como um só com Deus?

Ele (Jesus) chega sem qualquer prestígio de autoridade humana, mas com a sua magnitude moral, imprime novos rumos à vida, por dirigir-se, acima de tudo, ao espírito, em todos os climas da terra. Transmitindo as ondas mentais das Esferas Superiores de que procede, transita entre as criaturas, despertando-lhes as energias para a vida Maior, como que a tanger-lhes as fibras recônditas, de maneira a harmonizá-las com a sinfonia universal do Bem Eterno” 

Todo o Evangelho e tudo que soubemos até agora sobre Jesus só veio a confirmar a Sua união total com Deus, a Sua inabalável fé e devoção ao Pai Maior.
Nós ainda não conquistamos tal comunhão com o nosso Pai, mas Jesus nos transmitiu o mandamento maior como uma síntese prática e simples, que, se nos esforçarmos para seguir, já estaremos fazendo muito: “Amarás a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo”.
Esse mandamento é lógico e natural. A primeira etapa é aprender a amar-se, cuidando do corpo físico e do espírito, assim estaremos aptos a amar o nosso irmão, pois como poderemos dar amor se não temos nem para nós mesmos?
A segunda etapa é aprender a amar o outro, daí nasce a caridade, o respeito às pessoas, aos seres vivos e a tudo no nosso planeta; e outros bons sentimentos brotam, fruto do esforço na auto reforma, então, estaremos amando à Deus, pois Ele está dentro de todos nós e em tudo que nos cerca. Jesus dizia que quando ajudássemos o próximo, estaríamos ajudando a Ele e, também ao Pai, já que Ele e o Pai eram um só.
A humanidade está neste caminho, de unicidade, pois já vemos um número crescente de pessoas que se dedicam a trabalhar pelo outro sem receber nada em troca e nunca houve tantos movimentos em prol da ecologia na Terra, pois entendemos que somos parte desse organismo.
Com isso vemos que estamos todos juntos, conectados, e quanto mais compreendermos isso e nos esforçamos para que esse amor esteja em nossos pensamentos e ações, mais próximos estaremos do Pai e de Jesus, mais harmonizados com a sinfonia universal acima citada.
Jesus recolhia-se para conversar com o Pai; tudo o que pregava era em nome do Pai e isto que nem se considerava bom como o Pai. Assim, acabou nos exemplificando um novo conceito de “bom” cuja dimensão ainda não assimilamos, pois implica em uma total mudança de atitude nossa, o que é difícil e necessita de muito tempo.
A conclusão é que o amor de Deus nos une, e a ausência desse amor nos separa. Mas temos, graças à Deus, a aptidão para aprender a amar, pois somos Dele.
“Nós somos de Deus”, mas “Apesar de nossa origem divina, mil obstáculos nos prendem à ideia de separação da Paternidade Celeste.
Cega-nos o orgulho para a universalidade da vida.
A vaidade ergue-nos falso trono de favoritismo indébito, buscando afastar-nos da realidade.
A ambição inferior precipita-nos em abismos de fantasia destruidora.
A revolta forma tempestades de ódio sobre as nossas cabeças.
A ansiedade fere-nos o ser.
E julgamos, nesses velhos conflitos do sentimento, que pertencemos ao corpo físico, ao preconceito multissecular e à convenção humana, quando todo o patrimônio material que nos circunda representa empréstimo de forças e possibilidades para descobrirmos nós mesmo, enriquecendo o próprio valor. Na maioria das vezes, demoramo-nos no sombrio cárcere da separação, distraídos, enganados, cegos
A nossa estrada à frente é longa e difícil porque é interna, mas estamos nos dando conta que a resposta é a nossa união, a nossa associação, rumo a comunhão com Deus, e a lei é a fraternidade, para que todo o sistema do universo flua no amor, na harmonia na conquista do Reino de Deus.
Maria Lúcia Garbini Gonçalves

Referências Bibliográficas:
(1) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO; VIEIRA, WALDO. Espírito André Luiz. Mecanismos da Mediunidade – capítulo 26, Jesus e Mediunidade;
(2) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER. Espírito Emmanuel. Vinha de Luz, capítulo 84 Nós Somos de Deus.

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