#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

sexta-feira, 29 de junho de 2018

Os segredos da Saúde na visão espírita

saúde
José Carlos de Lucca
Grande parte de vosso sofrimento é por vós próprios escolhida. É a amarga poção com a qual o médico que está em vós cura
o vosso ’eu’ doente. – Gibran Khalil Gibran
Quanto mais enfermo você estiver, maior a necessidade de romper com uma série de comportamentos danosos que tem se permitido ao longo do tempo. Ninguém adoece do dia para a noite. Ninguém vai dormir feliz e acorda depressivo, ninguém vai para a cama com saúde e acorda com um câncer.
Tramamos nossas próprias doenças mediante desequilíbrios que se sucedem no tempo. Cometemos pequenos suicídios todos os dias.
Interrompa esse ciclo acumulando dias saudáveis em sua existência.
Saiba que a vida é acumulativa, vale dizer, o que hoje nos sucede de bom ou ruim é o resultado de ações que se acumularam ao longo do tempo.
No campo dos cuidados com nosso corpo, porém, muitas vezes temos mais desculpas que esforços em favor da preservação da saúde.
Inventamos mil justificativas e adiamos sempre as atitudes que nos garantiriam mais qualidade de vida.
Desse modo, nenhuma intervenção espiritual poderá se dar sem que, primeiramente, ocorra em nos uma transformação de nossa consciência sobre as pedras que colocamos em nosso caminho.
Quando Jesus ressuscitou Lazaro, que já estava enterrado há quatro dias, pediu primeiramente aos discípulos que retirassem a pedra da sepultura. Ora, por que o próprio Jesus não retirou ele mesmo a pedra?
Não retirou porque a tarefa poderia ser feita pelas pessoas presentes no local. Depois que a pedra foi retirada, Jesus curou Lázaro.
Assim se passa Conosco. Precisamos remover a pedra dos nossos hábitos infelizes para Jesus nos cure. O principio é que nada se altera no mundo sem que algo se mova primeiramente. No Campo das enfermidades isso é muito verdadeiro. Pequenas atitudes felizes tomadas todos os dias formam o segredo da saúde e da cura.
Faça algo de bom pela sua saúde, não coloque mais pedras na sua sepultura, ao contrário, retire-as para que o Cristo o ressuscite da doença. O Mestre esta disposto a fazer tudo em seu beneficio, porém se não retirarmos a pedra que nos levou ao desequilíbrio, como esperar que Jesus nos Cure?
Uma simples caminhada, por exemplo, pode fazer muitos benefícios para a saúde. Caminhe pelo quarteirão de sua casa. Se ainda não puder caminhe ao redor de sua cama.
Se ainda assim lhe for impossível, mexa o dedão do pé, abra e feche as mãos, pisque os olhos, enfim faça alguma coisa por você, porque é reagindo à doença que a saúde caminha ao seu encontro.
Aproveite para pensar nas outras pedras que estão em sua vida, elas estão disfarçadas de mágoas, culpas, ódios, complexos de inferioridade, irritações, orgulho e egoísmo. Deixe livre o caminho de sua vida, limpe-o o mais depressa possível, porque Jesus, a qualquer hora, chegará para tirá-lo do túmulo da doença.
O principio é que nada se altera no mundo sem que algo se mova primeiramente.



Como enfrentar as “culpas” e desculpas?

A percepção da “culpa” tem sido objeto de investigações e influências no amplo debate temático da Doutrina dos Espíritos e das ciências psíquicas. Sabe-se que são intermináveis e graves as consequências da conservação da “culpa” em nossa vida, podendo alcançar indescritíveis destroços emocionais, psicológicos, comportamentais e morais.
A famosa “culpa” se consubstancia numa sensação de angústia adquirida após reavaliação de um ato tido como reprovável por nós mesmos, ou seja, quando transgredimos as normas da nossa consciência moral.
Sob o ponto de vista religioso, a “culpa” advém na transgressão de algo “proibido” ou de uma norma de fé. A sanção religiosa tange para a reprimenda e condenações punitivas. A sinistra “culpa” religiosa significa um estado psicológico, existencial e subjetivo, que indica a busca de expiação de faltas ante o “sagrado” como parte da própria autoiluminação como experiência sectária. Frequentemente a religião trata a “culpa” como um sentimento imprescindível à contrição e a melhoria pessoal do infrator, pois o mesmo alcança a mudança apenas se reconhecer como “pecaminoso” o ato cometido.
Essa interpretação religiosa não se compatibiliza com as propostas espíritas, até porque a “culpa” é uma das percepções psíquicas que não se deve nutrir, por ser uma espécie de mal-estar estéril, uma inútil insatisfação íntima. Em verdade, quando nos culpamos tolhemos todo o potencial de nos manifestar com segurança perante a vida.
A “culpa” tem perigosas matrizes nas exigências de autoperfeição que nos constrange a curvar-nos diante de alguns atos equivocados. Tal estado psicoemocional provoca em nossa consciência alguns sentimentos prejudiciais tais como o autojulgamento, a autocondenação e a autopunição. Importa libertar-nos das lamentações, dos processos psicológicos de transferência da “culpa”, da autocomiseração, das condutas autopunitivas e assumirmos com calma a responsabilidade pelos nossos próprios atos.
É verdade! O comportamento autopunitivo causa gravíssimas doenças emocionais, notadamente a depressão. Atualmente a depressão é um colossal drama humano. “Eu não mereço ser feliz”, “eu não nasci para ser amado”, “ninguém gosta de mim” etc. Aqui se manifesta um comportamento autopunitivo de complicado tratamento psicológico e espiritual. Neste caso a “culpa” está punindo e aprisionando. O culpado está acomodado na queixa e na lamentação (pela “culpa”). Mais amadurecido psicologicamente poderia avançar pelo caminho do auto perdão e capacitaria abrir mais o coração para a vida.
Nas patologias depressivas, muitas vezes há muito ódio guardado no coração. Muitas vezes oscilamos entre atos que geram a artimanha do “desculpismo” e ações que determinam a “culpa”. Dependendo de como lidamos com tais desafios, a “culpa” permanece mais forte, produzindo situações que embaraçam o estado psíquico e emocional, razão pela qual não nos podemos exigir perfeição, inobstante, devemos fazer esforços contínuos de autoaperfeiçoamento, afastando do “desculpismo” que nada mais é do que uma porta de escape para a fuga das próprias obrigações.
Sim! É preciso que nos perdoemos. O autoperdão ilumina a consciência, predispondo-nos à reparação necessária a fim de realizarmos o bem àqueles a quem fizemos o mal; praticarmos a bondade em compensação ao mal praticado, isto é, tornando-nos humildes se temos sido orgulhosos, amáveis se temos sido austeros, caridosos se temos sido egoístas, benignos se se temos sido perversos, laboriosos se temos sido ociosos, úteis se temos sido inúteis.
Pensemos o seguinte: nós erramos porque somos humanos ou somos humanos porque erramos? Na verdade, todos acertamos e erramos, não há pessoas perfeitas na Terra. Se fizermos as coisas certas nos regozijemos por isso, porém se erramos sigamos em frente e aprendamos com o erro, pois quando aprendemos com os erros eles se tornam o grande caminho da lição e do crescimento interior. Desta forma fica ilustrado que, se errar é humano, diluir os erros e ter resignação são as alavancas para impulsionar a vida, para prosseguir a marcha nas trilhas do bem, trabalhando e servindo, para reparar os fracassos da caminhada.
Jorge Hessen

Aqui se Faz, Aqui se Paga: A Expiação Continua na Terra

Dependendo da gravidade dos atos praticados e da condição espiritual de cada um, os Espíritos endividados sofrem após a morte pelos erros cometidos na existência terrestre e, após estágios em regiões de sofrimento no Mundo dos Espíritos, retornam à Terra para completar a expiação das mesmas faltas cometidas.
Quer dizer: sofrem lá e cá pelos mesmos motivos.
Daí não ser totalmente errado o ditado popular: “aqui se faz, aqui se paga”.
Mas já não seriam suficientes, para sua recuperação, as dores e sofrimentos no plano espiritual, após o desencarne?
O Mestre Kardec escreveu sobre isso na Revista Espírita:
Vejamos:
Pergunta (ao guia do médium). Por que a expiação e o arrependimento na vida espiritual não bastam para a reabilitação, sem que sejam necessários a eles acrescentar os sofrimentos corporais?
RespostaSofrer num mundo ou num outro, é sempre sofrer, e sofre-se tão longo tempo quanto a reabilitação não seja completa. Esta criança sofreu muito sobre a Terra; pois bem! isso não foi nada em comparação com o que ela sofreu no mundo dos Espíritos. Aqui tinha, em compensação, os cuidados e a afeição dos quais estava cercado. Há ainda esta diferença entre o sofrimento corporal e o sofrimento espiritual, que o primeiro é quase sempre voluntariamente aceito como complemento de expiação, ou como prova para avançar mais rapidamente, ao passo que o outro é imposto.
Mas há outros motivos para o sofrimento corporal: primeiro, é para que a reparação tenha lugar nas mesmas condições em que o mal foi feito; depois, para servir de exemplo aos encarnados. Vendo seus semelhantes sofrerem e disto sabendo a razão, são bem de outro modo impressionados do que saber que são infelizes como Espíritos; podem explicar melhor a causa de seus próprios sofrimentos; a justiça divina se mostra, de alguma sorte, palpável aos seus olhos. Enfim, o sofrimento corporal é uma ocasião, para os encarnados, de exercerem, entre eles, a caridade, uma prova para seus sentimentos de comiseração, e, frequentemente, um meio de reparar os erros anteriores; porque, crede-o bem, quando um infortunado se encontra sobre vosso caminho, não é o efeito do acaso. Para os pais do jovem François era uma grande prova ter um filho nessa triste posição; pois bem! eles cumpriram dignamente seu mandato, e disso serão tanto mais recompensados quanto agiram espontaneamente, pelo próprio impulso de seu coração. Se os Espíritos não sofressem na encarnação, é que não haveria senão Espíritos perfeitos sobre a Terra.
Dessa explicação oferecida pelo Mentor, podemos concluir:
Sofrimento após a morte:
-o sofrimento após o desencarne ocorre por conta dos erros cometidos em vida. Trata-se de uma consequência (Lei de Causa e Efeito) e uma forma de reabilitação do Espírito endividado por meio do corretivo da dor;
-esse sofrimento após o desencarne favorece seu despertar, levando-o à percepção dos equívocos praticados. O Espírito toma conhecimento dos crimes que praticou e de suas consequências;
-com o tempo, despertando sua consciência, arrepende-se. A partir desse ponto estará mais preparado para a reabilitação;
O sofrimento continua numa nova reencarnação para:
-beneficiar o Espírito, retirando-o de zonas de sofrimento no Astral e situando-o entre pessoas que possam ajudá-lo a se recuperar;
-situar o Espírito devedor junto àqueles a quem prejudicou (já reencarnados), possibilitando, por meio da convivência, a reconciliação com seus adversários;
-oferecer, aos encarnados que o assiste, uma oportunidade de exercerem a caridade ao receberem com amor o Espírito devedor, muitas vezes, no seio da própria família.
Fernando Rossit

quinta-feira, 28 de junho de 2018

começa hoje a 3ª Jornada Mediúnica no centro espirita caridade e fé

JORNADA 2018

Você terá que reencarnar novamente?

reencarnação
ESPÍRITO IMORTAL | Morel Felipe Wilkon
O que é a reencarnação compulsória?
Para nós entendermos o que é a reencarnação compulsória, nós precisamos entender antes como normalmente se dá a reencarnação.
A reencarnação acontece por afinidade e atração. Espíritos afins, espíritos que têm afinidade uns com os outros, tendem a se atrair. Isso é tão evidente que nós vemos o resultado disso todos os dias:
Num estádio de futebol milhares de pessoas se reúnem para olhar futebol, porque gostam de futebol, eles têm em comum o gosto pelo futebol; num bar, se reúnem os espíritos (pessoas são espíritos) que gostam de beber, eles têm essa afinidade uns com os outros – gostam de beber, então se reúnem num bar e bebem; numa faculdade se reúnem pessoas que gostam de um determinado tema, de uma determinada área do conhecimento; e assim por diante. Eu dei exemplos de coisas físicas, de coisas que acontecem aqui no plano físico, mas a afinidade é espiritual, ela apenas se manifesta no plano físico.
Assim os espíritos se reúnem numa mesma família: por afinidade. Assim os espíritos são atraídos para os seus futuros pais. Então este é o processo natural: espíritos têm afinidade entre si, sentem-se atraídos uns pelos outros e essa atração pode resultar na reencarnação.
Mas nós temos que entender o que é afinidade – ter afinidade com alguém é ter pontos em comum com este alguém, mas estes pontos em comum podem ser positivos ou negativos.
Os nossos desafetos são nossos espíritos afins. Eles só são nossos desafetos porque nós temos afinidade com eles – espíritos afins, então, são os afetos e os desafetos, são os espíritos com que nós desenvolvemos relações de amor e ódio. O contrário do amor não é o ódio, o contrário do amor é a indiferença. Amor e ódio entre pessoas (entre espíritos) é afinidade entre esses espíritos. O ódio é o amor doente, é um desajuste na nossa capacidade de amar.
Outro modo de reencarnar é através de um planejamento. Espíritos mais elevados, mais experientes, coordenam, dentro de certos limites, a evolução de grandes grupos de espíritos, e podem intervir em favor dos seus tutelados. Na literatura espírita nós temos um exemplo de planejamento reencarnatório no capítulo 13 do livro Missionários da Luz, que trata da reencarnação de Segismundo. Nós vemos que quando se aproximava o momento da reencarnação de Segismundo o instrutor Alexandre tinha em mãos os mapas cromossômicos do espírito, onde estavam previstas todas as características do novo corpo físico do espírito reencarnante.
Segismundo ia reencarnar como filho do homem a quem ele havia matado, na reencarnação anterior, e da mulher por quem os dois disputaram. Na existência anterior os dois disputavam a mesma mulher, e Segismundo matou o seu rival para ficar com a mulher. Agora Segismundo ia reencarnar como filho dos dois para que eles, em conjunto, numa formatação familiar, se rearmonizassem, se reajustassem consigo mesmos e uns com os outros.

No caso de Segismundo houve um planejamento nesse sentido – por merecimento dele; ele cometeu um erro grave, se arrependeu, se regenerou, se tornou um excelente trabalhador da espiritualidade.
Nesse caso, então, ele tinha merecimento e estava inteiramente de acordo com aquilo que esperavam dele. Mas há casos em que o espírito não tem interesse nem condições de seguir um planejamento. É muito comum que os espíritos que cometeram muitos erros fiquem num estado de semi-consciência, num estado de fixação mental, revivendo algumas cenas mais fortes da sua última reencarnação, ou mesmo repetindo indefinidamente os mesmos acontecimentos – disputas com outros espíritos, crimes – presos numa esfera de remorso, dor, revolta e ignorância.
Nesses casos espíritos mais elevados, aqueles que coordenam a evolução dos seus tutelados, podem interferir na vida desses espíritos perturbados, organizando uma reencarnação de reparação, uma reencarnação em que o espírito tenha, em primeiro lugar, a oportunidade de se livrar daquele estado de fixação mental. Então o espírito recebe um novo corpo, pai e mãe, ou quaisquer outras pessoas para lhe orientarem, de acordo com as suas capacidades – o espírito volta ao plano material para tentar se reajustar.
Pegando novamente um exemplo da obra de André Luiz, nós vemos em Nosso Lar, que é o primeiro livro da série A vida no mundo espiritual, que a mãe de André Luiz já era um espírito mais evoluído, mais adiantado. O pai de André Luiz, ao contrário, estava em regiões inferiores do umbral. O pai dele tinha tido algumas amantes quando encarnado e estava agora envolvido com duas dessas amantes num estado mental doentio.
A mãe de André Luiz se preparava para reencarnar e planejava casar novamente com o seu marido e assumir essas duas amantes do marido como suas filhas. Eles não teriam escolha – iriam reencarnar compulsoriamente, por influência da mãe de André Luiz.
Nesse caso nós vemos um espírito adiantado com interesse direto nesse planejamento, nesse reajuste. Mas há inúmeros casos, incontáveis casos de espíritos que reencarnam compulsoriamente sem contar com a ajuda interessada de alguém. Espíritos que se dedicam à obsessão, por exemplo. Esses espíritos, quando são afastados das suas vítimas, são às vezes encaminhados compulsoriamente para a reencarnação.
Com o avanço dos tratamentos espirituais, com o avanço da intervenção dos espíritos encarnados e desencarnados no plano astral, o que nós vemos hoje é exatamente um fenômeno de reencarnação em massa desses espíritos desajustados, desses pequenos e grandes malfeitores do astral.
Grande parte dos delinquentes jovens – que são muitos – são espíritos que reencarnaram compulsoriamente. Receberam uma nova chance – porque a reencarnação é sempre uma nova chance – e não estão sabendo aproveitar.
Alguns desses espíritos estão recebendo a sua última chance na Terra. Se não se ajustarem, continuarão o seu processo evolutivo em outro planeta, mais adequado às suas possibilidades.


Sorte ou azar na visão espírita

sorte
GRUPO DE ESTUDO ALLAN KARDEC
A Doutrina Espírita é muito clara quando ensina que o ser humano é o condutor da sua sorte ou do seu azar, ou seja, de seu destino. Explica, através da reencarnação que, somos hoje o que fizemos ontem, seremos amanhã o que fizermos hoje. Que podemos anular ações negativas que praticamos no passado com ações positivas que praticarmos no presente (“o amor cobre multidão de erros” – disse Jesus).
Mas, muitos usam velas, defumações, plantas, imagens ou objetos diversos como amuletos ou talismãs para evocar sorte ou proteção espiritual. Outros retiram objetos do lar que “supostamente” atraem “coisa ruim”. Muitos usam certa cor de roupa porque acreditam que “dá sorte”. Há quem mude o número da casa ou o número de letras do nome para “ter mais sorte”, e outros. Pura ilusão! Preferimos atribuir ao azar, aos Espíritos, a alguém, a Deus, a um mês do ano, ao gato preto do que admitirmos que, quem atrai ou repele coisas boas ou más, somos nós, através de nossos pensamentos e atos.
Agimos assim porque, uma boa qualidade de vida, pede algumas mudanças drásticas em nossa vida, que nem sempre estamos dispostos a efetuar. Por exemplo: perdoar, superar as ambições, orgulho, vaidade, eliminar os vícios, combater os impulsos agressivos, ajudar o semelhante. Há também quem acredite que desajustes em sua vida é fruto de influência espiritual.

É possível que haja essa pressão, mas nossos fracassos não são decorrentes dela. Se estivermos bem, nenhuma influência negativa nos atingirá. Exemplo: se somos pacíficos, nenhum Espírito nos influenciará a cometer um ato de violência; se não temos o vício da bebida alcoólica, nenhum Espírito nos obrigará a beber.
Enfim, somos herdeiros de nossas próprias ações e tendências.
Os Espíritos encarnados ou desencarnados, só exploram nossas fraquezas ou falhas morais. Geralmente, eventos negativos acontecem, porque nem sempre observamos as Leis Divinas. Exemplo: casamentos não se consumam ou se desfazem (por intolerância, por traição, etc.), profissões são negligenciadas (por preguiça, por insubordinação, etc.), a saúde se deteriora (por velhice ou descuido da saúde), desastres acontecem (por falha mecânica ou humana), a morte se antecipa (pelo suicídio direto e indireto), guerras se iniciam (por poder, por orgulho, por intolerância religiosa).
Então, a Doutrina Espírita nos dá uma visão objetiva, racional sobre o assunto. Nos ajuda a eliminar superstições. No O Livro dos Médiuns, 2ª parte, cap. XXV, item 282-17ª diz: “(…) A VIRTUDE DOS TALISMÃS, DE QUALQUER NATUREZA QUE SEJAM, NÃO EXISTEM SENÃO NA IMAGINAÇÃO DAS PESSOAS CRÉDULAS.” Portanto, quem crê que aquele amuleto irá proteger potencializa a força da alma (vibrações fluídicas) que, talvez, o proteja, ou seja, quem o protegerá não é o amuleto, mas suas vibrações que te aproximará de seu anjo guardião. Assim como não há azar, por exemplo, quando um gato preto cruzar nosso caminho.
Deus não seria justo e bom se criasse um animal para dar azar a alguém e, consequentemente, para que este animalzinho sofresse maus tratos e perseguição. Coisas desagradáveis e agradáveis acontecem sempre, sem data determinada, cruzando ou não com gatos brancos ou pretos. Faz parte de um mundo de provas e expiações. Pensemos nisso!

terça-feira, 26 de junho de 2018

Atendimento fraterno hoje


Você terá que reencarnar novamente?

reencarnação
ESPÍRITO IMORTAL | Morel Felipe Wilkon
O que é a reencarnação compulsória?
Para nós entendermos o que é a reencarnação compulsória, nós precisamos entender antes como normalmente se dá a reencarnação.
A reencarnação acontece por afinidade e atração. Espíritos afins, espíritos que têm afinidade uns com os outros, tendem a se atrair. Isso é tão evidente que nós vemos o resultado disso todos os dias:
Num estádio de futebol milhares de pessoas se reúnem para olhar futebol, porque gostam de futebol, eles têm em comum o gosto pelo futebol; num bar, se reúnem os espíritos (pessoas são espíritos) que gostam de beber, eles têm essa afinidade uns com os outros – gostam de beber, então se reúnem num bar e bebem; numa faculdade se reúnem pessoas que gostam de um determinado tema, de uma determinada área do conhecimento; e assim por diante. Eu dei exemplos de coisas físicas, de coisas que acontecem aqui no plano físico, mas a afinidade é espiritual, ela apenas se manifesta no plano físico.
Assim os espíritos se reúnem numa mesma família: por afinidade. Assim os espíritos são atraídos para os seus futuros pais. Então este é o processo natural: espíritos têm afinidade entre si, sentem-se atraídos uns pelos outros e essa atração pode resultar na reencarnação.

Mas nós temos que entender o que é afinidade – ter afinidade com alguém é ter pontos em comum com este alguém, mas estes pontos em comum podem ser positivos ou negativos.
Os nossos desafetos são nossos espíritos afins. Eles só são nossos desafetos porque nós temos afinidade com eles – espíritos afins, então, são os afetos e os desafetos, são os espíritos com que nós desenvolvemos relações de amor e ódio. O contrário do amor não é o ódio, o contrário do amor é a indiferença. Amor e ódio entre pessoas (entre espíritos) é afinidade entre esses espíritos. O ódio é o amor doente, é um desajuste na nossa capacidade de amar.
Outro modo de reencarnar é através de um planejamento. Espíritos mais elevados, mais experientes, coordenam, dentro de certos limites, a evolução de grandes grupos de espíritos, e podem intervir em favor dos seus tutelados. Na literatura espírita nós temos um exemplo de planejamento reencarnatório no capítulo 13 do livro Missionários da Luz, que trata da reencarnação de Segismundo. Nós vemos que quando se aproximava o momento da reencarnação de Segismundo o instrutor Alexandre tinha em mãos os mapas cromossômicos do espírito, onde estavam previstas todas as características do novo corpo físico do espírito reencarnante.
Segismundo ia reencarnar como filho do homem a quem ele havia matado, na reencarnação anterior, e da mulher por quem os dois disputaram. Na existência anterior os dois disputavam a mesma mulher, e Segismundo matou o seu rival para ficar com a mulher. Agora Segismundo ia reencarnar como filho dos dois para que eles, em conjunto, numa formatação familiar, se rearmonizassem, se reajustassem consigo mesmos e uns com os outros.
No caso de Segismundo houve um planejamento nesse sentido – por merecimento dele; ele cometeu um erro grave, se arrependeu, se regenerou, se tornou um excelente trabalhador da espiritualidade.
Nesse caso, então, ele tinha merecimento e estava inteiramente de acordo com aquilo que esperavam dele. Mas há casos em que o espírito não tem interesse nem condições de seguir um planejamento. É muito comum que os espíritos que cometeram muitos erros fiquem num estado de semi-consciência, num estado de fixação mental, revivendo algumas cenas mais fortes da sua última reencarnação, ou mesmo repetindo indefinidamente os mesmos acontecimentos – disputas com outros espíritos, crimes – presos numa esfera de remorso, dor, revolta e ignorância.
Nesses casos espíritos mais elevados, aqueles que coordenam a evolução dos seus tutelados, podem interferir na vida desses espíritos perturbados, organizando uma reencarnação de reparação, uma reencarnação em que o espírito tenha, em primeiro lugar, a oportunidade de se livrar daquele estado de fixação mental. Então o espírito recebe um novo corpo, pai e mãe, ou quaisquer outras pessoas para lhe orientarem, de acordo com as suas capacidades – o espírito volta ao plano material para tentar se reajustar.
Pegando novamente um exemplo da obra de André Luiz, nós vemos em Nosso Lar, que é o primeiro livro da série A vida no mundo espiritual, que a mãe de André Luiz já era um espírito mais evoluído, mais adiantado. O pai de André Luiz, ao contrário, estava em regiões inferiores do umbral. O pai dele tinha tido algumas amantes quando encarnado e estava agora envolvido com duas dessas amantes num estado mental doentio.
A mãe de André Luiz se preparava para reencarnar e planejava casar novamente com o seu marido e assumir essas duas amantes do marido como suas filhas. Eles não teriam escolha – iriam reencarnar compulsoriamente, por influência da mãe de André Luiz.
Nesse caso nós vemos um espírito adiantado com interesse direto nesse planejamento, nesse reajuste. Mas há inúmeros casos, incontáveis casos de espíritos que reencarnam compulsoriamente sem contar com a ajuda interessada de alguém. Espíritos que se dedicam à obsessão, por exemplo. Esses espíritos, quando são afastados das suas vítimas, são às vezes encaminhados compulsoriamente para a reencarnação.
Com o avanço dos tratamentos espirituais, com o avanço da intervenção dos espíritos encarnados e desencarnados no plano astral, o que nós vemos hoje é exatamente um fenômeno de reencarnação em massa desses espíritos desajustados, desses pequenos e grandes malfeitores do astral.
Grande parte dos delinquentes jovens – que são muitos – são espíritos que reencarnaram compulsoriamente. Receberam uma nova chance – porque a reencarnação é sempre uma nova chance – e não estão sabendo aproveitar.
Alguns desses espíritos estão recebendo a sua última chance na Terra. Se não se ajustarem, continuarão o seu processo evolutivo em outro planeta, mais adequado às suas possibilidades.

quinta-feira, 21 de junho de 2018

video de comemoração dos centenário do centro espirita perseverança no bem


quarta-feira, 20 de junho de 2018

O espírito que amamos vem nos visitar?

visita espiritual
KARDEC RIO PRETO | Hugo Lapa
Visitas espirituais podem ocorrer algumas vezes, quando as almas possuem um laço amoroso mais estreito. No entanto, os espíritos têm tarefas a desempenhar no plano espiritual.
Ao contrário do que muitos pensam, eles não vivem em função dos encarnados e nem da vida na matéria. Eles possuem suas próprias atribuições espirituais, algumas das quais chegam a ser incompreensíveis para nós. Por isso, eles não podem ficar vindo nos visitar a todo momento.
Os encarnados estão na mesma condição: eles não devem ficar pensando a todo momento nos desencarnados, pois necessitam prosseguir suas vidas normalmente. Aqueles que perdem um tempo precioso de sua existência pensando nos que partiram, além de estarem prejudicando o espírito, estão prejudicando a si mesmos, pois deixam de viver suas vidas.

A sabedoria da Bíblia nos diz que cada coisa tem seu tempo. Há o tempo de semear e o tempo de colher. Haverá também o tempo do reencontro com nossos entes queridos, logo após o desencarne. Mas enquanto isso não acontece, devemos viver na Terra e colher o aprendizado de suas experiências.
A pessoa que fica pensando mais no falecido do que em sua própria vida, acaba não vivendo nem com o espírito e nem vivendo sua vida. Assim, perde sua encarnação e pode ter que refazer certas provas numa vida futura.

domingo, 17 de junho de 2018

Enxergar o melhor dos outros!

 
“A candeia do corpo são os olhos; de sorte que, se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo terá luz.”(Jesus – Mateus – 6/22)
Jesus nos alerta para o cuidado que devemos ter quando olhar alguma atitude do nosso semelhante, porque a visão física, nem sempre é certeza do que está, realmente, acontecendo na vasta e complexa visão do Espírito imortal, que se dilata e se enriquece, constantemente, à medida que nossos sentimentos e emoções desenvolvem e aprimoram-se.
Aparências podem levar alguém a deduzir, errada e levianamente, sobre uma atitude ou ação de algum indivíduo. É necessário sublimar nossa disposição de enxergar sempre o melhor em nossos semelhantes, para isso, necessário se faz dilatarmos e aprimorarmos nossas aquisições psíquicas de clarividência nas vastas oportunidades que a vida nos oferece.
Urge guardemos a pureza de coração que Jesus nos receitou, a fim de que essa pureza, em se exteriorizando através da nossa percepção, equilibre-nos o emocional, mantendo-nos vigilantes para não nos precipitarmos em condenações precipitadas no julgamento infeliz de atitudes alheias.
Quem procura observar o “lado bom dos acontecimentos, o melhor e mais nobre das pessoas”, está conquistando preciosos tesouros da Visão. E nós seguidores da Doutrina Espírita já temos motivos suficientes para olhar de forma diferente com cuidado de ver o melhor em cada atitude de alguém, porque não sabemos se seríamos capazes de agir, diferentemente, dele na situação que ele está vivenciando.
“É muito comum que interpretemos muitos irmãos, que cercam nossos passos, como pessoas desequilibradas, estranhas, complicadas, maldosas, incapazes e outras coisas mais que o nosso entendimento momentâneo estabelece…
…Acontece que, estando em processo de aprendizagem e crescimento na Terra, os Espíritos aqui renascidos são portadores de regiões sombrias e de outras bem claras, no íntimo de si mesmos o que nos permite observar contrastes diversíssimos nos seus procedimentos…
…Não é difícil entender que as almas, em estágio de evolução, num mundo como a Terra, não consigam manter-se todo o tempo em fina sintonia com a Grande Alma, que é Jesus, em cuja vivência conseguimos achar o Criador”. (1)
Precisamos desenvolver as virtudes sublimes do Espírito que todos trazemos no íntimo do Ser, e conseguiremos descobrir os horizontes da nossa gloriosa imortalidade. Quando encontrarmos um irmão caído na estrada, façamos o possível para que também ele possa despertar para as alegrias da vida, mas não esqueçamos que para isso, será indispensável estender-lhe, fraternalmente, nossas mãos. Muitos olham, apreciando alguém ou alguma coisa na vida comum, entretanto, raros sabem, realmente, ver como convém.
Busquemos seguir os princípios morais do Vidente Divino que soube compreender as fragilidades humanas, com respeito, amor e perdão, convictos de que assim agindo, com absoluta certeza, começaremos, desde agora, a penetrar na intimidade sublime de nossa própria iluminação.
“A felicidade real nasce, invariável, daquela felicidade com que tornamos alguém feliz. Façamos, assim, aos outros o que desejamos nos façam eles, na convicção de que, se cuidamos da lei do bem, a lei do bem cuidará de nós”. (2)
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) TEIXEIRA, RAUL. Espírito José Lopes Neto. Em Nome de Deus, página 135;
(2) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Espírito Emmanuel. Justiça Divina. Capítulo 54 – Na Lei do Bem.

A corrupção nossa de cada dia

Um rato, olhando pelo buraco na parede, viu o fazendeiro e a mulher abrindo um pacote.
Ao descobrir que era uma ratoeira, ficou aterrorizado.
Correu ao pátio advertindo a todos:
– Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira na casa!
A galinha, disse:
– Desculpe-me, Sr. Rato. Eu entendo que isso seja um grande problema para o senhor, mas não me prejudica em nada, não me incomoda.
O rato foi até o porco e lhe disse:
– Há uma ratoeira na casa, uma ratoeira!
– Desculpe-me, Sr. Rato, disse o porco. Mas, não há nada que eu possa fazer, a não ser rezar.
Fique tranquilo. O senhor será lembrado nas minhas preces.
O rato dirigiu-se, então, à vaca. Ela, num muxoxo, disse:
– Uma ratoeira? Isso não me põe em perigo.
Então, o rato, cabisbaixo, voltou para a casa para encarar a ratoeira.
E naquela noite, ouviu-se um barulho!
Meu Deus, era a ratoeira pegando sua vítima!
A mulher do fazendeiro correu para ver o que estava lá.
No escuro, ela não viu que a ratoeira havia pego a cauda de uma cobra venenosa.
E a cobra picou a mulher.
O fazendeiro a levou, imediatamente, ao hospital. Ela voltou com febre.
Para alimentar alguém com febre, nada melhor que uma canja de galinha.
O fazendeiro pegou seu cutelo e foi providenciar o ingrediente principal.
Como a doença da mulher continuava, os amigos e vizinhos vieram visitá-la.
Para alimentá-los, o fazendeiro matou o porco.
A mulher não melhorou e acabou morrendo.
Muita gente foi ao funeral.
Para alimentar todo aquele povo, o fazendeiro, então, sacrificou a vaca!
* * *
Essa estória chama nossa atenção sobre as pequenas ações diárias que julgamos insignificantes, mas que “premia”, antes de tudo, nós mesmos.
Colocamos, via de regra, nossos interesses, desejos e necessidades em primeiro lugar.
Isso é egoísmo.
Eis que nos flagramos com as frases nossas de cada dia:
– A vida me ensinou a não chorar por nada que não possa chorar por mim!
– A farinha é pouca, o meu pirão primeiro!
– Faço tudo que puder por mim, e o que sobrar você distribui para os que estiverem a minha volta!
– Estou pouco ligando para ele!
– Antes ele do que eu (frase quando uma pessoa sofre um acidente).
Longe dos holofotes de Brasília, verifica-se que os mesmos princípios éticos são violados, diariamente, por milhões de cidadãos comuns:
“Quando um consumidor de energia opta por fazer um ‘gato’ (uma ligação clandestina à rede elétrica) ou adulterar o medidor de energia, ele emprega o mesmo raciocínio do político corrupto: ‘Vou levar vantagem e os demais nem vão perceber’. Engana-se quem pensa que essas pequenas contravenções atingem apenas a concessionária de energia. A principal vítima desses crimes são os consumidores honestos, que precisam arcar com tarifa mais alta para cobrir, parcialmente, o rombo deixado pelos contraventores.” (1)
“Em pleno centro de São Paulo, a maior cidade do país, é possível comprar diplomas falsos que permitem a participação em concursos públicos e, mais comum ainda, atestados médicos, para justificar ausências mais prolongadas no trabalho. Também é possível, sem nem mesmo sair de casa, ‘roubar’ o sinal da TV à cabo do vizinho, sem que ele saiba, ou comprar um aparelho decodificador de sinal pela própria internet e usá-lo para sempre sem ter que pagar mensalidade às operadoras, que, afinal, ‘cobram muito caro’. A prática é tão institucionalizada que tem até nome: ‘o gato net’.” (2)
Na singela e ilustrativa estória do rato, constatamos que nossas ações não só repercutem e atingem outras pessoas, mas também a nós mesmos.
Ninguém leva vantagem quando pensa somente em si. Imaginar o contrário é pura ilusão.
“O egoísmo é a negação da caridade. Ora, sem a caridade não haverá descanso para a sociedade humana. Digo mais: não haverá segurança.” (3)
Na próxima vez que você ouvir dizer que alguém está diante de um problema e acreditar que o problema não lhe diz respeito, lembre-se que, quando há uma ratoeira na casa, toda a fazenda corre risco.
Fernando Rossit
Referências Bibliográficas:
(1)https://oglobo.globo.com/opiniao/a-corrupcao-nossa-de-cada-dia-20679751
(2) https://brasil.elpais.com/brasil/2013/12/04/sociedad/1386197033_853176.html
(3) Blaise Pascal – O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Você nasceu no lar e na família que precisava?

reencarnação família
VERDADE E LUZ – Chico Xavier
Nasceste no lar que precisavas,
Vestiste o corpo físico que merecias,
Moras onde melhor Deus te proporcionou,
de acordo com teu adiantamento.
Possuis os recursos financeiros coerentes
com as tuas necessidades, nem mais,
nem menos, mas o justo para as tuas
lutas terrenas.
Teu ambiente de trabalho é o que elegeste
espontaneamente para a tua realização.
Teus parentes, amigos são as almas que atraístes,
com tua própria afinidade.
Portanto, teu destino está constantemente
sobre teu controle.
Tu escolhes, recolhes, eleges, atrais,
buscas, expulsas, modificas tudo aquilo
que te rodeia a existência.
Teus pensamentos e vontades são a chave
de teus atos e atitudes…
São as fontes de atração e repulsão na tua
jornada vivência.
Não reclames nem te faças de vítima.
Antes de tudo, analisa e observa.
A mudança está em tuas mãos.
Reprograme tua meta,
busque o bem e viverás melhor.

O que significa sonhar com um parente falecido?

sonhar com ente querido
KARDEC RIO PRETO – Hugo Lapa
Os sonhos muitas vezes são lembranças das atividades da alma quando esta se desprende do corpo durante o sono. Sonhar com pessoas falecidas pode sinalizar um encontro espiritual de ambos. Nesse caso, é importante prestar atenção em como a alma se apresenta.
Se a alma aparece triste, com semblante fechado, com raiva, ou com outras características hostis ou negativas, isso pode significar que ela não realizou de forma favorável a transição, ainda tem apegos materiais e pode estar encarcerada a esses sentimentos grosseiros.
Ao contrário, se a alma se apresenta bem, feliz, pacífica, com boas vibrações, sorridente, envolvida em luz ou vestida com uma roupagem branca, esse pode ser um retrato do seu estado espiritual e de sua capacidade de libertação do plano terreno. Quanto maior for a nossa libertação da matéria e das pessoas melhor estaremos no plano espiritual.
O contrário também é verdadeiro: quanto mais presos e apegados estivermos a coisas, nomes, formas e pessoas, mais difícil e sofrida será nossa passagem. É como um viajante que gostou muito de uma cidade e não deseja mais sair de lá… Quanto maior for seu apego a esse local, mais sofrida será sua partida e mais dolorosa a sua estadia longe. Por isso, pessoas muito ligadas ao mundo tendem a ser infelizes no plano espiritual e podem permanecer em zonas inferiores.
Há pessoas que ficam desejando sonhar toda noite com seus entes queridos já desencarnados. Devemos advertir que isso não é algo que ninguém deva almejar. Sonhar sempre com um desencarnado pode ser um sinal de que esse espírito está preso à Terra e ligado a nós, talvez como um obsessor espiritual. É muito comum sonharmos uma ou duas vezes com pessoas que passaram recentemente pela transição.
Isso é natural e aceitável, pois muitos espíritos desejam despedir-se das pessoas que amam e usam a via dos sonhos para esse encontro. Uma última visita em sonho ocorre com várias pessoas e é algo normal, humano e saudável.
Muitas vezes o encarnado não tem consciência de que se encontrou com o desencarnado. No entanto, sonhar repetidas vezes com nossos entes queridos é um indicativo claro de apego dos dois lados, e pode assinalar um processo obsessivo já estabelecido. Os sonhos não devem ser utilizados como forma de alimentar nossos apegos aos entes queridos falecidos.