#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

ATENDIMENTO SEMANAL


Drogas, o caminho da infelicidade!

O Grave problema das drogas é hoje em dias tão comum nas famílias, que já não causa nenhum constrangimento a quem quer que seja o fato de revelar que convive em seu ambiente familiar com alguém usuário de drogas, pois o ser humano, em sua grande maioria, desprovido de maturidade emocional para lidar com a complexidade da vida, e em constantes frustrações causadas pelas contrariedades de seus sonhos e projeções, quase sempre sem base e sem fundamento na realidade do contexto em que está situado na sociedade, leva-o a participar do modismo quase sempre pernicioso, tornando-se daí em diante, forte candidato no caminho do precipício das DROGAS.
Procura então, entre as pessoas de seu relacionamento, também vazias de valores morais e carentes de paz interior, companhia para a busca do “prazer” que ouve dizer que as drogas proporcionam, saídas para fugir da tensão emocional causado pela ansiedade que não lhe dá sossego e solução para todos os seus problemas.
No início, quando o usuário experimenta a droga, sente uma sensação de estar em lua de mel com a vida, supõe ter encontrado finalmente a solução para todos os seus problemas, não imaginando em hipótese alguma que está iniciando uma trajetória de dores e sofrimentos incalculáveis para si e para seus familiares e amigos, entrando por um caminho quase sempre sem volta.
Na atualidade, os jovens são os maiores alvos dos traficantes de drogas, e por saberem de que os jovens passam por uma etapa de grandes transformações da fase da infância para fase adulta, onde convivem com inúmeras interrogações quase sempre sem respostas positivas e esclarecedoras, por parte dos seus pais ou responsáveis, ficam quase sempre à mercê dos aproveitadores que se utilizam da inocência de muitos deles para escraviza-los mais tarde, como viciados consumidores das drogas mais pesadas, infelicitando-os e conduzindo-os pelos caminhos da “morte” física.
O que leva o jovem ao uso das drogas é frequentemente o abuso na busca do prazer, da alegria, da sua afirmação no grupo que faz parte; outro motivo muito utilizado pelos jovens para o uso e consumo das drogas é o fato de estarem transgredindo os regulamentos, os códigos de conduta traçados para o bom relacionamento na sociedade, é o prazer que sente de ser diferente, ir contra os conceitos familiares ou sociais, contestando seus valores, e alguns deles encontram razão para o consumo de drogas, no exemplo dado por certos adultos com quem convivem.
A Doutrina Espírita esclarece-nos, sobre as aptidões e tendências que todos trazemos como bagagem de situações vivenciadas nas diversas idas e vindas do espírito no processo natural da reencarnação, e que por isso mesmo estaremos sempre fazendo nossas escolhas de acordo com as nossas próprias tendências, necessitando por isso mesmo que os responsáveis prestem bastante atenção para as pequeninas tendências apresentadas por suas crianças, como a teimosia, o egoísmo etc. etc, para combaterem o mais cedo possível.
Em “O Livro dos Espíritos”, os Imortais da Vida Maior, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o assunto conforme segue:
  1. Pode-se considerar como missão a paternidade?
 É, sem contestação possível, uma verdadeira missãoÉ ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuroDeus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada, que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”
  1. São responsáveis os pais pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?
“Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”
  1. a) Se um filho se torna homem de bem, não obstante a negligência ou os maus exemplos de seus pais, tiram estes daí algum proveito?
 Deus é justo.”
Portanto, é necessário todo o cuidado com os filhos ou qualquer criança que esteja sob nossa responsabilidade de educar, para não sermos responsabilizados mais tarde pelo fracasso na nobre missão que Deus nos confiou, e que cedo ou tarde teremos de prestar contas diante da Soberana Sabedoria do Universo.
Francisco Rebouças

Do monoideísmo à condição Ovoide

O dinamismo da vida, em seu conjunto, por si só atesta a evolução a que estamos vinculados.
Dos três princípios, Deus, Espírito e Matéria, o Espírito é o Ente destinado a evoluir a partir da simplicidade e ignorância inicial.
Desse ponto em diante, busca, por fatalismo Divino, o estado de perfeição relativa que lhe permitirá a percepção da realidade última e, em consequência, a percepção da felicidade imperturbável.
Observa-se, no entanto, que no limiar entre a animalidade e a humanidade, em faixa que sobrepõe um e outro, estagia o Ente Espiritual em período de aprendizado e desenvolvimento a partir da fala, em paralelo com o desenvolvimento do pensamento rumo ao contínuo uso da sua “Casa Mental”.
Uns se desenvolvem mais rapidamente, conquanto, aos olhos menos avisados possa parecer privilégio, enquanto outros, por força da própria percepção da realidade, optam por demorar-se na trajetória evolutiva.
A capacidade intelectiva é própria do Ser Espiritual, que se dilata a medida em que experiencia a vida, seja encarnado, seja desencarnado. Optando-se por se manter estacionário, quem sabe por orgulho e vaidade, quem sabe por comodismo, a ausência da busca por novos patamares conscienciais através do desenvolvimento intelectivo ou emocional-sentimental engendrará o recrudescimento das energias dinâmicas e por isso mesmo criadoras, e tenderão a se sujeitarem a uma força centrípeta que se implantará revertendo o processo de expansão consciencial e, em consequência, da constituição perispiritual, que por sua vez está sujeita ao comando mental do Espírito.
Uma vez implantado o movimento de “fora para dentro”, com muita dificuldade se livrará o Ser Espiritual de suas consequências.
A princípio encolherá os membros ao encontro do tronco, e chegando a esse, o embotamento continua levando as moléculas que o compõem a diminuírem os espaços moleculares criando uma sinergia que acelerará o movimento agora rotacional, criando a aparência ovoide, chegando ao ápice quando todos os componentes da estrutura perispiritual confundam-se em um único ser de formato ovoide.
Para esses casos, o tempo, sempre o tempo, será medida imprescindível para a regularização da forma original.
Tratamentos vibracionais no Plano Espiritual, aproximação com encarnados habilitados poderão trazer algum benefício em maior ou menor grau, no entanto, somente através da tentativa reencarnatória é que se conseguirá sucesso na corrigenda da situação.
Muitas vezes diversas tentativas são necessárias, porque o Ser, nessas condições e de moto próprio, está impregnado de sentimentos contrários à dinâmica da vida.
A medida que experimenta a conjunção com o óvulo fecundado, sujeita-se ao comando mecânico da estrutura do material genético humano, que por sua vez forçará o elastecimento da organização perispiritual.
A Teratologia apresenta casos impressionantes, nem sempre resultado do suicídio espetacular, mas também dos processos ovoides resultantes da inercia existencial.
A fuga do crescer resulta em trabalho extraordinário no caminho evolutivo.
Também observar-se-á a introjeção, em força também centrípeta, levando o corpo físico, em período recém nato, ao recrudescimento que o tornará próximo de imagem animalizada.
Dessa forma todo esforço deve ser feito para que se progrida, evidentemente priorizando os valores nobres da vida, para que se não se exponha a riscos desnecessários e se alcance novas fases existenciais cada vez mais ricas de oportunidades e possibilidades de sucesso.
A cada um segundo suas obras, diz a Lei Divina e, por isso, ninguém passa por aquilo que não projetou, consciente ou não, para si mesmo.
De nossa parte o dever de socorrer e amar esses seres, para que, mais rapidamente possível possam experimentar o alívio e busquem, por si mesmos, a recuperação necessária.
É o que gostaríamos que nos fosse feito se no lugar deles estivéssemos.
A dinâmica da vida é o Amor, e o Amor é o sentimento no seu ponto mais alto, ensina-nos o Consolador prometido, por isso, não só ao próximo devemos amar, mas também a nós mesmos, criando, com inteligência e boa vontade, o campo de progresso para nós mesmos trilharmos.
Muita paz.
Psicografia em Reunião Mediúnica no CEFCX – Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, na noite de 20/08/2018, pelo Espírito João, Médium Antonio Carlos Navarro.


Nota do Editor:
Imagem em destaque obtida em <https://slideplayer.com.br/slide/3106657/> alusiva à capítulo do livro Libertação, André Luiz, Psicografia de Chico Xavier. Acesso em 26AGO2018.

O Apocalipse Espírita

O último livro da Bíblia descreve, segundo João o Evangelista, como seria o final dos tempos. Compreende um relato de acontecimentos futuros oriundo das visões do discípulo amado de Jesus, quando se encontrava exilado na ilha grega de Patmos.
A primeira abordagem sobre o tema, do ponto de vista Espírita, foi desenvolvida pelo próprio Allan Kardec. A Gênese, as predições e os milagres, obra sesquicentenária, já no título adianta um dos temas tratados, exatamente sobre as predições, os acontecimentos futuros, a escatologia (1). Coincidentemente, este é o último livro das obras fundamentais espíritas e a referida abordagem se encontra no último capítulo.
A interpretação Espírita sobre o fim do mundo é bem diversa daquela divulgada em muitas épocas e mesmo na atualidade. Geralmente, crê-se que o mundo vai acabar, contudo, fisicamente, quando então, todos nós seremos julgados por Deus, independentemente se fomos religiosos ou não, fruto deste juízo final seremos encaminhados a regiões onde passaremos o resto de nossas vidas em sofrimento eterno ou em paz e alegria ao lado dos eleitos de todas as civilizações.
Esta perspectiva se lastreia infelizmente na destruição da Terra, por meio de eventos físicos, tais como maremotos, terremotos, erupções de poderosos vulcões, quando, enfim, tudo perecerá, não existindo mais nenhuma chance dos seres humanos se redimirem ou se arrependerem, fadados estaremos todos ou às alegrias de um céu enfadonho e desestimulante, conforme se nos apresenta, pois nada faremos além de assistir e conviver com a perfeição de Deus e de sua obra, enquanto outros serão punidos eternamente, pois não seguiram os preceitos divinos, estes últimos os chamados injustos.
Muitos dos que comungam esta visão, não é de se estranhar, vivem apavorados, porquanto, esperam os abalos físicos atingirem o planeta com fúria inigualável, além disso, outros incertos à qual região serão conduzidos após o julgamento final, tremem só de pensar quando tudo isto se dará.
A Doutrina, dentro de sua ótica racional e mormente consoladora entende que o planeta em que vivemos não será necessariamente destruído, entretanto, haverá uma mudança significativa, contudo, não no aspecto físico, mas no moral. Ou seja, os habitantes que permanecerem na Terra, serão aqueles detendo grau de moralidade maior do que a média que temos hoje, para tanto, já há algum tempo, muitos Espíritos rebeldes já não reencarnam mais no orbe, concomitantemente, outros Espíritos com grau de moralidade mais avançado estão reencarnando talvez aos milhões, para ajudar a alavancar o progresso do mundo.
Cairbar Schutel que simultaneamente também faz 150 anos de seu nascimento, neste exato ano, em seu livro – Interpretação sintética do Apocalipse – abordou detalhadamente os símbolos e figuras relatadas por João. Lembramos aqui apenas duas interpretações do Bandeirante do Espiritismo: a primeira sobre quem seria o cavaleiro no cavalo branco – Allan Kardec, que veio vencendo e para vencer; a outra sobre quem seria o cavaleiro no cavalo vermelho – o Kaiser, o Imperador alemão.
A mensagem Espírita é positiva no sentido de que todos nós nos salvaremos, mais hoje, mais amanhã, os que deixaram e que estão deixando a Terra serão amparados em outros mundos, desta forma cumprir-se-á a promessa de Jesus: Nenhuma ovelha do Pai se perderá.
Rogério Miguez

terça-feira, 21 de agosto de 2018

Os sofrimentos

A vida para expressar-se exige o consumo de energia.
O desgaste, portanto, é resultado do uso que produz o envelhecimento e a consumpção.
O ser humano é o “princípio inteligente do Universo”, gerado por Deus a caminho da perfectibilidade relativa a que está destinado.
Desde quando criado reveste-se de inúmeros corpos que lhe constituem a organização material, desenvolvendo os valores que lhe jazem no íntimo até o momento em que se liberta do jugo carnal, tornando-se Espírito puro.
Compreensível que em cada etapa desenvolva alguma aptidão que o dignifica, somando as experiências que mais lhe facultam o engrandecimento intelecto-moral.
A existência carnal é-lhe, pois, uma provação, mediante a qual supera o primarismo do início.
As conquistas positivas, assim como as negativas, programam as futuras, experimentando, no primeiro caso, ascensão e, no segundo, sofrimentos naturais, mediante os quais aprende a respeitar as Leis que regem a vida.
O sofrimento, desse modo, expressa-se como mecanismo de evolução, por facultar-lhe a libertação das anfractuosidades morais que o mantêm nos níveis inferiores.
Quando existe o despertar para a realidade daquilo que se é e das infinitas possibilidades que lhe estão ao alcance, mais fácil torna-se a aquisição da felicidade, mediante a libertação das paixões dissolventes e a aquisição dos sentimentos de amor.
A ciência e a tecnologia, diariamente, descobrem os recursos que tornam a existência material amena, senão, quase destituída de padecimentos, necessitando do contributo ético-moral para alcançar-se a plenitude.
Nesse sentido, a ciência espírita constitui um manancial de bênçãos ao alcance de todos quantos desejam superar os limites da organização material, utilizando-se das preciosas lições do Evangelho de Jesus Cristo, as mais belas que se conhece porque centralizadas no amor, transformando os instintos hostis em sentimentos de ternura e fraternidade.
Esses sentimentos, no entanto, devem ser trabalhados com frequência, utilizando-se os valiosos tesouros da paciência, da humildade e da solidariedade que devem viger em todos os corações.
Jamais houve na Terra tantas conquistas valiosas ao tempo em que multidões fragilizadas naufragam nos poços sombrios da depressão e do suicídio ou fogem para a violência.
Jesus continua sendo a solução, aguardando que cada qual cumpra com o seu dever de amar e servir sempre.
Divaldo Franco
Nota do Editor:
Publicado no jornal A Tarde, coluna Opinião, em 09/08/2018.
Divaldo Franco escreve no jornal A Tarde – Coluna Opinião – às quintas-feiras (quinzenalmente).
Foto: Jorge Moehlecke

Fazer o bem sem esperar recompensa

Um dos entendimentos predominantes em mundos de provas e expiações, como o nosso, se traduz na expectativa em receber alguma coisa em troca pelo bem realizado. Um atestado evidente do quanto ainda vivemos egoisticamente.
A perspectiva de um Espírito individualista, interesseiro, comodista, aponta sempre para alguma gratificação em retribuição aos seus possíveis atos bondosos, pois ele ainda acredita na perda do que dá, daquilo oferecido, mesmo sendo uma doação imaterial. Há uma sensação no doador de ter sido lesado, subtraído de algo que lhe foi conseguido a duras penas; era sua propriedade, lhe pertencia, portanto, nada mais justo do que receber um “agrado” de Deus, em função de seu incomensurável ato de bondade espontânea e “desinteressada”!
Observa-se com frequência, na literatura espírita, menção às recompensas no futuro em retribuição aos atos caridosos ou benevolentes do momento. Mesmo Jesus assim se expressou em algumas ocasiões. Contudo, também há nas obras espíritas, recorrentemente, alusão à realização do bem sem qualquer preocupação de uma possível futura compensação.
Sendo assim, como conciliar as propostas? Posso ser caridoso esperando recompensas? Ou de fato nada devo aguardar em retorno aos meus generosos atos? Parece haver nestas questões uma incoerência, quando uns afirmam sim, enquanto outros dizem não.
Entretanto, tudo é sabedoria nas leis da natureza, a harmonia regendo a vida é primorosa, pois, oriundas de Deus, não poderiam sugerir posições antagônicas em qualquer matéria sem uma explicação bem simples e plausível para o aparente conflito.
Os Espíritos evoluídos já entenderam: quando lidam com o egoísmo enraizado e desenvolvido pelos seres humanos, através dos tempos milenares de suas existências, devem agir com cuidado, aos poucos e com muito tato. Por esta razão, afirmam e incentivam aos que ajudarem, que receberão em troca quando por sua vez precisarem. Dentro deste entendimento o egoísta contumaz aceita dividir o que provisoriamente possui, mesmo sendo bem pouco, para futuramente receber de volta, de preferência multiplicado por mil, o que segundo ele foi perdido, desperdiçado.
Uma vez aceito o mecanismo de troca, ou seja, doou hoje para receber amanhã, ele começa, timidamente, a primeiro experimentar repartir qualquer coisa entre os bens materiais que detém, representados pelos recursos financeiros, roupas, objetos diversos, sempre com aquela expectativa de que Deus está anotando cuidadosamente os seus magnânimos atos caridosos. Seria como uma poupança material para o porvir: investe agora e recebe com juros no futuro. Materialmente a equação está perfeita para o egoísta.
Eventualmente, com o passar do tempo, o aprendiz de benfeitor passa a observar as expressões de gratidão naqueles que recebem suas minguadas doações; passa a refletir na alegria e contentamento, surgindo nos mais necessitados, as expressões de felicidade, mesmo momentâneas; o sorriso de uma criança carente ao receber um brinquedo no dia de Natal; o olhar de gratidão de um adulto faminto quando ganha um prato de sopa; a euforia de uma família inteira ao obter uma cesta básica; o agradecimento, muitas vezes sem palavras, de um desconhecido a quem se deu um remédio; a fisionomia de ternura de um representante de uma ONG ao saber que poderá contar com uma contribuição mensal, viabilizando as suas tarefas em prol da humanidade. São tantas as possibilidades em ser útil que seria impossível elencá-las todas neste exíguo espaço.
A partir deste momento, começa a surgir, no ainda desajeitado candidato a filantropo, uma percepção nova em seu íntimo. À noite, ou no silêncio de suas horas, reflete consigo mesmo sobre quanta satisfação proporciona, dividindo recursos que de ordinário não lhe fazem a menor falta.
Nesta hora, algo inédito sucede: começa a reconhecer o quanto tem sido egoísta, o quanto foi perdulário, o quanto podia ter feito, e, imbuído deste sentimento desconhecido, jamais experimentado, porém agradável e gratificante, passa a fazer o bem pelo puro prazer de fazer o bem, esquecendo, definitivamente, a possibilidade de obter de volta em futuro próximo aquilo que hoje cedeu de bom grado. Completa-se o aprendizado.
Partiu-se de uma proposta compensadora, acenando com recompensas futuras ao doador, e chegou-se a uma percepção mais apurada de como funcionam as leis do Criador.
Este é o método divino perfeito para a nossa educação neste particular tema, e em qualquer outro.
Rogério Miguez

segunda-feira, 20 de agosto de 2018


o saber esperar a tua hora de ser feliz


atendimento fraterno na terça-feira


A paz que a “Boa Nova” nos propicia







Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 2:7.)
Não são poucas as situações em que reclamamos das dificuldades que encontramos quando nos dispomos a seguir os ensinamentos propostos pelos mensageiros da Boa Nova em nome de Jesus, pois não estamos acostumados com essas atitudes que nos exigem grande soma de sacrifícios.
Esses ensinamentos indicam-nos o caminho a ser seguido na construção de uma vida melhor, onde o bem em forma da caridade deve ter a nossa atenção maior em qualquer lugar por onde nos movimentarmos, seja no lar, no trabalho, na sociedade etc., que representam os desafios de colocar em prática os alicerces de nossa transformação com vistas aos dias do porvir.
Em vista da falta de costume de agir em conformidade com os ensinos da Boa Nova, esbarramos quase sempre nas velhas dificuldades e divergências de compreensão, aceitação e vivência desses sublimes ensinamentos quando perdemos tempo e oportunidade para refazer os caminhos no trabalho de burilamento que se torna a cada dia mais necessário.
Não costumamos dar a devida atenção para o conselho dos venerandos amigos da Espiritualidade Superior, quando nos solicitam a boa vontade para agir com coragem e determinação na execução dos nossos deveres para conosco mesmo e com a vida, e em vez de seguirmos as orientações desses dedicados Amigos que por nós velam com tanto carinho e cuidado, preferimos seguir as nossas tendências de reclamar, praguejar e lastimar, o que nos parece muito mais cômodo e menos trabalhoso.
Entre queixas e lamentações, passamos a censurar e culpar a sociedade e os indivíduos sem dar-nos conta de que também fazemos parte deste contexto, preferindo jogar a responsabilidade pelos nossos dissabores e infelicidades nos ombros do próximo, apresentando-nos como simples vítimas do meio social onde nos movimentamos.
Precisamos assumir a responsabilidade pelos fracassos que nos alcançam, pois as mais das vezes somos os únicos responsáveis pelos sofrimentos que nos castigam e infelicitam os dias, e procurar o mais breve possível nos engajar na obra do Cristo, preocupados apenas com o nosso comportamento perante as Sábias Leis Divinas, sem nos apresentar como fiscais do comportamento alheio.
“…Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem, friamente, suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar, moralmente, tanto quanto intelectualmente.” (1)
Não há mais tempo a perder com inquietações e discussões descabidas e dilatadas pelo azedume e má vontade, é tempo de dar a volta por cima trabalhando e servindo na causa do bem, desenvolvendo as virtudes que permanecem latentes em nosso Ser imortal a espera de nossa disposição por fazê-las germinar para nos dar saborosos frutos nos tempos vindouros.
Preciso se faz começarmos nossas realizações positivas de forma segura, assentando cada tijolo na edificação da nossa moradia moral com toda atenção e cuidado. São nas pequeninas ações que aprendemos a mágica deliciosa da alegria de desfrutar de um bem-estar indescritível que só a prática da caridade pode nos propiciar.
Entre as pequeninas atitudes que podemos realizar em todo momento, destacamos o amor e o respeito pelas crianças, ensinando-lhes através dos bons exemplos a generosidade e o amor aos pais, aos mais velhos, à natureza e etc. Uma palavra de bom ânimo aos desanimados, um conselho ao desorientado pelas dificuldades que o aflige, abrindo-lhe os olhos para uma possível saída daquela situação que o paralisa; a moeda ou o alimento que mitigue a penúria do necessitado, a visita ao doente etc., constituir-se-ão em tijolinhos de paz na construção da nossa felicidade e de nosso semelhante.
Que Jesus nos guie e nos fortaleça os propósitos de crescer, amar e servir cada dia mais e melhor!
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC,ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição, cap. V, item 3.

O destino da sua vida é dor?

melancolia
EMMANUEL | Chico Xavier
“E, quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao
mar alto, e lançai as vossas redes para pescar.” – (Lucas,
5:4.)
Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta
que se sentem abandonados na experiência humana.
Inquietante sensação de soledade lhes corta o coração.
Choram de saudade, de dor, renovando as amarguras próprias.
Acreditam que o destino lhes reservou a taça da infinita
amargura.
Rememoram, compungidos, os dias da infância, da juventude,
das esperanças crestadas nos conflitos do mundo.
No íntimo, experimentam, a cada instante, o vago tropel das
reminiscências que lhes dilatam as impressões de vazio.
Entretanto, essas horas amargas pertencem a todas as criaturas
mortais.
Se alguém as não viveu em determinada região do caminho,
espere a sua oportunidade, porquanto, de modo geral, quase todo
Espírito se retira da carne, quando os frios sinais de inverno se
multiplicam em torno.
Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de
que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o
tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas
ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te
sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros
que te assistem e esperam carinhosamente.
O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês
presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na
paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno
mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas
lições


Enquanto descansa carrega pedra

Desde criança ouvimos nossa mãe falar essa frase: “enquanto descansa, carrega pedra”, mas não entendíamos o significado.
Passados os anos e agora com maior maturidade entendemos que se uma pessoa faz um trabalho intelectual, para que descanse sua mente pode carregar pedras por exemplo, pois é um trabalho físico. O projeto de um edifício, o planejar de uma aula por um professor, a elaboração de um texto e tantas outras atividades que exigem concentração, são atividades cansativas tanto quanto o trabalho físico.
Divaldo fala da mensagem de Marco Prisco dizendo que mudar a atividade é uma forma de descanso, o que comprova o que nossa mãe sempre disse. E por essa mudança de atividade que traz descanso é que os homens têm uma pequena oficina em suas casas, as mulheres têm uma máquina de costura para mudar de atividade e dessa forma descansar.
O trabalho é uma lei da Natureza e por isso mesmo uma necessidade, como responderam os Espíritos à Kardec, porém, a busca do conforto e dos prazeres faz com que o homem trabalhe cada vez mais e por longos períodos da vida.
Por outro lado, a automatização de diversas funções, as máquinas, os eletrodomésticos, trouxeram ao homem a possibilidade de investir mais na sua evolução espiritual e na sua educação. Uma dona de casa, por exemplo, pode colocar a máquina de lavar em funcionamento enquanto prepara o almoço ou limpa a casa. Não precisa mais estar no tanque lavando roupas para depois que terminar ir fazer outra tarefa doméstica e com isso economiza tempo, que poderá ser usado no estudo do Evangelho, na oração, no culto do Evangelho no Lar ou num trabalho voluntário e etc.
O poder do tempo em nossa vida é o poder da transformação, do equilíbrio, do trabalho e do repouso. Aproveitar o tempo é coisa que nem todos sabemos fazer. Dividir obrigações e lazer. Nem 8 e nem 80, mas ter um ponto de equilíbrio entre ambos.
Aproveitar o tempo de forma útil é necessário à evolução, pois aquele que já garantiu sua subsistência material deve tornar-se útil ao semelhante. Não entregar-se à preguiça, à falta de interesse pela vida e, com isso, à depressão. Muitas pessoas depois que se aposentam caem em depressão pela falta do trabalho. Porém, o trabalho voluntário e o estudo são formas de fugir da depressão e continuar sendo útil ao semelhante.
Enquanto descansa, carrega pedra! Podemos descansar de uma atividade praticando outra diferente e com isso continuarmos sendo úteis à sociedade.
Orleide Felix de Matos

Benefícios da água magnetizada na melhora da qualidade de vida

A água, elemento formado por dois átomos de hidrogênio e um de oxigênio é fundamental para a existência da vida na Terra. Cerca de 75 a 85% da estrutura dos seres vivos é composta por água, de modo que, apenas esta simples observação oferece uma visão ainda pálida da importância desta substância para todos. Desnecessário, portanto, discorrer aqui em torno de pormenores pertinentes a água. O espaço será utilizado para a abordagem da água como ferramenta de cura, alívio de dores físicas e promoção de uma melhor qualidade de vida aos encarnados.
Vale lembrar que Allan Kardec interessava-se pelas curas espirituais e pelas terapias alternativas oferecidas pelos Espíritos. Trago, aqui, interessante tema tratado por Allan Kardec na Revista Espírita, mês de novembro, 1862. O título do texto é “Remédio dado pelos Espíritos”. Nele, Kardec narra o caso da Srta. Dufaux que estava com complicado problema nas pernas. Ao perguntar ao guia espiritual sobre o caso, o invisível informou que a cura estaria ao passar a pomada que o tio da Srta. Dufaux, já desencarnado, utilizava em ferimentos. A receita, pois, havia se perdido, mas o guia ditou os ingredientes para a médium. Ela utilizou e teve sua perna curada. Outros indivíduos também utilizaram e receberam a cura por meio da pomada. Vale lembrar que Kardec recomenda a utilização, pois a pomada nada tem de ofensiva, sendo composta apenas por ervas e plantas. Mais uma prova de que os Espíritos interessam-se, genuinamente, pela melhora física dos homens e, quando possível, oferecem concursos diretos para recuperação e, consequentemente, melhora na qualidade de vida das pessoas.
O mesmo raciocínio no tocante à pomada pode-se aplicar na utilização da água como substância que proporciona melhoria na qualidade de vida. Extraí do livro “Segue-me” a seguinte informação da dupla Chico Xavier e Emmanuel:
“A água é dos corpos o mais simples e receptivo da Terra. É como que a base pura, em que a medicação do Céu pode ser impressa, através de recursos substanciais de assistência ao corpo e à alma, embora em processo invisível aos olhos mortais.”
Sendo a água, nas palavras da dupla, uma substância altamente receptiva, fica fácil concluir que se torna a água um excelente elemento para que se deposite os bons fluidos, emanados por um encarnado e que, por meio de sua fé e vontade convida os Bons Espíritos a também depositarem no precioso líquido as substâncias que possibilitarão o auxílio ao necessitado.
No livro “O Consolador”, novamente da dupla Chico Xavier e Emmanuel, na questão de número 103, ambos assinalam que a água pode ser fluidificada ou magnetizada que, em tese configuram-se a mesma coisa, tanto para a coletividade quanto para um único indivíduo, sendo neste último caso, importante a utilização exclusiva.
Parece-me, também, muito importante considerar que, assim como o passe magnético exige que o seu aplicador encarnado esteja em bom estado físico e psíquico, o mesmo cuidado deve ocorrer com relação à “fluidificação” da água por parte do encarnado.
Fundamental, portanto, o encarnado que se habilita a trabalhar nesta fluidificação estar apto a fazê-la.
Peço licença ao leitor para narrar um caso pessoal. Entusiasta do Grupo Curador de Marmande, cujas experiências Kardec narra na Revista Espírita e deixo aqui como dica de pesquisa ao leitor, costumo magnetizar ou fluidificar a água e dá-la ao meu filho, portador de hipercolesterol e atesto que obtivemos, em todas as oportunidades, ótimos resultados, pois aferimos seus exames antes e depois do início da terapia de passes junto a magnetização da água.
É que o amor, conforme a própria metodologia utilizada pelo Grupo Curador de Marmande, tem o poder fabuloso de potencializar ainda mais a ação magnética da água, eis porque o referido grupo utiliza o expediente de passes aplicados por familiares e amigos.
Quem, afinal, quererá com mais vontade a cura do que alguém que ama e tem ligação com o necessitado?
O assunto “água” é vasto e amplo, cabendo continuação que faremos em tempo oportuno.
Até uma próxima!


Wellington Balbo

Os animais também podem reencarnar?

reencarnação dos animais
TV MUNDO MAIOR – Haila Azevedo
Como é estudado na doutrina espírita, os animais são seres com um princípio inteligente.
Nós também temos isso, mas mais evoluídos que o deles.
Allan Kardec, não explicou muito sobre o assunto, então é algo que não cabe a nós ficar tentando dar uma certeza absoluta sobre tal tema.
Mas como temos grandes estudiosos na doutrina, podemos tirar algumas conclusões de acordo com eles.
Primeiramente de que nós também passamos por todas as fases que as leis de Deus nos oferece, para chegar até aqui. Então com certeza a nossa caminhada foi muito longa.

Os animais estão caminhando também. Mas a diferença de acordo com o Evangelho Segundo o Espiritismo, os animais estão tão distantes da nossa evolução como nós estamos para a de Deus.
Então, sim, eles reencarnam, mas no nível de elevação que lhe são capazes.
Por conta disso, temos que tratá-los com muito amor, compaixão e carinho. Porque são seres na caminhada da evolução assim como nós.
Assim como diz Chico Xavier:
“Nós, seres humanos, estamos na natureza para auxiliar o progresso dos animais, na mesma proporção que os anjos estão para nos auxiliar. Portanto quem chuta ou maltrata um animal é alguém que não aprendeu a amar.”