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segunda-feira, 20 de agosto de 2018

A paz que a “Boa Nova” nos propicia







Considera o que te digo, porque o Senhor te dará entendimento em tudo.” – Paulo. (2ª Epístola a Timóteo, 2:7.)
Não são poucas as situações em que reclamamos das dificuldades que encontramos quando nos dispomos a seguir os ensinamentos propostos pelos mensageiros da Boa Nova em nome de Jesus, pois não estamos acostumados com essas atitudes que nos exigem grande soma de sacrifícios.
Esses ensinamentos indicam-nos o caminho a ser seguido na construção de uma vida melhor, onde o bem em forma da caridade deve ter a nossa atenção maior em qualquer lugar por onde nos movimentarmos, seja no lar, no trabalho, na sociedade etc., que representam os desafios de colocar em prática os alicerces de nossa transformação com vistas aos dias do porvir.
Em vista da falta de costume de agir em conformidade com os ensinos da Boa Nova, esbarramos quase sempre nas velhas dificuldades e divergências de compreensão, aceitação e vivência desses sublimes ensinamentos quando perdemos tempo e oportunidade para refazer os caminhos no trabalho de burilamento que se torna a cada dia mais necessário.
Não costumamos dar a devida atenção para o conselho dos venerandos amigos da Espiritualidade Superior, quando nos solicitam a boa vontade para agir com coragem e determinação na execução dos nossos deveres para conosco mesmo e com a vida, e em vez de seguirmos as orientações desses dedicados Amigos que por nós velam com tanto carinho e cuidado, preferimos seguir as nossas tendências de reclamar, praguejar e lastimar, o que nos parece muito mais cômodo e menos trabalhoso.
Entre queixas e lamentações, passamos a censurar e culpar a sociedade e os indivíduos sem dar-nos conta de que também fazemos parte deste contexto, preferindo jogar a responsabilidade pelos nossos dissabores e infelicidades nos ombros do próximo, apresentando-nos como simples vítimas do meio social onde nos movimentamos.
Precisamos assumir a responsabilidade pelos fracassos que nos alcançam, pois as mais das vezes somos os únicos responsáveis pelos sofrimentos que nos castigam e infelicitam os dias, e procurar o mais breve possível nos engajar na obra do Cristo, preocupados apenas com o nosso comportamento perante as Sábias Leis Divinas, sem nos apresentar como fiscais do comportamento alheio.
“…Remontando-se à origem dos males terrestres, reconhecer-se-á que muitos são consequência natural do caráter e do proceder dos que os suportam.
Quantos homens caem por sua própria culpa! Quantos são vítimas de sua imprevidência, de seu orgulho e de sua ambição!
Quantos se arruínam por falta de ordem, de perseverança, pelo mau proceder, ou por não terem sabido limitar seus desejos!
Quantas uniões desgraçadas, porque resultaram de um cálculo de interesse ou de vaidade e nas quais o coração não tomou parte alguma!
Quantas dissensões e funestas disputas se teriam evitado com um pouco de moderação e menos suscetibilidade!
Quantas doenças e enfermidades decorrem da intemperança e dos excessos de todo gênero!
Quantos pais são infelizes com seus filhos, porque não lhes combateram desde o princípio as más tendências! Por fraqueza, ou indiferença, deixaram que neles se desenvolvessem os germens do orgulho, do egoísmo e da tola vaidade, que produzem a secura do coração; depois, mais tarde, quando colhem o que semearam, admiram-se e se afligem da falta de deferência com que são tratados e da ingratidão deles.
Interroguem, friamente, suas consciências todos os que são feridos no coração pelas vicissitudes e decepções da vida; remontem passo a passo à origem dos males que os torturam e verifiquem se, as mais das vezes, não poderão dizer: Se eu houvesse feito, ou deixado de fazer tal coisa, não estaria em semelhante condição.
A quem, então, há de o homem responsabilizar por todas essas aflições, senão a si mesmo? O homem, pois, em grande número de casos, é o causador de seus próprios infortúnios; mas, em vez de reconhecê-lo, acha mais simples, menos humilhante para a sua vaidade acusar a sorte, a Providência, a má fortuna, a má estrela, ao passo que a má estrela é apenas a sua incúria.
Os males dessa natureza fornecem, indubitavelmente, um notável contingente ao cômputo das vicissitudes da vida. O homem as evitará quando trabalhar por se melhorar, moralmente, tanto quanto intelectualmente.” (1)
Não há mais tempo a perder com inquietações e discussões descabidas e dilatadas pelo azedume e má vontade, é tempo de dar a volta por cima trabalhando e servindo na causa do bem, desenvolvendo as virtudes que permanecem latentes em nosso Ser imortal a espera de nossa disposição por fazê-las germinar para nos dar saborosos frutos nos tempos vindouros.
Preciso se faz começarmos nossas realizações positivas de forma segura, assentando cada tijolo na edificação da nossa moradia moral com toda atenção e cuidado. São nas pequeninas ações que aprendemos a mágica deliciosa da alegria de desfrutar de um bem-estar indescritível que só a prática da caridade pode nos propiciar.
Entre as pequeninas atitudes que podemos realizar em todo momento, destacamos o amor e o respeito pelas crianças, ensinando-lhes através dos bons exemplos a generosidade e o amor aos pais, aos mais velhos, à natureza e etc. Uma palavra de bom ânimo aos desanimados, um conselho ao desorientado pelas dificuldades que o aflige, abrindo-lhe os olhos para uma possível saída daquela situação que o paralisa; a moeda ou o alimento que mitigue a penúria do necessitado, a visita ao doente etc., constituir-se-ão em tijolinhos de paz na construção da nossa felicidade e de nosso semelhante.
Que Jesus nos guie e nos fortaleça os propósitos de crescer, amar e servir cada dia mais e melhor!
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC,ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo. FEB, 112ª edição, cap. V, item 3.

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