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segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Como administrar a saudade por quem partiu

woman sad
Mariana estava sumida do grupo de recreação. Isolara-se, nos últimos meses, e a ninguém queria receber.
Em tarde ensolarada, uma das amigas resolveu visitá-la, sem avisar com antecedência.
A acolhida foi fria. Mas, depois, sentaram ambas na sacada e iniciaram uma conversa amigável.
Mariana confidenciou que estava passando por um período muito difícil. Saudades antigas torturavam seu coração.
Quando, sozinha, deito minha cabeça no travesseiro, e as coisas começam a fervilhar na mente, tudo me leva a pensar nos acontecimentos passados.
É assim que fatos ocorridos, relembrados, me encheram de saudades, tirando-me a alegria de viver.
Há alguns anos, meu filho de oito anos morreu, depois de ficar por meses, doente. Pareceu-me, à época, que eu também iria morrer.
Depois foi a vez de meu pai partir. E senti que essas duas dores se somaram, para me derrubar de uma vez.
Pensei que havia superado, mas estou tendo uma séria recaída. Ocorreu-me a ideia de procurar alguém para desabafar e chorar a saudade que me tortura, mas não tive coragem.
Ouvindo o relato, a amiga lembrou de que lera, certa vez, que saudade significa a memória de algo que aconteceu, aliada à intensa vontade de reviver certos momentos.
Este é o motivo pelo qual sentimos saudade de um amigo que partiu, dos pais que morreram, da família distante.
Não que a saudade precise sempre estar ligada a acontecimentos ruins.
Mas, os sentimentos por aqueles que não estão mais aqui, conseguem ir além do que imaginamos.
Levando em conta tudo isso, a amiga sugeriu que Mariana utilizasse um método especial, para amenizar aquela avalanche de saudade que a estava angustiando.
Iriam juntas a um abrigo de menores.
Lá, ela poderia eleger uma criança, e dedicar-lhe, num sistema de apadrinhamento, todo o amor que sentia pelo filho.

Depois, seguiriam ao asilo de idosos, onde, de igual forma, ela poderia escolher um deles, como se fosse seu próprio pai retornando à sua ternura.
Os olhos de Mariana se encheram de lágrimas. Passados alguns dias, ela se declarou pronta para a experiência.
Entre gestos e palavras de carinho, ela elegeu os seus escolhidos.
Se a experiência foi boa para um coração saudoso, o mais importante foi que o grupo de amigas aderiu à ideia.
Hoje, todas têm filhos ou pais apadrinhados, no abrigo e no asilo.
Oferecem alegria, companhia, suprem pequenas necessidades e recebem em troca a imensa satisfação de saber que estão propiciando felicidade a alguém.
Somos imortais. Os que não estão mais ao nosso lado, neste mundo, e nos fazem falta, ficam alojados num cantinho do coração e da memória.
A saudade vai apertar, muitas vezes, dentro do peito. Sempre haverá a vontade de ouvir aquelas vozes novamente…
Contudo, a vida nos oferecerá a possibilidade de encontrar novos amigos, um outro filho, uma nova mãe.
Não deixemos que nossa existência passe em branco e que as adversidades nos congelem os sentimentos, nem sejam causa de grandes sofrimentos.
Saiamos de nós mesmos para amar.
Redação do Momento Espírita.
Em 12.9.2015.

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