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quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

Jackie Doyle-Price, ministra da Prevenção do Suicídio na Inglaterra

No dia Mundial da Saúde Mental (10 de outubro), o Reino Unido fez história e nomeou um ministro para “acabar com o estigma que obriga demasiada gente a sofrer em silêncio”
É, quase de certeza, a primeira vez que um país nomeia um ministro para a Prevenção do Suicídio. As honras são feitas pelo Reino Unido e a responsável pela pasta vai ser Jackie Doyle-Price, deputada do Partido Conservador. Todos os anos, 4500 britânicos escolhem pôr fim à vida.
“Juntos conseguimos mudar isto. Podemos acabar com o estigma que obriga demasiada gente a sofrer em silêncio. Podemos prevenir a tragédia do suicídio que está a tirar demasiadas vidas. E podemos ainda dar às nossas crianças, como prioridade que tanto merecem, o bem estar mental”, disse a primeira-ministra Theresa May, citada pelo “The Guardian”, esta quarta-feira, quando se assinala o dia Mundial da Saúde Mental, numa conferência sobre a temática.
Além de um ministro designado para esta área, o Reino Unido vai ainda investir, financeiramente, em estruturas e projetos de apoio à saúde mental infantil. Prevê-se que 1,4 milhões de libras (cerca de 1,6 milhões de euros) sejam aplicados na área. No entanto, um relatório da Whitehall, gabinete nacional de auditoria britânico, revelou esta terça-feira que mesmo com o extra “as necessidades não são significativamente satisfeitas”. Faltam recursos humanos, a investigação é pouca e o controle dos gastos no Serviço Nacional de Saúde, sublinha o jornal britânico “The Guardian”.
Esta quarta-feira mais de 50 representantes de vários países estiverem presentes na conferência sobre Saúde Mental. O anfitrião foi o secretário da Saúde britânico, Matt Hancock. A nomeação de um novo ministro, defendeu à BBC, vai ajudar a recolher o apoio da sociedade para o problema e equiparar à resposta que já existe para os problemas físicos. “Há longo caminho a percorrer até lá chegarmos. Não algo que se resolva num dia”, disse.
Entre outras áreas, a Saúde é uma das que as quatro nações do Reino Unido têm autonomia. E, por isso mesmo, Jackie Doyle-Price apenas irá exercer funções na Inglaterra nas áreas da saúde mental e desigualdades – além da prevenção de suicídio. Uma das aposta vai ser no uso da tecnologia para identificar os casos de risco.
No Reino Unido, o suicídio é a principal causa de morte nos homens com menos de 45 anos.

Quem é Jackie Doyle-Price?

Há oito anos foi eleita por Thurrock como deputada pela primeira vez. Jackie Doyle-Price estava agora no ministério da Saúde britânico há cerca de um ano e meio, precisamente, com a pasta da secretaria de Estado para a saúde mental e desigualdade. Tem 46 anos e é membro do Partido Conservador ainda durante a adolescência.
“Entendo o quão trágico, devastador e quais os efeitos a longo prazo o suicídio pode ter nas famílias e nas comunidades. Durante o tempo em que estive no Ministério da Saúde conheci muitas pessoas de luto devido ao suicídio e as suas histórias de dor e perda ficaram comigo por muito tempo”, referiu a recém nomeada ministra num comunicado, citado pelo “The Guardian”“São estas pessoas que precisam de ser o coração do que estamos a fazer e vejo com bons olhos a oportunidade trabalhar próxima delas, tal como com os especialistas, para acompanhar o plano de prevenção de suicídio definido pelo Governo, garantindo que os seus pontos de vistas vão ser sempre ouvidos.”
Jackie Doyle-Price é licenciada em Economia pela Universidade de Durham, no nordeste de Inglaterra. Hoje, vive em Grays, a cerca de 40 quilômetros do centro de Londres. É casada e o seu marido trabalha para ela no gabinete da secretaria de estado, fato esse que chegou a ser motivo de críticas nos meios de comunicação britânicos.
Nota do Editor:
Texto, originalmente, publicado em 11/10/2018

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