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sábado, 15 de dezembro de 2018

MORTES PREMATURAS - do livro: O Pensamento de Emmanuel

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A curta duração da vida de uma criança pode representar, para o Espirito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que devera terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.

Item 199 Nenhum sofrimento, na Terra, será comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio.
As mortes prematuras são verdadeiras tragédias para quantos se não abeberaram, ainda, nos regatos de luz e consolação da Doutrina dos Espíritos.
O corpo inerte de uma criança, ou de um jovem na plenitude da resistência, da vitalidade física, encarnando todo um mundo de esperanças e alegrias para a família, arranca compreensíveis lágrimas e expressões de inconsciente revolta contra tudo e contra todos, às vezes até contra a Suprema Bondade. O instante é de dor. E a dor, gerando sofrimento. E o sofrimento, gerando desequilíbrio.

O mesmo desapontamento verifica-se, bem o sabemos, com relação aos chamados natimortos, isto é, os que nascem já sem vida.
Allan Kardec recolheu, dos Espíritos, a afirmativa de que‘ as mortes prematuras, também não raro, constituem “provação ou expiação para os pais”. Emmanuel, com a nobre sensibilidade que lhe assinala o modo de ser, onde formoso coração se conjuga a lúcida inteligência, considera que “nenhum sofrimento, na Terra, será talvez comparável ao daquele coração que se debruça sobre outro coração regelado e querido que o ataúde transporta para o grande silêncio”.
E acentua, convincente: “Digam aqueles que já estreitaram de encontro ao peito um filhinho transfigurado em anjo da agonia.”
O apontamento do respeitável Instrutor, em consonância com a assertiva das Entidades Codificadoras, é no sentido de que se reprima, em tais ocasiões, o desespero.
Que se dilua a corrente de mágoa “na fonte viva da oração, porque os chamados mortos são apenas ausentes. ..”
Que se não transforme a desencarnação libertadora em catástrofe de aniquilamento para os que ficam e vexame para os que partem...
E, em frase admirável, que mais parece um poema, conclui que o Divino Mestre, inspirador de sua obra de universalização do Evangelho, “expirou na cruz, em tarde pardacenta, sobre um monte empedrado, mas ressuscitou aos cânticos da manhã, no fulgor de um jardim”.
O conhecimento do Espiritismo e o esforço de sua aplicação na vida prática funcionam à maneira de refrigério para os que se lhe agregaram às hostes de luz e entendimento, para a renovação no trabalho.
Nos escaninhos de uma desencarnação prematura, a onde se, ou deveria acender-se, sempre, a chama das grandes e fundamentais transformações espirituais para os pais daqueles que partem na primavera da existência física, caracterizando-se, esse decesso, por abençoada pedra de toque para que a criatura desperte na direção de objetivos mais altos.
Seres que nunca se haviam interessado pelo lado superior da vida acordam, ao impacto da dor e da saudade, iniciando a aquisição de valores morais e espirituais. 
Vidas de rotina, no come, dorme, procria e trabalha de cada dia, se modificam para melhor, porque, quase sempre, ao contato com a alma do pequenino ser, através da bênção do intercâmbio “Espaço-Terra”, no sonho ou na mediunidade, corações antes insensibilizados abrem-se para a caridade e a compreensão, o entendimento e o amor, como flores que desabrocham, embelezando e perfumando a natureza, começando, assim, os alicerces de obras de benemerência que se agigantam no volume e na substancialidade.
Promessas risonhas, misturando-se às gotas cristalinas do pranto saudoso, convertem-se em esplêndidas realidades que o tempo, nosso grande benfeitor, encarrega-se de sedimentar.
Os objetivos das mortes prematuras variam sempre.
No entanto, jamais desarmonizam-se com os desígnios divinos, que orientam e amparam os melhores interesses evolutivos das almas.
Algumas vezes, constituem, elas, provação ou expiação para aqueles que, por efeito de sérios delitos, de funestas conseqüências para o destino de outrem, não souberam valorizar, noutras experiências reencamatórias, os patrimônios da maternidade ou da paternidade.
Importante, no entanto, entendermos que tais ocorrências entrosam-se, perfeitamente, com as próprias necessidades do Espírito que sofre o desligamento prematuro e dos que lhe constituem o vinculo consanguíneo, isto porque, sábias e equânimes são as Leis Divinas.

As leis do Senhor jamais se equivocam. São imutáveis. Não se desgastam, nem se alteram sob o imperativo das circunstâncias, conforme se verifica com as leis humanas, que refletem, naturalmente, as condições de uma e outra épocas.

Nós, os encarnados, ainda condicionados às perspectivas terrestres — verdadeiros amblíopes espirituais —, é que lhes não compreendemos o mecanismo, nem os processos de reajustamento de que se revestem, nem a terapêutica que trazem para nossas almas.

A desencarnação prematura, na flor da idade, pode ser o complemento de existência interrompida antes do tempo, por este ou aquele motivo. Os que, no pretérito, recorreram ao suicídio, direto ou indireto, em qualquer de suas modalidades, recebem, na morte apressada, a oportunidade do acerto redentor.

Acima de tudo e de todos, vige a altanaria das Leis de Deus, compassivas e generosas, sábias e justas, agindo em favor do aparfeiçoamento, do progresso e da felicidade do Espírito que vem do “ontem”, impregnado de erros e crimes, em marcha para o “amanhã”, no esforço aprimoratório.

A lei de Causa e Efeito é infalível, embora misericordiosa em suas atenuantes, conforme ao ensino de que “o amor cobre a multidão de pecados”. Nela, com ela e por meio dela encontraremos, na Terra e na Espiritualidade, acontecimentos relacionados, em conexão magnífica, com méritos e deméritos, créditos e débitos espirituais, expressando, invariavelmente, a mecânica da Justiça Divina.

Quando Allan Kardec perguntou aos Espíritos “que utilidade encontrará um Espírito na sua encarnação em um corpo que morre poucos dias depois de nascido”, responderam eles: “O ser não tem consciência plena da sua existência.

Assim, a importância da morte é quase nenhuma. Conforme já dissemos, o que há nesses casos de morte prematura é uma prova para os pais.” Esse gênero de morte, especialmente na fase da gestação, com o reencarnante enclausurado, ainda, no seio daquela que lhe seria mãe carinhosa, pode ser debitado, algumas vezes, a outras causas, tal como emissões mentais desequilibradas, que atingem, fatalmente, o organismo em formação.

Pensamentos infelizes envenenam o leite materno, comprometendo a estabilidade orgânica da criança e o equilíbrio do Espírito reencarnante. Projeção de raios magnéticos destruidores, originados de rixas e conflitos no lar, de acentuada gravidade, influenciam, igualmente, de maneira perigosa, o corpo em preparo, podendo imobilizá-lo ou cadaverizá-lo, antes do nascimento.

Vibrações pesadas, fluidos grosseiros, podem arruinar a saúde, deles podendo resultar a desencarnação ou a entrega ao mundo, à sociedade, de indivíduos nervosos, assustados. Deficiências materiais, orgânicas, respondem, também, por mortes prematuras, segundo os ensinos da Codificação: “Dão-lhes causa, as mais das vezes, as imperfeições da matéria.”

Matéria, neste apontamento, é corpo físico. O conhecimento doutrinário e evangélico e a harmonia interior preservam os lares de tais inconvenientes. O estudioso do Espiritismo, sem que lhe queiramos extinguir a capacidade de sensibilização, o que seria contrário à própria essência da Doutrina dos Espíritos, é observador conscientizado, na grande transição, aceitando a mudança de plano, no instante e nas condições em que vier, por imperativo natural da vida, a assinalar, nas anotações do Mundo da Verdade, o avanço da alma no rumo do aperfeiçoamento.

Ante aqueles que demandam a Vida na Espiritualidade, o comportamento do espírita é algo diferente, ou, pelo menos, deve ser diferente, variando, contudo, de pessoa a pessoa, com prevalência, evidentemente, de fatores ligados à fé e à emotividade.

Chora, discreto, mas se fortalece na oração. Na certeza da Imortalidade Gloriosa, reprime o pranto que desliza na fisionomia sofrida, porém busca na Esperança, uma das virtudes evangélicas, o bálsamo para a saudade justa.

Jamais se confia ao desespero. Não cede aos apelos da revolta, porque revolta é insubordinação ante a Vontade do Pai, que o espírita aprende a aceitar, paradoxal e estranhamente jubiloso, por dentro, vergado embora ao peso das mais agudas aflições.

A submissão aos desígnios superiores significa desejo de integração com o Senhor da Vida, entre nós, encarnados e desencarnados, representado pelas leis que sustentam a própria Vida Universal — leis morais e leis físicas.


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