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sábado, 15 de dezembro de 2018

VIDA ESPIRITUAL

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P. — Em que sentido se deve entender a vida eterna?
R. — A vida do Espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira.
Quando o corpo morre, a alma retoma a vida eterna.
Item 153 Dessa forma, se os atos louváveis são recursos de abençoada renovação e profunda alegria nos recessos da alma, as ações infelizes se erguem, além do túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência.
O sono é uma espécie de morte parcial, temporária. Assim o diz a Doutrina dos Espíritos, assim o confirmam elevados Instrutores Espirituais.
Durante o sono acontece o desprendimento do Espírito que, assim, readquirindo, de modo relativo, a liberdade assegurada pela desencarnação, pode entrar em contato com Espíritos desencarnados ou com pessoas que estejam também adormecidas.
A posição da alma, durante essas horas de provisória libertação, não é uniforme, padronizada, para todos, que há variações que decorrem do estado evolutivo, das condições mentais do indivíduo.
Quanto mais equilibrada a mente humana, dado o processo de assimilação e prática dos preceitos evangélico-doutrinários, mais livre estará a alma nesses momentos em que o corpo repousa do natural desgaste celular imposto pelo trabalho diuturno.
Há criaturas que, durante o sono, reingressam no mundo espiritual em situação de tal desajuste que seus Espíritos se confundem com os de entidades sofredoras ou endurecidas que, frequentemente, se comunicam nas equipes mediúnieas de desobsessão.
As condições, portanto, de maior ou menor felicidade, de maior ou menor equilíbrio no Mundo Espiritual, durante o sono, resulta de sua melhor ou pior situação mento-psíquica.
No que diz respeito à morte ou desencarnação, o fenômeno, em suas linhas gerais, é o mesmo: processos desencantatórios e de liberação diferem de pessoa a pessoa, segundo, ainda, o mesmo princípio vigente para o “estado de sono”.
Sendo a Terra um mundo de provas e expiações, onde a grande maioria dos seus residentes é formada de almas ainda bem atrasadas, apesar do avanço tecnológico e das conquistas intelectuais da humanidade, justo será admitir-se por normal o desajuste e comum a perturbação dos que desencarnam, dado que “as ações infelizes se erguem, além do túmulo, por fantasmas de remorso e aflição no mundo da consciência”.
Ressalvam-se, obviamente, os casos de pessoas de ponderável gabarito evolutivo, uma vez que, ainda com  “os atos louváveis são recursos de abençoada renovação e profunda alegria nos recessos da alma”.
A grande missão da Doutrina Espírita, altamente educativa e esclarecedora, é a de preparar-nos para essa vivência feliz no Plano Espiritual, para o qual inevitavelmente iremos, pelo sono ou pela morte, criando, assim, os gloriosos pródromos de nossa futura vinda ao mundo, não somente para desfrutar-lhe os benefícios, mas para viver-lhe os ideais engrandecidos, colaborando em sua consolidação.
Se os preceitos evangélicos, que funcionam no mundo os luminosos estímulos da Doutrina Espírita, não se lixarem em nosso coração, de forma definitiva, renovando-nos interiormente a alma e criando, em nós, o amor o trabalho nobre, possível será que reencanemos nas mesmas condições em que daqui partirmos, embalando, muita vez, tolas esperanças.
Geralmente, as imperfeições demasiado arraigadas em nossa individualidade eterna não se diluem no estado doutrinariamente denominado “Espírito errante” — permanência do Espírito no Espaço durante o tempo que vai do instante do desenlace ao do início de uma nova ligação ao outro corpo que a reencarnação lhe proporciona, por bênção de Deus — daí, nossa opinião de que podemos voltar nas mesmas condições em que fôramos, apenas envergando outro traje.
Inúmeras comunicações mediúnicas, embora olhos corporais não o percebam, são dadas por desencarnados que se encontram amparados, sustentados, magneticamente, por abnegados Mentores Espirituais, embora tenham Já abandonado o corpo há muito tempo.
Quantos casos, desta natureza, ocorrem?!...
A Doutrina Espírita não tem, todos o sabemos, como básico, o objetivo de melhorar-nos extremamente.
O trabalho do Espiritismo é junto à alma eterna, Junto ao coração, a fim de que, por seu influxo divino, removamos as impurezas que nos acompanham e possamos, assim, acender, no Templo da Consciência e no Santuário do Coração, as candeias da iluminação — divinos focos de redenção que a ventania, por mais forte, não apaga; a incompreensão, por mais sórdida, não perturba; o julgamento, por mais contraditório, não reduz sua Intensidade.
Acentuando, desta maneira, os conceitos deste capitulo, devemos proclamar, em nome da Doutrina Espírita e Bom o consenso dos elevados amigos de Mais Alto, que:
a) — Durante o sono, a alma desprende-se do corpo transitório, entrando em temporária relação
com inteligências encarnadas ou desencarnadas, amigas ou adversárias.
b) — A morte do corpo não destrói, não aniquila o Espírito: libera-o por um período variável, segundo as necessidades evolutivas, até que possa desfrutar, de novo, das bênçãos da reencarnação.
c) — Os processos desencarnatórios e os recursos de liberação diferem de pessoa a pessoa, segundo o estado espiritual de cada um.
d) — É normal, é compreensível o desajuste e comum, em face do reconhecido atraso de nosso orbe, a perturbação dos que desencarnam, ressalvados, naturalmente, os casos de pessoas detentoras de seguras aquisições evolutivas.
A alma, enquanto encarnada, condiciona-se a fatores orgânicos que, por sua vez, estão sob o império de leis biológicas específicas.
Fora do corpo, outras são as leis e, por conseguinte, outros os elementos de equilíbrio e funcionamento.
Daí as naturais dificuldades com que, em novo mundo vibratório, bem diverso do nosso, aqui no plano físico, lutamos todos nós ao trocarmos a densidade da matéria (envoltório físico) pela fluidicidade dos planos espirituais.



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