#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

domingo, 9 de setembro de 2018

Brasil: por que você reencarnou aqui?

brasil
KARDEC RIO PRETO – Orson Peter Carrara
O planejamento de nossa atual encarnação, cuidadosamente elaborado pelos benfeitores espirituais, permitiu-nos renascer no Brasil, a querida Pátria que nos acolhe. A história do país, na colonização, nos embates para a construção da democracia e mesmo nos gigantescos desafios da atualidade – onde se incluem a violência e o tráfico, o contraste entre os interesses de variadas ordens e a corrupção, entre outros itens dispensáveis de serem citados –, também apresenta os benefícios de um povo aberto, feliz, descontraído, ardente na fé e na disposição. É nosso querido Brasil, gigantesco em proporções geográficas e na diversidade que se apresenta em todos os aspectos! Bendita pátria!
Por outro lado, o país acolheu a Doutrina Espírita como nenhum o fez. Das sementes germinadas em solo francês, foi aqui que a grande árvore do conhecimento se fez gigante como o próprio país continental. E nós temos a felicidade de conhecer essa Doutrina maravilhosa que inspira ações de caridade – em toda a extensão da palavra –, convivência fraterna e amiga por toda parte. Apesar das dificuldades e limitações humanas que são nossas, individuais e coletivas, ele, o Espiritismo, espalhou e espalha seus frutos pelas mentes e corações que o buscam ou são beneficiados por sua imensa luz.
Estamos no mesmo país que recebeu o cognome de Coração do Mundo, Pátria do Evangelho, justa e coerente adjetivação para um povo ameno, solidário, apesar das lutas próprias de nossa condição humana. É aqui que as variadas expressões religiosas se manifestam para conduzir mentes e corações; é também nessa terra querida que nasceram ou renasceram almas que conhecemos sob os abençoados nomes de Irmã Dulce, Zilda Arns, Chico Xavier, Divaldo Franco, Dr. March, Dr. Bezerra de Menezes, entre tantos outros ilustres filhos que lhe dignificam o nome, sendo impossível citar todos e mesmo especificá-los por área, tamanha a variedade e quantidade de benfeitores que aqui vieram e ainda aqui vivem.
Setembro lembramos a Pátria, desde os tempos escolares. Setembro também normalmente estamos às vésperas das eleições, como ocorre agora em 2018. Isso lembra responsabilidade, comprometimento, ética. Afinal, temos um compromisso com o país, com a coletividade brasileira. Qualquer cidadão está comprometido com a segurança, com os valores do país, com a obrigação moral da retidão e da gratidão, que se estendem por ações em favor do bem comum. É o dever! Não apenas um dever cívico, mas o dever moral para conosco mesmo e para com o próximo, como indica o Espírito Lázaro em O Evangelho Segundo o Espiritismo. Aliás, lembrando a Codificação Espírita, há que se ater às Leis Divinas, didaticamente apresentadas pelo Codificador em O Livro dos Espíritos. Leis que baseiam-se no amor, diga-se de passagem, mas igualmente são justas e misericordiosas.

Por tudo isso, a reflexão sobre nosso papel de brasileiros perante a Pátria Brasileira inclui-se igualmente no dever, ainda que apenas por gratidão pelo país que nos acolhe, garantindo-nos a paz desse foco irradiador de trabalho e fé que é o Brasil. Tamanho compromisso dispensa corrupção, egoísmo e tolas vaidades. Pede-nos, isso sim, trabalho e dignidade, exatamente pelo alto compromisso que todos temos com a vida e seu significado. O que significa, em termos de eleições para outubro próximo, o compromisso com a decência e a escolha consciente sem outros interesses que não os da coletividade.
Mas, para a família espírita nacional e internacional, setembro tem ainda outro grande significado em todo esse contexto. Comemora-se o nascimento de Cairbar Schutel, que nasceu no dia 22, no ano de 1868, no Rio de Janeiro, instalando-se em Matão, no interior paulista, para ficar conhecido mais tarde como o Bandeirante do Espiritismo, justamente por essa consciência clara de compromisso com o bem. Matão, inclusive, realiza em setembro, o Encontro Cairbar Schutel, justamente para homenagear seu mais ilustre cidadão, em todos os tempos. Neste ano, com o diferencial marcante dos 150 anos de nascimento.
Esses exemplos todos, dentro e fora do movimento espírita, de grandeza moral, de trabalho em prol do bem coletivo, aliados ao compromisso coletivo do país com o fornecimento de bases espirituais sólidas para a humanidade, como já vem ocorrendo, motiva-nos a trabalhar mais e mais. Repare o leitor atento que, quando ouvimos o Hino Nacional, a emoção nos envolve completamente. É o sentimento de compromisso com a missão da Pátria que integramos. O renascimento no país não é obra do acaso. Indica comprometimento e programação sabiamente elaborada. Saibamos respeitar e cumprir o que antes prometemos.
O Brasil tem grande papel a exercer junto à Humanidade. Filhos dignos, espíritos preparados e nobres estão sempre presentes como autênticos faróis a conduzir a coletividade. Sejamos daqueles que honram nossa condição humana e brasileira! Exemplos não faltam.
Por gratidão, ao menos, ao querido e grandioso Brasil! Lembremo-nos: o planeta construído por Jesus teve na mente e planejamento do Mestre da Humanidade a inclusão desse país incomparável, onde germinam as doces brisas do Evangelho.

Almas que se amam vão se reencontrar?

almas
ESPIRITISMO E RAZÃO
Na espiritualidade o sentimento é claro, de uma força e suavidade que mostram o que existe entre os espíritos que o sentem. Tanto mais fácil perceber este elo afetivo, quanto mais desenvolvido moral e espiritualmente é o espírito.
Já durante a encarnação, há uma limitação imposta pelo esquecimento do passado, uma vantagem que Deus nos proporcionou para que o livre-arbítrio fosse pleno em nós.
Quando encarnamos esquecemos do passado, e deixamos adormecidas lembranças e sentimentos. Se duas almas que se amam se encontram, talvez não venham a perceber imediatamente a importância real de uma na vida da outra, mas sentirão empatia, simpatia ímpar e profunda, o que as faz pender para a pessoa que acabaram de conhecer na nova encarnação.
O reconhecimento de um amor de milênios pode ser forte e imediato, mas em geral, para nos facilitar a vida, surge doce e suave, lenta e profundamente.

O fato de duas almas terem aprendido a amar-se e que se procuram para continuar juntas sua jornada – encontrarem-se na encarnação, não significa necessariamente que devam ficar juntas, enquanto a experiência terrena estiver em andamento. Há reencontros que acontecem para que formem família, exemplifiquem o sentimento, evoluindo e dando, uma à outra, força nas provas, expiações e missões que vieram cumprir.
É bem comum também que afetos verdadeiros não se encontrem, que estejam, cada um, vivendo experiências com outras almas, de modo a ampliar os laços do amor fraternal. Neste caso, costumam aliviar a saudade através de visitas em espírito (sonhos).
Há ainda outra possibilidade, em geral prova bem difícil por exigir o mais amplo sentimento de resignação, coragem e amor ao próximo: duas almas encontrarem-se, reconhecerem-se, amarem-se e não poderem ficar juntas porque já estão comprometidas com outras pessoas e famílias.
E porque Deus faria isso?
Deus não fez. As próprias almas pediram esta prova como exercício expiatório e prova de resistência de suas más tendências, em geral, o egoísmo.
Imaginemos…
Duas almas aprendem a se amar; almas gêmeas que se tornam, escolhem experiências que irão fazê-las evoluir. Espíritos ainda em progresso, possuem defeitos morais que estão trabalhando nas existências.
Nascem juntas, separadas, na mesma família, em outras, entre amigos ou inimigos. Entre tantas vidas, numa optam por temporariamente (o que são os anos de uma encarnação perante a imortalidade?) por encarnarem separadas. Casam-se com outras pessoas, formam famílias.
Mas um dia encontram-se. Reconhecem-se. O amor ressurge. Seus compromissos espirituais são logo esquecidos, desejam-se. Eles deveriam resistir à tentação de trair, de abandonar os companheiros, os filhos, os compromissos, construindo falsa felicidade sobre lágrimas alheias. No entanto cedem. Traem, abandonam, fogem… não importa. Querem ser felizes e isso lhes basta. É o egoísmo e a falta de fé no futuro, que lhes dirige a ação.
Mas não há real felicidade senão a conquistada no direito e na justiça. Se vencerem a tentação de fazer o que citamos, terão no futuro o mérito de estar uma com a outra. Se se deixam arrastar pelas paixões, estarão fadadas a novos afastamentos, lições dolorosas.
Escolhem esta experiência porque a visão que têm na espiritualidade é diferente da limitada visão da encarnação. Melhor abrir temporariamente mão da presença amada, já que o afeto não se esvai na ausência, do que abrir mão de estarem juntos em várias vidas e seus intervalos. Sendo o egoísmo o único motivador (e não o amor) da escolha de ficarem juntos a qualquer preço, constrói-se sólido castelo sobre a areia das ilusões. Fatalmente ele desmoronará, e será preciso reconstruí-lo.

O espírita nas eleições

Não poderíamos, jamais, perder esta oportunidade de trazer neste artigo o tema sobre a postura espírita nas eleições.
Muitos confrades e confreiras podem estar questionando, e/ou se questionando, sobre a postura correta, durante o referido pleito eleitoral, a ser adotada pelo espírita consciente, considerando a situação política e econômica em que se encontra o nosso país, devido aos diversos escândalos por parte das lideranças políticas, levando grande parte dos cidadãos brasileiros às discussões, acusações e comentários negativos de toda ordem.
O certo é que a crise política e econômica, não obstante a sua efemeridade, reflete muito além do que podemos imaginar em termos de estabilidade no sentido material, alcançando o campo psicológico de cada cidadão brasileiro que, muitas das vezes, passa a ter a opinião formada ao descrédito, à desconfiança, ao desespero, podendo ter como consequência a poluição psicosférica, o que pode gerar problemas de difícil solução.
Então, vamos ao questionamento: Qual deve ser a postura do cidadão espírita durante as eleições?
Percebam que a pergunta se refere às eleições e não somente ao pleito eleitoral em si. Isto é: durante as campanhas, as votações, as apurações dos votos e resultados, e assim por diante…
Pois, bem! Sabemos que o exercício da cidadania abrange não apenas o voto; mas, também, toda participação ativa do cidadão através da sua conduta pautada na moral e na virtude, conforme conceituou Aristóteles.
O espírita consciente, agindo de acordo com a sua elegância cristã, terá como guia e modelo de comportamento moral e democrático, o amado Mestre Jesus Cristo. (Vide questão nº 625 de O Livro dos Espíritos)
Perguntará a si mesmo: Se Jesus estivesse em meu lugar, neste período eleitoral, como Ele se comportaria?
Logo, o espírita consciente ouvirá, em sua intimidade, a voz do Mestre Jesus, que lhe dará a resposta correta, à qual se esforçará em aplicá-la.
Diante do exposto, seguem 03 (três) itens que selecionamos, para serem observados, a título de sugestão, neste período de processo democrático:
1) Manter-se em vigilância e prece:
Devemos observar esse quesito e nos esforçar em praticá-lo, nestes momentos, sendo cautelosos na postura e nas conversações, procurando nos manter em clima de harmonia, de equilíbrio emocional, proporcionando a todas as pessoas um clima de vibrações fraternais, de muita paz, de confiança e esperança num futuro melhor.
2) Dar a César o que é de César:
Não adianta palestrarmos nas tribunas dos movimentos espíritas, de participarmos das mais diversas atividades doutrinárias, se não dermos a devida atenção aos cumprimentos das leis humanas, não respeitarmos a legislação eleitoral e demais leis aplicadas no cotidiano.
3) Imparcialidade partidária:
Não buscarmos o atendimento aos interesses próprios, em detrimento aos da coletividade como um todo, devendo ouvir apenas a voz da consciência cristã cidadã.
Neste quesito, podemos destacar a seguinte recomendação de André Luiz, no livro “Conduta Espírita”, assim vejamos:
“Impedir palestras e discussões de ordem política nas sedes das instituições doutrinárias, não olvidando que o serviço de evangelização é tarefa essencial”.
* * *
Que neste período eleitoral, não percamos a nossa identidade espírita, a nossa elegância cristã, manifestando um verdadeiro clima de condutas democráticas.
Que possamos estar sempre mentalizando e nos envolvendo com os ensinamentos do Mestre Jesus através da Boa Nova, sabendo que o nosso maior aliado político é o Evangelho Redivivo, que nos liberta da ignorância e dos vícios que nos assolam, e nos faz enxergar a verdade de nós mesmos, o quanto ainda temos de empreender esforços em melhorar o mundo a partir de cada um de nós.
Yé Gonçalves

Os amores, os afetos, nunca se perdem

Novamente trago ao leitor a indicação de um bom filme. É o filme O orfanato. Misturando drama e suspense, mas com uma mensagem embutida muito emocionante. A sinopse do filme indica: Laura (Belén Rueda) passou os anos mais felizes de sua vida em um orfanato, onde recebeu os cuidados de uma equipe e de outros companheiros órfãos, a quem considerava como se fossem seus irmãos e irmãs verdadeiros. Agora, 30 anos depois, ela retornou ao local com seu marido Carlos (Fernando Cayo) e seu filho Simón (Roger Príncep), de 7 anos. Ela deseja restaurar e reabrir o orfanato, que está abandonado há vários anos. O local logo desperta a imaginação de Simón, que passa a criar contos fantásticos. Entretanto, à medida que os contos ficam mais estranhos, Laura começa a desconfiar que há algo à espreita na casa.
Com uma hora e quarenta minutos, a produção exalta a imortalidade da alma e a permanência do amor entre os seres. Apesar dos exageros próprios, é interessante pensar na mensagem final do filme, que em alguns pontos assemelha-se a outra produção no mesmo gênero: Os Outros.
E o bom mesmo é pensar no filme aplicando o raciocínio da imortalidade, dos relacionamentos, da determinação e da fé. É mesmo uma busca intensa o que faz a mãe em relação ao filho. Mas isso vou deixar ao leitor descobrir.
O filme está inclusive disponível na Internet. Não deixe de ver.
O leitor vai se deparar com o sempre empolgante tema da vida depois da morte. A produção desperta a reflexão sobre as sempre presentes questões: para onde vamos, quem vai nos receber, onde estaremos e com quem?
Como a boa lógica e o raciocínio indicam a continuidade natural da vida após o decesso do corpo, é bom ver um filme assim, pois nos faz pensar. Estimula, inclusive, a busca por leitura específica.
A cena mais emocionante do filme está, como de se esperar, no final, demonstrando a naturalidade do que realmente somos: criaturas imortais, o que permite que os afetos e os amores nunca se percam, nem sejam destruídos os laços que ligam as criaturas humanas. E a naturalidade disso é demonstrada com muita competência. Claro que, na produção de um filme, como citei acima, os exageros estão inclusos, mas o que fica mesmo em destaque são os sentimentos que despertam.
Veja o filme, leitor. Vai lhe fazer muito bem.
Orson Peter Carrara

A homoafetividade segundo Cairbar








O Bandeirante de Matão, Cairbar de Souza Schutel, abordou incontáveis matérias e assuntos registrados em seus bem conhecidos livros, um de seus maiores legados. Análises evangélicas, debates doutrinários com os opositores do Espiritismo de então, esclarecimentos sobre uma temática variada, questões a lhe chamar a atenção na época e local de sua última existência. Tudo muito bem estruturado com a peculiar lógica de seus escritos. De lá para cá, tanta coisa aconteceu, o mundo girou intensamente, e, mais recentemente, uma questão vem atraindo a atenção da humanidade: a homoafetividade.
Poucos sabem ter Cairbar abordado este tópico, todavia, como Espírito desencarnado.
O Centro Espírita Léon Denis-CELD do Rio de Janeiro, uma referência para todas as Casas do movimento espírita brasileiro, nos derradeiros anos do século passado e início deste, criou um site pioneiro chamado à época de IRC-Espiritismo, agora atende pelo nome de Espiritismo.net. A proposta foi de realizar palestras e estudos ao vivo, com participação de ouvintes questionando os expositores em pontos correlatos ao tema abordado.
Para fortalecer o grupo e dar orientação sobre assuntos mais em voga, realizaram várias reuniões com o inesquecível médium Altivo C. Pamphiro, fundador d

o CELD, hoje desencarnado, e por sua mediunidade, exploraram inúmeros tópicos. Quem forneceu as orientações solicitadas foi nada mais, nada menos, do que Cairbar Schutel.
Os frutos destas reuniões, colhidos quando Cairbar compareceu e respondeu diversas questões, foram consolidados em um livro, ainda pouco conhecido intitulado Cairbar Responde (1).
Nesta obra, o Apóstolo de Matão, foi
 de uma clareza ímpar, não deixou qualquer margem de dúvida, sobre a posição doutrinária pós Kardec. Ressalte-se, não só defendida por Cairbar, pois, também é esposada por outros autores espíritas encarnados e Espíritos desencarnados. Em síntese assim se expressou: a humanidade deve aceitar o direito do ser humano reencarnado escolher a homoafetividade como opção de vida.
Dissemos pós Kardec, pois não há opinião detalhada sobre o tópico nas obras fundamentais de Allan Kardec, tampouco nas subsidiárias, excet
o ligeira menção do Mestre de Lion em Revista Espírita de janeiro de 1866, isto do que já nos foi possível conhecer sobre o assunto, contemplado na obra do Codificador. Naquela ocasião se referiu como anomalias aparentes, expressão feliz e muito bem colocada por Kardec, pois, então, percebeu serem de fato aparentes. A matéria foi considerada prematura para ser abordada em meados do século XIX, vindo daí a ausência de maiores elucidações de Kardec sobre a temática.
Pai dos pobres de Matão, em Cairbar Responde, ainda se fez entender utilizando o termo homossexualidade, porquanto, estas orientações por ele fornecidas datam do fim do século passado e início deste, atualmente, já se ajuizou ser o termo inapropriado, sendo de melhor alcance a expressão homoafetividade, pois, esta última abrange também a possibilidade da existência apenas da afetividade entre o casal, sem necessariamente haver intercurso sexual, conduta claramente sugerid
a pelo primeiro. Observou-se ser a afeição pura e simples o sentimento maior regendo a relação.
Neste livro, por diversas vezes o sábio de Matão confirmou o seu entendimento de que não há qualquer base doutrinária para condenar esta escolha.
Rogério Miguez

segunda-feira, 27 de agosto de 2018

ATENDIMENTO SEMANAL


Drogas, o caminho da infelicidade!

O Grave problema das drogas é hoje em dias tão comum nas famílias, que já não causa nenhum constrangimento a quem quer que seja o fato de revelar que convive em seu ambiente familiar com alguém usuário de drogas, pois o ser humano, em sua grande maioria, desprovido de maturidade emocional para lidar com a complexidade da vida, e em constantes frustrações causadas pelas contrariedades de seus sonhos e projeções, quase sempre sem base e sem fundamento na realidade do contexto em que está situado na sociedade, leva-o a participar do modismo quase sempre pernicioso, tornando-se daí em diante, forte candidato no caminho do precipício das DROGAS.
Procura então, entre as pessoas de seu relacionamento, também vazias de valores morais e carentes de paz interior, companhia para a busca do “prazer” que ouve dizer que as drogas proporcionam, saídas para fugir da tensão emocional causado pela ansiedade que não lhe dá sossego e solução para todos os seus problemas.
No início, quando o usuário experimenta a droga, sente uma sensação de estar em lua de mel com a vida, supõe ter encontrado finalmente a solução para todos os seus problemas, não imaginando em hipótese alguma que está iniciando uma trajetória de dores e sofrimentos incalculáveis para si e para seus familiares e amigos, entrando por um caminho quase sempre sem volta.
Na atualidade, os jovens são os maiores alvos dos traficantes de drogas, e por saberem de que os jovens passam por uma etapa de grandes transformações da fase da infância para fase adulta, onde convivem com inúmeras interrogações quase sempre sem respostas positivas e esclarecedoras, por parte dos seus pais ou responsáveis, ficam quase sempre à mercê dos aproveitadores que se utilizam da inocência de muitos deles para escraviza-los mais tarde, como viciados consumidores das drogas mais pesadas, infelicitando-os e conduzindo-os pelos caminhos da “morte” física.
O que leva o jovem ao uso das drogas é frequentemente o abuso na busca do prazer, da alegria, da sua afirmação no grupo que faz parte; outro motivo muito utilizado pelos jovens para o uso e consumo das drogas é o fato de estarem transgredindo os regulamentos, os códigos de conduta traçados para o bom relacionamento na sociedade, é o prazer que sente de ser diferente, ir contra os conceitos familiares ou sociais, contestando seus valores, e alguns deles encontram razão para o consumo de drogas, no exemplo dado por certos adultos com quem convivem.
A Doutrina Espírita esclarece-nos, sobre as aptidões e tendências que todos trazemos como bagagem de situações vivenciadas nas diversas idas e vindas do espírito no processo natural da reencarnação, e que por isso mesmo estaremos sempre fazendo nossas escolhas de acordo com as nossas próprias tendências, necessitando por isso mesmo que os responsáveis prestem bastante atenção para as pequeninas tendências apresentadas por suas crianças, como a teimosia, o egoísmo etc. etc, para combaterem o mais cedo possível.
Em “O Livro dos Espíritos”, os Imortais da Vida Maior, responderam ao questionamento de Allan Kardec, sobre o assunto conforme segue:
  1. Pode-se considerar como missão a paternidade?
 É, sem contestação possível, uma verdadeira missãoÉ ao mesmo tempo grandíssimo dever e que envolve, mais do que o pensa o homem, a sua responsabilidade quanto ao futuroDeus colocou o filho sob a tutela dos pais, a fim de que estes o dirijam pela senda do bem, e lhes facilitou a tarefa dando àquele uma organização débil e delicada, que o torna propício a todas as impressões. Muitos há, no entanto, que mais cuidam de aprumar as árvores do seu jardim e de fazê-las dar bons frutos em abundância, do que de formar o caráter de seu filho. Se este vier a sucumbir por culpa deles, suportarão os desgostos resultantes dessa queda e partilharão dos sofrimentos do filho na vida futura, por não terem feito o que lhes estava ao alcance para que ele avançasse na estrada do bem.”
  1. São responsáveis os pais pelo transviamento de um filho que envereda pelo caminho do mal, apesar dos cuidados que lhe dispensaram?
“Não; porém, quanto piores forem as propensões do filho, tanto mais pesada é a tarefa e tanto maior o mérito dos pais, se conseguirem desviá-lo do mau caminho.”
  1. a) Se um filho se torna homem de bem, não obstante a negligência ou os maus exemplos de seus pais, tiram estes daí algum proveito?
 Deus é justo.”
Portanto, é necessário todo o cuidado com os filhos ou qualquer criança que esteja sob nossa responsabilidade de educar, para não sermos responsabilizados mais tarde pelo fracasso na nobre missão que Deus nos confiou, e que cedo ou tarde teremos de prestar contas diante da Soberana Sabedoria do Universo.
Francisco Rebouças

Do monoideísmo à condição Ovoide

O dinamismo da vida, em seu conjunto, por si só atesta a evolução a que estamos vinculados.
Dos três princípios, Deus, Espírito e Matéria, o Espírito é o Ente destinado a evoluir a partir da simplicidade e ignorância inicial.
Desse ponto em diante, busca, por fatalismo Divino, o estado de perfeição relativa que lhe permitirá a percepção da realidade última e, em consequência, a percepção da felicidade imperturbável.
Observa-se, no entanto, que no limiar entre a animalidade e a humanidade, em faixa que sobrepõe um e outro, estagia o Ente Espiritual em período de aprendizado e desenvolvimento a partir da fala, em paralelo com o desenvolvimento do pensamento rumo ao contínuo uso da sua “Casa Mental”.
Uns se desenvolvem mais rapidamente, conquanto, aos olhos menos avisados possa parecer privilégio, enquanto outros, por força da própria percepção da realidade, optam por demorar-se na trajetória evolutiva.
A capacidade intelectiva é própria do Ser Espiritual, que se dilata a medida em que experiencia a vida, seja encarnado, seja desencarnado. Optando-se por se manter estacionário, quem sabe por orgulho e vaidade, quem sabe por comodismo, a ausência da busca por novos patamares conscienciais através do desenvolvimento intelectivo ou emocional-sentimental engendrará o recrudescimento das energias dinâmicas e por isso mesmo criadoras, e tenderão a se sujeitarem a uma força centrípeta que se implantará revertendo o processo de expansão consciencial e, em consequência, da constituição perispiritual, que por sua vez está sujeita ao comando mental do Espírito.
Uma vez implantado o movimento de “fora para dentro”, com muita dificuldade se livrará o Ser Espiritual de suas consequências.
A princípio encolherá os membros ao encontro do tronco, e chegando a esse, o embotamento continua levando as moléculas que o compõem a diminuírem os espaços moleculares criando uma sinergia que acelerará o movimento agora rotacional, criando a aparência ovoide, chegando ao ápice quando todos os componentes da estrutura perispiritual confundam-se em um único ser de formato ovoide.
Para esses casos, o tempo, sempre o tempo, será medida imprescindível para a regularização da forma original.
Tratamentos vibracionais no Plano Espiritual, aproximação com encarnados habilitados poderão trazer algum benefício em maior ou menor grau, no entanto, somente através da tentativa reencarnatória é que se conseguirá sucesso na corrigenda da situação.
Muitas vezes diversas tentativas são necessárias, porque o Ser, nessas condições e de moto próprio, está impregnado de sentimentos contrários à dinâmica da vida.
A medida que experimenta a conjunção com o óvulo fecundado, sujeita-se ao comando mecânico da estrutura do material genético humano, que por sua vez forçará o elastecimento da organização perispiritual.
A Teratologia apresenta casos impressionantes, nem sempre resultado do suicídio espetacular, mas também dos processos ovoides resultantes da inercia existencial.
A fuga do crescer resulta em trabalho extraordinário no caminho evolutivo.
Também observar-se-á a introjeção, em força também centrípeta, levando o corpo físico, em período recém nato, ao recrudescimento que o tornará próximo de imagem animalizada.
Dessa forma todo esforço deve ser feito para que se progrida, evidentemente priorizando os valores nobres da vida, para que se não se exponha a riscos desnecessários e se alcance novas fases existenciais cada vez mais ricas de oportunidades e possibilidades de sucesso.
A cada um segundo suas obras, diz a Lei Divina e, por isso, ninguém passa por aquilo que não projetou, consciente ou não, para si mesmo.
De nossa parte o dever de socorrer e amar esses seres, para que, mais rapidamente possível possam experimentar o alívio e busquem, por si mesmos, a recuperação necessária.
É o que gostaríamos que nos fosse feito se no lugar deles estivéssemos.
A dinâmica da vida é o Amor, e o Amor é o sentimento no seu ponto mais alto, ensina-nos o Consolador prometido, por isso, não só ao próximo devemos amar, mas também a nós mesmos, criando, com inteligência e boa vontade, o campo de progresso para nós mesmos trilharmos.
Muita paz.
Psicografia em Reunião Mediúnica no CEFCX – Centro Espírita Francisco Cândido Xavier, na noite de 20/08/2018, pelo Espírito João, Médium Antonio Carlos Navarro.


Nota do Editor:
Imagem em destaque obtida em <https://slideplayer.com.br/slide/3106657/> alusiva à capítulo do livro Libertação, André Luiz, Psicografia de Chico Xavier. Acesso em 26AGO2018.

O Apocalipse Espírita

O último livro da Bíblia descreve, segundo João o Evangelista, como seria o final dos tempos. Compreende um relato de acontecimentos futuros oriundo das visões do discípulo amado de Jesus, quando se encontrava exilado na ilha grega de Patmos.
A primeira abordagem sobre o tema, do ponto de vista Espírita, foi desenvolvida pelo próprio Allan Kardec. A Gênese, as predições e os milagres, obra sesquicentenária, já no título adianta um dos temas tratados, exatamente sobre as predições, os acontecimentos futuros, a escatologia (1). Coincidentemente, este é o último livro das obras fundamentais espíritas e a referida abordagem se encontra no último capítulo.
A interpretação Espírita sobre o fim do mundo é bem diversa daquela divulgada em muitas épocas e mesmo na atualidade. Geralmente, crê-se que o mundo vai acabar, contudo, fisicamente, quando então, todos nós seremos julgados por Deus, independentemente se fomos religiosos ou não, fruto deste juízo final seremos encaminhados a regiões onde passaremos o resto de nossas vidas em sofrimento eterno ou em paz e alegria ao lado dos eleitos de todas as civilizações.
Esta perspectiva se lastreia infelizmente na destruição da Terra, por meio de eventos físicos, tais como maremotos, terremotos, erupções de poderosos vulcões, quando, enfim, tudo perecerá, não existindo mais nenhuma chance dos seres humanos se redimirem ou se arrependerem, fadados estaremos todos ou às alegrias de um céu enfadonho e desestimulante, conforme se nos apresenta, pois nada faremos além de assistir e conviver com a perfeição de Deus e de sua obra, enquanto outros serão punidos eternamente, pois não seguiram os preceitos divinos, estes últimos os chamados injustos.
Muitos dos que comungam esta visão, não é de se estranhar, vivem apavorados, porquanto, esperam os abalos físicos atingirem o planeta com fúria inigualável, além disso, outros incertos à qual região serão conduzidos após o julgamento final, tremem só de pensar quando tudo isto se dará.
A Doutrina, dentro de sua ótica racional e mormente consoladora entende que o planeta em que vivemos não será necessariamente destruído, entretanto, haverá uma mudança significativa, contudo, não no aspecto físico, mas no moral. Ou seja, os habitantes que permanecerem na Terra, serão aqueles detendo grau de moralidade maior do que a média que temos hoje, para tanto, já há algum tempo, muitos Espíritos rebeldes já não reencarnam mais no orbe, concomitantemente, outros Espíritos com grau de moralidade mais avançado estão reencarnando talvez aos milhões, para ajudar a alavancar o progresso do mundo.
Cairbar Schutel que simultaneamente também faz 150 anos de seu nascimento, neste exato ano, em seu livro – Interpretação sintética do Apocalipse – abordou detalhadamente os símbolos e figuras relatadas por João. Lembramos aqui apenas duas interpretações do Bandeirante do Espiritismo: a primeira sobre quem seria o cavaleiro no cavalo branco – Allan Kardec, que veio vencendo e para vencer; a outra sobre quem seria o cavaleiro no cavalo vermelho – o Kaiser, o Imperador alemão.
A mensagem Espírita é positiva no sentido de que todos nós nos salvaremos, mais hoje, mais amanhã, os que deixaram e que estão deixando a Terra serão amparados em outros mundos, desta forma cumprir-se-á a promessa de Jesus: Nenhuma ovelha do Pai se perderá.
Rogério Miguez