#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

sábado, 19 de janeiro de 2019

Atendimento hoje sabado


União e Unificação

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Filhas e filhos da alma, que Jesus nos abençoe!
A união dos espíritas é ação que não pode ser postergada e a unificação é o laço de segurança dessa união.
A união vitaliza os ideais dos trabalhadores, mas a unificação conduz com equilíbrio pelas trilhas do serviço.
A união demonstra a excelência da qualidade da Doutrina Espírita nos corações, mas a unificação preserva essa qualidade, para que passe à posteridade conforme recebemos do ínclito Codificador.
Em união somos felizes. Em unificação estamos garantindo a preservação do Movimento Espírita aos desafios do futuro.
Em união teremos resistência para enfrentar o mal que existe em nós e aquele que cerca o nosso caminho, tentando impossibilitar-nos o avanço. Em unificação estaremos consolidando as atividades que o futuro coroará de bênçãos.
Em união marcharemos ajudando-nos reciprocamente. Em unificação estaremos ampliando os horizontes da divulgação doutrinária em bases corretas e equilibradas.
Com união demonstraremos a nós mesmos que é possível amar sem exigir nada. Com unificação colocaremos as ideias pessoais em planos secundários, objetivando a coletividade.
Com união construiremos o bem, o belo e o nobre. Com Unificação traremos de volta o pensamento do Codificador, preservando a unidade da Doutrina e do Movimento Espírita. Com união entre os companheiros encarnados, tornaremos mais fácil o intercâmbio entre nós outros, os que os precedemos na viagem de volta, e eles, que rumam pela estrada difícil. Com unificação estaremos vivenciando o Evangelho de Jesus quando o Mestre assevera: Um só rebanho , um só pastor.
Unindo-nos, como verdadeiros irmãos, estabeleceremos o laço de identificação com os propósitos dos Mentores da Humanidade, que esperam a influência que o Espiritismo provocará no mundo, à medida que seja conhecido e adotado nas áreas da ciência, das artes, do pensamento filosófico e das religiões.
União para unificação, meus filhos, é o desafio do momento.
Rogando a Jesus que nos abençoe e nos dê a sua paz, o servidor humílimo e paternal de sempre,
Bezerra
Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, por ocasião do encerramento do 1º Congresso Espírita do Estado do Rio de Janeiro, na manhã de 25.01.2004, na sede da Federação Espírita do Rio de Janeiro, em Niterói, RJ.

Por que os maus se dão bem na vida?

Por que as pessoas boas sofrem tanto, enquanto as más parecem prosperar?
Porque estão agindo no meio delas, no ambiente que dominam, perfeitamente. Sabemos que o mal ainda predomina na Terra, então é de se esperar que o mal se sobressaia, prepondere e prevaleça sobre o bem.
Numa sociedade mais justa, os maus se dão mal.
Existem diversas pesquisas que buscam encontrar uma razão que justifique o sucesso no campo profissional de pessoas consideradas más. Uma delas examinou se a resistência mental explica por que os indivíduos com caráter duvidoso atingem a excelência em suas vidas profissionais. Tecnicamente, essas pessoas fazem parte da “Tríade negra”, que é composta por indivíduos que se encaixam em perfis narcisistas, maquiavélicos e psicopáticos. O resultado pareceu óbvio: essas pessoas possuem alguns traços de tenacidade mental que lhes conferem vantagens no ambiente de trabalho, pois são ferrenhos na competição. (1)
Você já imaginou uma pessoa dessas (narcisista, maquiavélica e psicopática) como seu chefe?
Mas o que vem a ser uma pessoa boa e uma pessoa má segundo nosso ponto de vista?
A má é mais fácil de reconhecer, não obstante sermos mais rigorosos na avaliação quando somos nós a vítima. Mas, em geral, as pessoas más são egoístas, orgulhosas, prejudicam os outros, sem pudor ou ética, aproveitam-se de toda situação para levar vantagem, ganham dinheiro desonesto e, por aí vai.
Então, vendo tantos crimes e perversidades, dizemos:
– Aí está uma pessoa de sorte, tem tudo na vida e é feliz mesmo fazendo todas essas maldades.
Diferentemente das novelas televisivas onde todas as pessoas más se dão mal no final, a verdade é que na vida, muitas vezes, essas pessoas se dão bem sim. E se dão bem, justamente, porque o ambiente em que elas agem (nossa sociedade) facilita suas ações.
Mas será também que as aparências não enganam? Sendo a felicidade uma conquista interior, representada pela consciência tranquila, pela paz que se apresenta espontânea e NÃO por tudo aquilo que podemos conquistar e gozar, temporariamente, aqui na Terra, será possível e verdadeira essa posição de prosperidade das pessoas más?
A felicidade dos maus não estaria somente na aparência? Não têm eles problemas de relacionamento, por exemplo? Os filhos são disciplinados, educados, estudiosos e sem vícios? Se casados, como é o cônjuge? Bom companheiro, responsável, cumpridor de seus deveres e amigo? Na família não tem ninguém doente?
Claro que eles também têm muitos problemas. É impossível viver na Terra sem aflições, angústias ou pressões diversas.
E quanto às pessoas que julgamos boas? Por que muitas vezes sofrem tanto?
O padrão daquilo que julgamos ser “bondade” é algo que trazemos em nós. Dessa forma, ao analisarmos a índole de uma pessoa, corremos o risco em errar, até porque não temos a capacidade de ver o que se passa na intimidade de cada um.
Muitas pessoas poderão aparentar bondade, com o objetivo de conseguir alguma coisa. São bons atores, eis que usam seus atos dissimulados e fingidos para obterem alguma vantagem, nem que seja para alimentar seu ego (de acreditar ou mostrar que é uma pessoa boa).
Falam manso e devagar, aparentam calma, tranquilidade, muitas vezes, falam em nome de Deus, mas por dentro tem uma panela de pressão prestes a explodir.
Nesse caso, a bondade é apenas um verniz. Em dias de provação mais dura ou quando seus interesses pessoais são ameaçados, a máscara cai e a verdadeira pessoa surge, revelando sua natureza.
“Muitas pessoas que são supostamente boas, caso tivessem poder, usariam mal esse poder adquirido. Vemos todos os dias situações parecidas com essa. Pessoas que pareciam ser boas apenas por não lhes ter sido dada a oportunidade de se mostrarem tal como são. Como diz a máxima: ‘Quer conhecer uma pessoa? Dê poder a ela’.
É certo que muitos oprimidos anseiam em se tornar opressores. Ao invés de lutarem contra as injustiças, sonham em um dia terem as mesmas condições de seus algozes e ser como eles. Portanto, é preciso tomar cuidado com rótulos de bondade. Da mesma forma que não devemos fazer um julgamento de uma pessoa como sendo alguém mau e perverso, não devemos também julgar uma pessoa como sendo boa antes de conhecê-la mais a fundo.” (2)
Outra questão que precisamos entender é que as pessoas, realmente boas, são mais adiantadas espiritualmente e, por esse motivo, estão mais preparadas para enfrentar provas mais duras.
“Para entender esse ponto, vamos recorrer a um exemplo. Vamos imaginar um aluno da primeira série fazendo uma prova. Vamos imaginar também um aluno da sétima série fazendo uma prova. Cada um desses alunos realiza um exame que foi preparado de acordo com os conhecimentos do aluno dentro da série onde ele está. Alguém imagina o aluno da primeira série sendo obrigado a resolver as questões de uma prova da sétima série? Claro que não. O aluno da primeira série deverá fazer uma prova adaptada aos padrões de ensino da série em que se encontra.” (2)
“O mesmo ocorre com as almas que vem a esse mundo: as almas mais adiantadas podem sofrer provas mais difíceis porque já estão aptas a serem bem sucedidas. As almas mais atrasadas, por outro lado, não estão preparadas para provações mais complexas, mais duras, mais pesadas, que exijam muito delas, pois se isso ocorrer, elas facilmente vão sucumbir a essas adversidades. Não se pode exigir algo de quem não tem. Como diz a máxima: ‘Deus dá as batalhas mais difíceis aos seus melhores soldados’.” (2)
Por fim, não podemos nos esquecer de que, muitas vezes, nosso passado espiritual fala mais alto. Somos construtores do nosso destino e o fazemos com nossas escolhas e ações. Ora, como a Lei de Deus é perfeita, colhemos aquilo que semeamos nesta e em outras vidas.
Pode ser que a pessoa bondosa esteja reparando o seu passado de erros, sabedora que a justa expiação das suas faltas lhe proporcionará a paz de consciência para avançar na senda do progresso mais livre e feliz no futuro.
Isso não é tudo, mas é o que conseguimos escrever nesse pequeno texto.
Fernando Rossit
Referências Bibliográficas:
(1) Tríade negra, Michael Onley , Universidade de Western Ontario. Acesso ao site <www.psiconlinews.com>;
(2) Apoio em texto original de Hugo Lapa.
Nota do Editor:
Imagem em destaque obtida no site <https://dialogosdosul.operamundi.uol.com.br/brasil/53489/a-banalidade-do-mal-em-uma-sociedade-que-se-formou-e-consolidou-por-meio-da-violencia>. Acesso em 10JAN2019.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

Atendimento fraterno hoje quinta-feira


Tolerância X Respeito = Mais estudo


MINHA MISSÃO - Livro Obras Póstumas / Allan Kardec.

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Pergunta (a Hahnemann)

— Outro dia, disseram-me os Espíritos que eu tinha uma importante missão a cumprir e me indicaram o seu objeto. Desejaria saber se confirmas isso.

Resposta — Sim e, se observares as tuas aspirações e tendências e o objeto quase constante das tuas meditações,
não te surpreenderás com o que te foi dito. Tens que cumprir aquilo com que sonhas desde longo tempo. É preciso que nisso trabalhes ativamente, para estares pronto, pois mais próximo do que pensas vem o dia.

P. — Para desempenhar essa missão tal como a concebo, são-me necessários meios de execução que ainda não se acham ao meu alcance.
R. — Deixa que a Providência faça a sua obra e serás satisfeito.

ACONTECIMENTOS

Pergunta — A comunicação há dias dada faz presumir, ao que parece, acontecimentos muito graves. Poderás dar-nos algumas explicações a respeito?
Resposta — Não podemos precisar os fatos. O que podemos dizer é que haverá muitas ruínas e desolações, pois são chegados os tempos preditos de uma renovação da Humanidade.

P. — Quem causará essas ruínas? Será um cataclismo?
R. — Nenhum cataclismo de ordem material haverá, como o entendeis, mas flagelos de toda espécie assolarão as nações; a guerra dizimará os povos; as instituições vetustas se abismarão em ondas de sangue. Faz-se mister que o velho mundo se esboroe, para que uma nova era se abra ao progresso.

P. — A guerra não se circunscreverá então a uma região?
R. — Não, abrangerá a Terra.

P. — Nada, entretanto, neste momento, parece pressagiar uma tempestade próxima.
R. — As coisas estão por fio de teia de aranha, meio partido.

P. — Poder-se-á, sem indiscrição, perguntar donde partirá a primeira centelha?
R. — Da Itália.

Pergunta (à Verdade) 

— Que pensas de M...? 
É homem que venha a influir nos acontecimentos?
Resposta — Muito ruído. Ele tem boas idéias; é homem de ação, mas não é uma cabeça.

P. — Dever-se-á tomar ao pé da letra o que foi dito, isto é, que lhe cabe o papel de destruir o que existe?
R. — Não; pretendeu-se apenas personificar nele o partido cujas idéias ele representa.

P. — Posso manter com ele relações de amizade?
R. — Por enquanto, não; correrias perigos inúteis.

P. — Dispondo de um médium, diz M... que lhe determinaram a marcha dos acontecimentos, para, por assim dizer, uma data fixa. Será verdade?
R. — Sim, determinaram-lhe épocas, mas foram Espíritos levianos que lhe responderam, Espíritos que não sabem mais do que ele e que lhe exploram a exaltação. Sabes que
não devemos precisar as coisas futuras. Os acontecimentos pressentidos certamente se darão em tempo próximo, mas que não pode ser determinado.

P. — Disseram os Espíritos que os tempos são chegados em que tais coisas têm de acontecer: em que sentido se devem tomar essas palavras?
R. — Em se tratando de coisas de tanta gravidade, que são alguns anos a mais ou a menos? 
Elas nunca ocorrem bruscamente, como o chispar de um raio; são longamente preparadas por acontecimentos parciais que lhes servem como que de precursores, quais os rumores surdos que precedem a erupção de um vulcão. Pode-se, pois, dizer que os tempos são chegados, sem que isso signifique que as coisas sucederão amanhã. Significa unicamente que vos achais no período em que se verificarão.

P. — Confirmas o que foi dito, isto é, que não haverá cataclismos?
R. — Sem dúvida, não tendes que temer nem um dilúvio, nem o abrasamento do vosso planeta, nem outros fatos desse gênero, porquanto não se pode denominar cataclismos a perturbações locais que se têm produzido em todas as épocas. 

Apenas haverá um cataclismo de natureza moral, de que os homens serão os instrumentos.



quarta-feira, 16 de janeiro de 2019

ZYGMUNT BAUMAN: VIVEMOS TEMPOS LÍQUIDOS. NADA É PARA DURAR

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Estamos cada vez mais aparelhados com iPhones, tablets, notebooks, etc. Tudo para disfarçar o antigo medo da solidão. O contato via rede social tomou o lugar de boa parte das pessoas, cuja marca principal é a ausência de comprometimento. Este texto tem como base a ideia do "ser líquido", característica presente nas relações humanas atuais. Inspirado na obra "Amor Líquido" - sobre a fragilidade dos laços humanos, de Zigmunt Bauman. As relações se misturam e se condensam com laços momentâneos, frágeis e volúveis. Num mundo cada vez mais dinâmico, fluído e veloz. Seja real ou virtual.


O sociólogo polonês Zygmunt Bauman é um dos intelectuais mais respeitados da atualidade. Aos 87 anos, seus livros venderam mais de 200 mil cópias. Um resultado e tanto para um teórico. Entre eles, “Amor liquido” é talvez o livro mais popular de Bauman no Brasil. É neste livro que o autor expõe sua análise de maneira mais simples e próxima do cotidiano, analisando as relações amorosas e algumas particularidades da “modernidade líquida”. Vivemos tempos líquidos, nada é feito para durar, tampouco sólido. Os relacionamentos escorrem das nossas mãos por entre os dedos feito água.
Bauman tenta mostrar nossa dificuldade de comunicação afetiva, já que todos querem relacionar-se. Entretanto, não conseguem, seja por medo ou insegurança. O autor ainda cita como exemplo um vaso de cristal, o qual à primeira queda quebra. As relações terminam tão rápido quanto começam, as pessoas pensam terminar com um problema cortando seus vínculos, mas o que fazem mesmo é criar problemas em cima de problemas.
É um mundo de incertezas, cada um por si. Temos relacionamentos instáveis, pois as relações humanas estão cada vez mais flexíveis. Acostumados com o mundo virtual e com a facilidade de “desconectar-se”, as pessoas não conseguem manter um relacionamento de longo prazo. É um amor criado pela sociedade atual (modernidade líquida) para tirar-lhes a responsabilidade de relacionamentos sérios e duradouros. Pessoas estão sendo tratadas como bens de consumo, ou seja, caso haja defeito descarta-se - ou até mesmo troca-se por "versões mais atualizadas".
O romantismo do amor parece estar fora de moda, o amor verdadeiro foi banalizado, diminuído a vários tipos de experiências vividas pelas pessoas as quais se referem a estas utilizando a palavra amor. Noites descompromissadas de sexo são chamadas “fazer amor”. Não existem mais responsabilidades de se amar, a palavra amor é usada mesmo quando as pessoas não sabem direito o seu real significado.
Ainda para tentar explicar a relações amorosas em “Amor Líquido”, Bauman fala sobre “Afinidade e Parentesco.” O parentesco seria o laço irredutível e inquebrável. É aquilo que não nos dá escolha. A afinidade é ao contrário do parentesco. Voluntária, esta é escolhida. Porém, e isso é importante, o objetivo da afinidade é ser como o parentesco. Entretanto, vivendo numa sociedade de total “descartabilidade”, até as afinidades estão se tornando raras.
Bauman fala também sobre o amor próprio: o filósofo afirma que as pessoas precisam sentir que são amadas, ouvidas e amparadas. Ou precisam saber que fazem falta. Segundo ele, ser digno de amor é algo que só o outro pode nos classificar. O que fazemos é aceitar essa classificação. Mas, com tantas incertezas, relações sem forma - líquidas - nas quais o amor nos é negado, como teremos amor próprio? Os amores e as relações humanas de hoje são todos instáveis, e assim não temos certeza do que esperar. Relacionar-se é caminhar na neblina sem a certeza de nada - uma descrição poética da situação.




II COLOQUIO do pensamento espirita - C E Caridade e fé da cidade de Parnaíba.

A imagem pode conter: 2 pessoas, pessoas sorrindo, texto

Os níveis de consciência no espiritismo




Os níveis de consciência no espiritismo indicam a jornada evolutiva através de cinco níveis da consciência que vão desde a Consciência de sono sem sonhos até a Consciência cósmica.

Os níveis de consciência no espiritismo


Aula Anterior:

Veja também…

Vídeo: O que é consciência?

A concepção de consciência na Psicologia Analítica de Jung

Os cinco níveis da consciência no espiritismo

Segundo Joanna De Ângelis
Excertos da obra: O ser consciente, de Divaldo Pereira Franco, ditado pelo espírito de Joanna De Ângelis.

[…] De Ropp classificou os níveis de consciência em cinco estágios:
  • Consciência de sono sem sonhos;
  • Consciência de sono com sonho;
  • Consciência de sono acordado;
  • Consciência de transcendência do eu; e
  • Consciência cósmica.

Primeiro nível: Consciência de sono sem sonhos
No primeiro nível — quando se transita no sono sem sonhos — apenas os fenômenos orgânicos automáticos se exteriorizam, assim mesmo sem o conhecimento da consciência, tais: respiração, digestão, reprodução, circulação sanguínea…
Como se estivesse anestesiada, ela não tem ação lúcida sobre os acontecimentos em torno da própria existência, e a ausência de vontade do indivíduo contribui para o seu trânsito lento do instinto aos pródromos da razão…

Segundo nível: Consciência de sono com sonhos
No segundo nível, o sono com sonhos, ele libera clichês e lentamente incorpora-os à realidade, passando pelas fases dramáticas — os pesadelos, os pavores — para os da libído — ação dos estímulos sexuais — e os reveladores — que dizem respeito à parcial libertação do Espírito quando o corpo está em repouso…

Terceiro nível: Consciência de sono acordado
O desenvolvimento da consciência atinge o terceiro nível, o de sono acordado, no qual a determinação pessoal, aliada à vontade, conduz o ser aos ideais de enobrecimento, à descoberta da finalidade da sua existência, às aspirações do que lhe é essencial, ao auto encontro, à realização total.

Quarto nível: Consciência de transcendência do eu
Naturalmente, a partir daí, ascende ao quarto estado, que é a descoberta da transcendência do eu, a identificação consigo mesmo, com a consequente liberação do Eu profundo, realizando a harmonia íntima com os ideais superiores, seu real objetivo psicológico existencial.
A superação dos conflitos, das angústias, a desidentificação dos conteúdos psicológicos afugentes, permitem a iluminação, e a próxima é a meta da vinculação com a consciência cósmica.

Quinto nível: Consciência cósmica
Nem sempre, porém, o homem e a mulher conseguem alcançar esse nível ideal, fenômeno que, não obstante, será realizado através das reencarnações que lhes facultarão a vitória sobre os carmas negativos e, mediante as leis de causa e efeito, passo a passo, em esforço contínuo poderão fazê-lo.
[…]Outrossim, (Jesus) alertou sobre o imperativo de fazer-se ao próximo o que se gostaria que este lhe fizesse, fixando no amor o processo de libertação, na ação edificante o meio de crescimento e na oração fortalecedora a energia que proporciona o desiderato.
Esse desempenho favorece a perfeita identificação do sentimento com o conhecimento, resultando na conquista do Eu profundo em sintonia com a Consciência Cósmica.
Boa aula!

Vídeo: Os níveis de consciência




A Logoterapia, o espiritual e a saúde


A Logoterapia, acerca da natureza humana, coloca que o homem tem uma dimensão espiritual, além da física e psicológica.
O espiritual pode adoecer o físico ou psicológico.

A Logoterapia, o espiritual e a saúde

ALogoterapia não vê o homem como a soma de fragmentos de corpo, mente e espírito, mas sim como uma unidade que compreende essas três dimensões que são inseparáveis e que somente assim o homem é um ser completo.
A Logoterapia concebe então três dimensões humanas:
  • a biológica
  • a psicológica
  • a noológica
A Logoterapia, porém concebe também uma dimensão supra humana que é uma dimensão suprema e nela está compreendida a dimensão humana que, desta forma, transcende a dimensão humana.
A consciência por parte do homem desta dimensão sobre-humana propiciará um contato com um sentido para a sua existência ao passo que o homem perceberá que existe uma ordem no universo e que ele ocupa uma posição dentro dessa ordem.
A Logoterapia em seu conceito de dimensão noética diz que esta dimensão não adoece, mas nela pode se originar as doenças e os sintomas serão sentidos no plano físico ou psicológico.
Ou seja, a Logoterapia indica que para compreensão do ser humano a sua totalidade deve ser compreendida e, desta forma, a totalidade do ser humano pode ser entendida como sendo constituída de corpo, mente e espírito e este último pode ser obstruído por enfermidades físicas e psíquicas.
Também concebe que a conscientização do homem dessa sua dimensão noética proporciona-lhe força para se tornar agente de cura e sair do papel de vítima que se encontra indefesa frente ao seu destino biológico, psicológico ou social.
Assim, mais do que explicação ou compreensão da doença ou problema, o ser humano adota postura frente a elas e desperta em si potenciais.
Há que se enfatizar a saúde, a totalidade do homem, a sua liberdade e os seus valores, e não a enfermidade ou somente a mente ou as limitações e impulsos que movem o homem.
A Logoterapia é uma terapia que busca o significado e a concepção que o ser humano tem de si mesmo e do lugar que ocupa na vida.
Concebe que desta maneira pode ajudar o homem a dar um sentido para a vida e que quando o homem ignora a sua dimensão espiritual ele passa a sentir um mal-estar, uma sensação de vazio e a vida é então vista como não tendo significado.
Portanto, a saúde é relacionada ao significado e não cabe ao terapeuta instituir um significado na vida de seu paciente, mas sim permitir que ele descubra o seu próprio significado da vida tendo como premissa as suas próprias referências.
Isto é, cabe ao terapeuta o papel de auxiliar o seu paciente a conscientizar-se de que é ele quem terá que buscar esse significado e que somente ele é quem poderá fazer isso e que ele tem a liberdade para fazer.