#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

sábado, 6 de outubro de 2018

atendimento fraterno aos sábados


Oração pelo Brasil


Os desafios são necessários e inevitáveis!

Desde a chegada do Consolador Prometido por Jesus que é possível observar em nosso planeta o progresso dos espíritos que retornam do mundo espiritual para mais uma etapa reencarnatória em nosso planeta, comprovando que também no mundo espiritual recebemos atenção e preparo para retornarmos a este planeta bem mais preparados para cumprirmos o que escolhemos realizar na vida física em mais uma etapa do caminho evolutivo que precisamos palmilhar.
A esse respeito, a doutrina espírita, com sua mensagem esclarecedora e consoladora muito contribui dando-nos a certeza pela fé raciocinada de seus postulados, que a felicidade é questão de trabalho individual de burilamento de cada espírito, deixando assim, a cada um dos seres humanos a responsabilidade de trabalhar em seu próprio benefício, colaborando dessa forma para o progresso e aperfeiçoamento da humanidade como um todo.
No Cap. XVIII, São Chegados os Tempos, do livro A Gênese, de Allan Kardec, podemos ter explicações convincentes de como tudo isso verdadeiramente ocorre, conforme segue.
CAPÍTULO XVIII

A geração nova

  1. – Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substitui-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade.
A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas.
Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem.
Muito menos, pois, se trata de uma nova geração corpórea, do que de uma nova geração de Espíritos. Sem dúvida, neste sentido é que Jesus entendia as coisas, quando declarava: «Digo-vos, em verdade, que esta geração não passará sem que estes fatos tenham ocorrido.» Assim decepcionados ficarão os que contem ver a transformação operar-se por efeitos sobrenaturais e maravilhosos.
  1. – A época atual é de transição; confundem-se os elementos das duas gerações. Colocados no ponto intermédio, assistimos à partida de uma e à chegada da outra, já se assinalando cada uma, no mundo, pelos caracteres que lhes são peculiares.
Têm ideias e pontos de vista opostos às duas gerações que se sucedem. Pela natureza das disposições morais, porém sobretudo das disposições intuitivas e inatas, torna-se fácil distinguir a qual das duas pertence cada indivíduo.
Cabendo-lhe fundar a era do progresso moral, a nova geração se distingue por inteligência e razão geralmente precoces, juntas ao sentimento inato do bem e a crenças espiritualistas, o que constitui sinal indubitável de certo grau de adiantamento anteriorNão se comporá exclusivamente de Espíritos eminentemente superiores, mas dos que, já tendo progredido, se acham predispostos a assimilar todas as idéias progressistas e aptos a secundar o movimento de regeneração.
O que, ao contrário, distingue os Espíritos atrasados é, em primeiro lugar, a revolta contra Deus, pelo se negarem a reconhecer qualquer poder superior aos poderes humanos; a propensão instintiva para as paixões degradantes, para os sentimentos anti-fraternos de egoísmo, de orgulho, de inveja, de ciúme; enfim, o apego a tudo o que é material: a sensualidade, a cupidez, a avareza.
Desses vícios é que a Terra tem de ser expurgada pelo afastamento dos que se obstinam em não emendar-se; porque são incompatíveis com o reinado da fraternidade e porque o contacto com eles constituirá sempre um sofrimento para os homens de bem. Quando a Terra se achar livre deles, os homens caminharão sem óbices para o futuro melhor que lhes está reservado, mesmo neste mundo, por prêmio de seus esforços e de sua perseverança, enquanto esperem que uma depuração mais completa lhes abra o acesso aos mundos superiores. ¹
Como bem podemos ver também nós, fazemos parte desse processo de transformação da Terra, substituímos irmãos nossos que voltaram à pátria espiritual quando de nossa chegada. Reencarnamos com objetivos bem traçados de melhoramento e aperfeiçoamento das virtudes inerentes ao nosso Ser imortal, com toda a orientação haurida nos estabelecimentos de ensino e preparo do mundo espiritual, e, que por essa razão temos responsabilidades enormes para com o desenvolvimento intelectual e moral nossa sociedade.
Urge entendamos definitivamente que, não estamos aqui simplesmente para “curtir a vida” de forma desinteressada e irresponsável e sim, para realizarmos as propostas superiores de trabalho com as quais nos comprometemos em prol do progresso e da felicidade nossa e de todos os habitantes do nosso abençoado planeta.
Não nos esqueçamos da responsabilidade que nos está destinada nesse momento tão importante de nossas vidas, agindo acima de qualquer capricho pessoal, com a convicção de que podemos fazer a diferença, sedimentados na fé raciocinada que desfrutamos e na certeza de que Deus está no comando de tudo e amando incondicionalmente cada um dos seus filhos.
Francisco Rebouças

Só a educação salvará o Brasil

O momento é grave, não há dúvida. Materializou-se um quadro de extrema preocupação entre os brasileiros, pois os descalabros morais alcançam patamares inimagináveis. As três esferas de poder instituídas para atuarem coordenadamente visando o bem-estar da nação não se entendem, e mais, não obtém sucesso em estancar a verdadeira sangria dos recursos públicos. Estes tesouros deveriam ser usados em prol da sociedade, contudo, são desviados sistematicamente para os mesmos detentores do poder e seus comparsas em todos os níveis, impedindo ou dificultando a correta distribuição entre todos dos benefícios oriundos dos abundantes bens produzidos pela nação.
O povo está cansado, esgotado, assistindo um verdadeiro conluio entre autoridades, muitas reunidas sob uma só bandeira: bem espoliar a imensa riqueza da Pátria Amada, criando, em consequência, desigualdades imensas entre os habitantes deste país.
Clamores ocorrem em todas as camadas sociais, em toda a gente, pois, perplexos estão diante desta situação ímpar geradora de sofrimentos atrozes em todos os rincões da terra natal.
Diante de tal quadro, é natural o aparecimento no meio espírita de dúvidas, questões, incertezas, certo desânimo, pois os espíritas não são perfeitos, embora possuam um farto manancial de informações e explicações, fornecido pela luminosa Doutrina dos Espíritos, também ficam aturdidos diante deste cenário.
Sinceramente desejosos de pôr um fim nesta conturbada conjuntura, dar um basta em tantas iniquidades, sensibilizados com a dor grassando praticamente em todas as famílias, ajuízam que algo deva ser feito com urgência para alterar esta realidade, alguns acreditando mesmo no ingresso nos quadros políticos como forma de alcançar este desiderato.
Entre os muitos temas explorados por Allan Kardec em sua vasta obra, um deles foi exatamente sobre as desigualdades sociais e, na questão 806 (1), indagou:
É lei da Natureza a desigualdade das condições sociais?
“Não; é obra do homem e não de Deus.”
Depreende-se desta resposta terem sido as nossas muitas desigualdades criadas pelos próprios homens, ou seja, por nós mesmos, como não poderiam deixar de ser, jamais teriam origem pela Divindade, e, avançando um pouco mais no tema, o Sábio de Lyon busca a opinião dos Espíritos sobre a solução deste magno problema. E, na questão subsequente, a de número 806a (2), formula esta pergunta:
Algum dia essa desigualdade desaparecerá?
“Eternas somente as leis de Deus o são. Não vês que dia a dia ela gradualmente se apaga? Desaparecerá quando o egoísmo e o orgulho deixarem de predominar. Restará apenas a desigualdade do merecimento. […]”
Como se observa, a solução se dará quando o egoísmo e o orgulho deixarem de reger as nossas relações. Não existindo solução mágica, tampouco milagre, a natureza jamais dá saltos.
Feita esta pequena introdução, seria agora de se indagar qual a pretensão dos espíritas tentando participar dos quadros políticos visando à melhora moral na cadeia de comando político se a própria espiritualidade superior já nos orientou: enquanto não houver primeiro o arrefecimento, em seguida, a extinção destes dois vícios, o egoísmo e o orgulho, as desigualdades não desaparecerão?
Ajuizemos outras pertinentes questões:
     i. Estes postulantes pretendem atuar junto aos políticos para torná-los mais cônscios de seus deveres morais e éticos, transformando-os em verdadeiros cristãos?
     ii. Mas como agirão se precisam se filiar aos partidos existentes para lançar as suas próprias candidaturas quando hoje, até onde se sabe, não há nenhum partido íntegro? Eles se filiariam aos grupos de dilapidadores da nação, para em seguida traírem aqueles que os elegeram constituindo o Partido dos Espíritas – PE?
     iii. Ou pretendem formar uma bancada espírita multipartidária para, de igual modo àquelas hoje existentes, lutar pelos direitos do próximo?
No primeiro caso, seria muita ingenuidade acreditar que Espíritos de baixíssimo patamar moral poderiam atender aos argumentos espíritas para se conduzirem em curto espaço de tempo não como lobos no meio de ovelhas, mas como cidadãos íntegros e honrados, ou seja, cristãos.
No segundo, seria catastrófico criar um partido político espírita, se expondo a todas as mazelas morais predominantes como um todo no atual ambiente político, participando de debates acalorados, onde é comum chegar-se às vias de fato entre os contendores. Ou será que eles iniciariam encontros para realizar o Evangelho nos gabinetes de Brasília, ou seus equivalentes a nível municipal ou estadual, conforme outros seguimentos religiosos já o fazem no Congresso? Se for esta a ideia, por qual razão não oram coletivamente em suas instituições espíritas?
No último caso, seria de se lastimar ter um espírita filiado a um partido acusado de corrupção por todos os lados com a justificativa de mais à frente se conduzir com moralidade e ética a toda a prova, mesmo entre contumazes contraventores de toda espécie.
Em resumo, seria conhecer bem pouco sobre a natureza humana quem pretendesse mudar a conduta de Espíritos frontalmente opostos aos ensinos cristãos, através de participações presencias nos ambientes escusos e sombrios caracterizando as assembleias legislativas e similares.
Perguntamo-nos ainda qual seria a conduta destes espíritas, caso eleitos, quando fossem propostas leis para aumentarem os próprios salários dos parlamentares acima dos níveis daqueles fixados para as massas? Quais atitudes adotariam quando passassem a receber verbas extraordinárias para seus gabinetes, fossem autorizados a contratar assessores dispensáveis, recebessem auxílio moradia sem necessidade…? Devolveriam aos cofres públicos as imorais verbas excedentes ou doariam a instituições voltadas ao atendimento das mazelas sociais?
Não é impossível, mas é muito pouco provável mergulhar na lama e dela sair ileso, sem uma mácula sequer.
Mas perguntariam então: Como fazer? Como se conduzir diante do aparente caos instalado? Como agir?
Não vemos outro caminho a não ser o da educação, não destes que por hora se encontram nas temporárias cadeiras de comando dirigindo a nação em todos os níveis, seria totalmente improdutivo, a hora deles chegará neste ou em outro orbe. Precisamos nos preocupar com a educação daqueles iniciando suas vidas, recém-reencarnados, começando as suas primeiras experiências em sociedade, estes sim poderão salvar a nação, se receberem agora estímulos, exemplos, forem incentivados a agir moralmente e eticamente sempre com ações voltadas ao bem coletivo.
Sim, no fortalecimento da atividade de evangelização infantil e das mocidades espíritas, situa-se a real solução, são nestes dois seguimentos que os espíritas tão desejosos em mudar o país deveriam envidar os seus esforços, tempo e recursos.
Não menos importante, seria a conduta ética dentro das famílias, na própria sociedade, no ambiente de trabalho e, principalmente, dentro das instituições espíritas, pois o que se vê hoje em dia dentro das associações espíritas, não são todas evidentemente a se conduzirem desta maneira, é uma velada, às vezes gritante, briga pelo poder, uma busca desenfreada por cargos dentro das entidades para quem sabe, em futuro próximo, ter a foto estampada na galeria de presidentes da respectiva organização. E, considerando este último caso, o que poderemos aguardar destes espíritas hoje avidamente preocupados em obter postos nas congregações espíritas onde mourejam, quando concretizarem seus sonhos passando a ocupar funções políticas?
Espera-se algo mais dos discípulos do Cristo.
Rogério Miguez

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Sem soberba!

A humildade deve ser uma meta a ser alcançada por todo o seguidor da filosofia espírita. Deve fazer parte constante da busca do indivíduo pelo desenvolvimento das virtudes ínsitas em seu mundo íntimo.
Em todas as atividades que tomar parte, na família, no trabalho, na sociedade, e até mesmo nas atividades de cunho religioso, também deve o discípulo de Jesus evitar alarde, sensacionalismo, demonstrações públicas pretensiosas ou métodos de ação suscetíveis de perturbar a tranquilidade alheia, agindo de forma respeitosa, simples e ordeira.
Nas atividades espíritas doutrinárias, usar de compreensão e temperança diante daqueles que não conseguem compreender a mensagem esclarecedora e libertadora contida nos postulados espíritas, respeitando a todos sem depreciar crenças ou sentimentos.  Os ignorantes da verdade são os que mais precisam de nossa compreensão e ajuda.
Promover e incentivar o relacionamento fraterno entre as pessoas independentemente de suas opções religiosas, nas reuniões sociais, com a promoção de eventos para essa finalidade, colaborando para a pacificação e o bom relacionamento entre os irmãos de crenças diferentes da nossa, contribuindo para a permuta de experiências positivas e trabalhando para o progresso de toda a comunidade.
Evitar discussão sobre temas polêmicos e sem proveito para o bom convívio, buscando transmitir sempre e com fidelidade as lições hauridas do Consolador, de maneira clara, simples e objetiva, para que seja facilmente absorvida por todos aqueles que ainda não tenham maiores conhecimento dos princípios espíritas, através das atitudes exemplares de equilíbrio e dignidade.
“O sorriso espontâneo é uma bênção atraindo outras bênçãos.
Servir, além do próprio dever, não é bajular e sim ganhar segurança.
Cada pessoa a quem você preste auxílio, é mais uma chave na solução de seus problemas.
É natural que você faça invejosos, mas não inimigos.
Cada boa ação que você pratica é uma luz que você acende em torno dos próprios passos.
Quem fala menos ouve melhor e quem ouve melhor aprende mais.”  (1)
Falar menos e agir mais, evitando sempre desviar das finalidades primordiais das propostas contidas no Evangelho de Jesus sobre o progresso moral espiritual do Ser imortal que somos, alertando ao aprendiz que as coisas materiais embora essenciais em nosso atual estágio não podem ter mais importância para nós que as relacionadas à nossa finalidade de pureza e felicidade às quais estamos destinados.
Usar de prudência quando utilizar expressões verbais que indiquem hábitos, práticas, ideias políticas, sociais ou religiosas contrárias ao pensamento espírita, quais sejam sorte, acaso, sobrenatural, milagre e outras, agindo em qualquer circunstância, com calma e compreensão esclarecendo a todos com paciência e seriedade sobre o entendimento da doutrina espírita em relação aos assuntos citados.
Atentar para o fato de que não podemos ter pressa, nem demonstrar qualquer atitude de ansiedade ou intolerância no tocante à modificação imediata do ponto de vista dos companheiros, isto porque, nem todos estão no mesmo nível de compreensão e entendimento e, por isso mesmo, é necessário nos mantermo calmos e convictos de que o desenvolvimento da fé em qualquer indivíduo é fruto de trabalho de paciência.
Urge trabalhemos incansavelmente na divulgação da mensagem cristã, mas não nos é lícito esquecer que a principal propaganda do nosso trabalho é exatamente aquela que demonstramos em nossos atos, comprovando, dessa forma, que falamos de algo que já nos preocupamos em praticar, a nossa urgente e inadiável reforma íntima, fundamentada nos ensinos e exemplos daquele que representa para nós o Modelo e Guia a ser seguido.
Francisco Rebouças

Em tempos de eleição

Chegamos a mais uma eleição para cargos majoritários. E como jamais vimos antes, boa parte do povo brasileiro, impulsionado pelas dificuldades e sofrimentos causados pela corrupção sistêmica que prejudica todos os direitos da cidadania, passou a pensar na importância de eleger bons representantes.
Em 01 de janeiro, tenhamos votado ou não, 513 deputados federais, 54 senadores, 01 presidente, além de deputados estaduais e governadores, receberão seu mandato para mais 4 anos na função de dirigentes dos nossos destinos. E com foro privilegiado! É uma escolha de fundamental importância, tanto para o líder máximo do país, quanto para os demais membros do executivo e legislativo os quais, em verdade, dirigem boa parte do destino da nação.
O Espiritismo, em suas obras, deixa clara a importância do homem e da sociedade no progresso dos povos. Na questão 794 de O Livro dos Espíritos, Allan Kardec questiona sobre o assunto e a resposta obtida dos espíritos superiores foi que a sociedade poderia ser regida somente pelas leis naturais sem o recurso das leis humanas, se os homens as compreendessem bem e quisessem praticá-las, mas que a sociedade tem as suas exigências e precisa de leis particulares.
Significa dizer que se os homens agissem pelas leis naturais – eu sinto fome, frio, sede, amor, cansaço, doença etc.; você sente as mesmas sensações em condições semelhantes – então faríamos ao próximo o que gostaríamos que nos fizessem, desse modo nada faltaria para ninguém, pois todos reciprocamente se ajudariam.
Contudo, como o ser humano ainda não despertou para a simplicidade das relações que se apoiam de forma mútua, as leis humanas tornaram-se exigência a traduzir o progresso que já conseguimos alcançar e pode ser ampliado, sendo, portanto, necessárias e úteis.
Assim podemos compreender a grave responsabilidade na escolha dos candidatos. É uma escolha que exige coerência, sentimento de pertencer à sociedade, senso de coletividade e interesse comum. A política foi tomada pelos interesseiros, não por interessados, por omissão dos bons na lide do serviço público, mas estamos mudando isso ao tentar entregar a responsabilidade do nosso futuro aos que, dignos como homens, serão dignos no campo da administração pública.
Vote sim. Vote bem. Vote sem medo.
O futuro também é sua decisão.
Vania Mugnato de Vasconcelos

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

A sua alma se encontra em aflição?

tristeza
É natural, neste mundo, com suas necessidades e peculiaridades, que as preocupações com o nosso entorno consumam boa parte de nossas energias.
São os compromissos financeiros a serem pagos, as atividades profissionais a realizar, a educação própria e a dos filhos a se construir.
Enfim, são muitos e os mais variados os compromissos com o dia a dia do mundo.
Somados a esses, os que efetivamente fazem nosso compromisso para conosco mesmo, assumimos outros, que são trazidos pelo barco da ilusão, e consentimos seu atracar nas praias de nossas vidas.
Assim, permitimo-nos ocupar o tempo na luta inglória contra os anos, na ilusão do não envelhecimento, esquecidos de que cuidar do corpo se faz necessário, sendo supérfluos os exageros.
Na busca do bem-estar físico, do salário que nos permita a vida confortável, deixamo-nos levar pelo exagero da ganância, pelo excesso da cobiça, usando as horas para amealhar, juntar moedas, ter fortunas.
E, quando percebemos, toda nossa vida está voltada para as coisas puramente materiais. Vivemos todas as horas de nossos dias para o mundo exterior, e só para ele.
Deixamo-nos lentamente esquecer da alma que somos, do Espírito que habita um corpo e passamos a viver como se fôssemos um corpo somente, sem alma.
Como decorrência desse comportamento, as aflições da alma surgem avassaladoras.
Descuidada e quase sempre esquecida, ela adoece por abandono e descaso, logo surgindo as aflições como consequência.
Irrompem assim as distonias mentais, a depressão, a melancolia profunda, o desinteresse pela vida.
Muitos afirmam que isso tudo surge do nada, de repente, sem causa externa ou aparente que possa ser identificada.
Porém, as aflições que nos tomam a alma são apenas o resultado do longo período de descuido a que nos entregamos.
Carentes de valores e estruturas nobres para enfrentar os desafios do mundo moderno, aturdimo-nos e nos afligimos.
Como os momentos de reflexão, meditação, autoanálise não se fazem presentes e, ainda, o comportamento generoso, de solidariedade e gratidão à vida não se tornou hábito, a alma ressequida do investimento no amor, facilmente se perturba.
Desse modo, se a alma se apresenta aflita é porque clama mudanças em suas paragens íntimas.
Se a mente, reflexo da alma, perturba-se, é porque carece do investimento inadiável de valores nobres.
Portanto, antecipar-se aos momentos de desassossego, buscando evitá-los, através das atitudes nobres, do bom pensamento e da autoanálise, é atitude de sabedoria e maturidade perante a vida.
Redação do Momento Espírita.
Disponível no CD Momento Espírita, v. 28, ed. FEP.


Como administrar a saudade por quem partiu

woman sad
Mariana estava sumida do grupo de recreação. Isolara-se, nos últimos meses, e a ninguém queria receber.
Em tarde ensolarada, uma das amigas resolveu visitá-la, sem avisar com antecedência.
A acolhida foi fria. Mas, depois, sentaram ambas na sacada e iniciaram uma conversa amigável.
Mariana confidenciou que estava passando por um período muito difícil. Saudades antigas torturavam seu coração.
Quando, sozinha, deito minha cabeça no travesseiro, e as coisas começam a fervilhar na mente, tudo me leva a pensar nos acontecimentos passados.
É assim que fatos ocorridos, relembrados, me encheram de saudades, tirando-me a alegria de viver.
Há alguns anos, meu filho de oito anos morreu, depois de ficar por meses, doente. Pareceu-me, à época, que eu também iria morrer.
Depois foi a vez de meu pai partir. E senti que essas duas dores se somaram, para me derrubar de uma vez.
Pensei que havia superado, mas estou tendo uma séria recaída. Ocorreu-me a ideia de procurar alguém para desabafar e chorar a saudade que me tortura, mas não tive coragem.
Ouvindo o relato, a amiga lembrou de que lera, certa vez, que saudade significa a memória de algo que aconteceu, aliada à intensa vontade de reviver certos momentos.
Este é o motivo pelo qual sentimos saudade de um amigo que partiu, dos pais que morreram, da família distante.
Não que a saudade precise sempre estar ligada a acontecimentos ruins.
Mas, os sentimentos por aqueles que não estão mais aqui, conseguem ir além do que imaginamos.
Levando em conta tudo isso, a amiga sugeriu que Mariana utilizasse um método especial, para amenizar aquela avalanche de saudade que a estava angustiando.
Iriam juntas a um abrigo de menores.
Lá, ela poderia eleger uma criança, e dedicar-lhe, num sistema de apadrinhamento, todo o amor que sentia pelo filho.

Depois, seguiriam ao asilo de idosos, onde, de igual forma, ela poderia escolher um deles, como se fosse seu próprio pai retornando à sua ternura.
Os olhos de Mariana se encheram de lágrimas. Passados alguns dias, ela se declarou pronta para a experiência.
Entre gestos e palavras de carinho, ela elegeu os seus escolhidos.
Se a experiência foi boa para um coração saudoso, o mais importante foi que o grupo de amigas aderiu à ideia.
Hoje, todas têm filhos ou pais apadrinhados, no abrigo e no asilo.
Oferecem alegria, companhia, suprem pequenas necessidades e recebem em troca a imensa satisfação de saber que estão propiciando felicidade a alguém.
Somos imortais. Os que não estão mais ao nosso lado, neste mundo, e nos fazem falta, ficam alojados num cantinho do coração e da memória.
A saudade vai apertar, muitas vezes, dentro do peito. Sempre haverá a vontade de ouvir aquelas vozes novamente…
Contudo, a vida nos oferecerá a possibilidade de encontrar novos amigos, um outro filho, uma nova mãe.
Não deixemos que nossa existência passe em branco e que as adversidades nos congelem os sentimentos, nem sejam causa de grandes sofrimentos.
Saiamos de nós mesmos para amar.
Redação do Momento Espírita.
Em 12.9.2015.

atendimento fraterno na TERÇA-FEIRA


domingo, 23 de setembro de 2018

O bom ânimo








Mas tende bom ânimo. Jesus (João 16:33)
Com facilidade os seres humanos se envolvem em climas de desânimo e desesperança em relação ao futuro da humanidade e, consequentemente, em suas próprias possibilidades.
Os noticiários e programas policiais espetaculosos, as fake news que circulam aos borbotões nas mídias virtuais, o pessimismo e o derrotismo de muitos, inclusive familiares, pesam sobremaneira no senso crítico, colocando em risco o equilíbrio existencial.
Isso acontece pela pouca identidade às coisas do Espírito imortal.
Sem um horizonte concreto, que sempre será fruto de análise racional e boa vontade em relação à vida, facilmente se é levado ao negativismo e a consequente vida sem vida.
Nesse estado não há vida, vegeta-se.
Uma análise até mesmo superficial, mas com boa vontade, é suficiente para se ver que estamos “muito melhores do que há cem anos atrás”, como nos afirma o Espírito Sansão em O Evangelho segundo o Espiritismo.
Embora as enormes diferenças sociais que se demora na sociedade humana, nunca tivemos tantas Entidades voluntariadas voltadas para a melhora das condições de vida dos menos favorecidos. Nunca tivemos tantos trabalhando ostensivamente no bem como hoje.
Nunca existiram tantas possibilidades científicas, tanto conforto material disponível à humanidade como agora.
Bastaria ver a qualidade de vida dos muitos países com alto índice de desenvolvimento social para percebermos as possibilidades que se apresentam para todos os outros.
Bastaria uma mudança sócio-política para que o direcionamento se voltasse para “o lado certo”.
Para isso, no entanto, é preciso ter bom ânimo. Olhos de ver e ouvidos de ouvir, como apregoou Nosso Senhor Jesus Cristo.
Ter ou não bom ânimo também é uma questão de escolha, mas observemos, às vezes precisa-se da experiência causada pela dor evolutiva para amadurecer o senso crítico, e acabar por se perguntar: o quê devo fazer para mudar minha vida ou, ainda, o quê devo deixar de fazer para mudar a minha vida?
Jesus, ao dizer para termos bom ânimo acrescentou em seguida: Eu venci o mundo, e não podemos nos esquecer que Ele também anunciou que poderíamos fazer mais do que Ele fez, e isso só dependeria de uma atitude íntima, portanto, pessoal.
A boa vontade leva ao bom ânimo e o bom ânimo leva à boa vontade. Um pelo outro o discernimento aparece, e acabamos por nos interessar pelas coisas do Espírito, que resultará em uma fé que reclamará o raciocínio para então se firmar em convicção em um futuro melhor, não só para si, mas todos.
Isso se aprende nas lições exaradas do Evangelho do Senhor Jesus, que precisa ser estudado, mas sobretudo Jesus precisa ser reconhecido, por cada um de nós, como Guia e Modelo da humanidade, conforme demonstra a Doutrina Espírita, para que o Reino de Deus se estabeleça na Terra, para todos, a partir de nosso próprio senso moral.
Pensemos nisso.
Antônio Carlos Navarro