#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

quarta-feira, 12 de dezembro de 2018

Chico Xavier e a visita do espírito Scheilla


Chico Xavier sempre contou com muitas amizades, tanto no plano físico como espiritual. Esse relacionamento entre os dois planos, sempre se fazia presente no seu dia a dia.
Era fato comum os amigos visitarem -no em Uberaba, e entre eles, uma senhora de nome Nair ia vê-lo freqüentemente, apesar dos 100 Km de distância, entre sua cidade e a cidade mineira.
Dona Nair , dirigia o Centro Espírita Paz e Amor, localizado em Santa Rita do Passa Quatro. Por diversas vezes, nas reuniões que realizavam, sentia fortemente a presença do espírito Scheilla, entidade essa, constante nas psicografias do médium mineiro.
Como não tinha certeza da presença da querida irmã,, decidiu que quando estivesse ao lado do Chico, perguntaria ao amigo sobre a visitante ilustre.

E foi numa dessas visitas rotineira que, estando em descontraído bate papo na sala de estar do querido médium , que D ª Nair fez menção de interrogá-lo, se seria ou não a abnegada enfermeira que a visitava.
Mas, sua intenção foi lograda, pois, uma das pessoas presentes no local, questionou o anfitrião sobre outro assunto, e esse com o carinho que lhe era peculiar, atendeu prontamente.
Quando a conversa chegava a termo e D ª Nair não se lembrava mais da pergunta que momentos antes quis fazer; eis que o famoso espírita vira-se para o seu lado e lhe diz: “A Scheilla está aqui, e pede para lhe dizer que é ela mesma quem a visita”.

O Dogmatismo e a fé Raciocinada

O dogmatismo milenar vem mantendo a relação entre a fé e a razão algo no mínimo curioso, visto que ter fé deveria significar: crer, acreditar, saber, confiar etc., em algo que se pudesse pelo menos encontrar argumentos que os justificassem a luz de uma análise mais profunda, e não, como a grande maioria de seus seguidores demonstra, aceitando sem qualquer cuidado em verificar se essa fé se fundamenta em algo aceitável por qualquer inteligência mediana, visto que para se crer em alguma coisa, é necessário que se acredite na existência dessa coisa.
A fé que o Espiritismo nos prega está fundamentada no trabalho grandioso de estudo e pesquisa, empreendido na confecção dos postulados nos quais se fundamenta a Codificação Espírita, nascida da observação dos fatos, da análise minuciosa de cada situação acontecida, observada, comparada e conferida à luz da razão, em seus mínimos detalhes, pelo insigne codificador através do raciocínio e sob a orientação dos Espíritos Superiores, constituindo-se, por isso mesmo, em argumentos tão lógicos que nos levaram a desenvolver a fé que hoje denominamos de “Fé raciocinada”.
“… A fé sincera é empolgante e contagiosa; comunica-se aos que não na tinham, ou, mesmo, não desejariam tê-la. Encontra palavras persuasivas que vão à alma. Ao passo que a fé aparente usa de palavras sonoras que deixam frio e indiferente quem as escuta. Pregai pelo exemplo da vossa fé, para a incutirdes nos homens. Pregai pelo exemplo das vossas obras para lhes demonstrardes o merecimento da fé. Pregai pela vossa esperança firme, para lhes dardes a ver a confiança que fortifica e põe a criatura em condições de enfrentar todas as vicissitudes da vida.
Tende, pois, a fé, com o que ela contém de belo e de bom, com a sua pureza, com a sua racionalidade. Não admitais a fé sem comprovação, cega filha da cegueira. Amai a Deus, mas sabendo porque o amais; crede nas suas promessas, mas sabendo porque acreditais nelas; segui os nossos conselhos, mas compenetrados do fim que vos apontamos e dos meios que vos trazemos para o atingirdes. Crede e esperai sem desfalecimento: os milagres são obras da fé. – José, Espírito protetor. (Bordéus, 1862.) (1)
Isso significa dizer que, não devemos apenas aceitar seus argumentos, seus estudos e pesquisas sem nos determos em uma análise sob nossa própria ótica, utilizando a bênção da inteligência de que somos portadores. Chama-nos a atenção afirmando que: “Fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão em todas as épocas da humanidade”. (2)
A própria Doutrina Espírita esclarece que não devemos, simplesmente, aceitar os conceitos contidos na codificação sem uma análise fria e detalhada do que ela contém, dando-nos o direito até mesmo de ter nossas próprias dúvidas, pois é ela antes de tudo democrática, não é imposta a quem quer que seja, pois entende que muitas das coisas que não aceitamos hoje, por absoluto desconhecimento, amanhã tornar-se-á algo, perfeitamente, aceitável, em vista das descobertas da ciência, no desenvolvimento de outros mecanismos hoje desconhecidos.
Entendemos que é da saudável discussão que nascem as respostas mais próximas da verdade; no trocar de experiências, contribuindo cada qual com a fração de seus conhecimentos, contribuindo para uma melhor compreensão dos fatos por todos os seus participantes, pois não somos conhecedores de todas as áreas da ciência e sim, da área em que nos especializamos mais particularmente ou que exercemos nossas atividades profissionais etc.
Nós, Cristãos Espíritas, não podemos afastar por motivo algum, sob nenhum pretexto a faculdade de dialogar, não somente entre os seguidores da filosofia que abraçamos, mas, também com todos os nossos irmãos em humanidade, detentores de conhecimento da área filosófica ou científica, buscando constantemente o aperfeiçoamento a renovação o aprimoramento e a atualização de nossos conhecimentos, ampliando nossa visão do todo sem nos fechar na pretensão de sermos os únicos donos da verdade, para não repetir os erros de tantos quantos se enclausuraram na vaidade do saber tudo, tomando por base unicamente os dogmas aceitos pela fé cega de outrora.
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição, cap. XIX, item 11;
(2) KARDEC, ALLAN. O Evangelho Segundo o Espiritismo – FEB, 112ª edição, cap. XIX, item 7.

Dos equívocos e das distorções doutrinárias

distorções doutrinárias
A falta de estudo da Doutrina Espírita, a ausência do uso da razão e do bom senso e também o isolamento dos grupos (fechando-se em si mesmos) são os responsáveis pelos absurdos que se cometem em nome da Doutrina e seu movimento. E isso fica por conta de quem pratica, pois o Espiritismo não pode ser responsabilizado por aqueles que não raciocinam o que fazem.
São muitos os exemplos, alguns citados em livros, jornais e revistas, por articulistas e autores diversos, todos respeitáveis e conhecidos na atividade espírita, os quais permito-me citar uns ou outros (os exemplos) para desenvolvimento do presente artigo.
Enquadram-se nesses equívocos:
a) Obrigatoriedade de passe em todo e qualquer comparecimento ao Centro Espírita;
b) Toda pessoa que chega perturbada ao Centro Espírita é médium;
c) Os médiuns são seres elevados e extraordinários;
d) Os oradores e expositores são seres infalíveis – “falou tá falado”;
e) Médium experiente não precisa estudar;
f) Não se deve bater palmas ao final de palestras para não dispersar fluidos;
g) Casamento, batizado, uso de gestos e imagens, roupas especiais, cromoterapia, cristais, TVP, pirâmides e etc, no Centro Espírita;
h) As mãos dadas formam correntes de proteção;
i) Comemoração de Páscoa e Semana Santa no Centro Espírita;
j) Para recarregar energias, o aplicador de passes deve encostar a cabeça na parede após a tarefa;
k) Mulheres não devem entrar de saia no centro;
l) Homens e mulheres devem sentar-se em fileiras separadas no ambiente do centro;
m) Reencarnação serve para pagar dívidas;
n) Os espíritos comunicantes sabem tudo;
o) Determinado Centro Espírita é forte e o outro é fraco;
p) Uso de expressões, como mesa branca, baixo espiritismo, encosto e muitos outros absurdos como aqueles das correntes no chão e das garrafas em prateleiras para prender os espíritos obsessores ou da mesa de concreto que suporte os murros dos médiuns indisciplinados.
Ora, o Espiritismo é profundamente racional. O espírita precisa sempre saber porque faz determinada prática. Pensar no que faz e analisar se está dentro do bom senso, da razão e, principalmente, se há coerência no que se pratica e o que a Doutrina ensina.
Com objetivos tão elevados e fundamentos tão racionais, como poderia o Espiritismo ver em casas que se dizem espíritas, práticas tão distantes de sua orientação? Só a falta do estudo doutrinário pode responder por esses absurdos que, comportariam, em muitos casos, diversas argumentações e comentários sobre sua nulidade e incoerência.
E também caracterizam-se como práticas distantes do dinamismo da Doutrina: o espírita desanimado, o Centro distante e isolado do estudo e da divulgação – preocupado apenas com a prática mediúnica; a Casa Espírita isolada do movimento – que traz entusiasmo e renovação; também o expositor que transmite aos ouvintes a ideia de um Espiritismo de tristeza, dor ou sofrimento, e, finalmente, o espírita que não estuda. Como aceitar também aquelas reuniões sem nenhuma motivação, onde um lê e todos ouvem – ou dormem, criando a figura do “espírita de banco” (aquele que entra, senta, ouve e vai embora)? Ou a presença no Centro como se fosse uma obrigação penosa, sem alegria?
Espiritismo é alegria, é vida! E trabalho vibrante, com harmonia, coerência e união. Daí a necessidade do estudo individual, estudo em grupo, união de forças entre os trabalhadores da mesma casa e entre as casas da cidade e região. Isso traz entusiasmo, revitaliza o movimento e afasta os equívocos. A troca de experiências é algo muito positivo e que não devemos temer. O espírita esclarecido é dedicado à causa, sempre estuda, melhora-se, gradualmente, e trabalha sempre, confiando em Deus – mas usando sua própria razão.
Essas questões precisam ser discutidas para aparelharmos melhor nossas casas, tornando-as colmeias de trabalho, união e amor, para que não se distanciem dos objetivos que nortearam sua fundação.


Orson Peter Carrara

Natal, motivo de mudanças!

“As palavras que eu vos tenho dito são espírito e vida.” (João, 6:13)
Na alegria contagiante dessa época de Natal é importante que acalentemos nossa fé em Jesus sem esquecermos que também ELE deposita sua fé em cada um nós. Isto porque cada Espírito representa um mundo onde o Cristo deve florescer.
Quando estivermos dispostos a manter nossos pensamentos mais simples e mais puros nas felizes notícias trazidas pela Boa Nova, certamente, seremos contagiados por sua claridade sublime, oriunda das Leis Superiores que nos presidem aos destinos e nos ensinam a prática da caridade e do amor ao próximo, extinguindo a incompreensão e o temor.
Cristãos Espíritas, que dizemos ser, somos sabedores de que esperar a reforma do mundo sem proceder, primeiramente, a do homem é uma insensatez inadmissível. Impossível existir povos cristãos sem a necessária edificação da alma cristã.
“Onde estiver Jesus, alma querida e boa,
Ilusão, erros, falhas apareçam embora,
Ainda mesmo que o mal em torno desarvora,
Esclarece, ilumina, ampara, aperfeiçoa.
Onde estiver Jesus, nada se diz à toa,
O engano pede luz onde a verdade mora,
A caridade reina, a esperança, hora a hora,
Alteia-se mais bela; o trabalho abençoa.
Onde estiver Jesus, humilhado ou sozinho,
Nas desfigurações ou nos aleives do caminho,
Inflama-te de amor – sol ardente e fecundo!…
Onde estiver Jesus… Eis que Jesus te espera
A bondade, o perdão, a decisão, a paz, a fé sincera.
Para glória da vida e para a redenção do mundo.” (1)
Dessa forma, o Natal do Senhor reveste-se de profunda importância para cada um de nós em particular, pois temos conosco um grandioso tesouro de bênçãos divinas e um imenso campo de sentimentos por educar, ignorância por corrigir e outros tantos hábitos infelizes por reformar, primeiramente, em nós mesmos e posteriormente em volta dos nossos passos.
Jesus trouxe consigo a mensagem da verdadeira fraternidade e, revelando-a, manteve-se fiel aos desígnios do seu Pai que o enviou desde o berço de palha até o momento de sua morte na Cruz da ignorância, quando mostrou toda sua natureza Superior solicitando ao Pai que nos perdoasse.
Jesus, o Missionário Maior da Redenção Humana, foi e será sempre o maior servidor dos homens de todos os tempos e civilizações da Terra, tornando-se por essa razão o Mestre e Guia a quem devemos seguir.
Assim, resta-nos exercitar em nosso dia a dia as suas ações e seus exemplos recordando que em todas as ocasiões nos recomendou que nos amemos uns aos outros como Ele nos amou, porque a Boa Nova significa Boa Vontade de crescer amar e servir à Deus, cada vez mais e melhor.
Ofertemos ao semelhante um olhar de simpatia e comecemos a viver, realmente, sob a inspiração do Evangelho de Jesus, iniciando uma nova forma de desfrutar da vida, em busca da harmonia e da paz que ainda não encontramos.
Urge compreender em definitivo, que o Natal não pode mais ser apenas uma promessa de fraternidade para ser vivenciada apenas nessa época do ano, mas, acima de tudo, é a receita recomendada pelo Cristo que nos convence a servir sempre, em vez de esperar ser servido, compreender sem esperar compreensão, fazendo a parte que nos está confiada pela Soberana Sabedoria do Universo, contribuindo para o progresso individual e coletivo da sociedade.
Que busquemos seguir Jesus, nosso Mestre e Guia, renovando desde já a nossa atitude pessoal com seus ensinamentos, porque ninguém vai ao Pai senão por ELE.
Francisco Rebouças
Referências Bibliográficas:
(1) XAVIER, FRANCISCO CÂNDIDO. Espírito Maria Dolores. Antologia da Espiritualidade. Capítulo “Onde Estiver Jesus”.

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

ESTAMOS NO FIM DO MUNDO


O planeta Terra está em transição. É o "FIM DO MUNDO" de provas e expiações e o início do mundo de regeneração. Muitos chamam de "FINAL DOS TEMPOS". Sim, final do tempo ruim e início de tempo bom. Enfim, nosso planeta está evoluindo, embora não pareça. Segundo Divaldo Franco no livro Entrevistas & Lições "...no terceiro milênio haverá uma grande transformação...o processo de evolução é muito lento e costumamos dizer que, até o dia 31 de dezembro de 2999 ainda estaremos no terceiro milênio." Entendemos que, a transição acontecerá dentro do terceiro milênio, portanto, não acontecerá tão rapidamente. Estamos naquela "peneira" simbólica que Jesus mencionou, onde está havendo a separação do joio e do trigo. E esta separação ocorre no plano espiritual ao desencarnarmos. Os bons continuarão reencarnando na Terra para dar exemplo e continuidade a um planeta regenerado. E os maus estão tendo a oportunidade de regenerar-se, senão terão que mudar para outro planeta que condizem com seu comportamento. Mas, como está no livro “Transição Planetária”: “Antes, porém, de chegar esse momento, a violência, a sensualidade, a abjeção, os escândalos, a corrupção atingirão níveis dantes jamais pensados, alcançando o fundo do poço, enquanto as enfermidades degenerativas, os transtornos bipolares de conduta, as cardiopatias, os cânceres, os vícios e os desvarios sexuais clamarão por paz, pelo retorno à ética, à moral, ao equilíbrio(...)
“Como em toda batalha, momentos difíceis surgirão exigindo equilíbrio e oração fortalecedores, os lutadores estarão expostos no mundo, incompreendidos, desafiados por serem originais na conduta, por incomodarem os insensatos que, ante a impossibilidade de os igualarem, irão combatê-los, e padecendo diversas ocasiões de profunda e aparente solidão... Nunca, porém, estarão solitários, porque a solidariedade espiritual do Amor estará com eles, vitalizando-os e encorajando-os ao prosseguimento (...)”
Então, colaboremos com esta transição. O mundo só será melhor quando melhorarmos o mundo que existe dentro de nós. Como disse André Luiz: "A vida fora de nós é a imagem daquilo que somos por dentro." Pensemos nisso!

Rudymara

ALIMENTO NO NOSSO LAR


CAPÍTULO 18:
AMOR, ALIMENTO DAS ALMAS

Terminada a oração, chamou-nos à mesa a dona da casa, servindo caldo reconfortante e frutas perfumadas, que mais pareciam concentrados de fluidos deliciosos. Eminentemente surpreendido, ouvi a senhora Laura observar com graça:
- Afinal, nossas refeições aqui são muito mais agradáveis que na Terra. Há residências, em "Nosso Lar", que as dispensam quase por completo; mas, nas zonas do Ministério do Auxílio, não podemos prescindir dos concentrados fluídicos, tendo em vista os serviços pesados que as circunstâncias impõem. Despendemos grande quantidade de energias. É necessário renovar provisões de força.
- Isso, porém - ponderou uma das jovens -, não quer dizer que somente nós, os funcionários do Auxílio e da Regeneração, vivamos a depender de alimentos. Todos os Ministérios, inclusive o da União Divina, não os dispensam, diferindo apenas a feição substancial. Na Comunicação e no Esclarecimento há enorme dispêndio de frutos. Na Elevação o consumo de sucos e concentrados não é reduzido, e, na União Divina, os fenômenos de alimentação atingem o inimaginável.
Meu olhar indagador ia de Lísias para a Senhora Laura, ansioso de explicações imediatas. Sorriam todos da minha natural perplexidade, mas a mãe de Lísias veio ao encontro dos meus desejos, explicando:
- Nosso irmão talvez ainda ignore que o maior sustentáculo das criaturas é justamente o amor. De quando em quando, recebemos em "Nosso Lar" grandes comissões de instrutores, que ministram ensinamentos relativos à nutrição espiritual. Todo sistema de alimentação, nas variadas esferas da vida, tem no amor a base profunda. O alimento físico, mesmo aqui, propriamente considerado, é simples problema de materialidade transitória, como no caso dos veículos terrestres, necessitados de colaboração da graxa e do óleo. A alma, em si, apenas se nutre de amor. Quanto mais nos elevarmos no plano evolutivo da Criação, mais extensamente conheceremos essa verdade. Não lhe parece que o amor divino seja o cibo do Universo?
Tais elucidações confortavam-me sobremaneira. Percebendo-me a satisfação íntima, Lísias interveio, acentuando:
- Tudo se equilibra no amor infinito de Deus, e, quanto mais evolvido o ser criado, mais sutil o processo de alimentação. O verme, no subsolo do planeta, nutre-se essencialmente de terra. O grande animal colhe na planta os elementos de manutenção, a exemplo da criança sugando o seio materno. O homem colhe o fruto do vegetal, transforma-o segundo a exigência do paladar que lhe é próprio, e serve-se dele à mesa do lar. Nós outros, criaturas desencarnadas, necessitamos de substâncias suculentas, tendentes à condição fluídica, e o processo será cada vez mais delicado, à medida que se intensifique a ascensão individual.
- Não esqueçamos, todavia, a questão dos veículos - acrescentou a senhora Laura -, porque, no fundo, o verme, o animal, o homem e nós, dependemos absolutamente do amor. Todos nos movemos nele e sem ele não teríamos existência.
- É extraordinário! - aduzi, comovido.
- Não se lembra do ensino evangélico do "amai-vos uns aos outros"? - prosseguiu a mãe de Lísias atenciosa - Jesus não preceituou esses princípios objetivando tão-somente os casos de caridade, nos quais todos aprenderemos, mais dia menos dia, que a prática do bem constitui simples dever. Aconselhava-nos, igualmente, a nos alimentarmos uns aos outros, no campo da fraternidade e da simpatia. O homem encarnado saberá, mais tarde, que a conversação amiga, o gesto afetuoso, a bondade recíproca, a confiança mútua, a luz da compreensão, o interesse fraternal - patrimônios que se derivam naturalmente do amor profundo - constituem sólidos alimentos para a vida em si. Reencarnados na Terra, experimentamos grandes limitações; voltando para cá, entretanto, reconhecemos que toda a estabilidade da alegria é problema de alimentação puramente espiritual.
Formam-se lares, vilas, cidades e nações em obediência a imperativos tais.
Recordei instintivamente as teorias do sexo, largamente divulgadas no mundo; mas, adivinhando-me talvez os pensamentos, a senhora Laura sentenciou:
- E ninguém diga que o fenômeno é simplesmente sexual. O sexo é manifestação sagrada desse amor universal e divino, mas é apenas uma expressão isolada do potencial infinito. Entre os casais mais espiritualizados, o carinho e a confiança, a dedicação e o entendimento mútuos permanecem muito acima da união física, reduzida, entre eles, a realização transitória. A permuta magnética é o fator que estabelece ritmo necessário à manifestação da harmonia. Para que se alimente a ventura, basta a presença e, às vezes, apenas a compreensão.
Valendo-se da pausa, Judite acrescentou:
- Aprendemos em "Nosso Lar" que a vida terrestre se equilibra no amor, sem que a maior parte dos homens se aperceba. Almas gêmeas, almas irmãs, almas afins, constituem pares e grupos numerosos. Unindo-se umas às outras, amparando-se mutuamente, conseguem equilíbrio no plano de redenção. Quando, porém, faltam companheiros, a criatura menos forte costuma sucumbir em meio da jornada.
- Como vê, meu amigo - objetou Lísias contente -, ainda aqui é possível relembrar o Evangelho do Cristo. "Nem só de pão vive o homem." Antes, porém, de se alinharem novas considerações, tiniu a campainha fortemente.
Levantou-se o enfermeiro para atender.
Dois rapazes de fino trato entraram na sala.
- Aqui tem - disse Lísias, dirigindo-se a mim gentilmente – nossos irmãos Polidoro e Estácio, companheiros de serviço no Ministério do Esclarecimento.
Saudações, abraços, alegria.
Decorridos momentos, a senhora Laura falou sorridente:
- Todos vocês trabalharam muito hoje. Utilizaram o dia com proveito.
Não estraguem o programa afetivo, por nossa causa. Não esqueçam a excursão ao Campo da Música.
Notando a preocupação de Lísias, advertiu a palavra materna:
- Vai, meu filho. Não faças Lascínia esperar tanto. Nosso irmão ficará em minha companhia, até que te possa acompanhar nesses entretenimentos.
- Não se incomode por mim - exclamei, instintivamente.
A senhora Laura, porém, esboçou amável sorriso e respondeu:
- Não poderei compartilhar das alegrias do Campo, ainda hoje. Temos em casa minha neta convalescente, que voltou da Terra há poucos dias.
Saíram todos, em meio do júbilo geral. A dona da casa, fechando a porta, voltou-se para mim e explicou sorridente:
- Vão em busca do alimento a que nos referíamos. Os laços afetivos, aqui, são mais belos e mais fortes. O amor, meu amigo, é o pão divino das almas, o pábulo sublime dos corações.

PRECISAMOS PEDIR MENOS E AGIR MAIS


Estamos em plena Transição Planetária.
As religiões precisam ajudar seus seguidores a melhorar suas atitudes em relação à sua vida e a dos outros. 
Chega de viciar seus fieis a buscarem religião com segunda intenção, somente com interesse de resolver problemas físicos e materiais.
Chega de buscar a voz de “espíritos” em consultas espirituais para saber coisas que a voz da nossa consciência pode responder.
Chega de querer afastar negatividade com amuletos, fórmulas mágicas, orações milagrosas. Quem atrai ou repele o mal são nossas atitudes.
Chega de pedir curas milagrosas do corpo físico aos céus sem se esforçar para cuidar da saúde física e espiritual. 
Chega de empurrar nossas culpas, falhas, erros, vícios aos desencarnados, aos pais ou a outra pessoa qualquer. 
Chega de pedir coisas para Deus e Jesus sem se esforçar em ouvir Seus pedidos para nós.
Somos hoje o que fizemos de nós ontem e seremos amanhã o que fizermos hoje. É a colheita...
Moramos num planeta que abriga espíritos rebeldes e ignorantes, dentre eles estamos nós. Como querer ter pai, mãe, irmãos, filhos, etc., perfeitos?
Precisamos tirar lições dessa convivência.
Muitas vezes nos encontramos na família para aparar arestas que deixamos para trás no passado reencarnatório.
Temos que nos perguntar: Será que não fui um filho ingrato e relapso? Será que não fui um pai ou uma mãe irresponsável? Por que estas pessoas com quem convivo são assim? Por que eu sou assim? Onde devo ajudá-los? Como posso melhorar?
A maior cobrança deve vir de nós para nós. 
É hora de assumirmos responsabilidades, as consequências dos nossos atos.
Mas, onde devemos nos apoiar para pedir ajuda? No Evangelho de Jesus. Nele há as normas de conduta que nos fará responsáveis, fortes e úteis na Sua seara.

Rudymara

quinta-feira, 6 de dezembro de 2018

TOQUES ESPIRITUAIS DO PRETO VELHO AMIGO – XVI*

1653 toques espirituais do preto velho amigo xvi

 
1. Como asseverou Nosso Senhor: “a cada um segundo suas obras”.
Por isso, o aprofundamento espiritual é a coisa mais séria de todas.
Não se pode brincar com isso e nem misturar quizilas de ego no serviço!
Os participantes de trabalhos e estudos espirituais precisam estar atentos…
É fácil cair da sela, se os cavaleiros não forem prudentes e responsáveis.
 
2. Dizer-se iniciado espiritual é fácil. O difícil é trabalhar na crosta da Terra e fazer a caridade em Nome do Nosso Senhor.
 
3. Os irmãozinhos das trevas adoram demandas entre trabalhadores espirituais. Isso transforma negativamente as energias e favorece suas investidas invisíveis contra o esclarecimento da Luz. Na verdade, eles se alimentam disso!
 
4. Muitas vezes, os espíritos infelizes exploram as demandas internas que já encontram nas mentes de suas vítimas. Eles entram no clima espiritual delas e insuflam mais demandas. O resultado disso são aquelas sensações estranhas e deprimentes, que surgem sem motivo aparente, mas, que são impostas por esses agentes extrafísicos (sempre à cata de energias e pensamentos inferiores).
 
5. Quem está nas lides espirituais precisa ser responsável e coerente com tudo aquilo que estuda e almeja. Essa não é uma área para pessoas que querem permanecer nas sombras de si mesmas. É preciso coragem para vencer as próprias mazelas e não abrir brechas para coisas ruins.
 
6. Nosso Senhor não olha raça ou credo de ninguém!
O que Ele vê é o esforço de cada um na constante melhoria de si mesmo…
O valor do serviço dos filhos de fé só pode ser avaliado por Oxalá, o verdadeiro Mestre de todos.
 
7. Na verdade, o trabalhador espiritual que se julga especial e superior aos outros está doente da consciência! Sua arrogância é sua chaga principal. Seus irmãozinhos das trevas sabem disso (e consideram-se semelhantes, pois também são assim).
 
8. A escolta dos bons trabalhadores é o seu próprio caráter.
O que eles são verdadeiramente, está bem claro em seus propósitos e atos.
Pela Lei de Sintonia Espiritual, os emissários extrafísicos de Oxalá os acompanham e inspiram suas jornadas…
 
9. Para Nosso Senhor, não existem grandes ou pequenos trabalhadores…
Pois todos são centelhas espirituais do seu Amor Infinito.
 
10. Curvar os joelhos pode ser apenas um movimento externo e dependente de condicionamentos religiosos, mas, curvar o orgulho diante do infinito e queimar as próprias quizilas internas no fogo da consciência clara, é atitude venturosa e de acordo com os ensinamentos espirituais elevados.
           
P.S.:
Quem está na senda espiritual caminha pelo Coração Infinito de Oxalá... E sabe que é Ele que comanda tudo! Essa verdade não precisa de confirmação, porque já ressoa no coração dos filhos de fé. Eles sabem que é o Senhor da Vida que canta a espiritualidade neles.
Fé. Luz. Amor. Axé.
 
- Pai Joaquim de Aruanda –
(Recebido espiritualmente por Wagner Borges – São Paulo, 10 de outubro de 2018.)

poesias

Resultado de imagem para flores

FLORES

Ah, as flores como são belas!

São pequenos chacras da natureza,

Botões em cores, criaturinhas cheias de beleza.

Alguém magoado pode dizer:

- Como se pode falar de flores num planeta tão cheio de dores?

Ao que nós, poetas inveterados, retrucamos:

- Como é que se pode falar de dores num planeta tão cheio de flores?

E isso sem falar nos amores, que apartam as dores.

Pois é, meus amigos, falamos de flores com vocês, esperando que vocês sejam

Bonitas flores espirituais no jardim da vida.

Que Deus lhes abençoe e os torne poetas na próxima vida.


- Cia do Amor (A turma dos Poetas em Flor) 

A emocionante aparição de santa portuguesa no quarto de Chico Xavier


Quando Chico Xavier tinha 17 anos de idade, ele estava em seu quarto, à noite, orando, de joelhos ao pé da cama. Viu seu quarto iluminar-se e uma senhora, de admirável presença, dirigiu-se a ele falando em castelhano. Mesmo ignorando esse idioma, entendeu perfeitamente o que ela dizia:
– Francisco, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, venho solicitar o seu auxílio em favor dos pobres, nossos irmãos.
Emocionado e em lágrimas, Chico lhe perguntou:
– Senhora, quem sois?
Ela lhe respondeu:
– Você não se lembra agora de mim; no entanto, sou Isabel, Isabel de Aragão.
Chico não conhecia nenhuma senhora com esse nome e estranhou o que ela lhe dizia; no entanto, uma força o continha, calando qualquer comentário. Perguntou então:
– Senhora, sou pobre e nada tenho para dar. Que auxílio poderei prestar aos mais pobres do que eu mesmo?
Ela esclareceu com doçura:
– Você nos auxiliará a repartir pães com os necessitados.
E Chico argumentou com pesar:
– Senhora, quase sempre, não tenho pão para mim. Como poderei repartir pães com os outros?
A senhora sorriu e esclareceu:
– Chegará o tempo em que você disporá de recursos. Você vai escrever para as nossas gentes peninsulares e, trabalhando por Jesus, não poderá receber vantagem material alguma pelas páginas que produzir, mas vamos providenciar para que os Mensageiros do Bem lhe tragam recursos para iniciar a tarefa. Confiemos na bondade do Senhor.
Chico passou as duas semanas seguintes sem entender o significado de “gentes peninsulares” e sem saber quem teria sido Isabel de Aragão. Uma noite, após suas preces, surge-lhe um Espírito que se identificou como Fernão Mendes, dizendo que havia sido no século XIV, confessor de Isabel, a Rainha Santa de Portugal (1270-1336). Explicou-lhe o significado de “gentes peninsulares”, como sendo os habitantes da península europeia; também lhe disse que, por recomendação dela, não lhe faltariam recursos para a distribuição de pães aos necessitados.
No primeiro sábado após essa ocorrência, Chico e sua irmã Luíza foram até uma ponte onde se refugiavam alguns indigentes. Levavam para eles um cesto com apenas oito pães que repartiram entre todos. Foi assim que ele iniciou essa tarefa em Pedro Leopoldo-MG, que durou de 1927 a1958. Em janeiro de 1959 Chico mudou-se para Uberaba. Sua casa ficava vizinha de três núcleos de favelas. A distribuição de pães foi novamente retomada, atendendo àquelas comunidades carentes, todos os sábados, chegando a distribuir em torno de 1.500 pães por semana.
Extraído do Livro:
Chico Xavier e Isabel, a Rainha Santa de Portugal – autor: Eduardo C. Monteiro
Médium: Valter Turini
Espírito: Monsenhor Eusébio Sintra