#htmlcaption1 Deus, força e luz O evangelho ensinado e vivenciado ha 99 anos

sábado, 16 de fevereiro de 2019

Os bons morrem jovens? Qual a visão espírita?


MOMENTO ESPÍRITA
Quando morre alguém, cuja reputação é de bondade e desprendimento, ouve-se muitos lamentos.
Frases como: Que pena, era tão bom!, somam-se a outras do tipo: Os bons vão primeiro. Os bons Deus deseja para si. Os maus ficam por aqui mesmo.
Se morre um vizinho a quem estimamos, exclamamos: Por que ele? Antes fosse Fulano, que é tão perverso.
Quando uma personalidade, cujo conceito é de maldade, até crueldade, escapa de um perigo, de um atentado, logo falamos: Se fosse um homem de bem teria morrido.
Reflexionemos a respeito dessas nossas reações. Será possível que Deus se engane em Suas deliberações?
Será verdadeiro que os bons morrem antes, permanecendo os maus para prosseguirem sua escalada de desatinos?
Basta uma breve observação e logo descobriremos que isso não é real. Se assim fosse, convenhamos, o Mundo estaria bem pior.
Ademais, todos os dias morrem pessoas jovens, que se permitiram abraçar pela droga ou se acumpliciaram com a imprudência, desaparecendo em acidentes diversos.
Quantas vezes já ouvimos as notícias da morte de astros e estrelas, no auge da juventude, da madureza e da fama?
Ao lado deles morrem sim, todos os dias, seres anônimos, bons e maus.
Estudiosos, dedicados, arrimos de família ou simplesmente criaturas que nada contribuíram para a felicidade de quem quer que seja, antes pela infelicidade.
Em verdade, salvo os casos de suicídio direto ou indireto, ninguém morre antes do tempo programado.
Aquele que parte concluiu a sua tarefa, enquanto o que permanece, por vezes, mal a iniciou.
É coerente que o primeiro se liberte e o segundo prossiga na carne.
Se um prisioneiro cumpriu toda sua pena, justo que possa gozar da liberdade.
E para o Espírito, a verdadeira liberdade consiste no rompimento dos laços que o prendem ao corpo.
Quando são pessoas do nosso convívio afetivo, normalmente, as vemos como as melhores do Mundo, sem defeito algum.
Por isso, quando se vão para o outro lado da vida, achamos que foram antes do tempo.
Entretanto, a Justiça de Deus jamais falha e tudo está correto.
É assim que temos sempre entre nós Espíritos dedicados. Lembramos do médium mineiro Francisco Cândido Xavier.
Serviu a Humanidade, sendo o medianeiro dos Espíritos. Corações de pais, esposos, irmãos, amigos, namorados foram consolados pelas mensagens dos seus amores.
Mensagens vindas através das mãos da sua mediunidade.
Madre Teresa de Calcutá morreu aos 87 anos de idade. Desde a juventude dedicou-se aos pobres mais pobres, espalhando suas Casas de Caridade pelo Mundo afora.
Como eles, outras tantas vidas envelhecem no Mundo servindo ao semelhante.
Habituemo-nos a não censurar o que não podemos compreender. Muitas vezes, o que nos parece um mal é um bem.
E somente as nossas faculdades limitadas não nos permitem perceber.
Francisco Cândido Xavier psicografou mais de quatro centenas de livros.
Esses livros, publicados e republicados, em vários idiomas, continuam consolando, esclarecendo, alevantando vidas.
Madre Teresa de Calcutá deixou um legado de amor, no Mundo, com suas Casas de Caridade espalhadas por quase todos os países.
Tiveram longos anos na Terra. Mensageiros de Deus, espalharam o bem que vivenciaram todos os dias.

Trabalho e Crítica

Quando o Tédio apareça
Trabalho edificante em andamento no Plano Físico, onde se reúnem milhões de criaturas diferentes entre si, não se desenvolve sem críticas.
A pancadaria verbal cercará os obreiros.
E explodem objurgatórias, tais quais estas:
– Por que tanta lentidão nos detalhes?
– É impossível não estejam vendo as falhas com que se mostram…
– Aquele cooperador é um desastre…
– Não se compreende uma realização assim tão elevada em mãos tão incompetentes.
– Não consigo colaborar com gente tão despreparada…
– Tudo cairá sobre a turma irresponsável!
– Estão todos errados…
– Aguardemos o fracasso final…
Quando essas vozes se façam ouvir, não temas e prossegue trabalhando.
Imperfeições todos temos e teremos, até que possamos alcançar o Plano Divino.
Problemas evidenciam presença e colaboração.
Dificuldades trazem observações e observações justas geram insegurança.
Deixa que a censura te vigie e segue adiante.
Apesar de nossos erros e acima de todas as nossas deficiências, a construção do Bem não nos pertence; essencialmente, pertence a Jesus que zelará por ela, em nome de Deus.
E sabemos que o trabalho de Jesus não pode e nem deve parar.
A vida não nos pede o impossível para que nos integremos nos mecanismos da caridade, extinguindo as provações que atormentam a Terra, mas, para que o mal desapareça, espera de cada um de nós essa ou aquela migalha do bem.
Livro: Convivência
Chico Xavier/Emmanuel

Vida e morte

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Narra-se que o príncipe Sidarta Gautama, após ter-se iluminado, oportunamente interrogou os seus discípulos, indagando qual era o oposto de morte, e eles responderam que era vida.
Após reflexionar por momentos, o nobre mestre redarguiu, tranquilo, que o inverso de morte é renascimento, porquanto sempre se está na vida, quer se deambule através do corpo físico ou fora dele.
Em realidade, a vida biológica, em face da organização molecular que se desestrutura, experimenta, inevitavelmente, a sua desagregação, quando ocorre o fenômeno da morte, que libera do casulo em que se enclausura o Espírito imortal.
Viajor do tempo e do espaço, singra os oceanos de energia, energia pensante que é, vestindo-se, despindo-se e revestindo-se de matéria orgânica para o ministério da evolução, em cujo curso se encontra inscrito.
A vida, no entanto, desde quando criada por Deus, jamais se extingue, alterando-se constantemente de expressão de acordo com os instrumentos de que se utiliza, até lograr o estado de plenitude ou alcançar o Reino dos Céus.
A inevitabilidade da morte biológica deve constituir grave quesito de fundamental importância nas reflexões de todas as criaturas, tendo em vista o momento que será por ela alcançado inapelavelmente.
A depender das circunstâncias e dos fatores que a desencadeiam, a morte foi transformada em tabu, como se constituísse uma verdadeira desgraça, quando é simplesmente uma porta que se abre na direção da Realidade…
A conscientização da transitoriedade do corpo somático, elaborado pelo Divino Amor para servir de solo fértil para a fecundação e desenvolvimento dos atributos adormecidos no Espírito, representa conquista valiosa para a harmonia do ser durante a aprendizagem terrestre.
Mediante o respeito que deve ser dedicado à estrutura orgânica, faculta-se-lhe uma existência de equilíbrio ou de desar, que lhe proporciona libertação fácil ou demorada, conforme a maneira como se haja dele utilizado. Assim sendo, a morte não significa o fim da vida, mas a bênção do renascimento em outra dimensão estuante de vibração e de progresso.
Não fora assim e todo o projeto e realização do ser humano perderia o seu significado grandioso, quando a desoxigenação cerebral anulasse as contínuas modificações celulares.
O ser humano tem como destino a conquista do Infinito, e esse logro não pode ser alcançado em apenas uma etapa, considerando-se a incontável pluralidade de constelações de galáxias, que o Pai criou para servir de morada para os Seus filhos…
O sentido psicológico do existir, igualmente ficaria afetado, em face do ínfimo espaço entre berço e túmulo, prelúdio do aniquilamento da inteligência e da razão, tendo-se em vista a eternidade…
Morte, portanto, é renascimento, sono momentâneo que faculta o despertar em novo campo vibratório.
Aqueles seres queridos que morreram, em realidade não se consumiram, conforme estabelecem algumas correntes do materialismo, anulando a grandeza da vida. Eles vivem e esperam por ti, acompanhando-te por enquanto e auxiliando-te na aquisição dos tesouros imarcescíveis das virtudes espirituais.
Eles resguardam os seres queridos, tendo a visão ampliada em torno da realidade que ora defrontam, e gostariam que fosse alcançada pelos afetos que ficaram na retaguarda.
Por essa razão, encorajam-nos durante as provações, oferecem-lhes braços amigos e inspiração contínua para que permaneçam em paz, embora o rugir das borrascas perigosas que desabam sobre suas existências com certa frequência…
Mas nem todos são felizes, como se pode facilmente compreender.
Cada um desperta conservando os valores com os quais adormeceu.
Todos os títulos de mérito ou de demérito permanecem válidos para aquele que os conduz durante a jornada carnal ou após o seu decesso tumular.
Desse modo, os Espíritos venturosos de hoje são aqueles que ontem se empenharam no culto dos deveres elevados, que transformaram a existência em formoso educandário, no qual abrilhantaram a inteligência e enterneceram o coração, transformando-se em sinfonia viva de amor.
Aqueloutros, porém, que da existência terrestre somente cultivaram os sentimentos negativos, atados às paixões nefastas, profundamente vinculados aos vícios, com dificuldade separam-se dos despojos em degradação, dando prosseguimento à alucinação em que se compraziam.
São infelizes e infelicitadores, porquanto se acercam das criaturas que vibram no seu mesmo diapasão, inspirando-lhes ideias perturbadoras, intoxicando-as com os seus fluidos deletérios, induzindo-as a situações deploráveis e submetendo-as, muitas vezes, aos seus caprichos infelizes…
Ignorantes dos recursos de elevação ou renegando-os, jazem no cárcere da própria insânia, prolongando os padecimentos que os visitaram antes da desencarnação e que lhes estiolam a alegria e a esperança…
Não ficam, porém, eternamente nesse estado de mesquinhez e aflição, porque a misericórdia do Pai os busca, recambiando-os aos renascimentos expiatórios através dos quais se depuram e se renovam.
A morte, portanto, não deve ser considerada como a desventurada ocorrência da vida, mas sim, como a desveladora da realidade espiritual, na qual, todos se encontram mergulhados.
Por isso mesmo, morrer não é conquistar a ventura excelsa, caso não se tenha entesourado antes os seus pródromos em forma de amor, abnegação e vivência digna durante a jornada terrestre.
Cada criatura, portanto, morre conforme vive, e desperta consoante morreu.
Não esperes milagres da desencarnação, cujo objetivo é conduzir ao Grande Lar o aprendiz que viajou antes na direção do educandário terrestre, onde se deve ter aprimorado e crescido moralmente.
Cultiva o pensamento em torno da desencarnação como bênção que um dia te alcançará, e não te permitas temê-la.
Recorda aqueles que se apartaram fisicamente de ti, mas que não te abandonaram, procurando senti-los, captar-lhes os pensamentos e as emoções, quando felizes, e, se porventura lhes perceberes as aflições, envolve-os em dúlcidas vibrações de amor e de ternura através da sublime emanação da prece, que lhes fará um grande bem.
Joanna de Ângelis
Mensagem psicografada pelo médium Divaldo Pereira Franco, na manhã de 22.05.2009,na residência do Sr. Josef Jackulak, em Viena.

Mitologia, Kardec e Maria – uma reflexão sobre natureza biológica de Jesus

Os evangelhos de Lucas e Mateus descrevem que Maria manteve-se “virgem” e que Jesus, hipoteticamente, fora concebido pelo “Espírito Santo”, ou seja, a concepção de Maria acontecera de forma “sobrenatural”, sem a participação do esposo, conquanto já fosse recém-casada com José, à época.
A crença na virgindade de Maria e a suposta “fecundação divina” nada mais é senão uma “fotocópia” rudimentar, diríamos – uma imitação burlesca – dos mitos pagãos organizados pelas castas sacerdotais ancestrais. A explicação desses pormenores históricos é indispensável ao espírita, para preservar-lhe contra as deturpações místicas imposta por longos anos por tradicional instituição “unificadora” do Brasil. Até porque, pesquisas e estudos sobre a fábula mitológica, bem como da História das Religiões, comprovam de maneira categórica a origem da alegoria do nascimento virginal.
Indubitavelmente, o Evangelho sofreu a influência da mitologia grega. Por isso, devemos separar o mito helênico do que é ensinamento moral; a rigor, foi exatamente, por isso que Allan Kardec ao publicar “O Evangelho Segundo o Espiritismo”, transcreveu tão somente o ensino moral de Jesus.
Historicamente, a “virgindade” de Maria embrenhou-se de tal forma no imaginário coletivo dos cristãos que se incorporou ao seu nome. É verdade! A “virgem Maria” transformou o filho Jesus em vulto mitológico, e nada melhor para exaltar o “homem-deus” do que situá-lo como filho de uma “virgem”. Por falar nisso, Allan Kardec fez oportuno ensaio comparativo a respeito das teorias do pecado original e da virgindade de Maria, situando a mãe de Jesus como virgem, não do ponto de vista biológico, mas sob o enfoque espiritual. [1]
Em conformidade com determinadas narrativas do Evangelho, Maria teria recebido a visita lendária de um “anjo” de nome Gabriel, o qual anunciou à jovem sua “fecundação” através da intervenção do “Espírito Santo”. Ora, a Doutrina Espírita convida-nos a desenvolver uma fé raciocinada, analisando, sensatamente, as narrativas do Evangelho. Ante os dilemas interpretativos dos conceitos literais escritos pelos apóstolos, o Codificador advertiu que a religião deve caminhar em consonância com a ciência, de modo que a primeira não ignore a última e vice-versa.
Cá para nós, qual seria a desonra de Maria sobre a maternidade segundo as leis biológicas? Teria ela traído José e se “corrompido moralmente” conforme já ouvimos de alguns? O que pensar da oblata suprema de Jesus no Calvário, se seu corpo fosse um sortilégio “quintessenciado”? Seria uma representação ridícula! Será que dá para conceber o Cristo (Modelo) imune de dor, em face do seu corpo ser, energeticamente, “sutilizado”, enquanto os primeiros cristãos mergulhados na carne, seriam devorados pelas feras nas arenas romanas?
Não paira nenhuma dúvida que Maria foi um Espírito muito elevado moralmente, razão pela qual recebeu a missão sublime de gestar o “Modelo e Guia” da humanidade. Porém, Jesus foi, ridiculamente, transformado numa figura mitológica e, sendo um “ídolo deificado”, não poderia ter nascido do “pecado original” das tradições adâmicas. O fato de Jesus ter sido concebido de forma “milagrosa” contradiz as vias naturais de reprodução humana, e para a Doutrina dos Espíritos esta é uma questão de elevadíssima importância, uma vez que a fecundação biológica é uma decorrência das Leis Naturais.
Em resumo, reafirmamos que a fecundação de Maria se deu por vias, decididamente, normais, através da respeitosa comunhão sexual com seu esposo, tal como ocorre entre todos os casais equilibrados da Terra. Em face disso, Kardec apresenta Jesus como o Modelo mais perfeito para a evolução humana, logo, o seu corpo deveria ter a mesma constituição biológica daqueles aos quais ele deveria servir de Modelo, e seu testemunho basear-se na subordinação das leis naturais.
Ah! Dizem que a ciência pode gerar um humano através da fertilização in vitro ou outros métodos não uterinos. Ora, ainda que o perispírito de Jesus seja o mais puro da Terra, Ele não derrogaria as leis de reprodução. Portanto, Jesus não poderia aparentar estar, biologicamente, encarnado, senão, o período da manjedoura até a cruz teria sido um simulacro de um ilusionista amador ou uma caricata encenação teatral.
Sob o ponto de vista da lógica kardeciana, a humanização de Jesus torna os cristãos mais esperançosos na autotransformação moral, pois leva seus seguidores a serem mais disciplinados e conscienciosos. Do contrário, a “deificação de Jesus”, faz do “Modelo e Guia” uma entidade inalcançável e, assim, torna suas lições inexecutáveis, pois são atos próprios à vida de um “extraterrestre” ou do próprio “Deus” (para os místicos).
A concordância com o “Jesus mitológico” abre precedentes para outros entendimentos igualmente lendários a respeito da vida e do legado do Mestre de Nazaré, mas, infelizmente, apesar de serem ideias extravagantes, acabam sendo admitidas como verdadeiras, a partir da aceitação de premissas ingênuas.
Como analisamos, o Espiritismo alerta para uma visão da natureza biológica de Jesus, desmistifica a virgindade de Maria, mostrando sua grandeza maternal. A legítima literatura espírita, juntamente, com os ensinamentos recebidos dos espíritos superiores (durante a Codificação) garante que Deus jamais quebraria a harmonia das leis da natureza. Por que haveria Jesus de desrespeitar a lei de reprodução biológica?
Jorge Hessen
Referência bibliográfica:
[1] KARDEC, Allan. Revista Espírita, janeiro de 1862, Brasília: Ed. Edicel, 2002.

Recurso educativo da dor

As dores físicas, morais, as tragédias e sofrimentos e aflições em geral conclamam a, no mínimo, duas posturas: a) despertar em nós a compaixão diante do sofrimento alheio, convidando à disposição de auxiliar; b) fazer com que vejamos as consequências da negligência ou do mal a quem delibera-se entregar a ele. Especialmente, para que, igualmente, não nos deixemos levar pela correnteza dos equívocos deliberados.
A Lei Divina não é omissa e todos seremos chamados à corrigenda, mais cedo ou mais tarde, face aos destrambelhos que nos permitimos, sem pensar ou refletir nas consequências. Por isso a dor é educativa e, em muitos casos, poderia ser evitada. Construímos a dor com nossos destemperos emocionais, com nossa vaidade ou arrogância, com nossa rebeldia ou desobediência à Lei de Amor que deve reger nossos relacionamentos.
Por isso a dor que nos causa a criança paralítica, o cego de nascença, o tumor que se exterioriza, mas também o abandono, a fome e mesmo a miséria moral ou a perturbação mental, são imagens das consequências de ontem refletindo-se hoje. Ou mesmo, efeito imediato do hoje.
Nossas ações que lesam o próximo, prejudicam a vida e sua ordem, ou lesam a nós mesmos trarão inevitáveis consequências no futuro, nunca como castigo, mas sempre como alto recurso educativo. É a didática da vida. Melhor que não façamos o que fizeram, os que agora sofrem as consequências. Para que não ocorra conosco o mesmo, ou pior, como conhecido ensino já à disposição do conhecimento humano.
Algumas tempestades que nos atingem são meros frutos de nossas ações, nem sempre do passado, muitas vezes do presente mesmo, por isso o cuidado em viver com dignidade e decência, respeitando a vida e seus desdobramentos em todos os sentidos.
O “Vigiai e Orai” Daquele que é a luz do mundo, da sabedoria de quem indica por experiência e por maturidade, mas também por amor que orienta, deve ser nosso corrimão para seguir. Do contrário, somos sugados pelas ilusões, adentrando perigosos caminhos de sedução e equívocos, sempre geradores de lágrimas, aflições e dor, que não, necessariamente, tenhamos que passar. Aprendizado é antes de tudo, disciplina.
Orson Peter Carrara

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2019

ATENDIMENTO FRATERNO HOJE NO C E PERSEVERANÇA NO BEM


domingo, 3 de fevereiro de 2019

O Deus transcendente no Ocidente


Deus transcendente, esta é ideia proposta pelas grandes religiões ocidentais.
Por Deus estar além da criação e das criaturas, o propósito das religiões é mediar a relação com Deus.

O Deus transcendente no Ocidente

Artigo baseado na obra: Tu és isso: Transformando a metáfora religiosa, de Joseph Campbell.
No Ocidente as grandes religiões concebem a ideia de um Deus transcendente, ou seja, está além do humano e da criação.
Deus é um criador que fez o mundo e Deus e o mundo são distintos e há o criador e a criação e as criaturas.
Por ser Deus transcendente está além e as religiões ocidentais tem o propósito de fazer o ser humano se relacionar com Deus.
Joseph Campbell diz na obra citada:
Na tradição ocidental, o divino não existe dentro de você.
Quando você se volta para dentro de si mesmo, encontra uma alma humana e ela pode ou não estar num relacionamento apropriado com seu criador.
O grande mundo da tradição bíblica nos diz que a natureza é corrupta e que a queda ocorreu, seja ela designada como Pecado Original ou não.
Todo o conceito de pecado está envolvido aqui, porque você tem uma responsabilidade para com Deus de obedecer a algum tipo de lei que imagina ter sido promulgada por Ele.
No Ocidente a relação com Deus é mediada por uma instituição.
A relação com Deus indica que o ser humano e Deus estão dissociados e o ser humano é alguém privado de um senso de divindade em si mesmo.
As religiões ocidentais propagam a ideia de um pacto com a instituição religiosa e com a adoção de uma crença baseada nas afirmações de livros sagrados.
As instituições religiosas são organizações sociais em que cargos e funções são estabelecidos e, desta forma, pessoa ocupam cargos e são figuras de autoridade na relação do indivíduo com a divindade.
Também pela situação de Deus ser transcendente, Ele está em “outro lugar” e a jornada humana se baseia em buscar ser merecedor de num dia vindouro vir a estar neste lugar sagrado ao lado de Deus.
Deus é um Pai que está no céu.

Seu relacionamento não anda bem?

divórcio
Meus filhos, se temos confrontos com o nosso próprio ser, o que dizer de abrir a nossa vida para outro entrar?
Relacionamento é renúncia. Existe uma inegável abertura transformadora em nosso comportamento de vida física e (re)criação de laço espiritual.
A palavra básica nessa união de almas é respeito, que cabe nos diversos tipos de relacionamentos da sociedade moderna.
O respeito, associado ao diálogo, traz paz e serenidade neste processo, evitando qualquer tipo de influência externa, incluindo a espiritual.
Se algo não vai bem em seu relacionamento, fortaleça essa conexão das duas partes.
Não faça a parte do outro. Ninguém salva casamento tentando fazer a sua e a parte do outro.
Com as duas partes com desejos mútuos de relacionamento, não existe Magia Negra, fofoca ou picuinha que possam abalar o amor.
Ao invés de apontar para questões externas pelo insucesso do relacionamento, voltamos para o respeito e o diálogo das duas partes.
Se recuperar essa essência, e se as duas partes desejarem, se recupera o amor.
Reflita.
Abraço fraterno do Irmão Luz.

Em que tempo você vive?

depressão
CHICO DE MINAS XAVIER | Irmão Luz
Minha filha, meu filho, nosso tempo é interior, mas precisamos estar presentes no tempo do mundo para não perdermos o passo do nosso resgate kármico, intimamente ligado nos acontecimentos cotidianos.
Vivemos, portanto, mais de um tempo. Ao lado desse tempo de florescer interior, precisamos usar os desafios da vida – profissional e em relacionamentos pessoais – para autoconhecimento.
A chama interior não pode se apagar – e, acredite, a lenha para manter esse fogo aceso está nas dores, na alegria, nas conquistas e conflitos que estamos sujeitos pelo simples ato de viver.
Chico Xavier já dizia que o maior arrependimento de irmãos desencarnados é a sensação de tempo perdido aqui na terra, a maior de todas as escolas.
Precisamos, para o nosso próprio bem, realizar esse resgate da nossa essência no presente. De que maneira o seu íntimo se conecta com o aqui e o agora?
É através das artes, da literatura, do amor ao próximo? De que maneira você se entrega ao mundo e essa ação te traz plenitude?
Esse caminho é árido, mas é essencial para encontrarmos as respostas para a maioria das nossas indagações.
Reflita.
Abraço fraterno do Irmão Luz.

sábado, 2 de fevereiro de 2019

ATENDIMENTO NO SABADO